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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

ACAMPAMENTO MODELO DE PRODUÇÃO AGROFLORESTAL AMEAÇADO DE SER DESTRUÍDO POR DECISÃO DE JUÍZA DE ANTONINA.




no Facebook do Angel Mar Roman

O documentário “Agrofloresta é mais”, produzido pela Fundação Osvaldo Cruz, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal do Paraná, Associação Paranaense das Vitimas Expostas ao Amianto e aos Agrotóxicos, Ministério Publico do Trabalho do Paraná; conta a história do acampamento José Lutzenberger – município de Antonina – Paraná.

Tudo começou em 2004 com a ocupação por pequenos produtores de uma propriedade – localizada em uma reserva ambiental de Mata Atlântica – cuja floresta estava totalmente destruída pela criação de búfalos.

O desafio dos ocupantes era recuperar ambientalmente a área e assegurar a produção de alimentos para a sobrevivência da comunidade. O documentário “Agrofloresta é mais” registra esta experiência de organização e trabalho.

Esse documentário foi traduzido para o espanhol, inglês e francês e está sendo distribuído para diversas organizações nacionais e internacionais, para dar visibilidade a esse modelo de produção agroflorestal de convívio harmonioso com a natureza.

Em 2017 o acampamento José Lutzenberger ganhou o prêmio “Juliana Santilli” do Instituto Socioambiental (ISA) de conservação e ampliação da agrobiodiversidade.

Temos conhecimento da existência no INCRA Paraná, de Processo de Obtenção amigável da área,que esta em fase final de instrução, faltando a assinatura dos confrontantes e a atualização dos dados da cadeia dominial. A juíza da Comarca de Antonina determinou o despejo com força policial das famílias que há mais de 15 anos vivem e trabalham na área.

Autorizou também a demolição das casas, escola, área de produção, ciranda infantil, centro comunitário, sede da agroindústria de processamento de alimentos, viveiro de mudas e os 20 hectares de agrofloresta em produção.

Mensalmente as famílias entregam 15 toneladas de variedades de alimentos agroecológicos certificados (banana, laranja, goiaba, fruta do conde, a raça, batata-doce, cara,inhame, palmito pupunha, polpa de açaí juçara, hortaliças) para 70 escolas da rede municipal e estadual em 5 municípios (Antonina, Morretes, Pontal do Sul, Guaratuba, Matinhos) no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Estamos apreensivos e preocupados com a possível destruição total da Comunidade Agroflorestal Jose Lutzenberger, que é fruto do trabalho humano e coletivo das famílias nos últimos 15 anos..Para isso solicitamos a intervenção imediata do Governo do Estado, do INCRA e do Poder Judiciário e do Ministério Público do Paraná e Prefeitura Municipal de Antonina para a busca de uma solução pacifica regularizando a área para as famílias.

Centro de Pesquisa e Extensão em Direito Socioambiental – CEPEDIS
Terra de Direitos
Núcleo de Estudos de Saúde Coletiva -UFPR
Observatório do Uso de Agrotóxicos e consequencias para a Saúde Humana e Ambiental do Paraná