Páginas

Mostrando postagens com marcador Preconceito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Preconceito. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Os níveis de barbárie da política brasileira foram atualizados

O encontro da intolerância religiosa com a direita brasileira produziu um novo marco de violência: contra as crianças e adolescentes, mas também contra o Sistema Único de Saúde.

via Outra Saúde (por e-mail)

CUSTE O QUE CUSTAR

O encontro da intolerância religiosa com a direita brasileira produziu um novo marco de violência: contra as crianças e adolescentes, mas também contra o Sistema Único de Saúde. O uso político do caso da menina de dez anos que engravidou começou no governo federal, se espalhou nas redes bolsonaristas até que, enfim, se converteu em palanque para deputados estaduais e vereadores. 

Tudo começa, como nota a reportagem do El País, com um vazamento – que, aliás, deveria ser investigado. No dia 8 de agosto, a criança deu entrada no Hospital Roberto Silvares, localizado na cidade onde mora, São Mateus (ES). Estuprada pelo marido de uma tia desde os seis anos, ela engravidou. Mesmo a ultrapassada legislação brasileira lhe assegurava duplamente o direito ao aborto, por ter sido vítima de violência sexual e pelos riscos físicos e psicológicos de uma gestação indesejada na sua idade. Ao invés de ter acesso ao que lhe era de direito, a criança foi exposta. Seu caso foi parar nas redes sociais da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos.

Damares Alves começou uma campanha para pressionar a menina de dez anos a levar a gravidez forçada adiante. Prometeu ‘ajudá-la’. Não satisfeita, a ministra enviou na quinta-feira “emissários” à cidade capixaba. 

terça-feira, 5 de maio de 2020

Artigo precioso: O Jair que há em nós

Bolsonaro é uma expressão bastante fiel do brasileiro médio, um retrato do modo de pensar o mundo, a sociedade e a política que caracteriza o típico cidadão do nosso país.

por Ivann Carlos Lago (recebi de meu amigo Michel Deolindo no Whatsapp)

O Brasil levará décadas para compreender o que aconteceu naquele nebuloso ano de 2018, quando seus eleitores escolheram, para presidir o país, Jair Bolsonaro. Capitão do Exército expulso da corporação por organização de ato terrorista; deputado de sete mandatos conhecido não pelos dois projetos de lei que conseguiu aprovar em 28 anos, mas pelas maquinações do submundo que incluem denúncias de “rachadinha”, contratação de parentes e envolvimento com milícias; ganhador do troféu de campeão nacional da escatologia, da falta de educação e das ofensas de todos os matizes de preconceito que se pode listar.

Embora seu discurso seja de negação da “velha política”, Bolsonaro, na verdade, representa não sua negação, mas o que há de pior nela. Ele é a materialização do lado mais nefasto, mais autoritário e mais inescrupuloso do sistema político brasileiro. Mas – e esse é o ponto que quero discutir hoje – ele está longe de ser algo surgido do nada ou brotado do chão pisoteado pela negação da política, alimentada nos anos que antecederam as eleições.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Bolsonaro esvazia o plano de controle de ISTs e o reduz ao uso de camisinha

Com o Carnaval se aproximando, o Ministério da Saúde decidiu preparar uma campanha de prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) para veiculação nos grandes meios de comunicação. Num primeiro momento, a ideia até parecia boa. Afinal, temos no Brasil epidemias como as de sífilis e HIV ainda crescentes, e uma população bastante desinformada e preconceituosa sobre o assunto. Entretanto, quando vemos o resultado da campanha encomendada é fácil constatar que quando o assunto envolve sexualidade ou ISTs, o governo sempre se equivoca.
A nova campanha "Usar camisinha é uma responsa de todos" foi lançada no último sábado em cerimônia com a presença do ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta. Preocupada com o crescimento das ISTs entre a população mais jovem, a campanha até acerta ao tentar dialogar com esse grupo utilizando uma linguagem de rap e atores do estilo "Malhação", mas erra feio principalmente na escolha do conteúdo e na forma como a mensagem é passada.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Governo Bolsonaro incluiu nova política para gravidez na adolescência: a abstinência sexual

Governo Bolsonaro incluiu nova política para gravidez na adolescência: a abstinência sexual. Ministério de Damares faz eventos com $ público pregando que jovens não transem. Ministério da Saúde acabou com caderneta do adolescente. Saúde na Escola esvaziado 

