"O que tem fome e te rouba o último pedaço de pão, chama-o teu inimigo... Mas não saltas ao pescoço do teu ladrão que nunca teve fome." Bertolt Brecht
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terça-feira, 2 de junho de 2020
quinta-feira, 7 de maio de 2020
Fila única de leitos: o assunto "delicado" para Teich e urgente para a população - #vidasiguais
NÃO TEMOS TEMPO A PERDER
no Outra Saúde (via e-mail)
Nelson Teich dá a impressão de ter todo o tempo do mundo para o enfrentamento à covid-19. Ouvir o ministro da Saúde, por vezes, é ter a impressão de que voltamos a janeiro, quando a encrenca provocada pelo coronavírus já era evidente, mas ainda não havia casos confirmados no Brasil. Ontem, ele foi instado pela imprensa a se posicionar num debate fundamental no momento: a criação de uma fila única de leitos. A proposta, pautada desde março por sanitaristas e juristas, ganhou de vez o noticiário depois que estados como Amazonas, Ceará e Pernambuco e capitais como Rio de Janeiro chegaram ao limite da capacidade de internação, especialmente nas UTIs. Em resumo, consiste em requisitar a infraestrutura existente do setor privado – leitos, equipamentos, profissionais – para dar conta da demanda urgente por atendimento no SUS. Assim, o país evitaria passar pela bárbara situação de permitir que pessoas morram esperando por uma vaga no setor público enquanto os hospitais particulares têm leitos vazios. Diante da pandemia, países como Espanha, Irlanda e Austrália tomaram essa decisão, presente no rol de ações possíveis durante calamidades públicas – e prevista também no Brasil.
Pois bem: Teich, que assumiu confessando preocupação com o prejuízo financeiro que o cancelamento de cirurgias eletivas traria ao setor privado, acha o assunto “bastante delicado”. O ministro preferiu ignorar o fato de que o colapso do SUS já aconteceu ou é iminente em vários cantos do país e declarou que a “conversa” com o setor privado deve acontecer quando a situação “chegar no limite”. Ele disse que “precisa estudar o assunto com muito mais cuidado” porque a criação de uma fila única de leitos traz “implicações muito grandes no que vai acontecer depois” e pode “gerar insegurança para aqueles que trabalham na iniciativa privada”. Além disso, o ministro se confessou preocupado com “como as pessoas de fora vão olhar” para o país. “Seria irresponsável dar uma posição definitiva”, afirmou.
É elucidativo que justamente esse assunto desperte a preocupação de Teich com a opinião pública mundial que, a essa altura, já constatou que a condução que o governo federal faz da crise do coronavírus é a pior do mundo, no limite da barbárie, etc. por termos um presidente que incentiva a livre circulação de vírus e pessoas – a quem o ministro não pestanejou em jurar fidelidade logo que tomou posse. Teich também se esquece que, durante a pandemia, o status “sagrado” da propriedade privada foi flexibilizado até mesmo nos Estados Unidos, que lançou mão de uma lei da Guerra da Coreia para conseguir intervir nas empresas e reorientar sua produção.
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domingo, 3 de maio de 2020
A fila única para a Covid-19 está na mesa
O médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto defendeu a instituição de uma fila única para o atendimento de pacientes de Covid-19 em hospitais públicos e privados. Nas suas palavras: "Dói, mas tem que fazer. Porque se não brasileiros pobres vão morrer e brasileiros ricos vão se salvar. Não tem cabimento isso".
Ex-diretor da Agência de Vigilância Sanitária e ex-superintendente do hospital Sírio Libanês, Vecina tem autoridade para dizer o que disse. A fila única não é uma ideia só dele. Foi proposta no início de abril por grupos de estudo das universidades de São Paulo e Federal do Rio.
O O ministro da Saúde, Nelson Teich, durante coletiva de imprensa sobre o combate ao coronavírus, no Palácio do Planalto - Pedro Ladeira - 30.abr.2020 /Folhapress
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A intolerável resposta do presidente do CFM aos governadores do Nordeste
Qual o crime cometido pelos governadores do Nordeste se estão amparados pela lei?
No Jornal GGN
Da Associação de Médicos e Médicas pela Democracia
Os primeiros artigos do Código de Ética médica vigente no Brasil são os seguintes:
I – A medicina é uma profissão a serviço da saúde do ser humano e da coletividade e será exercida sem discriminação de nenhuma natureza.
II – O alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional.
