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quarta-feira, 1 de abril de 2020

Pobres das almas que esperam ver jorrar alguma dignidade desse esgoto a céu aberto, no Planalto Central

por Leandro Fortes no FB
ADEUS, CLOROQUINA
Em algum momento da crise, provavelmente orientado pelos filhos idiotas e por algum desses assessores olavistas que pululam no governo, Jair Bolsonaro pensou que poderia se aproveitar de uma pandemia para reforçar a imagem mítica que, com a ajuda da mídia e da ignorância popular, construiu junto a seu público de boçais.
Assim, na contramão da Organização Mundial da Saúde e contra todas as recomendações de todos os cientistas do planeta, lançou-se em uma cruzada pessoal contra a política de isolamento social apontada, hoje, como única possibilidade de a raça humana superar a epidemia do novo coronavírus sem ter que, em breve, empilhar milhões de corpos em crematórios de campanha.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Qual o futuro do SUS?

no Correio da Saúde (do CAOP-Saúde do MP-PR)
recebi por email



Para celebrar os 30 anos de Sistema Único de Saúde, a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) lançou o "Relatório 30 anos de SUS. Que SUS para 2030?".

No estudo, a organização reuniu e documentou as principais conquistas do SUS, apresentou os cenários e desafios vindouros e pontuou recomendações para os atuais e futuros gestores da saúde, para o cumprimento da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas no Brasil (17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável):

Recomendações:

domingo, 28 de outubro de 2018

Comemoradas mundialmente, conquistas do SUS correm riscos

Atenção primária do Brasil é elogiada em encontro da OMS, mas pode sofrer retrocessos



por  Cláudia Collucci na FSP (no FB do 
César Monte Serrat Titton


Enquanto 194 países do mundo acabam de reafirmar em Astana (Cazaquistão) o compromisso com a defesa da justiça social, a saúde para todos e a superação das desigualdades, o Brasil está prestes a retroceder ainda mais nessas questões a depender dos resultados das eleições deste domingo (28).

Durante a conferência, o país foi citado três vezes no primeiro dia em debates e apresentações e pelo menos cinco vezes no segundo. Todas foram menções elogiosas pelo o que tem feito na atenção primária apesar do reconhecido subfinanciamento.

O candidato Jair Bolsonaro (PSL), que está em primeiro lugar nas pesquisas, já disse reiteradas vezes, inclusive no seu plano de governo, que o SUS tem dinheiro suficiente e que não vai aumentar os recursos para o sistema. Para ele, o problema é de gestão. Isso também é verdade, mas não elimina a real falta de financiamento desde a sua criação, fartamente documentada em relatórios internacionais.

Voltando à Astana, foi lindo ver até a nossa vizinha Argentina se rasgando em afagos ao modelo de cuidado brasileiro.

terça-feira, 31 de julho de 2018

Três em cada cinco bebês não são amamentados na primeira hora de vida


Cerca de 78 milhões de bebês em todo o mundo – uma proporção de três em cada cinco – não são amamentados na primeira hora de vida, o que aumenta o risco de morte do recém-nascido e reduz a possibilidade de que amamentação seja mantida. O alerta foi feito hoje (31) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Relatório publicado pelas entidades destaca que recém-nascidos amamentados na primeira hora de vida são significativamente mais propensos a sobreviver. O simples atraso de algumas horas após o parto para a introdução do aleitamento materno pode, segundo o documento, gerar consequências ameaçadoras à saúde do bebê. A maioria dos bebês que não são amamentados na primeira hora de vida vivem em países de baixa e média renda.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Trump quer mamar, mesmo que os bebês desmamem


Em assembleia da Organização Mundial da Saúde, governo de Donald Trump ataca em nome das corporações de leite industrializado e desfavorece aleitamento materno 


Junho é cruel com as crianças. O clima seco e frio é uma ameaça constante à saúde dos pequenos. Garganta e ouvidos irritados. Febre. Resultado: pronto-socorro. Em um espaço com dez camas no atendimento de urgência infantil do Hospital e Maternidade Albert Sabin, em Atibaia (SP), todos os leitos estão ocupados. Meninas e meninos de várias idades. Um deles, miudinho, parece não passar de 1 ano. Sentada ao lado da cama, a mãe, olhos cansados, tem uma mochila amarela grande no colo. Também leva uma bolsa preta, menor, pendurada no ombro, na qual enfia a mão esquerda várias vezes e tenta pegar algo, sem sucesso. Ofereço ajuda para segurar a mochila. Ela aceita. Claudia ainda não sabe, mas, além do problema de saúde do filho, ela, de alguma forma, é confrontada por Donald Trump e interesses internacionais peso-pesado.

