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terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Marcos Rolim sobre o Massacre do Lami: ..."fomos arrastados para dentro de um filme de Tarantino e ele está apenas no começo".

O Massacre do Lami

por Marcos Rolim(*) no Sul21

Um jovem de 24 anos, sem antecedentes criminais, sem histórico de doença mental, ex-militar, membro de uma “família estruturada”, defendia o porte de armas para “se defender de bandidos” e se declarava evangélico e temente a Deus. Após discussão banal de trânsito no Lami, zona sul de Porto Alegre, assassinou três pessoas de uma mesma família (marido, esposa e filho). O autor do triplo homicídio, atirador treinado, mirou nas cabeças das vítimas, acertando vários disparos, com uma pistola 9mm. Depois de trucidar a família, fugiu do local, tendo sido preso nesta terça-feira (28).
No texto anterior nessa coluna (“As palavras no jornalismo”), mostrei que fatos criminais costumam ser divulgados de forma muito diferente no Brasil a depender da classe social das vítimas e dos autores. O massacre do Lami o confirma amplamente. O tom geral das notícias foi extremamente cuidadoso. Aliás, não houve matéria que tenha sequer chamado o massacre de massacre.  Ninguém empregou a palavra “bandido” tão ampla e rapidamente empregada em outros contextos e não houve quem propusesse “caçada ao assassino”. O responsável pelo crime foi designado, pela polícia e nas matérias jornalísticas, como “suspeito” o que, tecnicamente, é o tratamento correto visto que apenas o Poder Judiciário pode definir quem são os culpados. A polícia não divulgou o nome do suspeito, o que também deveria ser procedimento padrão.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

O Rio é como Beirute




EM OUTUBRO DE 1964, um policial meteu o pé na porta de uma casa na periferia de Marselha e prendeu o químico Joseph Cesari, o mais famoso refinador de heroína da Europa. Havia mais de uma década que um laboratório não era descoberto na capital do crime organizado francês – as forças de ordem assistiam à escalada da violência passivamente.

A queda de Cesari não acabou com o tráfico, é claro. O mercado americano, principal comprador da heroína francesa, demandava cada vez mais, e os gângsters buscaram saída nos braços seguros dos compadres italianos: a máfia Cosa Nostra importou os refinadores do lado de lá dos Alpes e fez da Sicília o maior laboratório do mundo. A heroína gerou riqueza e violência nunca vistas. Em poucos anos, Palermo tinha pelas ruas tantos cadáveres quanto o Líbano em guerra. Uma manchete de jornal virou o símbolo daquele tempo: “Palermo é como Beirute”.

A história passada há meio século ilustra muito do que acontece hoje no Rio de Janeiro. A guerra às drogas já se mostrava, em 1964, um equívoco. Hoje, é uma insanidade. E mesmo que o desejo seja o de continuar com a repressão, a história também mostra que não existe “escalada do crime” que seja tão rápida que não possa ser investigada e controlada. Se Marselha, Palermo e Rio se parecem, é por dois motivos: dose intensa de capitalismo criminal globalizado – são cidades portuárias onde a demanda ganha escala – e convivência harmoniosa com os salões do poder político e da polícia corrupta.

Marselha ficou 10 anos sem estourar um laboratório de heroína. A violência no Rio vem aumentando desde a falência das UPPs, há anos. Não começou no carnaval. Um mês atrás, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse sobre a segurança no Rio: “Não há descontrole nem desordem”. Anteontem, o mesmo Jungmann mudou de ideia: “Inadmissíveis e lamentáveis” as cenas de violência no carnaval. Ontem: intervenção militar.

Concluo, então, que a escalada da violência que justifica colocar um general na Secretaria de Segurança começou depois de 12 de janeiro. É a mais rápida de que se tem notícia na história.

Sabem quanto foi o investimento em inteligência policial no Rio em 2014? 40 mil reais (é mil mesmo, não milhões). Em 2015: 21 mil. E 2016, quando já era mais que evidente que o projeto de segurança das UPPs havia sido implodido? Zero.

