Páginas

Mostrando postagens com marcador Racismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Racismo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de maio de 2020

Artigo precioso: O Jair que há em nós

Bolsonaro é uma expressão bastante fiel do brasileiro médio, um retrato do modo de pensar o mundo, a sociedade e a política que caracteriza o típico cidadão do nosso país.

por Ivann Carlos Lago (recebi de meu amigo Michel Deolindo no Whatsapp)

O Brasil levará décadas para compreender o que aconteceu naquele nebuloso ano de 2018, quando seus eleitores escolheram, para presidir o país, Jair Bolsonaro. Capitão do Exército expulso da corporação por organização de ato terrorista; deputado de sete mandatos conhecido não pelos dois projetos de lei que conseguiu aprovar em 28 anos, mas pelas maquinações do submundo que incluem denúncias de “rachadinha”, contratação de parentes e envolvimento com milícias; ganhador do troféu de campeão nacional da escatologia, da falta de educação e das ofensas de todos os matizes de preconceito que se pode listar.

Embora seu discurso seja de negação da “velha política”, Bolsonaro, na verdade, representa não sua negação, mas o que há de pior nela. Ele é a materialização do lado mais nefasto, mais autoritário e mais inescrupuloso do sistema político brasileiro. Mas – e esse é o ponto que quero discutir hoje – ele está longe de ser algo surgido do nada ou brotado do chão pisoteado pela negação da política, alimentada nos anos que antecederam as eleições.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Governo húngaro estatiza reprodução assistida para aumentar população branca no país

no Outra Saúde (por e-mail)


DISTOPIA NA VIDA REAL

"Procriação, não imigração". Pois é. Uma frase dessas só poderia vir de um governo de extrema-direita. No caso, foi forjada como propaganda na Hungria de Viktor Orban que pôs em andamento um plano muito, muito questionável: comprou as seis maiores clínicas de fertilização e reprodução in vitro do país com o objetivo de facilitar a técnica a 150 mil casais – desde que as pessoas que busquem esses serviços não sejam imigrantes. No pano de fundo dessa proibição está a própria razão de ser da iniciativa: o medo de que a população branca e cristã da Europa seja, nas próximas décadas, suplantada por pessoas vindas de outras partes do mundo, não-brancas; não-cristãs. “Existem forças políticas na Europa que querem substituir a população por motivos ideológicos” discursou Orban no ano passado, se esquecendo que ele e seu grupo querem travar mudanças demográficas por motivos... ideológicos.  

Hoje, a taxa de natalidade na Hungria é de 1,48 criança por mulher, metade do que era em 1950 (o que segue uma tendência mundial). O governo quer mais, muito mais: que cada mulher húngara tenha três filhos. Para isso, além da estatização da fertilização in vitro no país, criou subsídios vários, como descontos na compra de carros e casas. E se a mulher decidir tem mais de quatro filhos fica isenta de todos os impostos cobrados no país. Pelo resto da vida.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Diga NÃO à discriminação na saúde!


Você conhece a "Agenda para Zero Discriminação nos Serviços de Saúde"?

Lançada pelo @UNAIDSglobal em 2017, a agenda tem como um dos seus objetivos, garantir que todas as pessoas possam receber os cuidados de saúde de que necessitam sem discriminação!

Conheça e saiba mais no site do @UNAIDSBrasil: unaids.org.br

#ZeroDiscriminação

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Sobre Bolsonaro. Para quem acha que estou exagerando.

Prof. Jai Michel Kenkel, da PUC-Rio (no FB da 
Dirce Schneider)


Cada um é formado pela sua história pessoal. Eu sou alemão, crescido nos Estados Unidos, acadêmico de relações internacionais (política). A guerra e a intolerância política afetaram profundamente a minha família. Isso me norteia politicamente.

