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sexta-feira, 15 de março de 2019

Organizações Sociais de Saúde já gerenciam 71% dos serviços de saúde da cidade de São Paulo

CPI na Assembleia Legislativa de São Paulo descobriu, em 2018, que dirigentes recebem salário superior ao do governador e fazem quarteirização.
Foto: Cecília Figueiredo


Juntas, elas receberam, em 2018, cerca de R$ 4,9 bi, ou seja, 47% do orçamento municipal, estimado em mais de R$ 10 bi


O desempenho da Secretaria de Saúde da cidade de São Paulo, no ano passado, registrou dois fatos marcantes. Enquanto o repasse de verbas do governo federal registra tendência de queda, os recursos de repasses da Prefeitura aos contratos de gestão mantidos com as Organizações Sociais de Saúde (OSS) continuam estáveis, sem redução de verbas. Juntas, as entidades receberam o montante de R$ 4,9 bilhões em 2018, ou seja, 47% dos gastos do orçamento municipal que alcançou R$ 10,5 bilhões. É praticamente o mesmo patamar de recursos de 2017.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Delícias da Privataria Tucana: Os marajás sugando o SUS


MARAJÁS DO TERCEIRO SETOR

no Outra Saúde (via email)

A CPI da Assembleia Legislativa de São Paulo, que apura irregularidades nos contratos das Organizações Sociais com o setor público, recebeu ontem informações de três entidades sobre os salários de seus dirigentes. A OS Cruzada Bandeirante São Camilo chega a pagar R$ 28,2 mil para o diretor técnico do Hospital Geral de Carapicuíba, onde o diretor administrativo ganha R$ 26,7 mil. Em outras unidades, os altos salários se repetem. Os valores superam a remuneração do governador do estado, que recebe aproximadamente R$ 22 mil.

Segundo o Conselho estadual da Saúde de São Paulo, o salário do cargo comissionado equivalente ao mais alto nível de um administrador hospitalar concursado é de R$ 7.957,03. Na rede privada a média salarial é de aproximadamente R$ 11 mil, informa a reportagem da Rede Brasil Atual.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Gaeco faz visitinha-surpresa à Secretaria Estadual de Saúde do Paraná



Demorou três horas (das 15h às 18h) uma visita do Gaeco à secretaria estadual da Saúde Pública nesta segunda-feira. Os servidores da pasta ainda estavam eufóricos com a vitória do Brasil contra o México quando os visitantes começaram a fazer perguntas e requisitar documentos referentes à gestão da Funeas (Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Estado do Paraná) dos tempos em que Michele Caputo era secretário da Saúde. Não se sabe exatamente o que procuravam os promotores do Gaeco, braço policial do Ministério Público Estadual.

A Funeas foi criada em 2016 pelo governo do Paraná para fazer a administração de parte dos serviços de saúde oferecidos pelo estado para, de início, administrar unidades estaduais: o Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos, a Escola de Saúde Pública do Paraná e também o Centro Hospitalar de Reabilitação (CHR), no bairro Cabral, em Curitiba; o Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá; o Hospital Estadual de Guaraqueçaba; e o Hospital de Telêmaco Borba.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Prefeitura de Curitiba entrega UPA/CIC para terceirizada sob suspeitas


A prefeitura de Curitiba promete entregar no fim de julho a UPA da CIC, após 21 meses fechada. Reformada a partir de novembro de 2016 pelo antecessor, o prefeito Rafael Greca alegou que não podia colocá-la em funcionamento por falta de servidores e que a solução só seria possível com a contração de uma empresa terceirizada – no caso uma dessas Organizações Sociais (OS) que aparentam ser organizações sociais, “sem fins lucrativos” para esconder atividades tipicamente empresariais.

No caso da UPA/CIC a contratada é a OS Instituto Nacional de Ciências da Saúde (INCS), novo nome que a entidade adotou depois de ter se chamado até 2015 de Instituto de Ciências da Vida (ICV).

É a mesma empresa que deixou rastros por onde passou como terceirizada por prefeituras do interior de São Paulo. São inúmeros os inquéritos abertos pelo Ministério Público paulista. Há o caso, por exemplo, do município de São José dos Campos, onde o ICV “quarteirizava” serviços de administração de uma UPA local, contrariando os termos do contrato com a prefeitura.