A guerra às drogas faliu. Mas eles querem continuar a lutá-la só com músculos, sem usar o cérebro. Nenhuma surpresa.

*Editor executivo do The Intercept Brasil e autor de “Cosa Nostra no Brasil, a história do mafioso que derrubou um império”

domingo, 19 de março de 2017

Recordar é viver... #CarneFraca

no Twitter ano passado...


http://linkis.com/outraspalavras.net/d/cJPlg

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Mapa da Violência 2015: análise sobre as mortes por arma de fogo

Foi lançado nesta quinta-feira, 14, o “Mapa da Violência 2015 – Mortes Matadas por Armas de Fogo”, elaborado por Julio Jacobo Waiselfisz. O estudo mostra que o Brasil, com sua taxa de 21,9 mortes por arma de fogo por cada 100 mil habitantes, ocupa a 11ª posição entre 90 países analisados e, no que se refere aos homicídios por arma fogo, a 10ª posição.

De 1980 a 2012 morreram no Brasil um total de 880.386 pessoas vítimas de disparos de armas de fogo, sendo 497.570 deles jovens na faixa de 15 e 29 anos: os jovens, pouco menos de 27% da população do país, foram 56,5% das vítimas de disparo de armas de fogo. Também, se entre 1980 e 2012 a população teve um crescimento em torno de 61%, as mortes matadas por arma de fogo cresceram 387%, e entre os jovens esse percentual foi de 463,6%. E a gravidade da questão se torna ainda maior quando se sabe que, em sua maioria, são os jovens negros as vítimas dessa escalada, como mostra o estudo. Também, a proporção de vítimas do sexo masculino é extremamente elevada: 94% para a população total e 95% para a jovem.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Reinaldo de Almeida César: “O Caveirão do Chorume” [detonando Francischini]

Reinaldo de Almeida César* no Blog do Esmael


Tivesse acontecido no Rio, o GLOBO daria em manchete que deputados chegaram no Caveirão. É assim que o veículo é conhecido por lá. Agora, se houve frouxos intestinais em uma de suas excelências na chegada à Assembleia por aqui, já é outra estória. Ficou para o folclore político nativo.

Não consigo aceitar a tese de que o uso do camburão foi ideia do secretário Francischini.

O secretário é um policial experimentado. Foi tenente da PM, Agente e Delegado da PF. Tem pleno conhecimento que qualquer manual raso, básico mesmo, define as restritas hipóteses de emprego de veículo de transporte de tropas especiais.

O secretário Francischini sabe como poucos manejar as ferramentas do marketing pessoal. Em menos de uma década de vida pública, tornou-se fonte qualificada de jornalistas e até publicou um livro sobre possíveis façanhas de sua carreira policial. Ele é um self made man na política local. Difícil achar no cenário político do Paraná quem tenha melhor senso de oportunidade da notícia.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

[O fascismo nosso de cada dia] Frente Parlamentar da Segurança Pública é instalada com a missão de acabar com a maioridade penal

no Brasil Post

Instalada nesta quarta-feira (25), a Frente Parlamentar da Segurança Pública, também conhecida como Bancada da Bala, definiu como sua principal missão o fim da maioridade penal.
Não, a ideia não é reduzir para 14 ou 16 anos, como alguns parlamentares já defenderam em outras legislaturas. Dessa vez, eles querem extinguir o conceito de maioridade penal da legislação brasileira.
Ou seja, para os deputados, uma criança ou adolescente de qualquer idade - 8, 10, 12 anos - poderá responder por um crime e ser preso como qualquer adulto.
O presidente da frente, deputado Alberto Fraga (DEM-DF), construiu sua campanha eleitoral no ano passado com base nessa proposta de por fim ao conceito de maioridade penal. Ele também prometeu implementar o trabalhoobrigatório para os presos, além do cumprimento integral das penas e de um projeto para acabar com os saidões para presos perigosos. Todos serão adotados pela frente.
"Tenho a honra de ser o presidente desta Frente Parlamentar e espero contribuir com nosso País aprovando projetos como a extinção da maioridade penal, fim dos saidões e o cumprimento integral das penas", disse no Facebook.