Diante dos dois primeiros artigos do Código de Ética, a única atitude cabível do CFM seria a de pedir celeridade ao governo federal na resposta positiva ao pleito dos governadores do Nordeste de reconhecimento do diploma de médicos brasileiros formados fora do Brasil para que possam enfrentar a pandemia e salvar vidas.
Tal solicitação de permissão para que médicas e médicos formados no exterior possam trabalhar no Brasil até que haja prova do Revalida, aliás, já existe nos liames legais do país e já se encontra em aplicação no Programa Mais Médicos, o que recobre o pleito dos governadores não somente da legitimidade ética assegurada pelo Código de Ética Médica, que é humanitário, mas também de legalidade completa.
Assistimos no entanto, estarrecidos, à manifestação, em vídeo público, de uma autoridade que deveria em momento tão crítico da vida nacional se governar pela prudência e bom senso, -o atual presidente do CFM Mauro Ribeiro-, ao contrário, desequilibrada, cheia de ódios e de irracionalidade, ferindo ao mesmo tempo a ética médica, que por seu dever de ofício deveria defender e a legalidade que regula o pleito. Prestou ao mesmo tempo um desserviço aos médicos e à população brasileira e agrediu a honra dos governadores do Nordeste empenhados numa luta atroz da pior epidemia dos últimos cem anos. Nos recobre de vergonha e mancha a profissão médica enquanto eminentemente humanitária.
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sexta-feira, 16 de novembro de 2018
Depoimento: "O ódio de grande parte de médicos brasileiros aos cubanos é ódio de classe e ódio de quem se sente ameaçado"
por Dra Haydee Lima no facebook da Eunice Carvalho
O ódio de grande parte de médicos brasileiros aos cubanos é ódio de classe e ódio de quem se sente ameaçado.
Os cubanos acham natural morar nos bairros em que trabalham, junto à população que atendem. Para grande parte dos brasileiros isso é inimaginável. Eles se consideram outra categoria de gente.
Trabalhei 33 anos no sistema público de saúde, a maior parte do tempo em unidades básicas, em bairros pobres. Conheci inúmeros médicos brasileiros, formados nas mais diferentes faculdades. A maioria odiava o contato com o povo e não via a hora de abandonar o SUS.
A maior parte não dava o menor valor para a atenção básica.
A maior parte só cumpria o horário contratado sob pressão administrativa e era inflexível, até desumano, para atender uma necessidade de algum usuário que fugia do que considerava seu estrito dever. "Não ganho pra isso" , era a frase mais odiosa que cansei de ouvir, quando era necessária alguma ação fora da mesquinha regra das 12 ou 14 consultas a cada 4 horas.
Era comum os médicos se referirem aos usuários como se fossem outra espécie de gente. "Eles não tomam os remédios direito" "Eles não cuidam dos filhos" "Eles precisam de educação". Esse "eles" tinha sempre um tom de diminuição, de distanciamento de classe.
Grande parte dos médicos brasileiros perdeu a capacidade de ouvir as histórias dos seus pacientes. A maior parte perdeu ou nunca teve a capacidade de tocar no corpo do seu paciente, de ouvi-lo com respeito, de entender sua vida, para poder cuidar do seu problema, buscando proximidade, identificação.
Os médicos cubanos que conheci trabalhando no Programa Mais Médicos são completamente diferentes. Para eles não há esse distanciamento social dos usuário. Isso ameaça os médicos brasileiros. O povo adora os cubanos. Como adora também os brasileiros que não estabelecem esse distanciamento. Os médicos cubanos além de atenderem em locais para onde os brasileiros não querem ir e não irão, estabeleceram um outro referencial de relação médico paciente, do qual os médicos brasileiros tem medo.
É uma perda enorme o que o presidente eleito determinou com sua postura e com falsos argumentos que não tem base na realidade do programa. Tristeza!
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sábado, 11 de agosto de 2018
Carta de Boa Vista sobre a Saúde do Imigrante
CARTA DE BOA VISTA
Nos dias 9 e 10 de agosto de 2018, por iniciativa da Associação Brasileira Rede Unida, realizou-se em Boa Vista – Roraima, o 1º. Encontro Saúde do Imigrante: O Cuidado Sem Fronteiras, atividade esta decorrente do Fórum Internacional de Saúde do Imigrante realizado no 13º. Congresso da Rede Unida em Manaus de 30/5 a 2/6 de 2018. O objetivo era de discutir a situação local, gerada pelo intenso fluxo migratório proveniente da Venezuela, e formular propostas de apoio às entidades locais no enfrentamento da questão da saúde.