Em Nova Odessa, também no interior de São Paulo, a prefeitura rompeu com o ICV por problemas na prestação de contas e por reclamações da população contra o atendimento que prestava.

Em Franca, o problema foi outro: o ICV foi pivô de uma Comissão Especial de Inquérito sob acusação de contratar falsos médicos e isto quase custou também o cargo do prefeito de então. A entidade foi multada e condenada a ressarcir os cofres públicos.

Já com o nome de INCS, a “OS” perdeu o contrato com a prefeitura de Várzea Paulista em razão de alegada falta de qualidade no atendimento oferecido e queixas de médicos sobre as condições de trabalho.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

PPPs desequilibram contas públicas

Via Correio da Saúde do MP-PR

A Lei Federal nº 11.079, de 2004, inaugurou as parcerias público-privadas no Brasil, as famosas PPPs. Em síntese, tais parcerias são acordos entre o governo e a iniciativa privada para a realização conjunta de determinados serviços ou obras de interesse da população. No entanto, nem sempre o binômio estado-empresas tem sido harmônico.

Um levantamento realizado pela Folha de S.Paulo (edição de 11/05/2018), apontou que dentre 53 estados e municípios que firmaram parcerias com a administração pública, 42 não possuem projeção do gasto sobre o orçamento futuro.

terça-feira, 13 de março de 2018

FIM DA GESTÃO PRIVADA NA SAÚDE (em Valência, na Espanha)


via Outra Saúde (por email)

O maior experimento de gestão privada na saúde espanhola termina no dia 1º de abril. É o  "modelo Azira", em Valencia. A concessão atual está em voga desde 2003 e, por meio dela, o poder público paga uma taxa à Ribera Salud, que administra equipamentos de saúde e profissionais e atende a 250 mil pessoas. O contrato poderia ser prorrogado, mas o governo não quis. Segundo o El País, os usuários veem o fim da concessão com "tranquilidade", mas o clima entre a Ribera Salud e o governo é de tensão. A empresa é evidentemente contra, e diz que a gestão privada economiza 25% dos recursos. 

Existem outras concessões do tipo na Espanha. A próxima a expirar é a de Torrevieja, que acaba em 2021. 

leia a matéria no El País


Así se revierte una privatización sanitaria


El fin de la primera concesión del modelo Alzira afecta a 250.000 personas y genera tensión entre el Gobierno valenciano y la operadora Ribera Salud


terça-feira, 6 de março de 2018

Serviço público: entre a eficácia social e a eficiência econômica

O atendimento à sociedade exige universalização e igualdade, não diferenciação e lucratividade

por Ulysses Ferraz de Camargo Filho na Carta Capital

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Vigilantes fazem greve no Distrito Federal

"Embora o mercado tenha-se tornado exemplo popular para a reforma do setor público, este não deve ter na eficiência seu valor fundamental, e sim estar preocupado com a eficácia e a accoutability." (Guy Peters e Jon Pierre, Administração Pública). 

A diferença fundamental entre a prestação de um serviço público e um serviço do setor privado é que o primeiro segue a lógica da igualdade e da universalidade, enquanto o segundo orienta suas ações segundo objetivos de diferenciação e lucratividade.

Um serviço público deve ser disponibilizado igualmente a todos os usuários, independentemente de qualquer critério de discriminação financeira ou social. Por sua vez, um serviço privado seguirá sempre o critério da rentabilidade por cliente.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Pesquisa revela que hospitais terceirizados gastam 2,4 vezes mais que as unidades públicas


Dentro do princípio da complementariedade do Sistema Único de Saúde (SUS), a legislação autoriza o poder público a firmar contratos de gestão com Organizações Sociais (OSs), empresas teoricamente sem fins lucrativos de natureza privada, similares às ONGs e OCIPs. No discurso governamental, o acordo é firmado para tornar a prestação do serviço mais eficiente e eficaz, pela facilidade que essas instituições possuem em realizar compras e contratações por estarem liberadas do burocrático trâmite das licitações. 

