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segunda-feira, 1 de julho de 2019

Acidentes de trânsito matam mais que armas de fogo

do Outra Saúde (via e-mail)


MAIS FATAL QUE ARMAS DE FOGO

Entre 1998 e 2018, foram registrados 734.938 óbitos por acidentes de trânsito no Brasil. Para se ter ideia de quão comum esse tipo de desastre se tornou, em média, a cada 15 minutos alguém morre nas ruas e estradas do país. O número ultrapassa o de homicídios por armas de fogo, que chegou a 726 mil nesse período. O perfil da vítima fatal do trânsito brasileiro é jovem: 40% dos mortos tinham até 29 anos.

Nas últimas duas décadas, o SUS arcou com 2,8 milhões de procedimentos médicos relacionados ao trânsito. O custo total, corrigido pela inflação, fica em R$ 5,3 bilhões – bem acima do total gasto com o programa Mais Médicos no ano passado (R$ 3,5 bi). 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Doria [inacreditável] colocará ambulâncias nas marginais para encarar aumento de velocidade

Das 14 ambulâncias recebidas do Ministério da Saúde, duas ficarão fixas na marginal Tietê e duas na marginal Pinheiros. Aumento da velocidade está associado a maior ocorrência de acidentes


O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou hoje (10) que quatro das 14 ambulâncias recebidas por meio de convênio com Ministério da Saúde serão utilizadas exclusivamente nas marginais a partir do próximo dia 25, quando os limites de velocidade serão ampliados nessas vias que cortam a capital paulista. Duas ambulâncias ficarão fixas para atendimento na marginal Tietê e outras duas na Pinheiros, 24 horas por dia. "Vamos restabelecer a velocidade nas marginais, mas com toda política voltada para a segurança. Todos os dias, 3,5 milhões de pessoas da capital e de fora utilizam as marginais", disse Doria.

O prefeito e seu secretário da Saúde, Wilson Pollara, assinaram convênio com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, que esteve na prefeitura para a entrega das ambulâncias que, conforme anúncio, trata-se de "renovação da frota" do Samu na capital. 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Ingestão de álcool causou metade das mortes nas estradas do PR

Entre a última sexta-feira (5) e a Quarta-Feira de Cinzas (10), oito pessoas morreram em acidentes atendidos pela PRF


Fiscalização (foto: Divulgação/PRF)

Cinco mortes ocorreram à noite. Três dos seis acidentes com mortes ocorreram com pista seca.O número de mortes registradas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) nas estradas do Paraná durante o feriado de Carnaval caiu pelo segundo ano consecutivo. Entre a última sexta-feira (5) e a Quarta-Feira de Cinzas (10), oito pessoas morreram em acidentes atendidos pela PRF no estado, uma a menos que no mesmo período de 2015, quando nove pessoas perderam a vida. Metade das oito mortes registradas pela PRF durante este Carnaval foi causada por ingestão de bebidas alcoólicas. Falta de atenção, velocidade incompatível com a via e falha mecânica foram as causas presumíveis das outras quatro mortes.

Dois acidentes tiveram mais de uma vítima morta. No primeiro deles, registrado no final da manhã de domingo (7) na BR 376, em Guaratuba (PR), um casal morreu após o automóvel deles ter sido atingido lateralmente por um caminhão desgovernado, que provavelmente estava sem freios.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Acidentes de trânsito consomem 3% do PIB mundial, afirma presidenta Dilma

No entanto, prejuízos com sequelas e danos às famílias são muito maiores, lembrou a presidenta durante a abertura de conferência que discutirá os avanços e desafios para segurança viária

“Os prejuízos em acidentes de trânsito consomem o equivalente a 3% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, chegando a 5% nos países em desenvolvimento”, destacou a presidente Dilma Rousseff ao abrir a 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito – Tempo de Resultados, que teve início nesta quarta-feira (18) e prossegue até amanhã, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília (DF).

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Sensacional! Queda nos acidentes de trânsito em São Paulo poderá liberar 60 leitos do SUS por dia

via Prefeitura de São Paulo


Grupo de trabalho analisará o impacto das ocorrências com vítimas na saúde pública. Prefeitura estima economia de R$ 6 milhões em despesas hospitalares e de R$ 60 milhões em custos sociais com redução da violência no trânsito.

As secretarias municipais de Transportes e Saúde anunciaram na manhã desta quinta-feira (29), durante reunião do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito (CMTT), a criação de um grupo de trabalho que fará a avaliação de impacto de acidentes na saúde pública, a partir dos dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da rede hospitalar municipal.