Como alemão de minha geração, o ponto fixo inescapável que orienta toda a consciência na minha formação cidadã é o legado do fascismo: o Holocausto e a Segunda Guerra, e a firme missão de nunca deixar isso acontecer de novo, em lugar nenhum. Não existe nenhum princípio político mais sagrado que esse.

domingo, 25 de março de 2018

A branquitude de Curitiba, a "capital européia"


Foto do Maringas Maciel publicada no Facebook.

Trata-se da representação de "todas as etnias" de Curitiba reunidas como parte da comemoração do aniversário da cidade e a reabertura da temporada do Pavilhão Étnico no Memorial de Curitiba.

O Maringas ressaltou que só tem 1 negro na foto e está vestido de "austríaco" (para mim parece mais tirolês).


Em tempo: Sim, os negros estiveram representados lá em algum momento, mas não estavam na foto. Isto não diminui o impacto da imagem captada pelo Maringas.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Depois de Charlottesville (EUA), mensagem neonazista é encontrada em banheiro da UFPR

Charllotesville é aqui: mensagem “Fora cotistas. Poder branco”, de cunho claramente racista e nazi-fascista, é encontrada em parede do banheiro da Faculdade de Medicina da UFPR, menos de uma semana após a manifestação “supremacista” nos Estados Unidos 



Para quem acha que a ascensão da ideologia neonazi-fascista está longe do Brasil, se engana. Apesar de inúmeras manifestações desse cunho terem acontecido aqui ao longo dos últimos anos, após o evento de Charlottesville, nos Estados Unidos, muitos acharam que ali havia um contexto diferente do brasileiro.

Uma mensagem encontrada no banheiro da Universidade Federal do Paraná (UFPR) nesta terça-feira (15), no entanto, prova que este tipo de pensamento está em alta no mundo todo, inclusive aqui.

O autor da pichação não foi identificado.“Fora cotistas. Poder branco”, estava escrito na parede do banheiro da Faculdade de Medicina da universidade.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Denúncia: Intolerância religiosa, constrangimento ilegal e abusos praticados por funcionários da Gol, seguranças e policiais federais do Aeroporto de Congonhas

Recebi via Whatsapp da Lena Garcia

Na tarde de ontem dois ícones de nossa religião, Mãe Carmen da Oxum, Pai Karlito de Oxumarê e mais dois Omorixas foram vítimas de intolerância religiosa, constrangimento ilegal e abusos praticados por funcionários da Gol, seguranças e policiais federais do Aeroporto de Congonhas. 

O grupo foi proibido de embarcar ou despachar num voo da Gol algumas peças de odum ara que portavam com a finalidade de realizar liturgias religiosas. 

Além de serem obrigados a jogar no lixo os símbolos religiosos, ouviram comentários jocosos contra nossa Religião e sofreram constrangimentos e ameaças. 

A pedido de Mãe Carmem e Pai Karlito, assumi a defesa deles e irei tomar todas as medidas judiciais que o caso requer. Saudações. Hédio.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Um projeto criminoso contra cotas


Considerando o currículo vergonhoso que o governo interino tem acumulado desde a posse, o ataque ao regime de cotas no serviço público até que estava demorando. Anunciado pelo Ministério do Planejamento, que responde pelo regime de contratações da administração federal, é uma iniciativa que merece repulsa absoluta.

O esforço para agradar ao eleitorado conservador, alimentando o racismo, era só uma questão de tempo. Vitória histórica contra a discriminação e suas sequelas, admitidas por estudos acadêmicos de várias correntes de pensamento, a política de ação afirmativa sempre foi questionada por lideranças interessadas na manutenção de um sistema de privilégios apoiado na exclusão de mais de 50% dos brasileiros que trazem a descendência africana na pele, nos cabelos, nos olhos e, especialmente, por 400 anos de exclusão social, perseguição e violência.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Médica que defendeu paciente em polêmica da “peleumonia” sofre ataques racistas

Júlia Rocha chamou a atenção para a questão do preconceito linguístico e, em resposta, foi vítima de uma enxurrada de ofensas racistas lideradas por outro médico


Foto: Divulgação/TV Globo

A médica e cantora mineira Júlia Rocha – que chegou a participar do programa The Voice Brasil – publicou em seu Facebook, na última semana, um texto falando sobre a polêmica do médico que expôs na internet os erros cometidos por um paciente, que dizia “peleumonia” ao invés de pneumonia.

