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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Bolsonaro esvazia o plano de controle de ISTs e o reduz ao uso de camisinha

Com o Carnaval se aproximando, o Ministério da Saúde decidiu preparar uma campanha de prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) para veiculação nos grandes meios de comunicação. Num primeiro momento, a ideia até parecia boa. Afinal, temos no Brasil epidemias como as de sífilis e HIV ainda crescentes, e uma população bastante desinformada e preconceituosa sobre o assunto. Entretanto, quando vemos o resultado da campanha encomendada é fácil constatar que quando o assunto envolve sexualidade ou ISTs, o governo sempre se equivoca.
A nova campanha "Usar camisinha é uma responsa de todos" foi lançada no último sábado em cerimônia com a presença do ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta. Preocupada com o crescimento das ISTs entre a população mais jovem, a campanha até acerta ao tentar dialogar com esse grupo utilizando uma linguagem de rap e atores do estilo "Malhação", mas erra feio principalmente na escolha do conteúdo e na forma como a mensagem é passada.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Bill Gates: Trump não sabia a diferença entre HPV e HIV e também queria saber se as vacinas eram uma coisa ruim

Trump didn't know the difference between HPV and HIV, Bill Gates says




What do a couple billionaires talk about when they meet? In the case of President Trump and Microsoft founder Bill Gates, it turns out they talk about sexually transmitted diseases.

In a video obtained by MSNBC, Gates revealed that on two occasions he met with Trump after the election, once at Trump Tower in December 2016 and then in March 2017 at the White House, Trump asked him if human immune deficiency virus and human papillomavirus were the same thing. 

"Both times he wanted to know if there was a difference between HIV and HPV. So, I was able to explain that those are rarely confused with each other," Gates told the audience that began to roll with laughter. 

Gates was speaking during a meeting of the Bill and Melinda Gates Foundation staff earlier this week, according to MSNBC host Chris Hayes. 

domingo, 15 de abril de 2018

O desmonte do SUS: Está faltando remédio contra o HIV. Programa brasileiro já foi modelo mundial




NO DIA 14 de março, The Intercept Brasil recebeu a denúncia de um paciente que afirmava não ter encontrado o 3 em 1, principal remédio para tratamento da Aids, distribuído gratuitamente na rede pública de todo o Brasil. Ele tinha ido ao Centro de Referência e Tratamento DST/AIDS de São Paulo. A pessoa, que pediu para não ser identificada, enviou para a reportagem a cópia de sua receita com uma anotação feita à mão pelo farmacêutico, na qual o funcionário confirmava a falta do medicamento: “faltou 02 frascos”.

Anotação comprova entrega fracionada de medicamento 
foto: reprodução de receita do paciente

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Porto Alegre, capital da Aids no país: ‘paradoxo em uma cidade moderna – ou que já foi moderna’



“A doença tem atingido, na cidade, também as pessoas idosas, ao contrário do que eram, frequentemente, as populações mais vulneráveis ao vírus”, disse o vereador Aldacir Oliboni (PT)

Gregório Mascarenhas no Sul21 (dica da Monique Prada)

Porto Alegre é hoje a capital com maior número de óbitos como consequência do vírus HIV no país. A média nacional de detecção é de 19,7 pessoas a cada 100 mil habitantes, mas, na capital do Rio Grande do Sul a taxa é de 94,2 pessoas. O Estado, na mesma tendência, é o segundo, no país, em taxa de identificação de pessoas com Aids, atrás apenas do Amazonas. “O principal problema é vinculado à falta ou à precariedade das políticas públicas de prevenção ou tratamento”, disse o vereador Aldacir Oliboni (PT), proponente de uma audiência pública, ocorrida na manhã desta terça-feira (20), a respeito do enfrentamento de doenças sexualmente transmissíveis.
“A pauta surge devido à série de reclamações no município e no Estado quanto à questão da Aids e das DSTs”, justificou o parlamentar. Apesar da tendência de óbitos em decorrência do HIV estarem em queda, a taxa ainda é cinco vezes superior à média nacional. “A doença tem atingido, na cidade, também as pessoas idosas, ao contrário do que eram, frequentemente, as populações mais vulneráveis ao vírus”, disse Oliboni, para quem não há, por parte do poder público, “nada além de ações pontuais”. A audiência, organizada pela Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam), teve também a presença dos vereadores André Carús (PMDB), Mauro Pinheiro (Rede), José Freitas (PRB) e Paulo Brum (PTB). O governo estadual foi convidado, mas não enviou representação.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Aids 2016: Programas de prevenção evitaram a transmissão vertical em 1,6 milhão de crianças


Os programas para impedir a transmissão vertical do vírus HIV (de mãe para filho) evitaram desde o ano 2000 a infecção de 1,6 milhão de crianças, mas a aids continua sendo a segunda causa de morte entre os adolescentes. Assim diz um comunicado divulgado neste domingo (17) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) por conta da 21ª Conferência Internacional de Aids, que acontece até sexta-feira (22), em Durban, na África do Sul.

