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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Se a moda pega... Alvo de ação movida por torcedor, árbitro comparece a juizado


Lancepress via fSP

Alvo de uma ação por danos morais e materiais devido ao pênalti marcado no jogo entre Cruzeiro e Corinthians no Campeonato Brasileiro, o árbitro Sandro Meira Ricci compareceu, nesta sexta-feira, ao Juizado Especial das Relações de Consumo --em Belo Horizonte.
Almeida Rocha - 15.nov.2010/Folhapress
O árbitro Sandro Meira Ricci em lance da partida entre Corinthians e Cruzeiro
O árbitro Sandro Meira Ricci
A ação é movida pelo torcedor cruzeirense João Carlos Fonseca, que sentiu lesado pelo pênalti marcado a favor do Corinthians --no dia 11 de novembro. A infranção foi assinalada aos 41min do segundo tempo, quando o jogo estava 0 a 0.
No lance, o zagueiro Gil saltou para cabecear uma bola atrás de Ronaldo. Com a presença do cruzeirense, o atacante caiu na área e Ricci marcou pênalti. O ex-camisa 9 corintiano se encarregou da cobrança e fez o gol da vitória do time de Tite.
A alegação de Fonseca leva em consideração o artigo 30 do capítulo VIII do Código do Torcedor: 'É direito do torcedor que a arbitragem das competições desportivas seja independente, imparcial, previamente remunerada e isenta de pressões'.
Almeida Rocha - 13.nov.2010/Folhapress
Cruzeirenses reclamam com o pênalti marcado na partida contra o Corinthians
Cruzeirenses reclamam com o pênalti marcado na partida contra o Corinthians pelo juiz Sandro Meira Ricci
Fonseca quer ser ressarcido pela quantia que gastou para sair de Belo Horizonte e ir até São Paulo, além de uma indenização moral --ainda sem valor definido.
Sandro é mineiro, mas vive em Brasília. Nesta sexta, o caso não teve uma definição e o juiz decidiu marcar um novo julgamento para o próximo dia 26 de abril.
Ele [Sandro Meira Ricci] compareceu à audiência pessoalmente, acompanhado de seu advogado, e se reservou no direito de ficar calado todo o tempo" disse Fabrício Reis, advogado de Fonseca.
Já a defesa de Ricci alega ilegitimidade ativa do processo, sob o argumento de que um torcedor não poderia processar um árbitro. Se o juiz acatar a decisão da defesa, o processo será extinto.

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