O Brasil pode vir a sediar o próximo Fórum Global de Recursos Humanos em Saúde, em 2014. O pleito foi levantado pelos países da América Latina durante a segunda edição do evento, que aconteceu entre 25 e 29 de janeiro, em Bangkok, na Tailândia.
A Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde coordenou a participação de representantes da área de RH de países da Argentina, Paraguai, Colômbia, Peru, Suriname e El Salvador. Também liderou uma delegação de 18 brasileiros entre técnicos e gestores estaduais e municipais do SUS.
Na ocasião, foram apresentados avanços recentes em países latino-americanos como Peru e El-Salvador, na África e Ásia. Pelo Brasil, o destaque ficou pela Universidade Aberta do SUS (UnA-SUS) e a participação do país na reconstrução do sistema de saúde do Haiti.
Das experiências exitosas mostradas por outros países, foram apresentadas estratégias que possibilitam uma maior flexibilidade no recrutamento local de pessoal em comunidades remotas ou periferias urbanas para fazer cursos de graduação ou de especialização na área da saúde. "Mas não basta apenas recrutar. A estratégia é ter o processo educacional mais próximo da comunidade, pois pesquisas apontam que se os profissionais estudarem próximos de seus locais de origem, é mais provável que se fixem lá", explica o assessor internacional da SGTES, Roberto Esteves, informando que a ideia começa a ser desenvolvida na África do Sul e Tailândia.
Sobre o Fórum
O objetivo do Fórum é analisar os progressos relacionados aos compromissos firmados durante a Declaração de Kampala, firmada na primeira edição do encontro, que aconteceu em março de 2008, na Uganda. Também foram renovados compromissos relacionados aos recursos humanos em saúde tendo em vistas os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
Uganda e Tailândia foram escolhidos para sediar o evento por conta de um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), de 2006, sobre Recursos Humanos em Saúde, que apontou 57 países em crise em relação à quantidade de profissionais de saúde por habitante. A maior incidência está nos continentes africano e asiático.
O II Fórum foi realizado graças à Aliança Global para a Força de Trabalho em Saúde (GHWA, do inglês "Global Health Workforce Alliance"), a "Prince Mahidol Award Conference", a Organização Mundial da Saúde e a Agência Japonesa de Cooperação Internacional, além do apoio de muitas outras agências, especialmente a Fundação Rockefeller, o Conselho Médico Chinês e o Banco Mundial.
Fonte: 11/02/2011 - Assessoria Internacional da SGTES
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