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domingo, 31 de maio de 2020

NOTÍCIA GRAVÍSSIMA PARA AS STARTUPS BRASILEIRAS E PARA A CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO BRASIL

Neste 27 de maio de 2020, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) anunciou conjuntamente com a empresa norte-americana CISCO, sem licitação, sem chamamento público, sem audiência pública e sem transparência, um acordo entre as duas partes, para que a empresa CISCO "acelere a transformação digital brasileira".

O evento de lançamento contaria com a presença do presidente da República, que desistiu de participar na última hora, e contou com a presença do ministro do MCTIC, astronauta Marcos Pontes.

O presidente da CISCO, durante sua apresentação do acordo, pedia em inglês que as lâminas de power point fossem sendo trocadas, numa clara demonstração de que a apresentação era coordenada dos Estados Unidos.

Em seguida, o presidente da CISCO deu uma coletiva de imprensa fechada, quando deu detalhes do acordo e onde se recusou a detalhar investimentos que poderiam incriminar o acordo.

Muito embora se tenha solicitado os termos desse acordo, até o momento o MCTIC e a CISCO não os apresentaram, numa total falta de transparência sobre um ato que afetará a soberania nacional.

Até a RNP (rede utilizada pelas universidades) faz parte de referido acordo.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

TCU suspende contratos do Ministério da Saúde por suspeita de fraude



O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse na semana passada para a rádio CBN que não cumpriu a promessa de informatizar o sistema do SUS porque faltaram empresas interessadas. Foi mais uma bravata do ministro.

Uma reportagem do Correio Braziliense, de 24 de Janeiro mostrou que o Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu cautelarmente dois contratos do Ministério da Saúde por desconfiar de superfaturamento na prestação de serviços de tecnologia para o SUS. Juntas, as licitações somavam R$ 98,4 milhões. Mas, segundo apontou o TCU, cerca de R$ 51 milhões, mais da metade do valor das transações, são fruto de sobrepreço. As irregularidades também indicam possível direcionamento de contratação.

As duas empresas envolvidas, a Extreme Digital Consultoria e Rrepresentações Ltda. e a Core Consultoria e Serviços venceram uma licitação, mas acabou cancelada. Dois novos pregões foram feitos para os mesmos serviços, mas o preço subiu de R$ 83 milhões para os R$ 98 milhões. O TCU afirma que há possibilidade de direcionamento porque as mesmas empresas, a Extreme Digital e a Core Consultoria, ganharam todos os contratos.

Enquanto isso a promessa do ministro Ricardo Barros de informatizar o SUS ficou só promessa. Apenas 40% do sistema é interligado atualmente.

O Correio Braziliense contou toda a história mas, estranhamente, o assunto ficou restrito a Brasília.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

[Informatização das Unidades de Saúde: mais uma promessa não cumprida] Barros dá desculpa enfarrapada


A CBN cobra do ministro da Saúde, Ricardo Barros, a promessa feita em outubro de 2016 de que iria informatizar todo o sistema de atendimento do SUS, incluindo aí os prontuários dos pacientes.

Nada aconteceu. O SUS continua com apenas 40% de suas unidades informatizadas. E o ministro paranaense deu uma desculpa esfarrapada para se justificar: “não houve interesse de empresas de tecnologia em participar da informatização”. E denunciou um lobby poderoso para manter a farra dos exames médicos desnecessários por parte dos laboratórios.

Prometeu que até o final desse ano serão investidos R$400 milhões para resolver o problema.

Ainda bem que, como disse a vice-governadora Cida Borghetti, a marca das gestões dos Barros é a eficiência.


Comentário: O ministro ilegítimo não só prometeu que ia informatizar tudo, como ameaçou  suspender os repasses financeiros das unidades não informatizadas.

Demonstrou um abissal desconhecimento da realidade nacional. Achou que estava administrando uma grande Maringá.

Tem unidades básicas de saúde-UBS em localidades que ficam a alguns dias de barco Rio Negro acima no Amazonas. Aqui mesmo no Paraná tem UBS que tem dificuldades até em instalar linha telefônica.

Trata-se de um fanfarrão desinformado... que quer  (olha o perigo) virar o governador de fato do Paraná.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Ministro cancelou contrato da Hemobrás para favorecer reduto eleitoral

Campeão de representações no Tribunal de Contas da União (TCU), o Ministério da Saúde está sob investigação após suspender o contrato de parceria entre o laboratório irlandês Shire e a estatal Hemobrás.



