Gravações mostram interlocutores citando o nome do governador, diz senador.Richa se defende em nota e diz que nunca teve contato com investigados.
no Portal G1
O senador Roberto Requião (PMDB-PR) afirmou no Plenário do Senado, nesta quinta-feira (19), que e-mails interceptados pela Polícia Federal apontam que membros da quadrilha de Carlos Augusto Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, podem ter se encontrado com o governador do Paraná, Beto Richa.
As pessoas citadas nos registros da Polícia Federal, segundo o senador, são o argentino Roberto Coppola e Adriano Aprigio de Souza, cunhado de Cachoeira. Nos e-mails, Coppola teria dito que o encontro com Richa foi muito proveitoso e que o governador se comprometeu a reativar a empresa de loterias do estado, que foi fechada durante o mandato de Requião.
De acordo com Requião, Coppola já foi investigado pela polícia do Paraná, por suposta relação com fábricas de máquinas caça-níqueis.
O senador pediu no discurso que Beto Richa seja convocado a depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que deve começar as atividades nas próximas semanas no Congresso. Para o senador, o governador deve explicações sobre o envolvimento do nome dele nas investigações da Polícia Federal.
Em nota, a Secretaria de Estado da Comunicação Social afirma que o governador Beto Richa nunca falou e não tem qualquer relação com Coppola ou Aprígio. A texto diz ainda que o governador nunca tratou de qualquer proposta de reativação das loterias estaduas e nem autorizou qualquer membro do governo a falar sobre o assunto.
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