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sexta-feira, 5 de junho de 2015

Técnicos do HC podem fazer delação premiada para entregar médicos fantasmas

 no Paraná Portal 

Servidores técnico-administrativos do Hospital de Clínicas da Universidade Federal podem fechar acordos de delação premiada e colaborar com a Justiça nas investigações sobre os médicos fantasmas da instituição. Funcionários alegam que teriam sido coagidos a fraudar as folhas-ponto dos especialistas.

Caso estes servidores queiram colaborar com a Justiça, delatando as irregularidades, terão o sigilo de identidade garantido e as penas por participarem das irregularidades podem ser perdoadas. Os funcionários que tiverem interesse devem procurar o Sinditest, Sindicato dos servidores em educação no terceiro grau público de Curitiba, Região e Litoral, até o dia 09 de junho.

A Operação São Lucas foi deflagrada no dia 21 de maio, cumprindo mandados de busca e apreensão e condução coercitiva no HC. Segundo as investigações, iniciadas pela Controladoria Geral da União, pelo menos 10 médicos recebiam salários de 4 a 20 mil reais, mas não apareciam para trabalhar. O número pode ser ainda maior.
A Universidade Federal do Paraná, responsável pelo HC, já começou a instalar as comissões que vão conduzir os processos administrativos contra os médicos. A oitiva das testemunhas e dos próprios acusados começa nas próximas semanas. A lista dos médicos indiciados por crimes contra o serviço público inclui Renato Valente de Almeida e Mário Luvizotto, nefrologistas; Paulo Tadeu de Almeida e Emerson Neves, clínicos médicos; Jorge Ledesma, Carlos Edson Scheidemantel e Cátia Fonteles, radiologistas; Luiz Pizzato, radioterapeuta; Jerônimo Antônio Fortunato Júnior, cirurgião vascular; e Marcelo Cosendey, de setor não informado. Jerônimo Antônio Fortunato Júnior é o presidente da Cruz Vermelha do Paraná e Paulo Tadeu Rodrigues de Almeida é diretor de hemobancos em Curitiba.

O superintendente do HC, Fábio Tomasich, explica que todo o acompanhamento da vida funcional é feito diretamente pela UFPR, e não no hospital. Ele também conta que alguns dos médicos denunciados já respondiam processos internos na instituição. A Polícia Federal ouviu, além dos 10 médicos, outros sete funcionários do hospital.

(Com informações da jornalista Maria Eduarda Lass, na BandNews FM Curitiba)