Segundo projeções da Prefeitura, se os números de acidentes continuarem caindo como no ritmo atual, em 2015 haverá a liberação de 60 leitos hospitalares por dia na rede atendida pelo SUS na cidade de São Paulo. Isso significará R$ 6,2 milhões a menos em despesas hospitalares e uma redução de quase R$ 60 milhões em custos sociais para o município.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Internações por acidentes de motos mais que dobram em cinco anos

A proposta levada aos governadores, em reunião no Palácio da Alvorada, envolve sete ministérios e tem como um dos principais eixos a prevenção de mortes e sequelas causadas por motocicletas


O governo federal apresentou durante reunião com governadores nesta quinta-feira (30/7), em Brasília, uma proposta de plano de ação nacional para o enfrentamento das mortes em decorrência da violência no trânsito. O encontro, promovido pela Presidência da República, reforçou a importância de aumentar a segurança nas vias e rodovias e, consequentemente, reduzir mortes e sequelas de acidentes de trânsito, principalmente com motociclistas. Em 2013, 51,8% de todas as internações por acidentes de transporte em hospitais estavam relacionadas a motocicletas.

Confira apresentação do ministro Arthur Chioro

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Países assinam acordo para reduzir número de vítimas de trânsito

Acidentes de trânsito já são a segunda causa de morte de jovens na região. No Brasil, essa faixa etária responde por 17% do total de óbitos


Os países do Mercosul assinaram nesta quinta-feira (11/06) acordo para conter e reduzir as mortes por acidentes de trânsito, especialmente entre os jovens. Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) alertam para o crescimento do número de vítimas no trânsito na região. Entre os jovens, essa já é a segunda causa de morte, ficando atrás apenas de homicídios. No Brasil, a faixa etária de 18 a 24 anos representou 17% do total das vítimas fatais em 2013, que chegou a 42.291 pessoas.

“Estamos vivenciando uma epidemia de mortes no trânsito. Em especial, observamos um cenário preocupante entre os jovens. Com altas taxas de mortalidade nessa faixa etária, estamos comprometendo o futuro e o desenvolvimento de uma geração. Esse é um compromisso deve envolver diferentes setores que lidem com a educação, fiscalização, adequação dos equipamentos e a qualidade no atendimento de saúde”, afirma o ministro da Saúde do Brasil, Arthur Chioro.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Um a cada quatro motoristas brasileiros dirigem após consumir álcool

No carnaval, o Ministério da Saúde alerta para os perigos do consumo de bebidas alcoólicas. São gastos, por ano, cerca de 60 milhões com internações decorrentes do alcoolismo

Neste período do carnaval em que as pessoas costumam abusar das bebidas alcoólicas, o Ministério da Saúde reforça o alerta dos perigos provocados pelo consumo de álcool. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) mostra que aproximadamente um quarto dos brasileiros que dirige insiste em desobedecer à lei e colocar a vida em risco. Segundo a pesquisa, 24,3% dos motoristas afirmam que assumem a direção do veículo após ter consumido bebida alcoólica

o Brasil, a violência no trânsito é uma das principais causas de mortes. Em 2014, foram registradas 172.780 mil internações relacionadas a acidentes de trânsito. O comerciante Francisco de Assis Pinheiro, 38 anos, natural do Rio de Janeiro, faz parte dessa estatística. Ele sofreu um grave acidente quando voltava de uma festa após ter bebido álcool. “Não andei nem 300 metros e em uma curva bati em outro carro. Eu estava sem cinto, fraturei o osso da região da bacia e estou sem andar. Aprendi a lição. Não se deve beber e dirigir”, lembra o comerciante.  
E quanto maior o consumo, maior os riscos. O brasileiro, segundo a pesquisa, costuma exagerar. Do total de entrevistados, 13,7% bebeu álcool de forma abusiva nos últimos 30 dias, o que representa a ingestão de quatro ou mais doses para mulheres ou cinco ou mais doses para homens em uma única ocasião. Entre os homens o índice chega a 21,6%, enquanto essa proporção no público feminino foi de 6,6%. A PNS foi realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), no período de julho de 2013 a fevereiro de 2014.
Entre 2010 e 2013, ocorreram mais de 313 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS) decorrentes do alcoolismo. São gastos, em média, cerca de R$ 60 milhões por ano com pessoas dependentes do álcool.
“É importante conscientizar a população dos riscos do consumo abusivo de álcool associado à direção, principalmente nos períodos de festas, quando as pessoas costumam exagerar. É essencial que os brasileiros aproveitem o carnaval, tendo em mente que se beber, não dirija”destaca a diretora de Vigilância e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde, Deborah Malta.
EFEITOS - O álcool é uma droga psicotrópica que atua no sistema nervoso central, podendo causar dependência e mudança no comportamento. O álcool consumido de forma abusiva pode causar malefícios à saúde, como por exemplo, doenças cardiovasculares, câncer, além dos graves acidentes de trânsito.
O Ministério da Saúde monitora o consumo de álcool por meio de inquéritos e sistemas de informação e possui políticas de prevenção à saúde. No SUS, os atendimentos e tratamentos às pessoas que apresentam problemas decorrentes do consumo de bebidas alcoólicas são realizados por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). A iniciativa conta com 2.155 CAPS, com capacidade para 43 milhões de atendimentos por ano.
Adolescentes conseguem comprar álcool por conta própria
A incidência de consumo de bebidas alcoólicas entre os jovens é outra preocupação do Ministério da Saúde. Com o período do carnaval, os jovens em busca de diversão podem ignorar os malefícios do álcool e beber intensivamente durante os dias de folia. A partir desta iniciação, o adolescente se torna mais vulnerável à repetição deste hábito.