Após criticar a questão do preconceito linguístico, Júlia recebeu apoio de internautas e amigos na rede social. Mas com a viralização do post – compartilhado mais de 67 mil vezes –, a cantora acabou sendo vítima de uma onda de ataques racistas.

Um deles, inclusive, liderado por uma figura conhecida por xingar a presidenta Dilma Rousseff após queda de pressão durante uma entrevista, o gaúcho Milton Pires. Ele também já foi acusado de agredir uma colega de trabalho. O médico mantém um blog intitulado ‘Ataque Aberto’, onde costuma publicar textos misóginos, com discursos de ódio e, recentemente, de cunho racista.

terça-feira, 19 de julho de 2016

A ciência explica como o preconceito racial afeta a saúde dos negros



Além dos problemas sociais conhecidos como resultado do racismo, ele também pode afetar a saúde.

Vários estudos apontam que o preconceito racial está conectado a doenças cardiovasculares em negros, além de ser a possível causa da depressão, daansiedade e de outros problemas de saúde em pessoas que são vítimas de racismo.

Alguns estudos científicos evidenciam que esses problemas podem surgir como resultado de uma vida sob o estresse de conviver com a discriminação racial.

Veja a seguir alguns desses trabalhos que analisam a relação entre o racismo e problemas de saúde.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Mulher perde guarda das filhas por 'descender de escravos'

Do Alma Preta (reproduzido no jornal GGN)


De acordo com o Movimento Negro Unificado, ação do Ministério Público fundamentou-se em preceitos racistas para tirar a guarda de duas crianças de mãe quilombola

Maria das Graças, 47 anos, moradora da comunidade quilombola Toca Santa Cruz, teve a guarda das duas filhas suspensa, ambas menores de 6 anos de idade, por conta de ação do Ministério Público de Santa Catarina. De acordo com o poder judiciário, a mãe não tem condições de cuidar das crianças.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Prefeitura reage e diz que não irá tirar moradores de rua de Curitiba “à força”


A prefeitura de Curitiba reagiu nesta terça-feira à nota da Abrabar em que a associação de bares e casas noturnas pedia, via Facebook, que os moradores de rua da cidade fossem removidos “à força” de onde estavam, caso se recusassem a sair espontaneamente.

A resposta oficial da prefeitura veio por nota, afirmando que a administração não só não concorda com a posição como lembra que isso contraria a Constituição Federal e os direitos humanos, de acordo com tratados internacionais.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

[Enquanto isso, naquela cidade com 'ares europeus' no Sul do Brasil...] Associação de bares pede remoção de moradores de rua “à força”

no blog Caixa Zero

Moradores de rua em Curitiba. Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo.Moradores de rua em Curitiba. Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo.
A Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar) publicou no Facebook um pedido para que os moradores de rua sejam retirados das calçadas de Curitiba, nem que seja à força. O texto, publicado na noite desta segunda-feira, diz que o poder público assiste “passivamente” ao crescimento do número de pessoas nas ruas.

De acordo com a Abrabar, é preciso “cercar as marquises” para impedir que se formem “hotéis e motéis clandestinos” na cidade que, segundo a nota, estaria se tornando em “uma cidade dormitório”, num “albergue a céu aberto”.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Nota pública sobre bebê indígena degolado em Santa Catarina

O presidente da CDHM pediu providências sobre o crime de ódio. Leia a nota.


Ribs - artista plástico

O último dia de 2015 foi marcado por uma brutalidade inominável. Um bebê Kaigang foi degolado no colo de sua mãe enquanto ela o amamentava. A atrocidade aconteceu na rodoviária de Imbituba – SC.

