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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Delícias da Privataria Tucana: Os marajás sugando o SUS


MARAJÁS DO TERCEIRO SETOR

no Outra Saúde (via email)

A CPI da Assembleia Legislativa de São Paulo, que apura irregularidades nos contratos das Organizações Sociais com o setor público, recebeu ontem informações de três entidades sobre os salários de seus dirigentes. A OS Cruzada Bandeirante São Camilo chega a pagar R$ 28,2 mil para o diretor técnico do Hospital Geral de Carapicuíba, onde o diretor administrativo ganha R$ 26,7 mil. Em outras unidades, os altos salários se repetem. Os valores superam a remuneração do governador do estado, que recebe aproximadamente R$ 22 mil.

Segundo o Conselho estadual da Saúde de São Paulo, o salário do cargo comissionado equivalente ao mais alto nível de um administrador hospitalar concursado é de R$ 7.957,03. Na rede privada a média salarial é de aproximadamente R$ 11 mil, informa a reportagem da Rede Brasil Atual.

Outra OS que apresentou dados para a CPI foi o Instituto Sócrates Guanaes. Lá, também imperam os altos salários: o superintendente do Hospital Regional de São José dos Campos recebe R$ 21,5 mil; o diretor executivo do Hospital Regional de Registro, R$ 20 mil; e o diretor operacional do Hospital Regional de Itanhaém, R$ 17 mil.

Já a Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp) – que tem como ex-presidente o atual secretário adjunto da Saúde de São Paulo, Antonio Rugolo Júnior, apresentou as menores remunerações.  O diretor administrativo do Hospital de Base de Bauru recebe R$ 18,2 mil. Na maternidade Santa Isabel, o mesmo cargo recebe R$ 11 mil, mesmo salário do diretor técnico do Hospital Estadual de Bauru. Nas AMEs geridas pela Famesp os salários de dirigentes administrativos ficam entre R$ 3 mil e R$ 7,5 mil.

As informações não foram apresentadas de forma voluntária, mas devido a uma decisão judicial da última sexta-feira (17) que determinou a divulgação dos salários de dirigentes de todas as OSs que possuem contratos com o governo paulista e a prefeitura de São Paulo.

A única a responder a CPI sobre esse assunto antes da decisão foi a OS Casa de Saúde Santa Marcelina, que paga inacreditáveis R$ 32 mil para o administrador do hospital Santa Marcelina de Itaim Paulista e quase a mesma cifra para o responsável pelo hospital geral de Itaquaquecetuba

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