Ministério de Damares fez evento pra debater gravidez na adolescência. Convidou apenas religiosos entusiastas da abstinência sexual. Na entrada, cartazes criticavam camisinha com informação fantasiosa e relacionavam aborto e pedofilia. Ministério nega ter permitido os cartazes.



quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Talíria Petrone: Eu ESCOLHI ser mãe e sigo defendendo a legalização do aborto

por Talíria Petrone* no Twitter

Hora de falar sério e fazer o debate. Eu ESCOLHI ser mãe e sigo defendendo a legalização do aborto. A MINHA escolha não é a escolha de todas as mulheres. Do mesmo modo, o direito ao aborto seguro não obriga mulheres a interromperem a gravidez. E por que legalizar? Segue o fio:

1- Defender a legalização não é defender o aborto. A fé e valores individuais devem ser preservados pra quem for contra, mas não podem motivar leis num Estado Laico e que deve servir ao bem comum. Evidências, ciência e estatísticas devem motivar legislações.

2- E o aborto ilegal é uma das principais causas de mortes maternas, maioria negras e pobres. As ricas (parte delas religiosas, aliás) têm acesso ao aborto seguro porque podem pagar. Isso é questão de saúde pública, não de polícia. É papel do Estado garantir a vida das mulheres.

3 - A ilegalidade do aborto não impede que ele ocorra. São quase 1 milhão por ano aqui. Mulheres abortam por desespero, medo, falta de condições... São tantos os motivos e nunca é algo confortável. Com tanto abandono paterno, a culpa é da mulher por que mesmo? Eu hein...

4 - Não é verdade que se legalizar, o aborto será usado como método contraceptivo. Países aonde o aborto é legal mostram o oposto. Esse argumento é absurdo e antievidência! Legalização aumenta informação, o acolhimento e o debate sobre gestação indesejada.

5 - Os mesmos que mentem sobre o significado da legalização do aborto, dialogando com a desinformação e fundamentalismo, são contra a prevenção à gestação indesejada. Não querem falar sobre educação sexual nas escolas, interditam debate tão importante!

Defender que o aborto é questão de saúde pública e que interfere no corpo da mulher é defender a vida! Educação sexual para prevenir; contraceptivos para não engravidar; aborto legal, público e seguro para não morrer!


Resultado de imagem para talíria petrone
(*) Talíria Petrone @taliriapetrone
Professora de História, negra, feminista. Ex-vereadora de Niterói e deputada federal pelo PSOL do Rio de Janeiro.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Diga NÃO à discriminação na saúde!


Você conhece a "Agenda para Zero Discriminação nos Serviços de Saúde"?

Lançada pelo @UNAIDSglobal em 2017, a agenda tem como um dos seus objetivos, garantir que todas as pessoas possam receber os cuidados de saúde de que necessitam sem discriminação!

Conheça e saiba mais no site do @UNAIDSBrasil: unaids.org.br

#ZeroDiscriminação

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Sobre Bolsonaro. Para quem acha que estou exagerando.

Prof. Jai Michel Kenkel, da PUC-Rio (no FB da 
Dirce Schneider)


Cada um é formado pela sua história pessoal. Eu sou alemão, crescido nos Estados Unidos, acadêmico de relações internacionais (política). A guerra e a intolerância política afetaram profundamente a minha família. Isso me norteia politicamente.

Como alemão de minha geração, o ponto fixo inescapável que orienta toda a consciência na minha formação cidadã é o legado do fascismo: o Holocausto e a Segunda Guerra, e a firme missão de nunca deixar isso acontecer de novo, em lugar nenhum. Não existe nenhum princípio político mais sagrado que esse.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Frida brincando de fazer arte


via André Dahmer @malvados2h
"Esposa do mestre dos murais brinca alegremente com trabalhos de arte". 
Frida Kahlo foi apresentada desta maneira pela imprensa da época.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Sobre Educação Sexual. Mostre pros seus conhecidos bolsominions e crentelhos

- 55% das gravidez do Brasil não são planejadas - Uso incorreto de métodos populares de contracepção diminui a eficácia dos mesmos. - 4,1 bi por ano gastos em gestações não planejadas. Percebe a importância da educação sexual?

quarta-feira, 7 de março de 2018

Deputado que disse que quilombolas, índios e homossexuais são "tudo o que não presta", agora quer liberar o uso de veneno

Proposta quer sustar decisão e liberar agrotóxicos que contenham substância ‘Paraquate’

Billy Boss - Câmara dos Deputados

Luis Carlos Heinze: produto é comercializado em 85 países


A Câmara dos Deputados poderá sustar resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proíbe o uso no País de agrotóxicos que contenham a substância ativa ‘Paraquate’ em sua composição (Resolução 117/17).