De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), a Polícia Militar chegou a prender um homem, mas nenhuma das testemunhas o reconheceu como autor do crime hediondo. O CIMI ainda afirma que o advogado que acompanhou a família na delegacia estuda a possibilidade de o crime ter sido praticado por integrante de grupo neonazista ou outra corrente que se sustente sobre o ódio de raça, classe, etnia, gênero e orientação sexual.

Como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados pedi, ao Secretário de Estado de Segurança Pública de Santa Catarina e ao Procurador-Geral de Justiça do Estado, que sejam tomadas providências quanto ao crime. Ideias e práticas genocidas devem ser combatidas com veemência. Investigar e punir o responsável não é apenas uma exigência da legislação; trata-se de um imperativo de direitos humanos, para que não voltem ocorrer novos horrores motivados pelo preconceito.

Deputado Paulo Pimenta

Presidente da CDHM

sábado, 17 de outubro de 2015

Vestibulandos de Medicina atacam colega com mensagens racistas

Jovem negro que passou para universidade escreveu post de apoio a estudantes que querem entrar na faculdade

no O DIA


Rio - O que era para ser uma mensagem de apoio aos vestibulandos que planejam cursar Medicina se transformou em uma chuva de preconceito e racismo de futuros médicos. O jovem Diogo Medeiros, de 24 anos, publicou na terça-feira uma mensagem no grupo Vestibulando de Medicina, compostos por jovens de todo o país, em que desejava sorte aos que vão fazer o Enem na próxima semana.

Diogo, que passou para o curso de Medicina da Universidade de Buenos Aires, na Argentina, escreveu no post: “Não importa quem você é, apenas tenha a certeza que você pode ser quem deseja. Basta acreditar em seu potencial”, com uma foto em que aparecia com a camisa da universidade argentina

Diogo Medeiros decidiu ser médico depois de ver a mãe morrer no SUSFoto: Reprodução

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Alunas de medicina fazem 'blackface' e ironizam: “Inclusão social ahahahahah”

no SpressoSP


Foto com piadas racistas foi feita pelas estudantes da Uniara durante os jogos universitários das faculdades do curso e divulgada nas redes sociais

Um grupo de alunas da Faculdade de Medicina da Uniara (Centro Universitário de Araraquara), no interior paulista, fez uma foto com blackface durante uma competição universitária e publicou nas redes sociais com diversos comentários irônicos a respeito da questão racial no País.

A publicação causou indignação nos usuários do Facebook. A autora da postagem colocou a hashtag #pestenegra. Outras duas colegas, que também aparecem na foto, também fizeram comentários preconceituosos. “Inclusão social ahahahahahha”, publicou uma. “Negritudes”, completou outra.

A etapa paulista do Jumed foram realizadas no último final de semana, na cidade de Barra Bonita. As estudantes que estão na imagem foram procuradas via redes sociais, mas não responderam ao SPressoSP.

A direção da Uniara, via assessoria de imprensa, informou que “a instituição é totalmente contra qualquer forma de preconceito e racismo”. Segundo a nota, “o responsável pela Atlética do curso de Medicina estará apurando o que houve e qual foi a intenção ao publicar a referida foto”.

sábado, 8 de agosto de 2015

Associação de Imigrantes Haitianos denuncia atentado em São Paulo

Atentado a tiros aconteceu no sábado passado em frente à Igreja do Glicério e deixou cinco haitianos feridos e um morreu no Hospital

na página da CSP Conlutas SP


Um atentado contra imigrantes haitianos ocorreu no último sábado (1). De acordo com as informações obtidas pela CSP-Conlutas São Paulo e a U.S.I.H (União Social dos Imigrantes Haitianos), entidade filiada à Central, ao menos cinco haitianos ficaram feridos e um morreu por falta de atendimento médico.