Isso porque, por decisão do ministro da Saúde de Temer, Ricardo Barros, o contrato que prevê transferência de tecnologia para a produção, em Pernambuco, de um medicamento para um tipo de hemofilia, passaria a ser produzido em Maringá (PR), seu reduto eleitoral.

Segundo Barros, a suspensão foi determinada porque o acordo entre Shire e Hemobrás não está sendo cumprido. No entanto, o ministro quer fechar o contrato com um consórcio que engloba a empresa suíça Octapharma, citada na Operação Máfia dos Vampiros, e os laboratórios públicos Butantã, de São Paulo, e Tecpar, do Paraná, além da própria estatal que tem fábrica em Pernambuco.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

[Eles são contra a corrupção... dos outros] Polícia Federal deflagra operação contra o contrabando de aparelhos médicos

(Foto: Reprodução / Sindicato dos Delegados da Polícia Federal)

O contrabando de equipamentos médicos é o alvo da Operação Equipos, deflagrada nesta quarta-feira (02) pela Polícia Federal. São cumpridos 62 mandados de busca e apreensão e 19 de condução coercitiva, quando a pessoa é levada à depor, em 19 estados brasileiros, entre eles Santa Catarina e Paraná.
A ação busca desarticular uma organização criminosa dedicada ao contrabando de equipamentos de diagnóstico médico na Aduana de Controle Integrado, que fica em Dionísio Cerqueira, Santa Catarina. São investigados empresários do ramo de exportação e importação, clínicas, hospitais, além de um doleiro responsável pelo repasse de recursos ilícitos ao grupo e de um servidor da Receita Federal de Dionísio Cerqueira, que teria recebido valores ilícitos em troca de facilitação da ação da quadrilha.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Jorge Solla: GLOBO PLANTA CORTE DE GASTOS E EXPLORA AS CONSEQUÊNCIAS


Esse vídeo vale ver até o fim. A Rede Globo prestou um gigante desserviço ao país. Defendeu em seu noticiário o Teto dos Gastos como uma medida imprescindível para o país sair da crise. Aconteceu o oposto, a PEC afunda o Brasil numa crise ainda maior e a Globo faz de conta que não tem nada a ver com isso. É muita cara de pau.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

O SUS não é um mercado de medicamentos e tecnologias

Por  no ConJur (dica da 
Caroline Rocha)
O contínuo crescimento da judicialização da saúde — que chegou no ano passado, segundo o Relatório de Justiça (CNJ, 2016[1]), a mais de 800 mil ações, com inúmeras decisões que incorporaram de modo individual tecnologias em saúde[2], sem os regramentos da Lei 12.401, de 2011, do Decreto 7.646, de 2011, e da Lei 6.360, de 1976 — requer que sejam ampliadas as reflexões para se evitar que o SUS seja atuado como se fora um shopping de medicamentos e tecnologias, de livre escolha, ao arrepio de seus regramentos.
De acordo com dados do Ministério da Saúde veiculados pela mídia, chegam a R$ 7 bilhões os gastos com procedimentos, tecnologias e medicamentos decorrentes de decisão judicial[3], muitas afastadas dos parâmetros públicos que fixam um rol de medicamentos e procedimentos pelas Relação Nacional de Medicamentos (Rename) e Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde (Renases) e outras regras administrativas. Sob a intenção de tornar efetivo o direito à saúde, ele poderá ser mitigado.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Universidades estaduais não são um "peso". São instrumentos de desenvolvimento


As universidades públicas estaduais são pontos de equilíbrio social nas diferentes regiões do Estado. 97% da produção científica do país vêm das universidades públicas, federais ou estaduais. O governo do Estado considera as universidades como um “peso” e não como o que são, instrumentos de desenvolvimento intelectual, cultural e econômico do Estado. As afirmações foram feitas durante audiência pública promovida pelas Comissões de Cultura, Ciência e Tecnologia e Direitos Humanos na manhã desta terça-feira, 11, no plenarinho da Assembleia Legislativa, para debater o futuro das universidades públicas estaduais. Convidado, o governo do Estado não mandou representantes.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Indústria farmacêutica: o preço da ineficiência