A Frente Parlamentar de Segurança Pública foi instalada na manhã desta quarta-feira (25). A Frente será atuante e com o conhecimento dos parlamentares será possível encontrar uma alternativa para frear o crescimento da violência. Não podemos deixar as coisas como estão quem está mandando no Brasil são os bandidos.

Acabar com a impunidade do menor, reformulação do sistema prisional, valorização as forças de Segurança e combate ao tráfico de drogas estão entre os principais temas da Frente. A discussão sobre o Estatuto do Desarmamento também será retomada. 

quarta-feira, 26 de março de 2014

A inimaginável saga de uma cag(*)da por dia do Bebeto Bronzeado: Delegacia fecha a noite por falta de segurança!

Delegacia de Furtos e Roubos em Curitiba suspendeu o registro de Boletins de Ocorrência no período noturno.

A alegação para a suspensão é - no mínimo - prosaica:

Falta de segurança!

Delegacia da Polícia Civil que fecha as portas por motivo de SEGURANÇA!!!

Enquanto isso, Bebeto Bronzeado(*) se diverte jogando volei na piscina de um hotel em Foz do Iguaçu.

Veja a matéria da Band Cidade Curitiba


(*)Bebeto Bronzeado é o boneco de ventríloquo que ocupa (mas não exerce) o cargo de governador do Paraná



sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Sessão Humor (Negro): Para Roseana, onda de violência ocorre porque Maranhão está mais rico

  • deu no Globo

  • Governadora, que se disse surpreendida com atrocidades, participou de reunião com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo
  • Juntos, eles anunciaram transferência de presos para unidades federais, criação de comitê de gestão e mutirão da Defensoria Pública
  • SÃO LUIS - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, reuniu-se nesta quinta-feira com a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, para discutir uma ação conjunta para tentar amenizar a situação nos presídios do estado, onde foram registradas 60 mortes de detentos. Em sua primeira aparição pública em entrevista depois que criminosos atearam fogo em ônibus, causando a morte de uma menina de seis anos, a governadora disse que foi pega de surpresa pelas atrocidades e fez uma análise curiosa para justificar o aumento da violência no estado e nos presídios: para ela, isso vem ocorrendo porque o Estado, um dos mais pobres do país, está ficando rico.

    - O Maranhão está atraindo empresas e investimentos. Um dos problemas que está piorando a segurança é que o Estado está mais rico, o que aumenta o número de habitantes - justificou a governadora.

    leia a matéria completa AQUI


    Leia também sobre a violência no "estado rico":

    segunda-feira, 4 de novembro de 2013

    Casos de estupros cresceram 18% no país, aponta Anuário Brasileiro de Segurança Pública

    Fernanda CruzRepórter da Agência Brasil

    São Paulo – O número de estupros no Brasil subiu 18,17% em 2012, na comparação com o ano anterior, aponta o 7º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Em todo o país, foram registrados 50,6 mil casos, o correspondente a 26,1 estupros por grupo de 100 mil habitantes. Em 2011, a taxa era de 22,1.
    Os estados com as maiores taxas de estupro para cada 100 mil habitantes foram Roraima, Rondônia e Santa Catarina. As menores taxas, por sua vez, ocorreram na Paraíba, no Rio Grande do Norte e em Minas Gerais. O relatório completo será divulgado amanhã (5), em São Paulo.
    Segundo dados do documento, o total de estupros (50,6 mil casos) superou o de homicídios dolosos (com intenção de matar) no país. Foram registradas 47,1 mil mortes por homicídio doloso em 2012, subindo de 22,5 mortes por grupo de 100 mil habitantes em 2011, para 24,3 no ano passado, uma alta de 7,8%.
    Alagoas continua liderando o ranking de homicídios dolosos com 58,2 mortes por grupo de 100 mil habitantes, mas houve redução da taxa. Em relação a 2011, o índice recuou 21,9%, ou seja, passou de 2,3 mil mortes em 2011, para 1,8 mil mortes em 2012. No grupo de estados com as menores taxas de morte por grupo de 100 mil habitantes estão Amapá (9,9), Santa Catarina (11,3), São Paulo (11,5), Roraima (13,2), Mato Grosso do Sul (14,9), Piauí (15,2) e Rio Grande do Sul (18,4).
    A população carcerária cresceu 9,39%. Em 2011, havia 471,25 mil presos no país, número que saltou para 515,5 mil em 2012. Já as vagas nos presídios cresceram menos – eram 295,43 mil em 2011 e passaram a 303,7 mil no ano passado, aumento de 2,82%.
    Em média, o Brasil tem 1,7 detento por vaga. Boa parte desses presos (38%) são provisórios, com casos ainda não julgados. Em sete estados, mais de 50% da população carcerária ainda aguardam julgamento: Mato Grosso (53,6%), Maranhão (55,1%), Minas Gerais (58,1%), Sergipe (62,5%), Pernambuco (62,6%), Amazonas (62,7%) e Piauí (65,7%).
    O gasto total com segurança pública totalizou R$ 61,1 bilhões no ano passado, um incremento de 15,83% em relação ao ano anterior. Investimentos em inteligência e informação alcançaram R$ 880 milhões, ante R$ 17,5 bilhões em policiamento e R$ 2,6 bilhões em defesa civil. São Paulo foi o estado que destinou mais recursos ao setor: R$ 14,37 bilhões, dos quais R$ 5,73 bilhões foram usados apenas com o pagamento de aposentadorias.