Ao que tudo indica, o atentado foi motivado pelo preconceito e racismo contra os imigrantes. Segundo a denúncia, um carro passou em frente à igreja do Glicério e uma das pessoas a bordo gritou para um grupo de haitianos que eles estavam “roubando os empregos dos brasileiros”. Após os insultos, a pessoa (ainda não identificada) começou a atirar e fugiu.

Cinco pessoas foram atingidas. Mesmo gravemente feridos, os haitianos não conseguiram atendimento médico e um deles morreu no pátio do hospital. Os demais feridos estão em casa.

Seis haitianos são baleados em ataques em São Paulo. [Unidades de Saúde recusam atendimento]

Caso aconteceu no dia 1º e teria sido motivado por racismo e xenofobia

no Globo


SÃO PAULO - Seis haitianos foram baleados na tarde do último sábado, dia 1º, na Baixada do Glicério, região central de São Paulo. Os feridos, entre eles uma mulher, estão internados no Hospital do Tatuapé, na zona leste, e ainda têm balas alojadas nas pernas e nos quadris. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, eles não correm risco de morrer.

Segundo a Secretaria, os haitianos foram feridos em dois ataques no mesmo dia. Dois deles estavam na Rua do Glicério quando foram atingidos e os outros quatro estavam na escadaria da igreja do bairro, onde fica o serviço da Missão paz, que acolhe os imigrantes na capital paulista. De acordo com o relato das vítimas deste segundo ataque, um carro cinza passou por eles, com quatro pessoas, e um dos ocupantes os identificou antes de disparar:

— Um dos homens gritou: “Haitianos, vocês roubam os nossos empregos”. E aí saiu atirando - afirma o haitiano Patrick Dieudanne, que ajudou no socorro às vítimas.

O caso foi registrado no 8° DP do Brás como lesão corporal grave e ainda não se sabe a autoria do crime.

— Vemos todas as características de um atentado motivado por xenofobia — afirmou Paulo Illes, coordenador de políticas para migrantes da Prefeitura de São Paulo, que acompanha o caso.

Antes de conseguir atendimento médico, os feridos passaram por pelo menos duas unidades de saúde e teriam sido recusados.

— Eles não foram atendidos por racismo, foram mandados para casa com as balas e com dor. Só conseguiram atendimento hoje — diz Patrick.

A Secretaria Municipal de Direitos Humanos apura as denúncias de negligencia médica e acompanha as investigações.

Comentário do blog: Chegamos ao fundo do poço... e no fundo do poço tinha um alçapão

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Em ato de racismo, indígenas são expulsos de ônibus de viagem

Por conta do preconceito de uma mulher que não queria viajar ao lado dos indígenas, quatro Kayapós que saíam do Encontro de Culturas Tradicionais na Chapada dos Veadeiros foram obrigados a descer do ônibus que os levaria de volta para Palmas (TO) e acabaram largados no meio da rodovia; organização do evento estuda processar a passageira e a companhia responsávelEm ato de racismo, indígenas são expulsos de ônibus de viagem

Por Ivan Longo no Portal Fórum

Indígenas da tribo Kayapó, que vivem em Tucumã, no interior do Pará, foram alvo de um episódio de racismo e preconceito no início desta semana. Desde o último dia 17,  eles estavam em Goiás participando do 15º Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros e voltariam para a sua aldeia no último domingo (26), mas tiveram que adiar a viagem por conta da discriminação.
Com as passagens compradas, 18 indígenas embarcariam em Brasília, em um ônibus que faria o trecho até Palmas (TO), o ideal para que chegassem a Tucumã. Do total, 14 deles se instalaram na parte superior do ônibus e outros quatro ficaram na parte de baixo. De acordo com Isaac Kayapó, líder da tribo, uma mulher que estava em uma poltrona da parte inferior do veículo se incomodou com a presença deles. “Nós que pagamos! Ou vocês descem ou eu chamo a polícia”, teria dito a passageira.