A denúncia que o Ministério Público fez contra 14 pessoas que agiram para fraudar a licitação do transporte coletivo de Curitiba chegou com quase oito anos de atraso. Não custa lembrar que:
  • O início do processo de licitação se deu em 2009 quando o prefeito de Curitiba era o ex-governador Beto Richa;
  • Ao se desincompatibilizar da prefeitura para concorrer ao governo estadual, deixou o cargo para seu vice, o atual deputado federal Luciano Ducci;
  • Ao longo deste período, os termos do edital internacional de licitação foi sendo elaborado por muitas mãos, tanto do poder público concedente (Urbs) como de empresários interessados em se manter no setor que já exploravam de modo precário (permissionários) há meio século, além de escritórios de engenharia e advogacia que serviam de intermediários no esquema;
  • Ainda em 2010, durante a elaboração dos termos do edital, o Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge) e outras movimentos que integravam um forum, entraram na Justiça com ação popular em razão das evidências que já então apareciam de que a concorrência (1) favoreceria os mesmos grupos empresariais, (2) encareceria a tarifa e (3) não introduzia inovações ao sistema. A Justiça derrubou a ação popular e ainda condenou seus autores a pagar indenizações;