    segunda-feira, 18 de março de 2013

    Alô imprensa do Paraná! Que tal verificar se isto não acontece aqui também? Violência diminui (só) nos computadores da SSP-SP


    Ao contrário do divulgado pela Secretária de Segurança Pública, os números de homicídios no Estado de São Paulo, em janeiro de 2013, não obtiveram queda de 21%, mas, sim, observou-se um crescimento de 16,9%, se comparado ao mesmo período de 2012.

    Luiz Flávio Gomes na Carta Maior


    Ao contrário do divulgado pela Secretária de Segurança Pública, os números de homicídios no Estado de São Paulo, em janeiro de 2013, não obtiveram queda de 21%, mas, sim, observou-se um crescimento de 16,9%, se comparado ao mesmo período de 2012: passou de 356 para 416. Na cidade de São Paulo o aumento foi de 16,6% (anunciaram diminuição de 31,17%). Na Grande São Paulo o incremento foi de 24,2%. 


    É o sexto crescimento consecutivo: agosto, aumento de 9,2%; setembro, +27%; outubro, +38%; novembro, +32%; dezembro, +30,8%; janeiro, +16,9%.

    quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

    sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

    Enquanto isso, no reino do Faz-de-Conta... Previsão de investimento na segurança pública do Paraná cai 55%



    Revolução prometida para a área no início do governo Beto Richa não deve deslanchar em 2013. Maiores mudanças envolvem verbas para equipamentos


    na Gazeta do Povo



    O ritmo de investimentos deste ano na segurança pública do Paraná não terá a intensidade que o governo estadual esperava quando iniciou o planejamento da área, em 2011. Compras de equipamentos e obras de reformas e construções de unidades policiais serão afetadas por uma mudança feita pela pasta por causa da redução dos repasses de verbas do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para o combate à criminalidade. O planejamento prevê um corte de 55% na estrutura da segurança pública, pouco mais de R$ 300 milhões.
    Dos R$ 543,1 milhões de investimentos que o ex-secretário estadual de Segurança Pública Reinaldo de Almeida César Sobrinho previa para o Fundo Especial de Segurança Pública do Paraná (Funesp), restaram R$ 242 milhões. A maior perda ocorrerá na compra de equipamentos, como coletes, armas e rádio comunicação, com 69% menos recursos do que o planejamento anterior.
    O planejamento iniciado por Almeida César previa que a pasta receberia 50% do que é arrecadado com as tarifas do Detran. No entanto, o governador Beto Richa autorizou a diminuição do repasse para 35%, em junho do ano passado, por meio do decreto nº. 5018/2012, depois de o Detran informar que não conseguiria cumprir todos os seus deveres com metade da arrecadação. A previsão contava ainda com o aumento dos valores das taxas do Detran, autorizado em caráter provisório pelo Tribunal de Justiça do Paraná.
    Avaliação
    Para José Matias Pereira, professor de Administração Pública da Universidade de Brasília (UnB), uma mudança de planejamento em 2013, dois anos após o começo do governo, significa um considerável atraso na conclusão do que seria necessário para a área. “Em tese, essa mudança faz com que seja readequada toda a máquina para novas formas de agir e isso sempre acontece de forma lenta”, explica.
    Segundo Matias Pereira, há uma grande possibilidade de que não ocorram grandes melhorias em 2013 na Segurança Pública. “É como se estivesse iniciando a gestão”, afirma.
    O ex-secretário nacional da Segurança Pública, coronel da reserva paulista José Vicente da Silva, defende que nem sempre menores investimentos representam perda de qualidade. “O problema é que há uma quebra na continuidade, mas às vezes há coisas mirabolantes que não são necessárias”, comenta. De acordo com o coronel, é necessário gastar melhor. “O que não pode é cortar gastos em sistema de inteligência, bancos de dados criminais. Não pode é faltar colete, arma, equipamentos que dão condições de qualidade para os policiais”, destaca, citando justamente áreas que sofrerão os maiores cortes no novo planejamento estadual.

