O combate ao desperdício de recursos na saúde foi o destaque na manhã de hoje da 232ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde (CNS), realizada em Brasília. O debate contou com a contribuição de representantes do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e doConselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS).
O diretor do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), Adalberto Fulgêncio, destacou que o Ministério da Saúde realizou 1.001 auditorias e cerca de 3 mil visitas técnicas com o objetivo de verificar a qualidade dos serviços e combater o desperdício de recursos da saúde. “O ministério tem hoje diversas áreas de controle e monitoramento que estão dialogando mais, estão mais integrados. E isso está fazendo com que as auditorias possam ir a campo de maneira mais localizada. A gente quer, cada vez mais, transformar o poder da auditoria em poder inteligente dialogando com as áreas de regulação, sistemas de informação, fazer uma boa análise indo a campo. E trabalhar com os órgãos de investigação, como as polícias, só em casos nos quais há indício de corrupção, porque a auditoria é, antes de tudo, um sistema de gestão”, ressaltou Fulgêncio.
Segundo o diretor, a inclusão da democracia participativa tem o objetivo de dar mais transparência aos gastos públicos. “Nós temos que construir ambientes de democratização. Temos que possibilitar ao cidadão que ele exerça sua capacidade de fazer política, que o cidadão ative sua própria cidadania, seja ele organizado, como em sindicatos, ou seja individualizado. Por isso é importante criarmos conselhos de políticas públicas, ouvidorias e utilizar a imprensa como fonte de programação de auditoria para trazer mais transparência ao Estado brasileiro”, explicou Fulgêncio.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que é preciso fazer enfrentamento político do tema. “Nós temos capacidade de ouvir cada vez mais a sociedade e aprimorar os mecanismos de controle e fiscalização. E isso não pode ser tema de quem não aposta no SUS e acha que o Estado é ineficiente. Esse tema é nosso e temos que falar em alto e bom som que precisamos evitar o desperdício de recursos”, finalizou o ministro.
Mônica Plaza / Blog da Saúde
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