Segundo os dados da agência da ONU (Organização das Nações Unidas), os programas para evitar a transmissão do vírus de mãe para filho nos países com alta prevalência de aids permitiram que em nível mundial a transmissão vertical caísse 70% nos últimos 15 anos.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Justiça obriga prefeitura de Mangaratiba a permitir que artista com HIV trabalhe nas ruas da cidade


Lembra-se do caso da artista plástica, portadora de HIV e Hepatite C, que disse ter sido maltratada por uma funcionária da prefeitura de Mangaratiba ao cobrar a emissão de autorização para trabalhar nas ruas da cidade? Pois bem. O juiz Marcelo Borges Barbosa, da Vara Única da Comarca de Mangaratiba (RJ) concedeu, hoje, liminar garantindo o retorno da artesã e pintora ao trabalho nas ruas, de onde tira seu sustento há 10 anos.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Fábio Mesquita: "Cortes na Saúde podem afetar áreas cruciais"

Ex-diretor do Departamento de Aids, afastado em protesto a medidas de Temer, afirma que programas importantes estão ameaçados no Ministério da Saúde



O ex-diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde Fábio Mesquita, que pediu exoneração do cargo no dia 27 de maio, falou com exclusividade à DW Brasil e fez duras críticas ao governo interino de Michel Temer.

Considerado um dos maiores especialistas do país em HIV/aids, Mesquita estava à frente do departamento há três anos. Ele diz que programas de saúde importantes, como o que garante o acesso universal aos medicamentos de aids – uma referência internacional –, estão seriamente ameaçados no ministério comandado pelo engenheiro Ricardo Barros, do PP.

Deutsche Welle: Essa sua decisão de sair do Ministério foi política ou técnica?

Fábio Mesquita: Eu tenho uma posição mais à esquerda em relação ao atual governo. Mas a minha decisão não foi politico-partidária, mas sim em função de uma série de ataques sofridos pelo meu departamento, em particular, e peloSistema Único de Saúde, como um todo.

DW: Que ataques? O senhor poderia detalhar?

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Relato impactante: Diretor do Departamento de Aids, Fábio Mesquita, pede demissão por incompatibilidade com atual governo

na Agência de Notícias da AIDS
Fábio Mesquita, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais há três anos, anunciou hoje em sua página no Facebook que está saindo do governo. “Desculpa, gente, não deu mais, pedi hoje para sair deste Governo Ilegítimo e conservador que ataca os direitos conquistados sem dó. Lutarei sem descanso pelo SUS de qualidade que sempre sonhamos e por um mundo mais tolerante com a diversidade. Obrigado por todo apoio nestes 3 anos!”, escreveu ele. Fábio também escreveu uma carta aberta, que publicamos no fim dessa matéria, na qual explica suas razões e diz que segue no Departamento até a publicação de sua exoneração no "Diário Oficial da União".

Ele assumiu o Departamento em julho de 2013. Formado em medicina pela Universidade Estadual de Londrina, é doutor em saúde pública pela USP (Universidade de São Paulo). Coordenou os Programas Municipais de DST/Aids em Santos, São Vicente (litoral de SP) e São Paulo. Chefiou as unidades de Prevenção e Direitos Humanos do então Programa Nacional de Aids do Ministério da Saúde. Foi fundador e é membro honorário permanente da Associação Internacional de Redução de Danos (em inglês International Harm Reduction).

Antes de ser convidado para assumir a direção do Departamento de Aids, era membro do corpo técnico da Organização Mundial de Saúde (OMS), atuando no escritório do Vietnã, com base em Hanoi.