É o que pretende o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 817/17, do deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS). “O setor agropecuário se depara com a proibição de uma das ferramentas mais importantes para o cultivo de várias das principais culturas nacionais - como a soja, cana-de-açúcar, milho, algodão e trigo”, observa Heinze.

O deputado argumenta que o Paraquate é registrado e comercializado em 85 países, entre os quais EUA, Canada, Austrália, Japão e Nova Zelândia, que, segundo ele, possuem os sistemas regulatórios mais exigentes do mundo. Para Heinze, o parecer da Anvisa fundamentou-se em argumentos políticos e não científicos.

O parecer da Anvisa que proíbe o uso de Paraquate conclui que o manuseio do produto pode levar a mutação genética e causar a doença de Parkinson.

Heinze rebate as conclusões da Anvisa baseando-se no parecer do órgão sanitário da Austrália (Australian Pesticides and Veterinary Medicines Authority (APVMA), o qual, segundo o deputado, concluiu em 2016 que não há relação causal do Paraquate com a doença de Parkinson ou com mutagenicidade.

Tramitação

O projeto será discutido e votado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, será analisado e votado pelo Plenário da Câmara dos Deputados.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:


Comentário: Luis Carlos Heinze é aquele mesmo deputado que em discurso de campanha, disse que quilombolas, índios e homossexuais são "tudo o que não presta".
Veja aqui

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O médico excomungado por aborto de menina de 9 anos vítima de estupro (republicando texto atualíssimo)

matéria publicada na BBC Brasil em 27 maio 2016 (mas estupidamente atual)

"Nunca tive dúvidas de que era o correto a fazer", diz obstetra sobre aborto em garota vítima de estupro

Este texto foi publicado originalmente no dia 19 de fevereiro de 2016, em cobertura sobre o debate de aborto em casos de microcefalia. O texto foi reorganizado para a publicação atual.

Em 30 anos como médico obstetra, o pernambucano Olímpio Moraes conhece como poucos a força do debate sobre direitos reprodutivos e aborto no Brasil. Ele foi excomungado duas vezes por representantes da Igreja Católica no Estado - uma delas apenas por apoiar a iniciativa disponibilizar pílulas do dia seguinte em postos de saúde no Carnaval do Recife. Na outra, por realizar o aborto em uma menina que ficou grávida após ser estuprada.

A polêmica que lhe trouxe fama na imprensa nacional ocorreu quando uma garota de nove anos do interior pernambucano foi encaminhada a Recife, grávida de gêmeos.

"Ela tinha menstruado uma vez só e não entendia o que estava acontecendo, embora fosse dito para ela o que era uma gravidez. Ela achava que estava doente e ia para o hospital tirar o tumor. Estava sempre com uma boneca", relembra.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

18 HOMENS votaram pela criminalização ATÉ EM CASOS DE ESTUPRO




MAS OLHA

Agora aquela menina que foi estuprada pelo pai, pelo tio, pelo padrasto, pelo conhecido da família, aquela menina não vai mais poder contar com o Estado para abortar legalmente. Aquela mulher que foi violentada onde quer que seja, por quem quer que seja e engravidar, ela esta desassistida. 

O estupro é um crime subnotificado, mas eis os dados: dos 527 mil estupros registrados por ano, 70% são cometidos contra menores de 17 anos e 52% contra menores de 13 anos. TREZE. 

De que adianta ficarem berrando por punições severas aos estupradores se as mulheres estão desassistidas, com um sistema despreparado e displicente? Agora essas mulheres serão obrigadas a recorrer a carniceiros de fundo de quintal ou clínicas caríssimas (as que podem, né) porque não, camaradas, elas não vão deixar de abortar porque é ilegal, elas só vão fazer isso de forma insegura e correndo risco de vida. 