“Crianças e adolescentes não devem em hipótese alguma fazer o uso de álcool. O consumo afeta a maturidade cerebral, o aprendizado, a memória e pode prejudicar seriamente o desenvolvimento dos jovens”, ressalta Deborah Malta.
Os dados alertam para a forma como esses jovens têm acesso ao uso das bebidas. Apesar da venda proibida em todo o país para quem tem menos de 18 anos, a pesquisa mostra que um em cada cinco (21,9%) adolescentes consegue comprar álcool por conta própria. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, a prática é crime e o comerciante que for pego vendendo a bebida pode ser punido. No entanto, o estudo revela que parte dos adolescentes (10 a 12%) consegue a bebida no ambiente doméstico e na companhia de parentes.


 
Ouça a matéria na Web rádio saúde

sábado, 25 de outubro de 2014

Sem querer olhar no retrovisor, Aécio volta a ter problemas ao dirigir


O candidato Aécio Neves, depois de se recusar a fazer o teste do bafômetro, volta a chocar a polícia ao dizer que não se deve olhar no retrovisor. Milhares de brasileiros ficaram preocupados em como um presidente pode dirigir um país sem seguir a legislação de trânsito.

A Globo, como consequência, terá que exibir no mesmo horário mensagens positivas de trânsito como: “Olhe no retrovisor sim, proteja sua família.” e “se for dirigir, não beba.”

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Consumo de álcool associado à direção reduz 45% após lei seca

via email do MS

A queda ocorre nos sete anos após a aprovação da lei seca e mostra mudança nos hábitos da população.

Um estudo do Ministério da Saúde revela que a frequência de adultos que dirigem após o consumo abusivo de álcool foi reduzida em 45% em sete anos. O índice passou de 2% em 2007, para 1,1% em 2013. A redução mostra uma mudança significativa nos hábitos da população após a aprovação das duas edições da lei seca (2008-2012), tornando mais rígida a proibição do consumo de álcool associado à direção. Os dados são da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) do Ministério da Saúde, que entrevistou 52,9 mil pessoas maiores de 18 anos durante o ano de 2013.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Em dez anos, acidentes de trânsito deixaram mais de 536 mil mortos

na Gazeta do Povo

Pesquisa da UFRJ reúne dados de 2003 a 2012 e indica a ocorrência de 13 milhões de acidentes

Acidentes de trânsito deixaram mais de 536 mil mortos no Brasil em dez anos, contabilizou uma pesquisa do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Coppe/UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). A principal base de dados utilizada foi a da Seguradora Líder Dpvat, responsável pelo pagamento do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres. As informações são da Agência Brasil.

O levantamento começa no ano de 2003, com o registro de 34,7 mil mortes no trânsito, e constata um crescimento de quase 100% até 2007, ano em que é atingido o pico de 66,8 mil mortes. O número de vítimas cai até 50,7 mil de 2008 a 2010 e volta a subir nos anos seguintes, encerrando 2012 em 60,7 mil. Na conclusão, a pesquisa menciona que em 2013 houve novo recuo, para 54 mil.

domingo, 19 de janeiro de 2014

É preciso ir além da Lei Seca no trânsito

A legislação em si é importante, mas poder público tem de adotar outras ações para conter a violência nas estradas, como fiscalização, punições exemplares e ações educativas

no Globo


A aprovação da Lei 11.705, em junho de 2008, que modificou (e tomou mais rígido) o Código de Trânsito Brasileiro, com a adoção da chamada Lei Seca, representou um passo importante para conter a violência nas ruas e estradas do país, responsável por um flagelo que se mede, a cada ano, em milhares de mortos e feridos (e, como extensão das tragédias em si, na desgraça que atinge as famílias das vítimas de acidentes). Num primeiro momento, principalmente nas regiões que adotaram ações diretas de fiscalização, como as blitzes contra a mistura de álcool e direção, os índices sofreram quedas acentuadas, voltaram a crescer e retomaram a curva descendente nos dois últimos anos. Mas, em geral, os números de mortos, feridos e de acidentes ainda são elevados.