Um megaestudo realizado em conjunto por oito universidades brasileiras - Complexo Econômico Industrial da Saúde (CEIS) - tem comprovado justamente o contrário ao apregoado pelo governo do Espírito Santo: o gasto com as OSs que administram três hospitais estaduais terceirizados - Jayme dos Santos Neves (Serra), Hospital Central (Vitória) e Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE/Vitória) - é 2,4 vezes superior às unidade totalmente públicas, sem garantia de que haja melhora no serviço. Ao contrário. Relatos recentes dão conta de que as mortes na UTI Neonatal do Hospital Infantil de Vila Velha (Heimaba) dispararam depois da contratação da OS IGL, que passou a gerir a unidade. O motivo: a empresa contrata mão de obra barata e inexperiente para substituir servidores de carreira, processo semelhante ocorrido nas primeiras unidades terceirizadas. 

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

ACP da Promotoria de Justiça de Proteção à Saúde Pública de Curitiba e as Organizações Sociais

recebi via email

A Promotoria de Justiça de Proteção à Saúde Pública da Capital promoveu ação civil pública contra o município de Curitiba, pretendendo a suspensão liminar e a declaração de nulidade do edital de chamamento público, que tinha o objetivo de selecionar pessoas jurídicas de direito privado para se qualificarem como Organização Social na área de saúde e, eventualmente, serem contratadas para gerenciamento de Unidades de Pronto Atendimento – UPAs.

Sustentou-se que a decisão administrativa de terceirização viola diversos dispositivos legais e constitucionais, além de colocar em risco a qualidade da prestação de serviço público de saúde justamente em área de atendimento de usuários em situações de urgência e emergência.

O art. 24, da Lei nº 8.080/90, é claro ao condicionar a decisão do Poder Público de recorrer aos serviços ofertados pela iniciativa privada à prévia demonstração de insuficiência de suas disponibilidades para garantir diretamente a cobertura assistencial à população, o que não foi devidamente demonstrado pelo ente municipal, motivando o ajuizamento da ação.

A ACP foi subscrita pelos Promotores de Justiça Michelle Ribeiro Morrone Fontana, Marcelo Paulo Maggio e Andreia Cristina Bagatin.

sábado, 4 de novembro de 2017

Governo Federal regulamenta a Lei nº 9.637, de 1998, das organizações sociais


Boas novas no Governo Federal: após dezenove anos, finalmente, o Decreto nº 9.190, de 1 de novembro de 2017 regulamentou a Lei nº 9.637, de 1998, das organizações sociais, e disciplinou aspectos críticos desse modelo de qualificação de entidades civis, dentre eles:

a) deixa claro que a qualificação como OS objetiva o estabelecimento de parcerias de longo prazo;

b) veda qualificação de OS para o exercício de atividades exclusivas de estado e para atividades de apoio administrativo a órgãos e entidades publicas; assim como de fornecimento de instalações, bens, equipamentos ou execução de obra publica para a administração publica federal;

c) deixa claro que a qualificação objetiva a celebração de contrato de gestão e não à formação de cadastro de entidades para futura celebração de parcerias (pré-credenciamento);

d) deixa claro que para ser qualificada como OS a entidade civil tem que atuar, por força estatutária, na área em que for qualificada;

e) contempla vários dispositivos sobre o papel de supervisão do contrato de gestão, a ser exercido pela administração publica federal;

f) reforça o fato dos representantes da sociedade civil no CA da OS serem representações dos usuários;

g) estabelece que a proposta de publicização deve ser encaminhada pelo Ministro supervisor da área interessada ao Ministério do Planejamento, justificadas a conveniência e a oportunidade e estabelece os elementos que devem estar contemplados na fundamentação do Ministro propositor;

h) dispõe sobre o processo de publicização, que é iniciado por ato conjunto do Ministro interessado e o Ministro do Planejamento;

i) introduz a obrigatoriedade do chamamento público e orienta sobre as informações obrigatórias no edital;

j) estabelece sobre o processo de análise e seleção das propostas de qualificação e cria uma comissão responsável pela análise das propostas;

l) define contrato de gestão e deixa claro, definitivamente, que é um instrumento de formação de parceria e fomento;

m) estabelece que a vigência do contrato de gestão é plurianual, com alteração mediante acordo, com possibilidade de renovações sucessivas;

n) dispõe que cada OS deverá celebrar apenas um contrato de gestão com o Governo Federal e que o instrumento pode prever metas intersetoriais e vários órgãos intervenientes; e

o) prevê a possibilidade de serem qualificadas mais de uma OS para exercício de uma mesma atividade pública publicizada; dentre outras disposições.