Carta Aberta de Fábio Mesquita

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Brasil bate recorde de pessoas em tratamento contra o HIV e aids

Em 2015, 81 mil pessoas começaram a tomar os antirretrovirais, um aumento de 13% em relação a 2014. Com aumento da adesão aos medicamentos, país já atinge meta de supressão viral


O Brasil registrou, em 2015, recorde no número de pessoas em tratamento de HIV e aids: 81 mil brasileiros começaram a se tratar no ano passado, um aumento de 13% em relação a 2014, quando 72 mil pessoas aderiram aos medicamentos. De 2009 a 2015, o número de pessoas em tratamento no Sistema Único de Saúde aumentou 97%, passando de 231 mil para 455 mil pessoas. Isso significa que, em seis anos, o país praticamente dobrou o número de brasileiros que fazem uso de antirretrovirais.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Aumento de casos de sífilis em gestantes mobiliza equipes da Saúde

A Organização Mundial de Saúde (OMS) vem chamando a atenção dos órgãos de saúde para a diminuição dos cuidados pessoais de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis (DST). A redução das taxas de mortalidade pelo vírus da imunodeficiência (HIV), causador da Aids, gera parte deste relaxamento da população, mas com a falta de cuidados, outras doenças acabam tendo aumento de incidência.
É o caso de sífilis – doença transmitida pelo contato sexual, e que também pode ser transmitida de mãe para filho (congênita), quando não tratada durante a gestação. O número de casos registrados da doença em gestantes e bebês vem apresentando aumento desde 2009. Nesse ano, foram notificados 46 casos em gestantes e 36 em bebês. Em 2014, 323 gestantes de Curitiba foram diagnosticadas com a doença e 134 bebês notificados com casos de  transmissão congênita. Em 2015, até a primeira semana de novembro, foram 299 casos em gestantes e 127 transmissões para bebês.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Morte de adolescentes com aids triplicou nos últimos 15 anos, diz Unicef

Da Agência Lusa (reproduzido na Agência Brasil)


O número de mortes de adolescentes devido a aids triplicou nos últimos 15 anos, segundo um relatório do Fundo da ONU para a Infância (Unicef), divulgado nesta sexta-feira (27) na África do Sul.
O documento, intitulado Atualização das Estatísticas sobre Crianças Adolescentes e Aids, diz que a doença é a “principal causa de morte de adolescentes na África e a segunda no mundo”.

“Entre as populações afetadas pelo HIV, a faixa formada por adolescentes e a única na qual os números da mortalidade não estão diminuindo”.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Universal é condenada por estimular fiel a largar camisinha e tratamento de Aids

Portador do vírus da Aids será indenizado em R$ 300 mil após ter sido influenciado pela igreja

no O Dia

Um homem portador do vírus da Aids ganhará R$ 300 mil em indenização por danos morais após a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) influenciá-lo a interromper seu tratamento médico em nome da cura pela fé.

A decisão foi da 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Conforme os autos do processo, o homem teria sido motivado a se relacionar sexualmente com a mulher sem o uso de preservativos, adquirindo então o vírus da doença. Ele também teria sido obrigado a ceder bens materiais para a igreja, segundo informações do site do TJ-RS.

O colegiado chegou a esse valor da indenização após ser informado do estado crítico de saúde a que o homem chegou por deixar de tomar a medicação, em setembro de 2009. Poucos meses depois, com a queda da defesa imunológica, o soropositivo ficou em coma induzido por 40 dias devido a uma broncopneumonia. A vítima, que adquiriu o vírus em 2005, ficou hospitalizada durante 77 dias e chegou a perder 50% do peso.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Cuba é o primeiro país do mundo a zerar a transmissão de HIV de mãe para filho

Conquista divulgada nesta terça-feira também vale para sífilis e foi confirmada pela OMS

no Globo


WASHINGTON - Cuba se tornou, nesta terça-feira, a primeira nação do mundo a ter a validação da Organização Mundial da Saúde (OMS) por eliminar por completo a transmissão do vírus da Aids (HIV) e da sífilis de mãe para filho. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde Pública de Cuba, Roberto Morales Ojeda, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) em Washington.

- Tudo foi possível por meio do nosso sistema social e pela vontade política. Isso permitiu que um país com poucos recursos tenha alcançado isso - disse o ministro cubano.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Ministério da Saúde e ONU formam líderes para controle social do HIV e aids


Serão priorizados jovens das populações chaves como pessoas que vivem com HIV e aids, gays, travestis, transexuais, profissionais do sexo e pessoas que usam drogas

O Ministério da Saúde está selecionando 50 jovens entre 18 e 26 anos para acompanhar e fiscalizar as políticas públicas de saúde na área de HIV e aids. O objetivo é formar uma turma para participar do Curso de Formação de Novas Lideranças das Populações-Chave Visando o Controle Social do Sistema Único de Saúde no âmbito do HIV e aids que será realizado em Brasília, entre os dias 07 e 11 de maio deste ano. As informações completas sobre a seleção podem ser obtidas no edital publicado pelo Ministério.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