Enquanto a mulher revira os pertences, reparo em uma lata nada discreta que salta do bolso da frente da mochila do bebê. Em verde e branco, com um verde mais escuro adornando o nome, a embalagem contém 800 gramas de Nestogeno Fórmula Infantil 2, fabricado pela megaempresa suíça Nestlé, uma das marcas mais consumidas no Brasil no segmento “substitutos ao leite materno”.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Organização Mundial da Saúde divulga novas estatísticas mundiais de saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou nesta quinta-feira (17) a publicação “World Health Statistics 2018”, que apresenta as mais recentes estatísticas mundiais de saúde, incluindo dados empíricos e estimativas relacionadas à mortalidade, morbidade, fatores de risco, cobertura de serviços de saúde e sistemas de saúde. A nova edição destaca progressos notáveis em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em algumas áreas. No entanto, outras continuam com progresso estagnado e algumas conquistas realizadas pelos países e regiões podem ser facilmente perdidas.

Os dados do relatório destacam, entre outros pontos, que menos da metade da população mundial recebe atualmente todos os serviços de saúde essenciais. Em 2010, por exemplo, quase 100 milhões de pessoas foram levadas à pobreza extrema por terem que pagar pelos serviços de saúde com dinheiro dos próprios bolsos. Estima-se também que 13 milhões de pessoas morrem todos os anos antes dos 70 anos por doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas, diabetes e câncer – a maioria delas em países de baixa e média renda; e que, em 2016, morreram por dia 15 mil crianças menores de cinco anos.


Progressos rumo aos ODS: uma seleção de dados das estatísticas mundiais de 2018


sexta-feira, 18 de maio de 2018

OMS: Estado brasileiro gasta pouco em saúde e isto sobrecarrega as famílias.

via Outra Saúde (por email)


VAMOS MAL DEMAIS


O Brasil gasta 7,7% do seu orçamento geral com saúde. A taxa é inferior à média mundial, de 9,9%, e mesmo ao gasto médio na Europa (12,5%), nas Américas (12%) e no Sudeste asiático (8,5%), só superando a média africana, de 6,9%. E, mesmo assim, 17 países africanos destinam mais dinheiro público para a saúde do que nós. Entre eles estão Madagascar (15%), Suazilândia (14,9%) e África do Sul (14,1%). Mas não para por aí: apenas cinco países no continente americano gastam menos do que nós, entre eles estão Barbados, Haiti e Venezuela. 

Já em relação ao gasto privado, ou seja, o desembolso direto feito por indivíduos e famílias, o Brasil vai para o topo do ranking. Apenas quatro países no mundo contam com índices superiores ao brasileiro: Georgia, Nicarágua, Nepal e Egito.  Por aqui, 25% das famílias destinam mais de 10% do seu orçamento doméstico para a saúde. No mundo, esse nível de gasto só é observado em 11,7% das famílias (e na Europa, em menos de 7%). E uma parcela de 3,5% da população brasileira é obrigada a gastar ainda mais: a saúde consome inacreditáveis 25% de seu orçamento. Somando gastos privados e públicos, cada brasileiro gasta, em média, US$ 780 por ano. No mundo, a média é de US$ 822. 

Os números se referem ao gasto de 2015. As informações foram divulgadas ontem pela Organização Mundial da Saúde e obtidas pelo correspondente do Estadão em Genebra, Jamil Chade. Até o envio desta newsletter, o relatório ainda não estava disponível no site da OMS. 

sábado, 7 de abril de 2018

Universal Health Coverage: Everyone, Everywhere

Universal Health Coverage:
Everyone, Everywhere


History is made by our achievements. We have come a long way to make impossible possible: from the control of fire, to life-saving vaccines to landing on the moon. Our next historic achievement is right in front of us: health for all humankind. What if everyone had access to the health services they needed? What if they were not pushed into poverty paying for the services? Together we can make universal health coverage happen in our lifetime. 
UHC site: Take action!
What is UHC?
In the spirit of this year's World Health Day theme, 'Universal health coverage: everyone, everywhere', we have put together tools and essential messages to guide, motivate and inspire you to act.