Relatório da Polícia Rodoviária Federal com os índices registrados nas estradas sob sua jurisdição em 2013 mostra o tamanho da tragédia. Foram 8.375 óbitos, ou 23 pessoas por dia a perder a vida, e 103 mil feridos em quase 186 mil acidentes. A PRF estima que, somados os registros em vias urbanas e estradas estaduais, o total de mortos tenha alcançado 50 mil somente no ano passado, quase tanto quanto o número de soldados americanos que tombaram em toda a Guerra do Vietnã.

Isso corresponde a algo entre 20 a 25 mortos por cada grupo de cem mil habitantes, bem distante da relação registrada em países nos quais a guerra do trânsito parece ter sido contida em limites aceitáveis, sete óbitos por grupo de cem mil. Mesmo que em 2013 tenha sido consignada uma queda nos índices de violência nas estradas, como captou o relatório da PRF, o Brasil ainda está longe de atingir a meta estabelecida pelas Nações Unidas para o país, de, até 2020, reduzir à metade a estatística sobre mortos/feridos/acidentes.

A evidência de que mesmo com a Lei Seca em vigor o país não consiga reduzir drasticamente os registros do flagelo das estradas não significa que a legislação seja ineficiente. Ao contrário, não fosse o endurecimento do CTB, por certo a curva de tragédias seria ascendente - portanto, com números ainda mais apavorantes que os atuais. A questão reside, entre outras razões, no fato de, por Ieniência, descaso ou inapetência do poder público por ações de fiscalização mais rígida, esperar-se que os efeitos da Lei 11.705, por si só, sejam bastantes para conter grande parte dos abusos no trânsito. As estatísticas mostram que não são. A Lei Seca pode ter atingido seu limite de eficácia.

O comportamento do brasileiro ao volante, em grande medida, ainda é de desrespeito a normas e desapreço pela vida alheia. Não por acaso, as infrações mais comuns são excesso de velocidade, ultrapassagens temerárias e outras nas quais estão implícitos riscos assumidos, álcool à parte. Uma cultura inapropriada, que, para ser revertida, implica punições sistemáticas, fiscalização permanente e ações educativas - um desafio de que não se pode desviar para reduzir a níveis aceitáveis os atuais indicadores de uma carnificina que o país precisa enfrentar e acabar.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Pessoas que defendem faixas de ônibus tornaram a vida em SP um inferno

no Blog do Sakamoto


- É por conta de pessoas como você, que defendem essas faixas de ônibus idiotas, que a vida em São Paulo ficou um inferno. 

- Oi?

- Que culpa tenho eu de ter carro?

- Pera aí, você deve estar me confundindo, amigo.

- Não sou seu amigo e sei muito bem com quem estou falando. Você é uma daqueles vermelhinhos que defendem as faixas de ônibus na internet.

Juro que, na hora, minha cabeça doentia formou uma imagem de um Papai Noel dirigindo um busão, transportando um monte de duendes alucinados, cantando funk (pará- pará- pará- pará-pá-pá-pá-pá…), mas definitivamente não era o caso de expressar isso.
- Sim, defendo as faixas de ônibus. Mas, olha, são sete e meia da madrugada. Você quer realmente conversar sobre isso agora?

- Não tem conversa, só quero dizer que vocês estão impondo uma ditadura na cidade. Estão roubando ela de nós! Que culpa tenho eu de ter dinheiro para comprar um carro?

Daí, na frente do balcão da padaria, eis que me deparo com coxinha…
- Quatro pãezinhos, por favor. Ninguém está roubando ninguém, meu chapa. É só uma questão lógica. Todo mundo fala que tem que priorizar transporte coletivo, mas ninguém aceita ceder no uso do carro. Algumas medidas são dolorosas, mas necessárias.

- Eu nunca defendi que tem que priorizar coisa nenhuma. As coisas tinham que ficar como sempre foram.

Novamente, o tosco aqui foi longe… Imaginando uma plantation gigantesca e o nobre senhor em questão bebericando uma cachacinha com o padre e o delegado na varanda da sede: “Vejam só que coisa. Dia desses, um desses negrinhos aí disse que tinha direitos, que ia procurar o Ministério do Trabalho. Mandei logo moer meia hora de pau nele para se lembrar que manda quem pode e obedece quem tem juízo''.
- Meu bom homem. Lembre que a maioria das pessoas usam ônibus, metrô e trem na cidade.

- Mentira. Mentira deslavada. Todos meus amigos usam carro. Não conheço ninguém que vai de ônibus ou metrô para o trabalho.