Na oportunidade foi possível ouvir as entidades governamentais e não governamentais, pesquisadores, professores, estudantes, a comunidade, inclusive em visita a abrigos que estão sob cuidados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados – ACNUR, com apoio local do Exército Brasileiro.
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sábado, 21 de julho de 2018
A desigualdade é pornográfica (e não é só aqui...)
No Twitter do The Spectator Index @spectatorindex (via Adsum @AdsumP)
Income growth in United States, between 1980 and 2014:
Top 0.001%: Growth of 616%
Top 0.01%: Growth of 423%
Top 1%: Growth of 194%
Bottom 20%: Growth of 4%
(World Inequality Lab)
Crescimento da renda nos Estados Unidos, entre 1980 e 2014:
Top 0,001%: Crescimento de 616%
Top 0,01%: crescimento de 423%
Top 1%: crescimento de 194%
20% mais pobres: crescimento de 4%
(Laboratório da Desigualdade Mundial)
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quinta-feira, 5 de julho de 2018
A "saúde" que os golpistas querem: Uma ferida horrível. Um esforço de resgate heróico. E um apelo desesperado: Por favor, não chame a ambulância, custa muito
A horrific injury. A heroic rescue effort. And a desperate plea: Please don’t call the ambulance, it costs too much
no Boston Globe (publicado em 02 de Julho de 2018)
When a 45-year-old woman’s leg became caught in the gap between an Orange Line train and the platform Friday afternoon, she was in agony. The cut on her leg went down to the bone.
Beyond her pain, she had another fear. Shaking and crying, she begged people not to call an ambulance. “Do you know how much an ambulance costs?” she wept.
Her fellow passengers rushed to her aid. One man stood behind her so she could lean on him. Another passenger placed a cold bottle of water to her leg. And at least 10 people pushed on the car together, moving it just enough for the woman to pull free, according to a video of the accident the MBTA released Monday.
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segunda-feira, 25 de junho de 2018
Carta aberta à população de Curitiba, Paraná: O QUE MATA NÃO É O FRIO, MAS A FALTA DE POLÍTICAS PÚBLICAS.
Curitiba, 20 de junho de 2018
Frente as atuais manifestações da Prefeitura Municipal de Curitiba acerca do atendimento destinado à população em situação de rua e os casos de pessoas que morreram nas ruas nas últimas semanas, vimos a público manifestar um posicionamento coletivo na tentativa de explicitar os problemas atuais e contribuir no debate público sobre os desafios do atendimento a este segmento social.
1. NÚMERO DE PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA EM CURITIBA.
Apesar de não existir um acompanhamento sistemático do número de pessoas em situação de rua em Curitiba, no ano de 2009 foi publicada pesquisa que identificou o número de 2776 pessoas em situação de rua na cidade. Após um considerável lapso temporal de 7 anos, nova pesquisa foi divulgada no ano de 2016, contabilizando 1715 pessoas em situação de rua em Curitiba. Dentre elas, foram identificadas 1.133 pessoas nas ruas e espaços públicos e outras 582 encontravam-se em Unidades de Acolhimento Institucional.
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sábado, 23 de junho de 2018
Relato de um médico: "O dia em que me roubaram de mim"
no FB da Christine Doula
Ontem, em mais um plantão de rotina na Maternidade de Campina Grande PB, fui roubado de mim.
E quando eu consegui perceber isso, fiquei perplexo.
Cheguei na maternidade as 18:35 e dei início a mais um plantão que tinha tudo pra ser iguais aos outros, se não fosse por tamanho roubo. Fiquei encarregado de fazer a evolução de Fernanda grávida em situação sócio-econômica bem complicada.
Apresentei-me pra ela e disse que naquela noite eu a acompanharia. As horas passavam como um trem bala.
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quinta-feira, 19 de abril de 2018
São Tomás de Aquino considerava “a misericórdia a mais alta forma de amor”. Mas Carolina não viu...
por Eduardo Suplicy no FB
Fiquei muito comovido com a imagem do teológo e filósofo Leonardo Boff sentado na porta da sede da Polícia Federal de Curitiba, esperando pacientemente a chance de visitar e oferecer um apoio religioso ao seu querido amigo, o presidente Lula, isolado em uma cela desde a prisão no dia 7 de abril.