    quarta-feira, 26 de setembro de 2012

    Conversa muito ilustrativa sobre segurança pública e prefeituras


    • Amigos e vizinhos do Juvevê... e outros moradores de Curitba, que estão apavorados com a segurança... Aqui, na integra a minha conversa on line com o 156 da Prefeitura... triste, muito triste! 
      É comprido, mas vale a leitura, eu acho...

      Adriane: No Juveve, está uma onda terrível de assaltos a mão armada. Peço policiamento urgente! 
      Eriane: Bom dia
      Adriane: Bom dia!
      Eriane: Por gentileza, em qual bairro mora, somente para registro do atendimento?
      Adriane: Juveve
      Eriane: Em que posso ajudar?
      Adriane: Na 2ª feira vi da minha janela 2 assaltos a mão armada (revolver e faca) em menos de 2 horas. Chamei o 190 e eles falaram que não poderiam fazer ronda com viatura. Em seguida assaltaram mais uma casa e uma loja no raio de 2 quadras. levaram tbém o carro de uma senhora.
      Adriane: Me pergunto se a ronda solicitada tivesse sido feita, será que não teria evitado os assaltos?
      Eriane: Aguarde um momento por gentileza enquanto verifico as informações disponíveis.
      Eriane: Obrigada por aguardar, Sra., peço por gentileza que entre em contato com a Ouvidoria do Estado, para registrar reclamação da Policia Militar, pois não se trata de responsabilidade de um setor Municipal. Fone OUVIDORIA DO ESTADO: 0800-411113
      Adriane: Entrarei em contato, mas pergunto: Por que então os candidatos a prefeitura falam tanto em melhorar a segurança, se a responsabilidade do setor não é Municipal?
      (demorou pra responder)
      Adriane: Vc está aí, Eriane?
      Eriane: Sra, não repassamos informações referente a Campanha Eleitoral.
      Eriane: Alguma outra informação?
      Adriane: Boa resposta... obrigado por saber passar a responsabilidade para outro setor com tanta elegancia.
      Eriane: Para reclamações da Policia Militar, oi para solicitar a intensificação de rondas, favor entrar em contato com a Ouvidoria do Estado citado acima.
      Eriane: *Para reclamações da Policia Militar, ou para solicitar a intensificação de rondas, favor entrar em contato com a Ouvidoria do Estado citado acima
      Eriane: Alguma outra informação?
      Adriane: Certo. Espero que a próxima assaltada não seja nem vc, nem ninguém de sua família, nem da minha. Eu tenho um protocolo desta conversa?
      Eriane: Atendimento online, não é registrardo protocolo.
      Eriane: O chat 156 é um dos canais de comunicação entre o cidadão e a Prefeitura de Curitiba, onde operadores respondem dúvidas mais frequentes e orientam o cidadão sobre localização de informações na página da PMC, sobre como registrar solicitações eletrônicas e que dados importantes deve informar, esclarecem quanto ao funcionamento do 156 e dos serviços públicos, ou seja, indicam como proceder. 
      Eriane: Alguma outra informação?
      Adriane: A prefeitura não faz estatísca de violencia nos bairros?
      SISTEMA: Atendimento transferido pelo operador Eriane para o operador Bruno.
      Bruno: Senhora, dando continuidade ao atendimento a informação sobre violência e segurança nas cidades são responsabilidade da Policia Militar, neste caso informado pela senhora o contato pode ser feito com eles pelo telefone 190 ou em reclamação direta pela Ouvidoria do Estado pelo telefone 0800-411113.
      Bruno: Alguma outra informação?
      Adriane: No 190 liguei na hora dos assaltos e disseram que não é com eles. O modulo existente a 2 quadras daqui também não pode ajudar. Insisto, independentemente do candidato, as campanhas se baseiam na segurança pública. Se não é da alçada da Prefeitura, não seria mais honesto que a própria prefeitura deixasse isso claro? Não me refiro a um candidato em particular, mas a função educativa da Prefeitura, de deixar claro qual o papel do orgão em geral.
      Bruno: Senhora, referente ao policiamento conforme informado a responsabilidade é da Policia Militar. Pode registrar uma reclamação direta pela Ouvidoria do Estado pelo telefone 0800-411113.
      Adriane: Tá certo. Já vi que a Prefeitura não se responsabiliza pela segurança, mas vende a imagem de que pode consertá-la... estranho, muito estranho. Acho importante salientar que a prefeitura não trabalha para um ou outro prefeito e sim para o cidadão. Boa sorte com assaltos... Obrigada. Dou por encerrada a conversa. Me senti mais lesada do que com o assalto, não pelos atendentes, que fique claro, mas pela postura da Prefeitura. Bom dia!
      Bruno: Para registrar suas solicitações, reclamações ou sugestões referentes aos serviços de responsabilidade da Prefeitura Municipal de Curitiba, clique no link Clique aqui e preencha o formulário. Se preferir, ligue 156.
      Adriane: Obrigada. As urnas vão responder... eu espero.