No Sul, 40% da população não usou preservativo com parceiros casuais

Os dados são da mais recente Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira (PCAP), realizada em 2013, que traz um panorama do comportamento sexual do brasileiro

Apesar de reconhecerem que o uso do preservativo é a melhor forma de prevenção às DST e aids, muitos brasileiros ainda adotam um comportamento de risco. Essa é a conclusão da Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira (PCAP), realizada pelo Ministério da Saúde, em 2013. Na Região Sul, 96% das pessoas sabem da importância do uso do preservativo. Mesmo assim, 40% da população sexualmente ativa, da região, não fez uso da camisinha em todas suas relações sexuais com parceiros casuais, no último ano.

Os dados regionais comparativos com as pesquisas anteriores mostram que o uso do preservativo em todas as relações sexuais, com parceiros casuais, nos últimos 12 meses teve uma queda em 2008, mas voltou ao mesmo índice do início da pesquisa em 2013 – 60,9% em 2004; 47,6% em 2008; 60,4% em 2013 – apesar das constantes campanhas de estímulo ao uso do preservativo durante todos esses anos. Além disso, houve um crescimento significativo de pessoas que relataram ter tido mais de 10 parceiros sexuais na vida. Esse percentual subiu de 16% em 2004 para 25% em 2008, chegando aos atuais 49% no ano de 2013.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Buscar culpados pela Aids produz sofrimento e não ataca problema


"Passadas três décadas, voltamos ao início da epidemia da Aids com a busca de culpados, sem olharmos para as condições de vida que a maioria dos atingidos está exposta"

Rodrigo Pinheiro, presidente da Foaesp, sobre necessidade de ações adequadas de prevenção da Aids


A vulnerabilidade dos jovens gays rendeu diversos debates nos últimos tempos. Principalmente após a divulgação no último dia 1º, pelo Ministério da Saúde, de dados que revelam um crescimento nos últimos sete anos de 21,5% dos casos de Aids, entre jovens gays com idade de 15 a 24 anos.

Não faltam falsos profetas querendo apontar saídas para essa difícil realidade, cada vez mais localizada entre jovens negros, pobres e moradores de regiões periféricas.

Na busca de alternativas, não faltam soluções fáceis que tentam impor regras morais e controlar as pessoas em seus comportamentos, contrariando políticas de direitos humanos e reduzindo-as a vetores transmissores de doenças.

Num país como o nosso - onde a homofobia ganha ares de crescimento a ponto de levar o Brasil ao triste título de país que mais mata gays no mundo. Fica impossível para qualquer analista de boa vontade não admitir que o preconceito é um dos fatores principais nesse crescimento da Aids entre jovens.

Oprimidos por uma sociedade machista, seu livre exercício da sexualidade esbarra em maus tratos, negativas de oportunidade, olhares condenatórios e, não raro, em ações de violência e morte.

Para jovens que crescem nesse cenário, a Aids acaba sendo apenas mais um dos problemas que enfrentam. E a doença nem sempre é julgada como o mais assustador deles, mas somente mais um resultado da terrível condição de saúde e qualidade de vida deste público.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Será o racismo pano de fundo de epidemias como Aids e Ebola?

Por Douglas Belchior na Carta Capital

A Aids, a Malária e a Cólera seguem matando, silenciosamente, milhares de pessoas em diversos países africanos. O Ebola, identificado em 1976 como uma doença especialmente perigosa, foi completamente ignorada pela comunidade internacional e 38 anos depois, não há tratamento ou vacina. Será a África depositaria do mal natural que a condena à tanto sofrimento ou será o racismo, pano de fundo de projetos de extermínio de povos inteiros?

O Dr. Júlio César Marques de Aquino, médico brasileiro formado em Cuba, nos ajuda na reflexão.

AIDS-Ebola-obama-thanks-Africa

Da Aids ao Ebola: as vítimas seculares do genocídio

Por Júlio César Marques de Aquino 

Na manhã daquele 1º de dezembro, ao observar o cartaz exposto na parede da unidade básica de saúde do seu município, dois pacientes dialogam sobre um assunto levantado por um deles:

- Sempre esses negros! Se não bastasse nos presentear com a AIDS, agora também o Ebola. Será que somos obrigados a padecer de tanto mal por culpa deles?

- Mas será que o problema está na África mesmo? Afinal, as informações tendem a seguir novos rumos com o passar dos anos – afirma o outro interlocutor, enquanto lê um escrito sobre a nova descoberta a respeito do vírus HIV.