Test your knowledge about universal health coverage (UHC) and see if you can answer questions like: How many people in the world lack access to essential health services? What is UHC and what is it not? 
Test your knowledge
World Health Day 2018
Campaign essentials
Get involved!

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Brasil bebe mais que a média mundial, mas silencia sobre abuso do álcool


Meu avô paterno era alcoólatra. Não cheguei a conhecê-lo, morreu na década de 1960, aos 46 anos, por sequelas de um AVC (Acidente Vascular Cerebral). Dois tios igualmente dependentes do álcool também já morreram em consequência dos danos provocados pela bebida. Tenho amigos alcoólatras. Alguns sóbrios há bastante tempo; outros com muitas recaídas e ainda em busca da abstinência.

Na semana passada, pensei neles enquanto apurava matéria sobre a dependência de álcool entre os mais velhos. Segundo pesquisa Datafolha, quase um em cada dez idosos bebe diariamente. É muito, cinco vezes a média do país (2%).

A depender dos dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), estamos nos tornando um país de beberrões. É óbvio que não ainda nos mesmos padrões dos países do Leste Europeu, que chegam a ter consumo anual per capita de 18 litros, mas já superamos a média mundial. Em 2016, o nosso consumo de álcool per capita atingiu 8,6 litros, contra a média internacional de 6,4 litros por pessoa.

sábado, 7 de outubro de 2017

Movimento antivacina: mãe prefere ir para a prisão a imunizar seu filho

Mulher perdeu ação nos EUA contra seu ex-marido que queria vacinar o filho. Agora, ela pode ser presa


O movimento antivacina é uma corrente que, infelizmente para muitos pediatras e organismos internacionais, está na ordem do dia em países europeus como a Itália e a França, onde epidemias de doenças como o sarampo voltaram a colocar as autoridades em cheque, ou como no Estados Unidos, onde há pais que preferem até ir para a cadeia a imunizar seus filhos, alegando que fazer isso iria contra suas crenças.

Nos Estados Unidos, a Associação Médica Americana desacreditou repetidamente os pais que se recusam a vacinar seus filhos por razões distantes da medicina e, como outros organismos, entre eles a Organização Mundial de Saúde, enfatizam sua capacidade para erradicar, proteger e prevenir que as crianças sofram de doenças como o sarampo, a catapora ou a caxumba. Naquele país, ainda em 20 dos 50 estados mais Washington DC, é possível não vacinar por razões religiosas e pessoais. Apenas em três, Califórnia, Mississippi e Virgínia Ocidental, não existem isenções não médicas.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Pesquisas de novos remédios contra tuberculose precisam de mais de US$ 800 mi por ano

O alerta é da Organização Mundial da Saúde (OMS), que pediu nesta quarta-feira (1) mais investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de medicamentos para tratar a doença. Versão da doença resistente a diferentes antibióticos é uma ameaça à saúde pública e matou 250 mil pessoas em 2015.
Pessoas usam máscara de proteção contra a tuberculose. Foto: IRIN/David Gough
Pessoas usam máscara de proteção contra a tuberculose. Foto: IRIN/David Gough


Mais de 800 milhões de dólares por ano são necessários para financiar a pesquisa de novos antibióticos para tuberculose. O alerta é da Organização Mundial da Saúde (OMS), que pediu nesta quarta-feira (1) mais investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de medicamentos para tratar a doença.