    quarta-feira, 19 de setembro de 2012

    CUFA lança o Comunidade Segura

    no Ancelmo Gois


    Dia 29 agora, a Central Única das Favelas lança o projeto-piloto Comunidade Segura. Trata-se de uma apólice de seguro popular para acidentes pessoais. Por R$ 0,50 mensais, o morador terá direito a uma cobertura que vai até R$ 12 mil.

    - Nas favelas, a tensão é enorme, e todos estão sujeitos à morte ou a invalidez permanente - diz Celso Athayde, da Cufa.

    Segue...

    Na primeira etapa, o seguro deve atender cerca de 50 mil moradores de várias favelas brasileiras.

    Entre elas, Complexo do Alemão (Rio), Paraisópolis (São Paulo), Restinga (Porto Alegre), Ceilândia (Brasília) e Lagamar (Ceará).

    terça-feira, 1 de maio de 2012

    Violência sexual: governo quer aumentar atendimento em 50%



    Em audiência na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a violência contra a mulher, o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, informou que o governo tem como meta para 2012 aumentar em 50% os atuais 522 serviços de saúde para atendimento a violência sexual.

    Ele defendeu como fundamental a ação integrada entre a assistência social, segurança pública, saúde e justiça. "Estamos ampliando o serviço Sentinela de Urgência, da Rede de Serviços Sentinela de Vigilância de Violências e Acidentes (Rede Viva), que inclui uma ficha de notificação e investigação de violência doméstica, sexual e outras violências interpessoais", explicou.

    Além de Helvécio Magalhães, a CPMI ouviu representantes dos ministérios da Educação e da Justiça. Para a presidente da comissão, deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), os três ministérios são fundamentais no enfrentamento da violência contra a mulher. Segundo avaliou, oMinistério da Saúde é a porta de entrada da mulher vítima de agressões, que precisa buscar uma assistência à saúde. "O Ministério da Justiça é o que pode normatizar e contribuir na elevação do combate à impunidade; e o Ministério da Educação é o que pode construir uma nova cultura", apontou.


