no Zero Hora
Os médicos que trabalham em postos, pronto atendimentos e hospitais ligados à prefeitura de Porto Alegre ameaçam entrar em greve. A categoria marcou o dia 14 de abril como prazo final para que o município inicie as negociações para evitar a paralisação, que comprometeria o atendimento de milhares de usuários do SUS na Capital.
Atuam nas unidades vinculadas à Secretaria Municipal de Saúde cerca de 1,3 mil médicos. Somente no Hospital de Pronto Socorro, a possível greve poderia afetar as cerca de 900 internações e os 22 mil atendimentos ambulatoriais feitos por mês.
Segundo o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), os profissionais reivindicam a adoção do piso nacional médico, de R$ 7 mil, e a implantação de um plano de carreira. O presidente do Simers, Paulo de Argollo Mendes, ressaltou que os baixos salários expulsam os médicos do SUS.
– O efeito é o aumento do tempo de espera por consultas com especialistas e cirurgia, que pode durar anos.
No HPS, o déficit apontado pelo Simers alcança 20% dos profissionais, que somam 365 médicos.
A assessoria da prefeitura preferiu não se manifestar sobre a ameaça.
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