Na hora veio à cabeça a lembrança de uma visita a um clube da elite paulistana em que não vi um único negro como associado a manhã inteira. “Aqui dentro ninguém discrimina ninguém'', foi o que ouvi. Claro. E tinha alguém para ser discriminado?
- Também quero 200 gramas desse pão de queijo aqui. O senhor não acha que está exagerando um pouco, não?

- Não adianta querer soluções europeias para São Paulo. Os pobres daqui não são iguais aos da Europa.

- Os ricos muito menos… O senhor já experimentou usar transporte público de vez em quando?

- Que ideia idiota. Para que que eu tenho um carro se não posso usá-lo?

- É verdade, né. Quero dizer que o senhor me convenceu. Chegando em casa, vou até escrever sobre isso.

- Acho ironia uma idiotice.

- Eu também.

domingo, 22 de setembro de 2013

Motorista embriagado causa acidente e mata família que voltava de formatura


no Bem Paraná

Uma tragédia no cruzamento da Av. Silva Jardim com a Rua Alferes Poli, na região central de Curitiba, matou uma mulher de 43 anos, outra de 23 e um menino de 9 , por volta das 4h30 deste domingo (22). Um Ford Ka avançou o sinal vermelho e bateu contra um Corsa Classic em que estava uma família que voltava de uma formatura. As vítimas fatais estavam no Corsa.
Segundo testemunhas, o motorista do Ka estava sozinho no carro. “Ele estava embriagado. Antes tinha batido no meu carro e fugiu. Vim atrás dele para anotar a placa e quando vi encontrei esta cena lamentável. Uma tragédia sem tamanho. Ele furou o sinal”, contou à Banda B Abdir da Silva, dono de um Palio que havia sido colhido pelo causador do acidente fatal um pouco antes.
A família que estava no Corsa era moradora no bairro Barreirinha. “As vítimas estão sendo encaminhadas aos Hospitais do Trabalhador e Evangélico. São cinco vítimas. Duas morreram na hora e três estão em estado grave, inclusive o causador do acidente”, descreveu o tenente Renato Costa Barbosa, do Corpo de Bombeiros. Por volta das 9h a Banda B recebeu a informação da morte no hospital da mulher de 23 anos.
Acostumado com situações de imprudência no trânsito, o subtenente Anísio, do Batalhão de Polícia de Trânsito, lamentou a tragédia. “A força da batida foi imensa. O Corsa bateu contra um poste e o Ka na fachada de uma loja. Vamos apurar todas as situações envolvendo este acidente e se o jovem estava embriagado terá que responder por isso”, destacou.
As vítimas que morreram foram identificadas como: Lorena Camargo, de 47 anos, o neto dela, Igor Empinoli, de 9, e sua filha, Gabrieli Empinoli, de 23, que era tia da criança. Sobreviveu no Corsa: Jacskon Adriano Ferreira, marido de Gabrieli. O motorista do Ka é um jovem de 24 anos cujo primeiro nome é Eduardo.
A Delegacia de Delitos de Trânsito investiga o caso.
Imprudência sem fim
A embriaguez ao volante na volta de baladas não tem limite. Enquanto atendiam o acidente policiais militares encaminharam à delegacia um jovem que invadiu a Av.Silva Jardim com a Marechal Floriano Peixoto na contramão. O rapaz se recusou a fazer o teste do bafômetro e teve o veículo apreendido.

Vereador do Paraná quer poder beber e dirigir

Edson Ducci (PSD) fez declarações polêmicas em sessão da Câmara Municipal da Cidade. Ele ainda propôs que vereadores se unissem contra lei seca

na Gazeta do Povo

Um vereador do município de Cornélio Procópio, no interior do Paraná, mostrou sua insatisfação com a fiscalização policial e com as penas às quais estão sujeitas as pessoas que têm como hábito consumir bebidas alcoólicas e dirigir. A informação foi divulgada pelo telejornal Paraná TV 2ª edição, da Rede Globo.
“[Se alguém] para num bar, toma uma cerveja e se o guarda rodoviário federal ou estadual fazer [sic] bafômetro nele, se ele se recusar e ver que está alcoolizado com uma cerveja, ele vai preso e algemado, um pai de família, por uma cerveja”, afirmou Edson Ducci (PSD) durante uma sessão da Câmara da cidade que fazia um balanço da feira agropecuária da cidade.
A fala, mostrada em reportagem do Paraná TV 2ª edição, não parou por aí. Ducci chegou a revelar que, naquele mesmo dia, havia tomado duas cervejas e dirigiu com seu filho dentro do carro.
Irritado com a fiscalização policial, o vereador sugeriu que os colegas de Casa se unissem. “A gente tinha que se organizar, porque eu não voltei mais na feira. O que eu vou fazer: eu tomo quatro, cinco cervejas todo dia. Vou lá para levar uma multa e ser preso?”, questionou.
Em resposta, o presidente da Câmara, Edimar Gomes (PSB), disse que homens públicos não podem pedir que coisas erradas aconteçam. “A lei tem que ser cumprida por todos. Se ela diz que não se pode beber e dirigir, você não pode beber e dirigir”, acrescentou.
A Câmara Municipal de Cornélio Procópio foi procurada para comentar o caso, mas ninguém foi localizado.