    Segurança

    A diretora do Departamento de Políticas, Programas e Projetos da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Cristina Vila Nova, informou que a secretaria tem investido na formação dos profissionais de segurança pública na área do atendimento às mulheres em situação de violência e no fortalecimento das Delegacias de Atendimento às Mulheres.

    Cristina Vila Nova disse ainda que, desde 2007, o ministério desenvolve o projeto Mulheres da Paz, que tem como objetivo incentivar as mulheres a construir e fortalecer redes sociais de prevenção e enfrentamento da violência.

    sexta-feira, 30 de março de 2012

    Curitiba, capital modelo... de repressão!


    Ações como a de Curitiba encobrem problemas sociais por meio de apelo midiático


    Pedro Carrano de Curitiba (PR) para o Brasil de Fato



    A construção midiática em torno da ocupação policial de bairros como o Uberaba, em Curitiba, a fim de construir um consenso entre a sociedade e entre os próprios moradores, encobre um modelo de gestão que lida com os problemas sociais sem parecer entender suas reais necessidades. É como se o próprio poder colocasse a população sob sua tutela, segundo suas regras e sempre com o limite anunciado da repressão. “Trata-se de um modelo de polícia. A UPP do Rio de Janeiro parte da premissa de que seria possível compatibilizar o modelo de polícia comunitária com o da polícia militarizada. Porém, o sujeito é treinado para a guerra e não para fazer o modelo de polícia comunitária. É preciso uma reforma profunda na estrutura de polícia no Brasil, pois esse modelo de militarização decorre de outra época”, critica André Giamberardino, da UFPR.
    No caso específico de Curitiba, mas também de maneira geral, o poder público retruca que não há outro caminho, embora se recuse a admitir como militarização ações como a criação das UPSs. “Esse caso de tortura tocou o projeto da UPS, pela proximidade geográfica, por ser morador do Uberaba. Só acho injusto dizer que isso ocorreu pela UPS. Eu fui lá domingo [passado]. Pude ver a alegria das pessoas e vi o orgulho da tenente Carolina [Costa], que coordena o trabalho lá (...)”, justificou o secretário de Segurança do Estado, Reinaldo de Almeida César, em entrevista ao jornal Gazeta do Povo, questionado sobre a tortura contra um jovem negro.

    Abre alas para o Capital
    A relação desse e de outros tantos episódios com os megaeventos, sobretudo no caso do Rio de Janeiro, demonstra um modelo voltado a serviço do mercado, e não das necessidades de moradia ou outros serviços básicos para a população. “São projetos que respondem tão somente à questão da Copa, pautados pelas diversas empresas e corporações, segundo determinados requisitos do mercado. Salvador, Rio de Janeiro tornaram- se cidades commodities, isso tem a ver com a criação de espaços higienizados”, diz o especialista Pedro Bodê, do Centro de Estudos em Segurança Pública e Direitos Humanos da UFPR.
    A hipótese de Bodê não está congelada em alguma análise sociológica estéril. Está nos fatos. Informações do jornal O Estado de S. Paulo (fevereiro), apontam que uma gama de empresas de serviço, a exemplo da Sky, de TV por assinatura, além dos ramos de telefonia e energia elétrica, têm lucro imediato, quase instantâneo, em situações de militarização dos territórios pobres. Assim que as forças policiais ocuparam o complexo de São Carlos, na região central do Rio de Janeiro, 140 funcionários entraram no conjunto de comunidades e, em quatro dias, fecharam mil assinaturas. A visão de Thiago Hoshino, membro da Articulação Nacional do Comitê Popular da Copa do Mundo, corrobora para a análise de prioridade do mercado e dos espaços higienizados em favor do Capital. “As favelas são a reserva de terras que o Capital deixa para os pobres, especulando enquanto interessa, por isso não dá a escritura e a propriedade para eles”, afirma. Hoshino elenca o exemplo de que as UPPs no Rio de Janeiro receberam investimento particular do megaempresário Eike Batista, no valor de R$ 30 bilhões.