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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Brasil: trinta e quatro bilionários a menos

Tá no blog do Campana
Nos últimos quatro anos, a onda de aberturas de capital criou uma nova geração de magnatas no Brasil. Pois bastaram alguns meses de crise para que surgisse um outro clube: o dos ex-bilionários.
Segundo a revista Exame:
“Um levantamento exclusivo feito por EXAME dá números a esse fenômeno. Dos 39 bilionários surgidos no país nos últimos quatro anos, 34 têm hoje patrimônio inferior a 1 bilhão de reais (em alguns casos, bastante inferior). Juntos, esses empresários chegaram a acumular uma fortuna de 97,5 bilhões de reais. Hoje, suas participações, somadas, não passam de 20 bilhões. Algumas desvalorizações de patrimônio chamam a atenção por sua magnitude. Os irmãos Constantino, donos da Gol, chegaram a ter 2,9 bilhões de reais cada um em maio de 2006. Hoje, têm 380 milhões, uma queda de 86,9%.”
COMENTÁRIO:
Esta coisa inacreditável de que "o dinheiro sumiu", demonstra bem o mundinho de faz de conta em que a economia mundial estava vivendo. A Gazeta do Povo trouxe ontem no caderno de Economia manchete digna do David Copperfield:
"O desaparecimento de US$ 30 trilhões".
Imagine só! US$ 30 trilhões em notas de 1 dolar, dava para pavimentar ida e volta o caminho da Terra à Lua... Se sumiu, é porque nunca existiu! Mais ou menos naquela linha que já apareceu aqui em uma postagem anterior, na qual o Delfim Neto diz que a banca fingiu transformar cocô em ouro e depois vendeu para os otários.
Explicação diversa (diversa sim, mas nem por isso fede menos) deve ser a do "sumiço" dos ativos dos irmãos Constantino, donos da Gol. Sempre bom lembrar para os distraídos, que o ínclito Nenê Constantino foi aquele mesmo que deu na mão do Joaquim Roriz um cheque de R$ 2 milhões para que o Senador o descontasse na boca do caixa e ficasse com o troco...
Tudo na base da cumplicidade, digo, amizade como aliás, convém às almas mais puras...

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