Retrocesso já nem abarca mais o que está acontecendo neste país.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Constatação básica (e certeira) sobre a treta MBL/Santander/Prefeito tucanóide de POA

por cidadão médio
@manotelli


O erro foi fazer a exposição queer no interior do Santander Cultural. Se botassem os quadros na vidraça dos bancos o MBL defenderia.

sábado, 19 de agosto de 2017

Dispensa Maternidade | 50% das mães são demitidas até dois anos após licença, diz FGV


Na série de reportagens, mulheres relatam o assédio e preconceito sofrido no trabalho durante e após a gestação

Pelo menos metade das brasileiras foram demitidas no período de até dois anos depois da licença-maternidade, segundo pesquisa em andamento na Fundação Getúlio Vargas, a FGV. 
Realizado em um universo de 247 mil mães, com idade entre 25 e 35 anos, o estudo aponta também que, após seis meses de estabilidade, a probabilidade de demissão de mulheres que acabaram de se tornar mães é de 10%.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Depois de Charlottesville (EUA), mensagem neonazista é encontrada em banheiro da UFPR

Charllotesville é aqui: mensagem “Fora cotistas. Poder branco”, de cunho claramente racista e nazi-fascista, é encontrada em parede do banheiro da Faculdade de Medicina da UFPR, menos de uma semana após a manifestação “supremacista” nos Estados Unidos 



Para quem acha que a ascensão da ideologia neonazi-fascista está longe do Brasil, se engana. Apesar de inúmeras manifestações desse cunho terem acontecido aqui ao longo dos últimos anos, após o evento de Charlottesville, nos Estados Unidos, muitos acharam que ali havia um contexto diferente do brasileiro.

Uma mensagem encontrada no banheiro da Universidade Federal do Paraná (UFPR) nesta terça-feira (15), no entanto, prova que este tipo de pensamento está em alta no mundo todo, inclusive aqui.

O autor da pichação não foi identificado.“Fora cotistas. Poder branco”, estava escrito na parede do banheiro da Faculdade de Medicina da universidade.

sábado, 15 de julho de 2017

"Só uma mulher sabe o que é ter uma gravidez indesejada"

por Deutsche Welle - reproduzido na Carta Capital

Especialista em saúde reprodutiva comenta estágio do debate sobre aborto no Brasil e cita "propostas absurdas"

aborto é considerado crime no Código Penal Brasileiro com exceção de três circunstâncias: quando a gravidez representa risco de morte para a mulher, quando a gravidez é resultante de estupro ou quando o feto apresenta anencefalia.
O assunto é foco de constantes discussões na sociedade brasileira. Recentemente, a epidemia do vírus zika reavivou o debate sobre o direito ao aborto, especificamente devido ao risco de microcefalia provocado pela doença.
Também gerou polêmica o projeto de lei (PL) 1465/2013, do Distrito Federal, que prevê que imagens do desenvolvimento fetal sejam mostradas a mulheres vítimas de estupro antes de deixá-las decidir se querem ou não abortar. Após milhares aderirem a uma campanha online, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) comprometeu-se a vetar a proposta, o que deve fazer formalmente até a próxima semana.
"Muito do tempo das feministas e do movimento progressista no Brasil foi gasto nas últimas décadas para barrar o avanço de propostas absurdas", destaca a psicanalista e pesquisadora da Unicamp Margareth Arilha, que se dedica desde os anos 1980 a questões de gênero, saúde reprodutiva e políticas públicas.
Nesta entrevista, a especialista discute a questão da descriminalização do aborto no Brasil e fala sobre os avanços e retrocessos dos direitos reprodutivos no País. "A luta sempre partirá mais das mulheres. Sempre será difícil para um homem compreender", diz.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Da série "emendas piores que o soneto": o IENH tenta explicar o desastre "Se nada der certo”... e não deu certo

A resposta mais parece uma bela passada de recibo. Não convenceu.




A Instituição Evangélica de Novo Hamburgo – IENH vem a público, por meio desta nota, esclarecer a sua posição em virtude da atividade "Se nada der certo”, realizada no dia 17 de maio de 2017, pelos alunos da 3ª série do Ensino Médio e publicada no site Bombô (bombors.com.br).

A IENH é uma instituição de ensino com 185 anos de tradição em Novo Hamburgo e no decorrer da sua história sempre prezou pela formação pautada em valores. Com professores e funcionários comprometidos com a educação, já formou inúmeros profissionais que atuam nas mais diversas áreas do mercado de trabalho.

sábado, 15 de abril de 2017

Carta aberta à Sra. Homofobia



Querida Fulana,

se soubesse quem você é, seria só pra você que escreveria. Mas como mau caratismo geralmente se esconde, não sabemos seu nome e endereço. Assim, ao contrário do que você poderia ter feito, me dirijo aos quatro ventos. Mas é a você, só a você que escrevo.

