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sexta-feira, 9 de março de 2012

Indústria do fumo apela à Casa Civil


Passando por cima da Anvisa, lobby pede a Gleisi Hoffman uma câmara técnica para debater o impedimento de aditivos ao cigarro


A indústria do tabaco reforçou nesta semana o lobby para tentar barrar a aprovação da proibição do uso de aditivos nos cigarros, como menta e cravo. A cinco dias da votação do texto da resolução, em discussão na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2011, sindicatos de produtores lançaram um manifesto sugerindo a criação de uma câmara técnica para aprofundar a análise do assunto.


A pressão extrapola a Anvisa, onde o assunto deverá ser decidido na terça- feira. Afirmando que produtores estariam sob risco se a restrição fosse aprovada,representantes da indústria apelaram à ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Em carta, disseram não haver evidências científicas de que o uso de aditivos aumente o risco à saúde observam que nenhum país adotou medida tão rigorosa.

Grupos anti tabagistas e associações médicas contra-atacaram: também em carta à ministra, contestam a afirmação de que a proibição poria em risco a subsistência de pequenos agricultores e reforçam a necessidade da proibição de aditivos- considerado por médicos como um artifício para atrair jovens. 

"Não temos objeção à proibição de produtos como morango ou chocolate. Mas não há razão para retirada do mentol, do cravo e do açúcar", afirmou o Carlos Galant, da Associação Brasileira de Fumo. Como argumento, o grupo citou um estudo que demonstraria que o risco de cigarros mentolados de causar câncer do pulmão seria menor que o de cigarros comuns.A Anvisa afirmou que não se manifestaria sobre documentos ou estudos divulgados pela entidade.
Presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, Romeu Schneider afirmou ontem que a versão do texto da resolução a ser votada na próxima semana pela Anvisa é mais restritiva que a original. Se aprovada, disse, ela inviabilizaria a fabricação de 99% dos cigarros vendidos atualmente.
A mudança teria sido provocada pela descrição de todos os produtos que não poderiam ser usados como aditivos: não apenas os que dão sabor ao cigarro, mas ingredientes que atuam na estabilidade e harmonia do paladar.
A Anvisa informou que o texto em discussão proíbe aromatizantes, flavorizantes e ameliorantes, usados para reduzir a irritação da fumaça.

Nada que não estivesse na primeira proposta.

A versão em discussão pela Anvisa prevê a proibição de aditivos, com uma exceção: o açúcar.
Pela proposta em análise, seu uso seria analisado em até um ano,após especialistas serem ouvidos.
Agricultores dizem que a adição do produto é indispensável no caso dofumo Burley, que perde o açúcar existente na folha durante o processo de secagem.
A exceção não havia sido prevista na primeira versão, colocada em consulta pública no ano passado.A mudança foi feita justamente para tentar reduzir a polêmica.
Em fevereiro, a proposta foi discutida em reunião pública da diretoria da Anvisa. Mas não houve acordo.
O assunto deverá ser decidido na próxima terça, durante nova reunião de diretores.


PARA ENTENDER



Proibição ajudaria jovens
A proposta da Anvisa de proibição dos aditivos em cigarros segue orientação da Convenção Quadro do Tabaco, acordo internacional com normas para prevenir e combater o fumo do qual o Brasil é signatário.
Especialistas dizem que a proibição é importante para neutralizar uma estratégia da indústria de atrair crianças.
Posto em consulta pública, o texto recebeu 247 mil manifestações - mas, segundo a Anvisa, poucas contribuições para a alteração do texto. Uma audiência pública foi feita. Para tentar reduzir a polêmica, foi aberta a exceção para o açúcar pelo menos por um ano, até a decisão de um grupo técnico especial.

Um comentário:

  1. O correto é.... O lobby da saúde, sob pretexto de se preocupar com o semelhante, está acabando com 10 bilhoes em impostos, 180 mil familias de pequenas propriedades sem emprego. O lobby da saúde, está fazendo aparecer com uma intensidade cada vez maior, o contrabandista, que já responde por 3 bilhoes de impostos perdidos( daria para fazer 3 estradas duplicadas entre Osorio e Fpolis). O lobby da saúde, está transferindos toda a produção de tabaco para o Paraguai, continuaremos fumando de qualquer forma, porém, sem impostos mais, nem empregos, porque ninguem é inocente, achando que vão terminar os fumantes. Hoje, o lobby da saúde, está fazendo isso, sem se importar com nada, apenas com pretexto de querer se preocupar com o que o outro faz ou deixa de fazer. enfim, o lobby da saúde, está fazendo como a cabelereira Aline, que fuma cigarro mentolado, disse, ao ser indagada como irá fazer, se proibirem cigarro com aditivou ou menta... "- simples disse ela, vou comprar do Marcos, que traz do Paraguai". É isso, que o pessoal do lobby da saúde, vai fazer. Eles não tão nem ai, para quebradeira geral do governo, das frutas verduras(vai quebrar se produtores irem para hortaliça), eles querem que o trabalhador se exploda. Pior, o lobby da saúde, vai proibir tabaco, e vai aumentar os casos de cancer, cancer de pulmão. Podem conferir. É bem isso. Sempre foi e será. Não se iludam. DAqui a 10 anos, voltamos a conversar e ver o caos, que o lobby da saúde, vai deixar esse país, sob pretexto de se preocupar com o que voce faz ou deixa de fazer.

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