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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Para a turma do Bebeto, honestidade dos magistrados depende de contrapartida financeira

Veja algumas situações que chamaram a atenção na sessão de ontem da Assembleia.

na Gazeta do Povo

Ao usarem a palavra para defender o pagamento de auxílio-moradia aos juízes e desembargadores do Paraná, os deputados Ney Leprevost (PSD) e Ademar Traiano (PSDB) deram a entender que a honestidade dos magistrados depende de contrapartida financeira. Segundo Leprevost, o benefício vai servir de “incentivo” para que eles atuem com “independência e neutralidade”. Já Traiano afirmou que o pagamento vai garantir “isenção plena e total” e “autonomia e independência suficiente” para proferir sentenças.
Ao relatar pela CCJ as emendas apresentadas ao projeto do auxílio-moradia, Traiano usou um argumento, no mínimo, inusitado para defender a rejeição delas: a independência dos poderes impediria os parlamentares de emendar a proposta do TJ. Seria como se a Casa jamais pudesse alterar um projeto do Executivo, podendo apenas aprová-lo ou rejeitá-lo. Péricles de Mello (PT) alfinetou: “O senhor tem todo o direito de agradar os juízes, mas não deixá-los vermelhos [de vergonha]”.
Na última segunda-feira, Traiano havia dito que não tinha qualquer envolvimento no pedido de comissão geral de plenário para votação do projeto do auxílio-moradia. Ontem, porém, conforme publicado no site da Assembleia, ficou revelado que o requerimento que permitiu a manobra era de autoria do próprio Traiano, que obteve o apoio de mais 19 parlamentares.

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