Comentário: Este animal devia ser cassado por quebra de decoro parlamentar, por incitar a desobediência civil e...

...por BURRICE MESMO!

sábado, 21 de setembro de 2013

Mortes no trânsito caem 37% em Curitiba com maior rigor na Lei Seca

O número de mortes no trânsito em Curitiba diminuiu 37% desde janeiro, quando a Lei Seca se tornou mais rígida, reduzindo a margem de tolerância para consumo de álcool por motoristas. Entre janeiro e agosto, aconteceram 130 mortes no trânsito da capital paranaense, contra 207 mortes no mesmo período do ano passado. Os números consideram, além das mortes no local dos acidentes, também as registradas até 30 dias depois.
Segundo dados do BPTran, também houve aumento de 58% no número de prisões por embriaguez nas operações de trânsito – 765 casos desde janeiro, contra 483 casos em todo o ano de 2012.
Os números são atribuídos a uma soma de fatores que inclui o aumento da prudência dos motoristas, motivado pelo temor de infringir a lei, e as ações adotadas para garantir o cumprimento da Lei Seca. Em Curitiba, a Secretaria Municipal de Trânsito, em parceria com o Instituto Paz no Trânsito e o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), realiza desde junho a campanha Lei Seca – Vai Pegar, que promove ações educativas em bares e blitze diárias de alcoolemia na cidade.
“Os resultados até agora são muito positivos. A intenção é reforçar o trabalho, promovendo mudanças no comportamento dos motoristas, em prol do coletivo, e diminuindo cada vez mais o número de fatalidades no trânsito em Curitiba", disse nesta sexta-feira (20) o diretor de Educação da Setran, Cassiano Novo, durante o seminário Lei Seca – Impactos e Implicações, organizado pela Setran como parte da programação da Semana Nacional do Trânsito.
“Foram 77 mortes a menos no trânsito da cidade. A nova Lei Seca levou a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), as secretarias municipais de trânsito e outros órgãos fiscalizadores a adotar uma fiscalização mais eficiente e objetiva. A repercussão social da lei é positiva. As pessoas sabem agora que há mais blitze, dirigem com mais cuidado e procuram não mais dirigir alcoolizadas”, destacou Armando Braga, especialista em trânsito e ex-delegado titular Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran), que também participou do seminário.
Segundo dados apresentados no seminário pelo comandante do BPTran, tenente-coronel Valterlei Mattos, houve um aumento de quase 300% na utilização do etilômetro nas blitze de Curitiba após a nova Lei Seca.
O palestrante Jerry Adriane Dias Rodrigues, da Polícia Rodoviária Federal no Rio Grande do Sul, e integrante do Conselho Nacional de Trânsito, apresentou números nacionais sobre as blitze da Lei Seca. Foram 1.048.758 de testes etílicos entre janeiro e agosto de 2013 (15% do total foi realizado no Paraná), contra 648.405 em todo o ano de 2012; e 8.288 prisões por embriaguez realizadas entre janeiro e agosto de 2013, contra 8.701 em todo o ano de 2012. “Muitas pessoas ainda querem beber e depois dirigir. E muitos ainda não assumem seus erros no trânsito, querem transferir suas responsabilidades. Mudar esse pensamento é um desafio que temos que assumir para evitar mais mortes no trânsito brasileiro”, afirmou.
Para Christiane Yared, do Instituto Paz no Trânsito, é preciso também estar alerta aos exemplos que os pais passam para os filhos com suas condutas no trânsito. “Os exemplos errados acabam se perpetuando. Quando fazemos orientações sobre bebida e direção para jovens, muitos dizem: ?Meu pai sempre bebeu antes de dirigir e nunca aconteceu nada’. Isso é muito preocupante, pois temos uma frota enorme de carros e muitos acidentes com mortes, que levam à desestruturação familiar. Temos que investir em educação, fiscalização e punição”, destacou.
O seminário, realizado no auditório do Sesc Senat, no Boqueirão, também contou com a presença do promotor do Ministério Público Cássio Honorato, que apresentou a evolução da legislação da Lei de Seca em busca de um trânsito mais seguro.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

