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domingo, 5 de janeiro de 2020

Médicos pela Democracia desnudam presidente do CFM sobre o Mais Médicos: Não fala em nosso nome

Nota Pública sobre o pronunciamento do Sr. presidente do Conselho Federal de Medicina sobre o Mais Médicos
por Associação de Médicas e Médicos pela Democracia
A Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia – ABMMD por meio da Coordenação Executiva Nacional – CEN, face pronunciamento do senhor Presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Dr. Mauro Ribeiro, ocorrida através de vídeo no dia 21/12/2019, vem por meio desta Nota Pública contestar suas afirmações e esclarecer a população brasileira.
O pronunciamento explicita a opção do CFM por uma postura insensível à desassistência do povo, criticando os governos anteriores nos quais, pela primeira vez, a universalização do acesso à saúde foi buscada, esta que é a missão mais nobre da nossa profissão.
Afirma que a medicina vive a sua pior crise e que esta foi criada pelos governos populares por meio da abertura de novas faculdades de medicina.
Ele esquece de dizer, entretanto, que a criação de vagas para os cursos médicos seguiu num ritmo acelerado em diversas universidades privadas, mesmo após o golpe jurídico parlamentar de 2016, movimento que lamentavelmente contou com o apoio das entidades médicas, inclusive no que concerne ao congelamento orçamentário do SUS por longos vinte anos.
Continua em sua narrativa deturpando fatos conhecidos publicamente que se referem ao Programa Mais Médicos, quando diz que os profissionais foram lotados em sua maioria no litoral brasileiro, quando na verdade o que caracterizou o programa foi levar a atenção primária aos rincões do Brasil e a áreas isoladas como as quilombolas e indígenas.
Esquece também o Dr. Mauro Ribeiro que o Programa Mais Médicos instituiu uma avaliação bianual para os alunos das escolas médicas brasileiras e o resultado desta avaliação poderia levar inclusive ao fechamento de cursos que não oferecessem formação satisfatória.
Hoje o MEC afrouxou o controle sobre as universidades privadas e o CFM silencia frente a demissões de profissionais médicos mestres e doutores utilizados apenas para aprovação dos seus projetos.
Esquece mais uma vez que a criação de vagas nos cursos de medicina estava atrelada a abertura do mesmo número de vagas de Residência, o que teria assegurado qualificação profissional e postos de trabalho para os jovens médicos. E ignora que o período de maior ampliação e valorização da residência médica ocorreu entre 2014 e 2016.
E continua esquecendo o Dr. Mauro Ribeiro que quem propôs que o Revalida fosse realizado por escolas privadas foi o Ministro da Educação do presidente que eles tanto apoiam e elogiam.
Foram os deputados de oposição que conseguiram reduzir a gravidade da medida prevendo a participação das universidades privadas apenas na segunda fase da avaliação e que a supervisão fosse realizada pelo MEC com obrigatório acompanhamento do CFM.
É ainda inverossímil que o CFM se contente com a Carreira Médica proposta pelo governo, que é muito diferente da que foi proposta pelo próprio CFM nos governos anteriores.
Perante essa, nenhuma crítica, o que demonstra uma triste submissão a um governo que é o principal responsável pela crise que se abate sobre o mercado médico e pela piora significativa dos indicadores de saúde como a mortalidade infantil e pelo aumento da miséria e da população em situação de rua.
No final o vídeo explicita um júbilo por ter sido recebido por um presidente que envergonha o Brasil perante o mundo e caracteriza um adesismo imperdoável a um governo desastroso para a maioria da população brasileira, o que inclui também os médicos brasileiros, que reduz o orçamento do SUS (maior empregador de médicos do Brasil) e reduz o contingente de usuários de planos de saúde devido a uma taxa de desemprego jamais vista.
Não falam em nosso nome.
Fortaleza, 04 de janeiro de 2020
CEN – Coordenação Executiva Nacional – ABMMD (Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia)

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Dilma Vana lacrando


Pergunta pra Dilma em Stanford: 
"O que os EUA podem aprender com o Brasil, com os sucessos e fracassos?" 