- Não sei. Só sei que AIDS é coisa de gay e preto!

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

20ª Conferência Internacional de Aids - 2014: é preciso focar nas populações vulneráveis


via Informe ENSP 

20ª Conferência Internacional de Aids teve início sob forte sentimento de tristeza, após o acidente aéreo que causou a morte de diversos ativistas, pesquisadores e profissionais da saúde que participariam do evento. Durante cinco dias de atividades, aproximadamente 12 mil pessoas se reuniram em Melbourne, na Austrália, para discutir as ações já realizadas e o que ainda precisa ser posto em prática a afim de diminuir a prevalência do HIV/Aids no mundo. Na ocasião, ressaltou-se que, apesar dos esforços de todos os envolvidos na luta contra a doença nos últimos 30 anos, ainda há muito o que ser feito. Com o lema Ninguém deve ser deixado pra trás, o encontro culminou na construção da Declaração de Melbourne, elaborada para dar visibilidade ao impacto das leis discriminatórias e estigmatizantes que aumentam ainda mais a vulnerabilidade de determinados grupos frente ao HIV/Aids. 

A pesquisadora do Departamento de Ciências Sociais da ENSP, Monica Malta, destacou alguns pontos debatidos durante a Conferência. Entre eles, o lançamento do RelatórioGap, elaborado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids). O documento faz um alerta: das 35 milhões de pessoas vivendo com HIV/Aids no mundo, 19 milhões não sabem que possuem o vírus. Além disso, ressalta a importância de uma análise mais profunda das epidemias locais, visando elaborar respostas mais eficazes e adequadas para cada região/país.

O relatório investiga também as razões para a crescente lacuna entre as pessoas que possuem acesso ao tratamento, prevenção, cuidado e apoio e aquelas que não possuem. Neste contexto, o documento indica que a única possibilidade para o fim da epidemia de Aids é focar as ações nas populações mais vulneráveis. De acordo com dados do Unaids estima-se que a prevalência de HIV seja 28 vezes maior entre as pessoas que usam drogas injetáveis; 12 maior entre os profissionais do sexo; e até 49 vezes mais entre transexuais femininas quando comparado ao restante da população adulta.

O documento identifica que é possível alcançar a cura da Aids, porém é preciso preencher importantes lacunas como a quase inexistência de dados sobre as pessoas mais afetadas pela doença, o estigma e descriminação e a criminalização de grupos mais vulneráveis. Segundo Monica Malta, a Conferência deu voz aos mais afetados pela epidemia, que participaram ativamente de diversas mesas e debates relatando suas experiências de vida e violações de direitos humanos sofridas.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Quase cem vítimas do voo MH17 eram especialistas em HIV/Aids

Mais de metade das 298 vítimas eram holandesas. Cem dos passageiros tinham como destino uma conferência sobre HIV/Aids na Austrália.

via ABRASCO

Mais de metade das vítimas que seguiam a bordo do voo MH17, entre Amesterdão e Kuala Lumpur, que se despenhou na quinta-feira na Ucrânia, eram holandeses. A companhia aérea Malaysian Airlines ainda não conseguiu apurar a nacionalidade das 298 pessoas que seguiam no Boeing 777, mas sabe-se já que perto de 100 passageiros iam participar numa conferência sobre HIV/Aids na Austrália.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Ongs e RNP+ respondem ao jornalista da ‘Veja’ que escreveu contra punição de quem discrimina pessoas com HIV

na Agência de Notícias da AIDS

O jornalista Reinaldo Azevedo não gostou da aprovação, pela presidenta Dilma Rousseff, da lei que pune quem discrimina pessoas vivendo com HIV/aids . “Por que uma legislação diferenciada para os portadores do vírus HIV?”, perguntou ele em seu blog da revista “Veja”, no dia 3 (leia aqui). O Fórum das ONGs/Aids do Estado de São Paulo (Foaesp) e a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/ Aids no Estado de São Paulo (RNP+ SP) respondem ao blogueiro na nota que você lê a seguir: 


NOTA DE REPÚDIO ao jornalista Reinaldo Azevedo, da Veja


O Fórum das ONGs/AIDS do Estado de São Paulo (Foaesp) e a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS no Estado de São Paulo (RNP+ SP) vêm a público esclarecer ao colunista Reinaldo Azevedo, de “Veja”, sobre a Lei nº 12.984/14, que pune com até quatro anos de reclusão discriminação de pessoas com HIV.