Boff viajou a Curitiba para dar um aconselhamento espiritual e entregar a Lula um cachecol vermelho que havia prometido. Lembrei-me da recomendação do Papa Francisco para que sempre tenhamos o sentimento de misericórdia, a capacidade de sentir aquilo que o outro sente, de ter compaixão e ser solidário.
São Tomás de Aquino considerava “a misericórdia a mais alta forma de amor”, sentimento atribuído a Deus em diversas religiões, incluindo o Cristianismo, o judaísmo e o Islamismo.
Espero que não falte misericórdia a todas as pessoas envolvidas na prisão do nosso presidente, tão querido pelo povo brasileiro.
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terça-feira, 17 de abril de 2018
Dona Ivone de Lara e a Luta Antimanicomial
por Camila Prada da Silva no FB
Dona Ivone Lara no meio de uma roda de médicos no Hospital Engenho de Dentro, onde exerceu as profissões de enfermeira e assistente social, especialista em Terapia Ocupacional, sendo companheira de trabalho da doutora Nise da Silveira.
Com a finalidade de resgatar vínculos, Dona Ivone percorreu quilômetros de estrada pelos municípios do Rio e pelos estados vizinhos, localizando mães, pais, avós e tios que haviam abandonado seus familiares no hospital, acreditando que não havia mais nada a ser feito por eles – afinal, esse era o diagnóstico que ouviam dos próprios médicos.
Além disso, colaborou para que a música também pudesse ser remédio para aquelas pessoas dadas como perdidas.
Além de ser Rainha do Samba, Dona Ivone é parte importante na história da Luta Antimanicomial, Serviço Social e Saúde Pública no Brasil.
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sexta-feira, 23 de março de 2018
Entre o debate da vida e da morte, o #SUS que da certo!
(dica da Jovita Rosa)
ORGULHO SUS
Sistema Único de Saúde no #Brasil.
Meu nome é Besna Yacovenco, sou do #Uruguai e estudante da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA). Desde o ano 2011, quando cheguei ao Brasil, sou usuária do SUS, mas no dia 16 de dezembro de 2017 essa relação se aprofundou.
Na manhã do dia 16, saímos de Foz do Iguaçu rumo a nossas casas numa Kombi, conhecida como #Magnólia, meus amigos, meu companheiro de vida e nossas cachorrinhas. Mas num terrível e fatal imprevisto tudo mudou. Nada voltaria a ser como antes. Por volta das 8h30min, tivemos um acidente com uma camioneta perto da cidade de Céu Azul - PR. Todos da Kombi morreram, menos meu amigo Bruno e eu. Nossa situação era muito grave.
Rapidamente foram ativados os socorristas que disponibilizaram para nosso resgate um helicóptero e realizaram um eficiente traslado ao Hospital Universitário do Oeste do Paraná - HUOP. No hospital uma equipe multidisciplinar esperava nossa chegada, desde neurologistas e ortopedistas até psicólogos e assistentes sociais. Tudo pelo SUS!
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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
domingo, 11 de fevereiro de 2018
O SUS que a mídia insiste em ignorar! (Uma história comovente de solidariedade)
por Anna Maria De Andrade Sharp no FB - (dica Julia Del Valle Mañez)
Ontem, dia 06/02/2018, os jornais noticiaram vários tiroteios e o fechamento das linhas amarela e vermelha na cidade do Rio de Janeiro.
Estas reportagens fizeram questão de mostrar os vários problemas de nossa cidade e a ineficiência do estado em cuidar do seu povo.
Neste mesmo dia, estavam internados no Instituto Nacional de Cardiologia dois pacientes, um de 12 e outra de 26 anos, que estavam em prioridade devido a gravidade de seus quadros.
No meio deste dia tão tumultuado surgiu a possibilidade de um transplante !
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sábado, 2 de dezembro de 2017
Natal em Curitiba: Patético!!!
por Maringas Maciel no FB
A coisa funciona assim:
Primeiro o Waldomiro gasta R$450.000,00 numa árvore de natal e alguns penduricalhos de decoração.
Depois os fiscais do Waldomiro apreendem os instrumentos e equipamentos dos artistas de rua impedindo o trabalho deles na época do Natal.
Por fim vem a Guarda Municipal do Waldomiro servindo de batedor para o desfile em carro aberto do Papai Noel patrocinado pela Associação Comercial do Paraná.
O espírito natalino do Waldomiro se define em uma única palavra: Patético!