Resposta: 
"Agora não podem aprender mais nada. Nem devem. Não há nada o que aprender com uma estarrecedora extrema direita. Mas podem aprender a ter cuidado, porque vcs aqui também têm seus monstros"

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Michel Löwy: Chamemos a um gato de gato. O que acaba de acontecer no Brasil, é um golpe de Estado


Chamemos a um gato de gato. O que acaba de acontecer no Brasil, com a destituição da presidenta eleita, Dilma Rousseff, é um golpe de Estado. Golpe de Estado pseudo-legal, “constitucional”, “institucional”, parlamentar, tudo que quisermos, mas de toda forma um golpe de Estado. Os parlamentares – deputados e senadores – fortemente comprometidos pela corrupção (citemos o número de 60%), instituíram um processo de destituição contra a presidenta, sob o pretexto de irregularidades contábeis, de “pedaladas fiscais” para cobrir o déficit nas contas públicas – uma prática rotineira de todos os governos brasileiros anteriores! É fato que diversos quadros do Partido dos Trabalhadores estão implicados no escândalo de corrupção da Petrobras, a companhia nacional de Petróleo, mas não Dilma... Na verdade, os deputados de direita que levaram a cabo a campanha contra a presidenta estão entre os mais implicados nesse escândalo, a começar pelo presidente do Parlamento, Eduardo Cunha (recentemente afastado), acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão fiscal ao Panamá, etc.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

domingo, 15 de maio de 2016

Vídeo sensacional! Americanos zombam do golpe e defendem Dilma!

no Cafézinho



Os Young Turks são um canal de comentários políticos na internet, muito popular nos Estados Unidos.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Ao comentar o golpe no Paraguai, em 2012, Galeano descreveu o golpe no Brasil

no blog Pragmatismo Político (post publicado em 10 de Maio de 2016)

Faltando 24 horas para a deposição de Dilma pelo Senado, vale recordar as palavras do já falecido Eduardo Galeano registradas em 2012. Ao tratar do golpe realizado no Paraguai, o intelectual fez ponderações dignas de um exímio observador político e que se aplicam perfeitamente ao atual quadro brasileiro. Os processos são idênticos, assim como as forças que os regem. Seria o Brasil capaz de trilhar outro destino, ou se trata de uma luta perdida contra poderes inabaláveis?

Eduardo Galeano, já falecido, tem muito a ensinar sobre o golpe em curso no Brasil

A pouco mais de 24 horas para a consumação da deposição da presidente Dilma Rousseff pelo Senado Federal, é valioso recordar uma entrevista de Eduardo Galeano, do ano de 2012, para a revista La Garganta.

Ao tratar dos golpes realizados no Paraguai e em Honduras, quando os presidentes Fernando Lugo e Manuel Zelaya foram depostos, o falecido escritor fez ponderações dignas de um exímio observador político e que se aplicam perfeitamente ao atual panorama brasileiro. Os processos são muito semelhantes, assim com as forças que os regem.

Neste contexto, considerando que Dilma ainda terá 180 dias para se defender e tentar voltar à Presidência, cabe a reflexão: seria uma Brasil capaz de trilhar outro destino, ou se trata de uma luta perdida contra poderes inabaláveis?

Relembre as palavras de Eduardo Galeano:

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Ainda há juízes no Brasil?

texto da professora de Direito Constitucional da UFPR, Eneida Desiree Salgado
(roubartilhado do FB do James Alberti)


E cai a presidenta, apesar de seus 54 milhões de votos. 

Apesar da ausência de tipificação de crime de responsabilidade. Apesar da interpretação do TCU ser retroativa. Apesar da falta de consistência jurídica da denúncia, da inaptidão do relatório, das falhas procedimentais, da ofensa à ampla defesa, dos votos viciados na admissibilidade. 

O autoproclamado guardião da Constituição ficou de impávido colosso quando interessava, mas atuou fortemente para impedir a posse de ministro, para prender senador, para “suspender” mandato de deputado, para antecipar voto na imprensa, tudo, é bom que se frise, sem respaldo constitucional. 

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Dilma renova #MaisMedicos, ataca golpe e critica Plano Temer na Saúde

Nesta manhã, a presidente Dilma Rousseff assinou Medida Provisória, em que renovou o programa Mais Médicos, garantindo a permanência de 7 mil profissionais no programa neste ano; na cerimônia, ela voltou a atacar o golpe parlamentar de que é vítima; "O processo que está em curso no Brasil tem nome e seu nome é golpe", disse ela; "Trata-se de uma eleição indireta, coberta pelo manto do impeachment, daqueles que não tiveram votos nas urnas"; ela afirmou que não luta apenas para preservar seu mandato, mas também para garantir conquistas sociais, como o Mais Médicos; "Hoje, atendemos 63 milhões de pessoas, muitas das quais jamais haviam tido atendimento médico"; ela também criticou proposta do vice Michel Temer na área de saúde; “Qualquer um que propõe fazer ajuste fiscal diminuindo as despesas com saúde da população está propondo um grande retrocesso. Muito pior ainda se ousar eliminar a vinculação obrigatória e constitucional dos gastos com a área de saúde, prevista emenda 29 da Constituição”, afirmou


Nesta manhã, a presidente Dilma Rousseff assinou uma nova Medida Provisória, em que renovou o programa Mais Médicos, garantindo a permanência de 7 mil profissionais no programa neste ano.