O preço da passagem e o protesto que parece não ter fim

Milhares de pessoas caminharam por mais de cinco horas pelas principais vias da cidade, foram alvo de violência da PM e pararam São Paulo

Por Igor Carvalho na Revista Forum

Manifestante são alvos de chuva de bombas da PM (Foto: Mídia Ninja)
O terceiro protesto contra o aumento das passagens, em São Paulo, já caminhava para três horas de duração. Eram 19h50. Os 12 mil manifestantes, segundo os organizadores, que aceitavam pacificamente os destinos traçados pela Polícia Militar (PM) durante o ato, decidiram que queriam terminar a manifestação dentro do Terminal Parque Dom Pedro II. A PM impediu, da forma mais violenta possível.
Naquele momento os manifestantes já tinham marchado pelas principais vias de São Paulo mais de 8 quilômetros. Os ativistas partiram da praça dos Cliclistas, na avenida Paulista, atravessaram a rua da Consolação, entraram no túnel que dá acesso à avenida 23 de Maio e quando queriam seguir para a Radial Leste, aceitaram pacificamente a instrução da PM, que lhes pediu para ir pela avenida Liberdade. Do bairro oriental, os ativistas caminharam até a praça João Mendes e desceram a Rangel Pestana até o Terminal Parque Dom Pedro II, local do confronto.
O governador Geraldo Alckmin já havia dado uma declaração à Rádio França Internacional (RFI), em Paris, onde sinalizava sobre a postura que seria adotada por seu governo durante os protestos. O mandatário afirmou que bloquear vias é “caso de Polícia.” Uma das representantes do Movimento Passe Livre,  Mayara Petruso, respondeu à Alckmin. “O lado dele é claro, ele defende os empresários e fará de tudo para nos criminalizar, inclusive mandar uma polícia repressora e racista aqui.”
Mayara lembrou que Alckmin e o prefeito Fernando Haddad estão em viagem internacional no momento em que a cidade é palco de protestos. “Só o povo na rua fará o governo ceder. Eles foram para Paris e nos abandonaram aqui, mas vão saber o que está acontecendo em São Paulo.”
Parque Dom Pedro II
Foram dez minutos de tensão, que terminaram com dezenas de pessoas chorando, com a garganta fechada, os olhos irritados e dificuldades de respiração. Bombas de gás lacrimogêneo, tiros de borracha e spray de pimenta foram lançados contra os ativistas, que responderam com pedras e sacos de lixo. O ato poderia ter acabado ali, após a dispersão da multidão, mas não foi o que aconteceu. Os manifestantes surpreenderam quando voltaram a se organizar na Praça da Sé e decidiram seguir com o protesto até a avenida Paulista. Eram aproximadamente 2 mil pessoas, marchando pela rua Brigadeiro Luiz Antônio.
Conflito no Terminal Parque Dom Pedro II foi mais violento, mas não impediu que o protesto fosse retomado (Foto: Mídia Ninja)
Desde o princípio, ficou claro que o aparato policial, 400 homens, era “quase histérico”, como definiu o jornalista e professor da Universidade Federal do ABC, Gilberto Maringoni. Nos cordões de isolamento, provocações eram trocadas de ambos os lados. “Bichinha, se eu te pego sozinho te mato”, disse um PM para um dos manifestantes. Em seguida, o agente cobriu o nome e saiu para o meio dos demais agentes.
O ato retomou o vigor e seguiu pela avenida Paulista. Na frente do Masp, um manifestante foi preso. A população começou a gritar: “solta, solta, solta”. Alguns chegaram a correr atrás do jovem preso. A resposta da PM veio com balas de borracha e bombas. No vão livre do Masp, jovens encurralados se aglutinavam nas miras das armas de agentes, que atiravam.

A avenida Paulista foi fechada, nos dois sentidos. Um jovem, negro, sentado na calçada, parecia conformado. “Eu sou da periferia, sei como a polícia trata gente de bem”, afirmou Carlos Cerqueira.