Mencione-se, ainda, que o decreto traz à vida o Programa Nacional de Publicização, lançado no bojo da reforma do estado de 1995, reafirmando a atual política do Governo Federal de “desoneração” da área social.

Na área da saúde pública, é importante atentar para as diretrizes da "publicização", contidas no art. 1º, especialmente para a que trata do alinhamento aos princípios e aos objetivos estratégicos da política pública do setor (inciso I), que remete à necessidade de abrir a discussão sobre os limites da participação complementar da iniciativa privada no âmbito do Sistema Único de Saúde, à luz das disposições da Lei nº 8.080, de 1990, e do próprio caput do art. 198 da Constituição, que trata de um Sistema eminentemente público, com a participação residual da iniciativa privada autorizada no art. 199, §1º.

O assunto é palpitante, especialmente em um momento onde o uso das organizações sociais tem avançado, nem sempre com a orientação correta. As disposições do decreto federal podem ser um bom norte. Não deixe de consultá-lo.


sexta-feira, 7 de abril de 2017

Curitiba: Ato nesta sexta-feira, 7/4, marca o Dia Mundial de Luta pela Saúde


A Frente Paranaense Contra a Privatização da Saúde faz um ato nesta sexta-feira, 7/4, no Dia Mundial de luta pela Saúde a partir das 14h na Boca Maldita.

Servidoras/es do Estado e do município se unem com demais trabalhadoras/es da Saúde para explicar à população como é dividido o bolo dos recursos , de acordo com informações do Sistema Siga Brasil via Auditoria Cidadã da Dívida.

Juros e Amortização da Dívida Pública R$ 1 trilhão - a maior parte vai para os grandes bancos

Perdão de impostos R$ 150 bilhões - R$ 35 bilhões para empresas ligadas à Saúde

Orçamento da Saúde - R$ 94 bilhões.

No Paraná, nenhum governo investiu os 12% do orçamento em Saúde Pública previstos pela lei 141. Em 2015 foram cerca de R$ 500 milhões a menos.

Em Curitiba, terceira cidade mais rica do País, nas unidades de Saúde que são administradas pela Prefeitura faltam profissionais, materiais de primeira necessidade como luva e máscara e até medicamentos.

terça-feira, 28 de março de 2017

Dieese: Comparação entre atividades terceirizadas e diretamente contratadas


Estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que por volta de 25% do emprego no Brasil provêm de atividades tipicamente terceirizantes. Na comparação entre setores contratantes e terceirizantes, ocorre que:
  • A taxa de rotatividade descontada é duas vezes maior nas atividades tipicamente terceirizadas (57,7%, contra 28,8% nas atividades tipicamente contratantes). Em 2014, os vínculos nas atividades tipicamente terceirizadas duravam, em média, 34,1 meses ou dois anos e dez meses, contra 70,3 meses ou cinco anos e dez meses nas atividades tipicamente contratantes. A rotatividade representa um custo de seleção e treinamento para os empregadores e, para os trabalhadores, a incerteza de encontrar um novo emprego num curto espaço de tempo e o risco de ter que aceitar menores salários e benefícios, além de ter impactos no cálculo da aposentadoria. Para o Estado, despesas com seguro-desemprego aumentam com alta rotatividade.

Reformas de Temer criam efeitos negativos na saúde pública, diz Padilha

Ex-ministro da Saúde explica que propostas como a terceirização e o desmonte da Previdência afetam a qualidade de vida do trabalhador e prejudicam a arrecadação de recursos do setor

por Redação RBA

 
Propostas como o projeto de lei da terceirização (PL 4.302) e as reformas da Previdência e trabalhista criam efeitos negativos no setor da saúde pública do Brasil, não só pelo lado dos recursos, mas também da qualidade de vida do trabalhador. Esse é o alerta do médico e ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, em entrevista à Rádio Brasil Atual, hoje (27).
Segundo ele, as propostas do governo Temer criam riscos e consequências negativas para o Brasil, como o fim do trabalho definitivo no setor rural e o término dos concursos públicos. O ex-ministro explica que esses projetos, somados à Emenda Constitucional 95, que limita o teto de gastos por 20 anos, formam o "pacote da maldade". "É como se em 20 anos não nascesse mais ninguém no país, nem uma doença nova aparecesse durante esse tempo. Há poucos recursos para a saúde no Brasil e já fazemos muita coisa com isso, mas o governo ainda quer congelar essa verba."