A agência da ONU chama atenção para os agentes patogênicos da tuberculose que são resistentes a múltiplos remédios. A versão da doença causada por esses microrganismos é chamada tuberculose multidroga resistente (TB-MDR) e é responsável por uma verdadeira crise de saúde pública. Em 2015, foram registrados 580 mil casos e 250 mil mortes associados à infecção. Apenas 125 mil pacientes receberam tratamento e somente metade foi curada.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O “alarmante” uso de agrotóxicos no Brasil atinge 70% dos alimentos

Mais da metade das substâncias usadas aqui é proibida em países da UE e nos EUA


Imagine tomar um galão de cinco litros de veneno a cada ano. É o que os brasileiros consomem de agrotóxico anualmente, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). "Os dados sobre o consumo dessas substâncias no Brasil são alarmantes", disse Karen Friedrich, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Desde 2008, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de consumo de agrotóxicos. Enquanto nos últimos dez anos o mercado mundial desse setor cresceu 93%, no Brasil, esse crescimento foi de 190%, de acordo com dados divulgados pela Anvisa. Segundo o Dossiê Abrasco - um alerta sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde, publicado nesta terça-feira no Rio de Janeiro, 70% dos alimentos in natura consumidos no país estão contaminados por agrotóxicos. Desses, segundo a Anvisa, 28% contêm substâncias não autorizadas. "Isso sem contar os alimentos processados, que são feitos a partir de grãos geneticamente modificados e cheios dessas substâncias químicas", diz Friederich. De acordo com ela, mais da metade dos agrotóxicos usados no Brasil hoje são banidos em países da União Europeia e nos Estados Unidos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre os países em desenvolvimento, os agrotóxicos causam, anualmente, 70.000 intoxicações agudas e crônicas.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Pobreza [desigualdade] encurta a vida mais que obesidade, álcool e hipertensão

Estudo critica a OMS por não incluir a desigualdade como fator ser combatido


A evidência científica é robusta: a pobreza e a desigualdade social prejudicam seriamente a saúde. No entanto, as autoridades de saúde não dão a esses fatores sociais a mesma atenção que dedicam a outros quando tentam melhorar a saúde dos cidadãos. Um estudo sobre 1,7 milhão de pessoas, publicado pela revista médica The Lancet, traz de volta esse problema negligenciado: a pobreza encurta a vida quase tanto quanto o sedentarismo e muito mais do que a obesidade, a hipertensão e o consumo excessivo de álcool. O estudo é uma crítica às políticas da Organização Mundial da Saúde (OMS), que não incluiu em sua agenda este fator determinante da saúde — tão importante ou mais do que outros que fazem parte de seus objetivos e recomendações.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

OMS diz que falta de respeito com as parteiras tem que acabar


Organização Mundial da Saúde também quer eliminar a discriminação e o assédio; agência pede que países reconheçam "o papel vital das parteiras para a sobrevivência de mães e de bebês"; pesquisa revela cultura de isolamento.

Foto: Unfpa


A Organização Mundial da Saúde, OMS, fez a primeira pesquisa global com parteiras de 93 países. Participaram 2,4 mil profissionais, que completaram um questionário online preparado em conjunto com a Confederação Internacional das Parteiras.

A pesquisa revela que muitas profissionais enfrentam "isolamento cultural" e recebem baixos salários. Um quinto das participantes da pesquisa dependem de outras fontes de renda para sobreviver, o que acrescenta mais pressão e exaustão na rotina.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

OMS lança publicação sobre financiamento do sistema de saúde brasileiro

A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) disponibilizou em sua biblioteca virtual a publicação “Sistema de Saúde no Brasil: Organização e Financiamento”, elaborada em parceria com o Ministério da Saúde e a Associação Brasileira de Economia da Saúde (ABrES).


A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) disponibilizou em sua biblioteca virtual a publicação “Sistema de Saúde no Brasil: Organização e Financiamento”, elaborada em parceria com o Ministério da Saúde e a Associação Brasileira de Economia da Saúde (ABrES).

