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sexta-feira, 2 de março de 2012

Dúvidas existenciais sobre governabilidade


Tenho acompanhado, quase que a distância, uma discussão no twitter sobre a governabilidade, as coalizões e a necessidade que qualquer governo tem de apoio no congresso.
Na primeira hora eu esperneei com a condução do bispo Crivella ao ministério. Depois comecei a acompanhar os argumentos de lado a lado. Então, é o seguinte:
Ninguém pode ser discriminado por sua crença religiosa. Não é mesmo, bispo Crivella? 

Assim como ninguém pode ser discriminado por NÃO ter crença religiosa, NEM por sua opção sexual, não é mesmo, bispo Crivella?

Ninguém consegue governar sozinho, sem uma base de apoio que garanta a “governabilidade”. 

Esperar de nossos congressistas uma atuação republicana, com apoio incondicional a medidas de interesse da nação, relegando seu apetite - err... digo - sua busca por benesses - err... digo - seu fisiologismo descarado a segundo plano, nem pensar!

No entanto, se para garantir a governabilidade, as concessões passarem do razoável, então está na hora de rever a coisa toda, zerar o jogo e começar tudo de novo. OPS!!! Mas daí isto tem cheiro de parlamentarismo... Quem gosta de parlamentarismo é tucano né?

Não consigo engolir “base de apoio” com Maluf, nem com Bolsonaro, muito menos com Sarney/ Collor de Mello (vade retro!), Geddel Vieira, Kassab, Edison Lobão, Nelson Jobim, Pedro Novais, Moreira Franco, Alfredo Nascimento, Mário Negromonte, et Caterva.  

Se tem que fazer aliança com o diabo para governar o purgatório, é porque a gente não vendeu o seu peixe direito...

Tô fora.


Comentário do Beto Mafra no Twitter:
Os governos do PT desde 2003 são, em si, uma revolução. A coalizão rebaixa, homogeiniza por baixo. Somos mais do que isso. 
Essa configuração que temos hoje é do GOLBERY, nada pior. 

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