Flyer homofóbico dirigido a casal gay em bairro residencial de Curitiba (PR)

Na sua “carta”, você diz que em breve nossa rua será mais alegre. Não tem nada de em breve, querida: já estamos morando aqui, a rua está uma alegria só, e você devia mesmo sair pra ver! Trazer seus amigos, filhos e netos.

Nos passeios matinais — ou nos finais de tarde — eles teriam a inspiração que não devem ter em casa. Afinal, pela violência do seu texto, seu lar deve ser um lugar vazio, inócuo, e estéril.

Você deveria trazer seus filhos para fora para ver! Eles iam conhecer e aprender a conviver com a diferença, você ia parar de imaginar bobagens sobre “o que fazemos quando estamos sós” e veria que fazemos exatamente as mesmas coisas que você. Só que respeitamos as famílias dos outros.

Se você não se importa de escrever uma barbaridade dessas em público, imagino as coisas que é capaz de falar quando está sozinha com seus filhos (ou amigos mais próximos). Fico preocupado com eles.

Faça como as bichas: põe a cara no sol! Mas ponha logo, porque “em breve” terá ficado tarde demais. Seu tempo já terá passado, e as estirpes condenadas a cem anos de solidão não terão uma nova oportunidade sobre a terra.

O endereço você já sabe. Aqui, alegria não tem aspas, só cabe na sua “carta”. Quando quiser vir nos conhecer, seja bem-vinda: peça desculpas, limpe os pés e entre. Você ficaria surpresa com o quanto somos capazes com os amigos mais próximos. É possível até mesmo sair do armário, acredita?

Espero que tenha gostado da boa notícia.

João Pedro Schonarth e Bruno Banzatto | Reprodução Facebook

Um beijo,

Dois beijos,

Um milhão de beijos!

Com alegria, com amor e com afeto.

Para você, para seus filhos e seus netos.


*Rômulo Zanotto

O Aviador. Escritor, Jornalista e Produtor Cultural curitibano. Autor do romance pop "Quero ser Fernanda Young", é jurado do Troféu Gralha Azul.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Quebrar o silêncio das opressões na medicina é urgente, diz professora

“Vivemos numa sociedade patriarcal, machista e misógina. A faculdade de Medicina não é uma ilha, aqui dentro é um espelho do que acontece lá fora”

por Mayara Paixão, especial para o Saúde Popular
Nas últimas semanas, o debate sobre a misoginia no campo da medicina tem sido suscitado. São dois os casos que protagonizam a discussão: a absolvição do estudante da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Daniel Tarciso da Silva Cardoso, acusado de estuprar uma estudante; e as denúncias de comentários e ilustrações machistas no material didático do cursinho de preparação para concursos de residência médica, MedGrupo.
As denúncias ao MedGrupo foram amplamente divulgadas por uma estudante de medicina da Universidade Federal da Bahia que, ao usar o material, se deparou com exemplos de grave exposição misógina do corpo feminino. “Em certo caso, uma mulher era vítima de um relacionamento abusivo e, após traição, decidiu desfrutar da sua liberdade. A cena é retratada com o desenho de uma mulher seminua fantasiada de diabinha‘”, relata a estudante em um trecho do e-mail enviado para a empresa.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Denúncia: Intolerância religiosa, constrangimento ilegal e abusos praticados por funcionários da Gol, seguranças e policiais federais do Aeroporto de Congonhas

Recebi via Whatsapp da Lena Garcia

Na tarde de ontem dois ícones de nossa religião, Mãe Carmen da Oxum, Pai Karlito de Oxumarê e mais dois Omorixas foram vítimas de intolerância religiosa, constrangimento ilegal e abusos praticados por funcionários da Gol, seguranças e policiais federais do Aeroporto de Congonhas. 

O grupo foi proibido de embarcar ou despachar num voo da Gol algumas peças de odum ara que portavam com a finalidade de realizar liturgias religiosas. 

Além de serem obrigados a jogar no lixo os símbolos religiosos, ouviram comentários jocosos contra nossa Religião e sofreram constrangimentos e ameaças. 

A pedido de Mãe Carmem e Pai Karlito, assumi a defesa deles e irei tomar todas as medidas judiciais que o caso requer. Saudações. Hédio.