domingo, 26 de março de 2017

Recuo ao século 19, terceirização ampla desmonta sistema de proteção

Para pesquisadora, intenção por trás das reformas é tirar do caminho o Estado indutor do crescimento e coordenador de políticas públicas. Associar flexibilização ao emprego é falácia, critica

por Vitor Nuzzi, da RBA 

REPRODUÇÃO YOU TUBE
Magda: não é flexibilizando e retirando direitos que nós vamos enfrentar o problema do desemprego

São Paulo – Ao impor limite de gastos primários e apresentar propostas de reformas trabalhista e previdenciária, o governo simplesmente busca atender a apelos da livre iniciativa e "remover" obstáculos representados por um Estado indutor de crescimento e articulador de políticas públicas. Essa é, em resumo, a filosofia das medidas da gestão Temer, na visão da desembargadora aposentadora Magda Barros Biavaschi, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Universidade Estadual de Campinas (Cesit-Unicamp).

Como parte desse processo, ela vê a aprovação do Projeto de Lei 4.302, de terceirização irrestrita, "um bárbaro retrocesso, um salve-se quem puder". Um cenário de universidades sem professores, hospitais sem médicos e empresas aéreas sem pilotos. É um momento grave, observa, "em que a gente precisa discutir o modelo de sociedade que queremos".

sexta-feira, 24 de março de 2017

A comparação (dolorosa) entre terceirização e escravidão

Na escravidão o escravocrata tinha que alimentar e dar abrigo (senzala) pros escravos. Com terceirização nem isso.
via BlogOO
@Blogoosfero

terça-feira, 21 de março de 2017

Conselho Nacional de Saúde alerta: A TERCEIRIZAÇÃO FAZ MAL À SAÚDE


no #susconecta


Nesta segunda-feira (20), o povo brasileiro se depara com a notícia de que o Congresso Nacional poderá votar em caráter de urgência, essa semana, o Projeto que trata sobre a terceirização. A matéria em questão dispõe sobre a terceirização dos serviços prestados por empresas no ramo das atividades urbanas e rurais. Hoje, na condição de presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), é importante afirmar a rejeição à proposta por descumprir os preceitos fundamentais previstos no artigo 7º da Constituição Federal de 1988 e na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O Pleno do CNS, por meio da Recomendação nº 006 de 2015, já havia se posicionado sobre o Projeto da terceirização que reforça a precarização das relações trabalhistas e tende a aumentar o número de acidentes de trabalho e doenças relativas ao seu exercício, especialmente os transtornos mentais, que oficialmente ultrapassam 700 mil casos por ano, com 2,7 mil mortes.

O Projeto de Lei representa um retrocesso à organização dos serviços de saúde, prejudicando as trabalhadoras e os trabalhadores e fragilizando a gestão do SUS. A terceirização existente nas ações de saúde vem se mostrando danosa para a qualidade do atendimento aos usuários do SUS.

Durante a 15ª Conferência Nacional de Saúde, instância de grande representação da sociedade civil e de deliberação sobre a política de saúde, que ocorreu em dezembro de 2015, houve um conjunto de propostas aprovadas que demonstrou o desejo da sociedade em rejeitar esse Projeto de Lei. A proposta mais votada da diretriz sobre a valorização do trabalho e da educação em saúde trata sobre a necessidade de lutar para que o poder público assuma a responsabilidade com a extinção da terceirização e com a desprecarização do serviço público nas três esferas de governo.

É com essa premissa que lutamos para valorizar o trabalhador. Temos o dever enfrentar a desvalorização do trabalho e tomarmos nossas frentes de mobilização para que essa proposta seja rejeitada. Nenhum direito a menos!