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terça-feira, 28 de novembro de 2017
[O espírito não tão cristão do prefeito] - Greca quer se livrar de funcionários doentes
no Contraponto
Se você é funcionário público municipal de Curitiba e tiver a má-sorte de apresentar uma dessas moléstias
- Tumores malignos;
- Mal de Hansen;
- Tuberculose;
- Moléstia da vista, possível de originar cegueira;
- Demência;
- Cardiopatias graves e doenças dos grandes vasos da base;
- Insuficiência renal crônica com indicação de tratamento dialético ou transplante renal;
- Sindrome da imunodeficiência adquirida – AIDS;
- Acidentes vasculares cerebrais
fique avisado que o prefeito Rafael Greca pretende parar de fornecer remédios para servidores vítimas dessas doenças graves.
Ele enviou mensagem (que tomou o número 45) à Câmara Municipal e o líder do governo, vereador Pier Petruziello, até já apresentou requerimento para que a matéria tramite em regime de urgência.
O projeto também aumenta a alíquota que os servidores pagam ao Instituto Curitiba de Saúde (ICS) e revoga a lei 8786, que o próprio Greca sancionou em 1995 quando foi prefeito pela primeira vez e que prevê a compra de medicamentos para servidores portadores de doenças graves. Agora o prefeito quer revogar o dispositivo da lei pelo qual “fica o Poder Executivo autorizado a custear despesas com o tratamento de saúde dos funcionários estáveis e aposentados da Administração Direta, Autárquica, Fundacional e Legislativo do Município de Curitiba, acometidos de doenças que possam conduzir rapidamente ao óbito, causar dano grave e irreversível ou invalidez permanente”.
Ou seja: o prefeito está pouco ligando que o funcionário vai morrer ou ficar inválido por falta de remédio.
Os vereadores, mesmo os da base governista, estão revoltados. Ele vêm assumindo todo o ônus de medidas impopulares que prefeito os obriga a votar – até sob ameaça de perder benesses triviais que recebem da prefeitura.
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sexta-feira, 27 de outubro de 2017
A economia solidária representa um modelo viável em escala global?
“Uma reflexão sobre a obra de Polanyi nos apresenta o desafio de postular outras formas de organização econômica da humanidade, ou como dizem seus principais adeptos, de pensar ‘Outra Economia’ que supere o paradigma da competitividade imposto pela civilização do capital e dos mercados globais”, escreve Fernando Marcelo de la Cuadra, em artigo publicado por America Latina em Movimiento (ALAI). A tradução é do Cepat.
Eis o artigo (reproduzido na página do Instituto Humanitas Unisinos)
Já há algumas décadas, o economista húngaro Karl Polanyi apontava que é possível pensar que existem formas de integração ou de funcionamento da economia que não se assentam necessariamente em instituições monetárias, baseadas no intercâmbio convencional, ou seja, que superem os movimentos de “mão dupla” que se produzem no espaço do mercado, o que representaria seu ‘locus’ por excelência. Desta maneira, Polanyi propôs algumas visões alternativas em relação àquela existente na economia capitalista, identificando nessa construção três princípios de distribuição diferentes do modelo de intercâmbio mediado pelo mercado e orientado ao lucro, a saber, a administração doméstica, a redistribuição e a reciprocidade. Segundo ele, na economia real podem coexistir dois ou mais princípios nos quais esteja presente, inclusive, o lucro monetário, ainda que sua presença não necessariamente deva representar o princípio dominante.
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segunda-feira, 11 de setembro de 2017
Ainda sobre o mundo obsceno em que vivemos: Página no Facebook faz campanha para espantar mendigos de Ipanema
A página “Alerta Ipanema” pede para as pessoas não darem esmolas, assim os mendigos vão para Santa Cruz, Nova Iguaçu ou Campo Grande, pois “aqui eles não nasceram”.

Uma página do Facebook intitulada “Alerta Ipanema” faz campanha para espantar mendigos do bairro. Uma postagem deste domingo (10), pede que moradores não deem esmolas, pois assim eles não voltam mais.
A postagem afirma que, apesar de serem retirados pela Superintendência da Zona Sul e a Guarda Municipal do Rio de Janeiro e encaminhados para abrigos, os mendigos sempre voltam, ao invés de ir para Santa Cruz, Nova Iguaçu ou Campo Grande. “Nascer aqui eles não nasceram. Vem porque tem algo de bom. Esse algo de bom são as pessoas que dão esmola e comida”, diz o post.
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quarta-feira, 22 de março de 2017
Ribeira, riqueza cultural
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