Na cerimônia, ela voltou a atacar o golpe parlamentar de que é vítima. "O processo que está em curso no Brasil tem nome e seu nome é golpe", disse ela. "Trata-se de uma eleição indireta, coberta pelo manto do impeachment, daqueles que não tiveram votos nas urnas".

"A acusação é ridícula. O que nós fizemos foi apenas garantir a continuidade de programas sociais e de outras políticas de governo, como o Plano Safra", afirmou a presidente. "Me acusam de ampliar os gastos sociais, o que é obrigação de um presidente".

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Glenn Greenwald: Para Entender a Verdade no Brasil, Veja Quem Está Sendo Implantado na Presidência — e na Chefia das Finanças

Glenn Greenwald no The Intercept


NÃO É FÁCIL, para quem olha de fora, compreender todas as argumentações em jogo a respeito da crise política no Brasil e os esforços para depor sua presidente, Dilma Roussef, que venceu as eleições há apenas 18 meses, com 54 milhões de votos. A melhor maneira de entender a verdadeira natureza antidemocrática do que está acontecendo, no entanto, é olhar para a pessoa que os oligarcas brasileiros e suas organizações de mídia tentam empossar como Presidente: o Vice-Presidente Michel Temer, implicado em corrupção, extremamente impopular e servo fiel dos plutocratas. Dessa forma, torna-se claro o que realmente está acontecendo e porque o mundo deveria estar profundamente angustiado.
O chefe do New York Times no Brasil, Simon Romero, entrevistou Temer esta semana, e assim começa seu excelente artigo:

domingo, 17 de abril de 2016

Milton Temer: A DESPEITO DE TUDO, NÃO AO IMPEACHMENT GOLPISTA


Eduardo Cunha, garantindo o discurso - que nada tem a ver com relatório técnico e jurídico - pró impeachment do meliante Jovair Arantes, é o retrato sem retoques no nível de degradação política a que chegou a Câmara dos Deputados. 

É produto não só do voto alienado do senso comum imbecilizado, que leva ao Congresso, em sua maioria, despachantes vis do grande capital que determina seus votos.

Disso sabia Lula. Disso, sabia Dilma.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Você é mesmo CONTRA A CORRUPÇÃO?

Leia o que segue e faça um severo exame de consciência para saber se você é contra ou A FAVOR da corrupção.


1- E se Dilma tivesse 22 processos por corrupção, como Eduardo Cunha(PMDB)?

2- E se Dilma tivesse 18 processos por corrupção, como José Serra(PSDB)?

3- E se Dilma colocasse sob sigilo, por 25 anos, as contabilidades da Petrobras, Banco do Brasil e BNDES, como Geraldo Alckmin (PSDB) colocou as do Sistema Ferroviário paulista, das Sabesp e da Polícia Militar, após se iniciarem investigações da Polícia Federal, apontando desvios de muitos milhões?

domingo, 20 de março de 2016

A balança muito torta do Judiciário: Ficar em silêncio e se omitir é apoiar farsa

do meu amigo Luís Carlos Bolzan no FB


Eduardo Cunha está solto. 

Presidente da Samarco está solto. 

Médico estuprador Abdelmasir está solto. 

Paulinho da Força está solto. 

Maluf está solto. 

Beto Richa está solto. 

Donos da Boate Kiss e banda que causou incêndio que matou 242 pessoas estão soltos. Prefeito de Santa Maria/RS, César Shirmer sequer foi processado e quer como prêmio cadeira no TCE/RS. 

Donos do helicóptero de coca soltos. 

Banqueiro Daniel Dantas solto (mas juiz De Sanctis foi afastado do caso, lembra?). 

Ladrões da merenda escolar em São Paulo soltos. 

Envolvidos no trensalão soltos. 

Agripino Maia solto. 

Grandes sonegadores de impostos e donos de contas no HSBC na Suíça impunes. 

Todos deputados federais do PP/RS investigados na lava jato estão soltos. 