Movimento popular
As cenas de guerra provocadas pela ação da Polícia Militar não arrefeceram o vigor político da manifestação, que ficou marcada pela presença democrática de vários setores e de classes distintas da população. “Apoio o movimento e acho que precisava estar aqui, temos um transporte incompatível com o preço que pago”, disse o professor de português Junior Vieira.
Para o operador de telemarketing Cláudio Tavares, que mora em Campo Limpo, “a passagem pesa demais no orçamento. Para ir em um cinema com minha namorada, no centro, gasto mais de R$ 20 de passagem.” O fotógrafo Wes Nunes explicou porque estava no ato: “Eu vim aqui para demonstrar aos governantes que o povo não está em casa vendo tudo acontecer.”
Fernando Ferrari, fundador do Sarau da Fundão, no Capão Redondo, zona sul da capital, também  ressaltou a relevância da manifestação. “Isso que está acontecendo aqui é muito importante.”
O Ministério Público agendou uma reunião com o Movimento Passe Livre para a próxima quarta-feira (12), para discutir sobre os protestos e a Secretaria Municipal de Transportes anunciou que enviará um representante ao encontro.
Presos e feridos
O dia terminou com 20 presos e três feridos, na manifestação. Todos os detidos foram encaminhados para a 78º DP (Jardins). A fiança foi fixada em R$ 20 mil. O trânsito na avenida Paulista só foi liberado após às 23h.  A PM informou que segundo sua contagem, haviam 5 mil pessoas no protesto.
Enquanto isso, na praça dos ciclistas, de onde partiu a marcha, sete manifestantes pulavam e repetiam o mantra cantado e alertado por milhares durante a noite. “Quinta vai ser maior”, lembrando a data do próximo protesto contra o aumento das passagens em São Paulo, dia 13, às 17h, na frente do Teatro Municipal. O que surpreende nas manifestações do Movimento Passe Livre é que ele parece não ter fim.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Demorou!!! "Lei Seca – Vai Pegar” em Curitiba!!!

Curitiba terá três blitze por dia para fiscalização da Lei Seca

A campanha "Lei Seca – Vai Pegar” terá início em Curitiba no dia 14 de junho, com ações educativas em bares e de fiscalização nas ruas da cidade. Os detalhes finais das ações que serão realizadas – datas, locais e efetivos – foram decididos nesta terça-feira (4), em reunião organizada pelo Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) com participação de representantes da Prefeitura de Curitiba e do Instituto Paz no Trânsito, parceiros na campanha.
Segundo o tenente-coronel Valterlei de Mattos, do BPTran, haverá diariamente três blitze de fiscalização da Lei Seca em Curitiba, que vão atingir todos os bairros da cidade. “A Lei Seca tem que pegar. Já sentimos os reflexos da lei em Curitiba, o pessoal tem diminuído o consumo de bebida alcoólica. Com esta campanha, queremos ter outro marco histórico em Curitiba, como aconteceu como a obrigatoriedade do uso do capacete, do cinto de segurança, e da cadeirinha para crianças nos carros”, afirmou, lembrando que a campanha deverá ser permanente.
A partir do dia 17 de junho, serão realizadas simulações de acidentes de trânsito em algumas regiões da capital, seguidas de ações educativas com distribuição de folhetos e orientação de representantes dos órgãos envolvidos na campanha sobre o abuso do álcool no trânsito. No dia 23 de julho, começam as ações educativas nos parques. As orientações nos bares acontecerão sempre nas quintas, sextas e sábados.
“O foco da campanha será principalmente educar e prevenir. Não estamos contra aquele cidadão que gosta de beber, não queremos impedir que ele tenha seu entretenimento. O que não queremos é a associação da bebida com a direção de veículos. Em função da própria lei federal que já existe e deve ser cumprida, não podemos mais admitir que a pessoa beba e vá dirigir depois”, confirmou o secretário de Relações com a Comunidade, Caíque Ferrante, que participou do encontro ao lado de representantes da Secretaria Municipal de Trânsito (Setran) e da Guarda Municipal.
Para Christiane Yared, presidente do Instituto Paz no Trânsito, as blitze e ações educativas serão importantíssimas para a mudança de comportamento do curitibano no trânsito. “Nossa posição é a favor da educação. Queremos que as pessoas tenham o direito de ir e vir e cheguem bem em casa. Temos de orientar sobre os perigos do álcool no trânsito, para que toda a sociedade tome consciência da situação. Cada um tem que fazer seu papel”, afirmou.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Pesquisas auxiliam na construção de indicadores de acidentes de trânsito


Tatiane Vargas na Agência Fiocruz


Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou o Relatório Mundial da Segurança no Trânsito 2013. Utilizado para monitorar o progresso da Década de Ação pela Segurança no Trânsito, proclamada pelas Nações Unidas, o documento traz ampla avaliação da situação de 182 países – incluindo o Brasil – e analisa como e em que medida as nações vêm implementando ações necessárias a melhorar a segurança viária. O relatório aponta que países de renda média, como o Brasil, respondem por 80% das mortes por acidentes de trânsito no mundo. O documento cita que os 182 países pesquisados cobriram a quase totalidade da população mundial. Nas Américas, por exemplo, 32 dos 36 países membros da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) participaram da pesquisa (98,5% da população da região). Em uma análise geral, o relatório expõe que, entre 2007 e 2010, as mortes no trânsito diminuíram em cerca da metade dos países, mas aumentou na outra metade – principalmente nos países de baixa e média renda.