Conheça a Recomendação 006 sobre o PL da Terceirização

Conheça a Resolução nº 507 sobre as Propostas, Diretrizes e Moções aprovadas na 15ª Conferência Nacional de Saúde

Ronald Ferreira dos Santos
Presidente do Conselho Nacional de Saúde

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

[Dória, o aprendiz desastrado] Auditoria do Tribunal de Contas recomenda barrar edital do Corujão da Saúde

Técnicos do TCM apontam que o programa da prefeitura não poderia dispensar licitação, o orçamento contém erros e tem critérios subjetivos para escolha de parceiros
A área técnica do Tribunal de Contas do Município (TCM) avalia que o edital de chamamento do programa Corujão da Saúde, criado pelo prefeito João Doria (PSDB) para zerar a fila de exames médicos na capital paulista, "não reúne condições para prosseguimento". Entre as falhas encontradas, estão erros no orçamento – estimado em R$ 16,5 milhões, mas que seria muito superior –, dispensa ilegal de licitação, ausência de divulgação prévia do edital para consulta pública e critérios de seleção das contratadas que permite favorecimento.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

STF decide contra OS e diz que saúde é dever do Estado

no Jornal de Brasilia

Rosinei Coutinho/SCO/STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro de que a saúde pública é de responsabilidade do Estado e que as organizações sociais devem atuar apenas de forma complementar. Assim, a ministra Rosa Weber julgou improcedente uma reclamação ajuizada pelo governo fluminense contra decisão do TJRJ, que anulou um edital para contratar organizações sociais para a gestão de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI’s) Unidades de Tratamento Semi-intensivo (USI’s) de hospitais públicos.

Para o TJRJ, o edital é inconstitucional, pois a saúde é dever do Estado e direito de todos, conforme o Artigo 196 da Carta Magna, e as dificuldades na administração de UTIs e USIs existentes em hospitais tradicionais e antigos do Rio de Janeiro não justificam a transferência da gestão e execução de serviços típicos de saúde para a iniciativa privada, ainda que por meio de organizações sociais.

domingo, 27 de novembro de 2016

STF diz que gestão de OSs em UTIs do Rio é inconstitucional

Decisão de Rosa Weber atinge três grandes hospitais públicos


Uma das entradas do Hospital Getúlio Vargas: unidades administradas por OSs - O Globo / Fabiano Rocha - 27/10/2016


RIO - A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, anulou o edital lançado em 2012, que permitia até agora que Organizações Sociais (OSs) administrassem as UTIs e unidades semi-intensivas dos hospitais estaduais Carlos Chagas, Getúlio Vargas e Albert Schweitzer, este último municipalizado em janeiro. Ao julgar improcedente o recurso do governo do Rio contra decisão do Tribunal de Justiça fluminense, em ação movida pelos sindicatos de médicos e enfermeiros, a 9ª Câmara Cível já havia julgado o edital inconstitucional. Segundo o TJ, o documento feria o artigo 196 da Constituição Federal, que estabelece: “a saúde é dever do estado e direito de todos”. Ainda de acordo com o órgão, as dificuldades na administração dessas unidades em hospitais tradicionais e antigos do Rio “não justificam a transferência da gestão e execução de serviços típicos de saúde para a iniciativa privada, ainda que através de organizações sociais”.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

[Privataria no SUS] Previsão de recurso para OSs supera gastos com pessoal na Saúde do Rio

Transferência para OSs é de R$1,9 bi e despesa com funcionários R$ 1,5 bi.Aumento acontece em momento que se discute a fragilidade na fiscalização.


Os gastos com as Organizações Sociais (OSs), que fazem a gestão de hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) no município do Rio, deve superar o valor da despesa com funcionários da Saúde do município, dentre eles os concursados e temporários. De acordo com o Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2016 (PLOA), as OSs receberão cerca de R$ 400 milhões a mais que os gastos previstos com pessoal.

A previsão é que R$ 4,9 bilhões sejam investidos na saúde esse ano, R$ 300 milhões a mais que em 2015, quando os gastos com a pasta somaram R$ 4,6 bilhões. Desse montante, R$ 1,975 bilhão será transferido para as OSs esse ano, o que representa um aumento de quase R$ 300 milhões, tendo como base a PLOA de 2015, quando a previsão de transferência para essas instituições foi de R$ 1,7 bilhão.