Vice Presidente Michel Temer delatado na lava jato sem ser investigado. 

Gilmar Mendes gravado em conversa cabulosa com ex governador do MT, investigado por crime, se colocando à disposição para "ajudar" ex governador, está no STF. 

Aécio Neves solto e sequer investigado apesar de ser penta delatado. 

Moro que divulgou gravação com a Presidente sem autorização do STF e grampeou advogados de defesa de Lula, esta solto. 

Porém querem prender Lula e derrubar Dilma, contra quem não há sequer acusação. Veja só que "grande combate à corrupção"! Não. Só querem impedir investigações, continuar esquemas, ficarem impunes, venderem pré sal e acabarem com conquistas sociais e inclusão social.

Ficar em silêncio e se omitir é apoiar farsa.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

O último lance de Moro-Gilmar


Nos últimos dias, o juiz Sérgio Moro explicitou de vez seu ativismo político.

Manteve um fluxo interminável de vazamentos contra Lula, em relação ao tal tríplex de Guarujá e o sítio de Atibaia.

Quebrou “inadvertidamente” o sigilo que a própria Polícia Federal solicitava para a ampliação das investigações sobre o sítio, a fim de não interromper o fluxo de vazamentos.

Mandou deter funcionários da Murray, empresa controlada pela Mossak Fonseca, lavanderia panamenha, em nome da qual estavam vários imóveis do edifício Solaris de Guarujá. Quando se soube que a Murray detinha o controle também da mansão dos Marinho, das Organizações Globo, em Paraty, foram soltos imediatamente e o assunto morreu.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Leblon vaia Dilma enquanto colégio de bacanas no bairro tem larvas do mosquito



Nada caracteriza tão bem o perfil da elite brasileira como sua manifestação na noite de quarta-feira. Enquanto a presidenta Dilma Rousseff falava na TV, pedindo que a população se una e compre a briga com o mosquito que aterroriza mães por conta do risco da microcefalia, os moradores dos prédios bacanas, que custam em média R$ 1,5 milhão, batiam panela. É a senha para ofuscar a fala presidencial. Mas, no coração do bairro, um foco da doença que mata e deforma o crânio de crianças, podendo levá-las à morte. Estava no colégio Saint Patrick's, na Avenida Ataulfo de Paiva.

Para que os agentes pudessem entrar no colégio a coisa não foi fácil. Foi necessário que recorressem à Justiça. Afinal, o colégio está fechado há três anos. Mas a estrutura se mantém ali. O motivo do fechamento foi uma crise envolvendo os herdeiros do prédio e o dono do colégio que pagava (ou devia pagar aluguel). Enquanto a coisa não resolve, o imóvel vira foco de ratos, baratas e aedes Aegypti, o responsável pela transmissão da Zika, dengue e chikungunha. 

O panelaço abafou a fala e o apelo da presidenta para que a sociedade promova, com ações, a sua própria saúde. Mas o panelaço abafou também a cumplicidade da mesma elite com a sua segurança. Ninguém vai protestar contra o abandono de uma estrutura que armazena perigo de morte na esquina da sua rua. Afinal, o colégio não é do PT.

domingo, 27 de dezembro de 2015

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Delegação do Paraná [parte dela] dá vexame na 15ª Conferência Nacional de Saúde

15ª Conferência Nacional de Saúde.

Presidenta Dilma comparece faz pronunciamento.

Independentemente de questões político-partidárias, o fato da autoridade maior da nação comparecer  na Conferência Nacional de Saúde, por si só é importante.

Qualquer militante da saúde com um mínimo de massa cinzenta, concordando ou não com a presidenta, teria que prestar atenção no que ela tem a dizer.

Afinal de contas, estamos diante de uma Conferência de Saúde. Políticas públicas, diretrizes e rumos são discutidos. E tudo isto passa pelo Poder Executivo.

A presidenta foi aplaudida entusiasticamente por mais de 90 por cento dos presentes.

Mas teve uma delegação, UMA SÓ, que deu demonstração de falta de educação e incapacidade de enfrentar o debate e o contraditório.

Parte significativa da delegação do Paraná (provavelmente a turma do crachá e seus cooptados) virou-se de costas durante a fala da presidenta...

E foi SÓ a delegação do Paraná. 

Vexame.

As Conferências de Saúde são espaços democráticos que deveriam servir para o debate, para o exercício da cidadania e da democracia e  para a busca de consensos.

Se alguém aí acredita que é possível atingir o consenso virando de costas ao outro, me conte como é que faz...

Porque, de minha parte,  o gesto deselegante merece uma só palavra:

BURRICE

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Posicionamento de Tarso Genro sobre notícias do troca-troca PT x Cunha

Tarso Genro no Facebook (hoje, 15/10/2015 há uma hora atrás)


Circula na imprensa -blogs e jornalões- de hoje, que a parte da bancada petista que obedece as orientações políticas da maioria que dirige o Partido, estaria negociando bloquear o processo de cassação de Eduardo Cunha, na Câmara Federal, em troca da sua posição de não dar o processamento, aliás ilegal, que vem promovendo, do impedimento da Presidenta. 

Sinceramente, custo a crer. Se isso, porém, for verdadeiro, deputados do PT - ressalvados os trinta e dois que assinaram o pedido de cassação de Cunha - estarão cometendo o mais grave erro coletivo, político e ético, da história da bancada. 

Trata-se da não compreensão da "interdependência necessária", entre fins e meios na política, que um partido de esquerda deve observar para criar, não somente uma referência política e programática na sociedade, mas também uma referência intelectual e moral, no espaço democrático. 

domingo, 11 de outubro de 2015

Não vai haver golpe, e aqui estão as razões. Por Paulo Nogueira


Ela vai até 2018

no Diário do Centro do Mundo


Cansei.

Cansei do clima de derrota, de desolação, de paranoia que se alastrou pelos círculos progressistas nas redes sociais.

É como se o golpe fosse uma coisa inevitável.

Não poderia haver coisa mais errada.

Não vai haver golpe. Repito. NÃO vai haver golpe. Lamento as maiúsculas, mas são necessárias neste caso.

2015 não é 1954 e não é 1964.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Vergonha! Para quem ainda tinha alguma dúvida sobre o golpe...

19 minutos de julgamento para milhares de páginas de processo. É o “equilíbrio” do TCU…

tcu
Acompanhei, estarrecido, o voto dos ministros do TCU sobre o relatório em que Augusto Nardes  propõe a rejeição das contas presidenciais, que acaba de ser encerrado.

Do relatório, porque a leitura do seu voto também não  passa de uma página, que se seguiu à leitura do relatório “técnico”.

Em apenas 19 minutos, houve  apresentação dos votos “fundamentados” de todos os integrantes da corte.

Nenhuma palavra sobre as alegações do Governo.

Nenhum argumento a favor ou contra as ponderações da defesa apresentada pela Advocacia Geral da União.

Absoluto silêncio sobre o fato de o tribunal ter aprovado, em outros anos, as operações que agora chama de “pedaladas fiscais”.

Só elogios a Nardes, aos funcionários do TCU, ao “momento histórico”.

Rasgações de seda, muitas. Contraditório, nenhum.

Alguns dizem rapidamente que poderia discordar de “uma ou outra conclusão”, mas nem se deram ao trabalho de falar qual.

Chega-se a pensar em o que fazem aqueles senhores e senhoras, ganhando tão bem, se é para apenas ratificarem o que dizem os funcionários que, por função, não têm de analisar circunstâncias, mas contabilidade.

Transcrevo a cronologia da Folha, para que não fique dúvida sobre o tempo dos “votos”:

  • 19h45  – Ministro Augusto Nardes passa para a parte final de seu parecer
  •  19h45  – O ministro recomenda a rejeição das contas de Dilma pelo Congresso
  •  19h52  – Ministro Walton Alencar Rodrigues vota a favor da rejeição das contas e diz que esta pode ser a segunda vez na história que as contas de um presidente brasileiro são recusadas. A primeira foi em 1937, na gestão Getúlio Vargas.
  • 20h04  –Outros três ministros votam pela reprovação das contas do governo
  • 20h04  – Por unanimidade, ministros reprovam contas do governo Dilma Rousseff. Vários ministros chamaram o parecer de “histórico”.

É caso de Guiness Book e de ficarmos pensando se, numa decisão tão grave e complexa como esta não é preciso debate, avaliação, controvérsia sobre o que dizem as razões da defesa, e bastam apenas 19 minutos para que os  sete ministros votassem um processo que examina as contas de todo o Governo Federal.

E para, como até se mencionou ali, fazerem a Dilma o que só se fez contra Getúlio Vargas, nos 80 (!!!) julgamento de contas presidenciais.

Sobrou tempo, até para Nardes ler uma imensa lista de agradecimentos na base do “dedico este voto a…”

Ainda com sobra de horário para se verem, orgulhosos, no Jornal Nacional…