Em forma de coletânea, a obra se dedica a levantar reflexões sobre a saúde no Brasil e em outros países latino-americanos, sistematizando e produzindo conteúdos para estudantes, gestores, acadêmicos e profissionais de diferentes campos disciplinares interessados no tema.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Eliminação do sarampo no Brasil tem reconhecimento internacional

Até o final de 2016 o Brasil receberá, da OMS, o certificado de eliminação do sarampo - e com isso ficará reconhecido o fim da transmissão da doença em todo o continente americano

via Agência Saúde

O sarampo está eliminado no Brasil. O anúncio foi feito durante visita ao Brasil da presidente da Comissão Nacional de Especialistas para a Eliminação do Sarampo, Rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita (SRC), Merceline Dahl-Regis: o último caso relatado no país foi no Ceará, em julho de 2015. A expectativa agora é que, até o final de 2016, o Brasil receba o certificado de eliminação do sarampo pela Organização Mundial de Saúde (OMS) – e com isso ficará reconhecida a eliminação da transmissão da doença em todo o continente americano, que será a primeira região do mundo onde isso acontece. O mesmo ocorreu, em 2015, com a rubéola e a síndrome da rubéola congênita.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Taxas de aborto em países desenvolvidos caem mais que nos países em desenvolvimento

As taxas de aborto caíram significativamente na maior parte das regiões mais desenvolvidas do mundo entre 1990 e 2014. No entanto, durante o mesmo período, permaneceram praticamente inalteradas nas regiões em desenvolvimento, segundo estudo do Instituto Guttmacher e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Pesquisadores atribuíram a diferença a políticas mais eficazes de planejamento familiar nos países desenvolvidos.


Manifestação de mulheres no Rio de Janeiro destacando o alto índice de mortes em abortos clandestinos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

As taxas de aborto caíram significativamente na maior parte das regiões mais desenvolvidas do mundo entre 1990 e 2014. No entanto, durante o mesmo período, permaneceram amplamente inalteradas nas regiões em desenvolvimento.

Essa é a conclusão de um novo estudo do Instituto Guttmacher e da Organização Mundial da Saúde (OMS). A pesquisa concluiu que, entre 1990 e 2014, a média de abortos para cada 1 mil mulheres em idade reprodutiva (15-44 anos) em países desenvolvidos caiu de 46 para 27, enquanto nos países em desenvolvimento ficou praticamente estável, passando de 39 para 37.

sexta-feira, 4 de março de 2016

OPAS: Anomalias congênitas são 2a causa de morte de recém-nascidos e crianças com menos de 5 anos

Dados são relativos ao continente americano e, em primeiro lugar, está está a prematuridade. Estima-se que um em cada 33 bebês nasce com um defeito congênito no mundo. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, fortalecer a vigilância dos defeitos de nascimento ajudará os países da região a obter estimativas mais precisas de prevalência das anomalias congênitas.

Os defeitos de nascimento têm um enorme impacto humano, social e econômico, afirmou a diretora da OPAS/OMS, Carissa F. Etienne. Foto: Ministério da Saúde/Creative Commons

na ONUBr


Fortalecer a vigilância dos defeitos de nascimento ajudará os países a obter estimativas mais precisas de prevalência da microcefalia e outras anomalias congênitas em recém-nascidos, afirmam especialistas da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS).

Por meio de um comunicado divulgado nesta quinta-feira (3), a OPAS/OMS pediu que os Estados-membros invistam recursos no fortalecimento desse tipo de sistema de vigilância em razão do recente aumento de casos de microcefalia notificados pelo Brasil e do Dia Mundial dos Defeitos do Nascimento, lembrado anualmente no dia 3 de março.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Governo segue OMS e muda novamente protocolo de notificação de microcefalia


O Ministério da Saúde vai mudar nesta semana o protocolo de notificação da microcefalia, seguindo novos critérios da OMS (Organização Mundial da Saúde). Serão notificados como casos suspeitos de microcefalia meninas que nascerem com o perímetro cefálico menor que 31,5 centímetros e meninos com menos que 31,9 centímetros. As medidas novas são pouco menores do que os 32 centímetros usados até o momento.

A mudança servirá para que os dados de notificação do Brasil possam ser comparáveis com as informações de outros países.

terça-feira, 1 de março de 2016

Organização Mundial da Saúde esclarece boatos sobre Zika e microcefalia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou, nesta segunda-feira (29), uma nota informativa que esclarece rumores sobre o vírus Zika e a microcefalia. Entre os boatos citados estão a possível relação da malformação em decorrência do uso de vacinas, larvicidas, mosquitos geneticamente modificados, entre outros. A organização é taxativa em afirmar que não há evidências científicas que possam relacionar os casos de Zika e de microcefalia com o uso desses produtos.

Veja abaixo a nota traduzida na íntegra: