no blog do Zé Dirceu
O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, obcecado pela conquista do terceiro mandato, possibilidade agora mais remota e que depende de um referendo - ele é acusado de comprar votos para aprovar a segunda reeleição - baixou um pacote de corte de gastos igual ao que os tucanos prometem baixar no Brasil se ganhassem a eleição de outubro.
O pacote colombiano corta recursos em diversas áreas, inclusive na saúde e desencadeou uma onda de protestos e manifestações em todo o país. O nosso vizinho ao Norte afunda, assim, numa crise social sem precedentes e a mídia brasileira faz de conta que não acontece nada lá. O desemprego já está em 12% e tende a subir para 14%, o maior da América Latina.
Os preços dos alimentos da cesta básica como batata e leite dispararam. Idem o da gasolina. Antes, durante e pós pacote, a política econômica e social de Uribe é um completo fracasso, mas ele não reconhece. Passou 2009 trombeteando que a Colômbia não estava em recessão e que não havia aumento da pobreza e do desemprego.
Agora a realidade se impõe. Será que há algum jornalista independente em nossa mídia para fazer uma matéria sobre as manifestações e a débâcle política de Uribe? Ou será que não interessa porque agora ele não conta mais com apoio político para o terceiro mandato? A possibilidade foi repudiada pela Corte Suprema como inconstitucional, e conforme demonstram as pesquisas, Uribe está sob risco de uma fragorosa derrota eleitoral caso se realize realmente o referendo a respeito.
COMENTÁRIO: Parafraseando: "Dai a Chaves o que é de Chaves, mas não deixeis de dar (atribuir) a Uribe o que é de Uribe"
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