Brasil gasta cada vez mais com medicamentos caros e pouco inovadores. Causa: o sistema obsoleto das patentes, que garante monopólio a megaempresas globais
Por Grazielle David e Walter Britto no Outras Palavras
No período de 2008 a 2015, os gastos reais do Ministério da Saúde aumentaram em 36,6%; já os destinados a medicamentos elevaram-se em 74%, mais do que o dobro, passando de R$ 8,5 bilhões para R$ 14,8 bilhões para o mesmo período. Os valores alocados em medicamentos aumentaram, inclusive em 2015, quando o Orçamento da Saúde decresceu em termos reais.
Em 2015, apenas três programas eram responsáveis por 76,8% de todo o gasto com medicamentos: CEAF (Componente Especializado de Assistência Farmacêutica), Imunobiológicos e Farmácia Popular. Foram também eles que apresentaram maior taxa de crescimento entre 2008 e 2015. Em 2008, o quadro era diferente: CEAF, CBAF (Componente Básico de Assistência Farmacêutica) e DST/Aids representavam boa parte do gasto. Essa mudança demonstra uma alteração nas prioridades do governo para a política de medicamentos ao reduzir os gastos com os medicamentos distribuídos gratuitamente na atenção básica e ampliar os subsídios às farmácias privadas participantes do Programa Farmácia Popular. Também chama a atenção e requer mais investigações a redução da despesa com os medicamentos para DST/Aids, uma vez que o Brasil vive um aumento importante dos casos: a população vivendo com a doença no país passou de 700 mil em 2010 para 830 mil em 2015, com 15 mil mortes por ano.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Ministro Ricardo Barros “lança” prontuário eletrônico que funciona desde o 1º governo Dilma

Ministro Ricardo Barros “lança” prontuário eletrônico que funciona desde o 1º governo Dilma; em abril de 2016, já atingia 832 municípios e 9 mil UBS



O médico de Saúde da Família Gustavo Godoy, que trabalha no município de Recife (PE), estranhou quando viu no site G1, de 06/10/2016, a matéria Ministério lança prontuário eletrônico para pacientes da atenção básica.



Nessa matéria, o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), anuncia o lançamento de “um novo prontuário eletrônico para pacientes da atenção básica que deverá ser adotado por todos os municípios do país até o dia 10 de dezembro.(…) A nova versão do prontuário chama-se e-SUS AB”.

O motivo da surpresa do médico do Recife é que o e-SUS AB já se encontra em funcionamento no posto de saúde onde trabalhava, desde do final de 2013.

O próprio Gustavo participou pessoalmente da implantação e uso posterior, com o apoio técnico do Ministério da Saúde.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Ministro ilegítimo da Saúde não tem noção do país onde vive: Em 60 dias, posto de saúde sem prontuário eletrônico perderá recurso federal

Recebi o release abaixo via e-mail da Agência Saúde. Tomei a liberdade de colocar alguns comentários em vermelho.

Em 60 dias, posto de saúde sem prontuário eletrônico perderá recurso federal

O título é um primor. Chama as Unidades Básicas de saúde de "posto". Vindo do ministro isto até é perdoável, afinal, ele não é do ramo. Vindo da assessoria de comunicação de um órgão oficial da saúde é imperdoável.

Medida permite acompanhar o histórico do paciente e que o Ministério da Saúde verifique online como são investidas as verbas do SUS na saúde do brasileiro


Os municípios de todo o país têm 60 dias para adotar o prontuário eletrônico nas unidades básicas de saúde. Com a plataforma digital, todos os serviços de saúde da cidade poderão acompanhar o histórico, os dados e resultado de exames dos pacientes, verificar em tempo real a disponibilidade de medicamentos ou mesmo registrar as visitas de agentes de saúde, melhorando o atendimento ao cidadão. A transmissão 100% digital dos dados da rede municipal à base nacional permite ainda que o Ministério da Saúde verifique online como está sendo investido cada real do SUS na saúde do brasileiro.

Tremenda falácia. Ainda mais se estipulando um prazo de 60 dias para implantação "via fórceps" de um sistema que requer infra-estrutura, capacitação das equipes, migração de dados... Não se trata aqui só das UBS, mas das farmácias, laboratórios e demais serviços auxiliares de diagnose e terapia (SADT), a grande maioria deles contratada à rede privada. 
Resumindo:Conversa mole para vender factóide para a imprensa.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Brasileiros fizeram 35.615 ciclos de fertilização in vitro em 2015.




A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publica hoje em seu portal o relatório referente ao ano de 2015 do Sistema Nacional de Produção de Embriões-SisEmbrio. Cento e quarenta e um bancos de Células e Tecidos Germinativos - BCTGs (Laboratórios de Fertilização in vitro) encaminharam sua produção ao SisEmbrio. Este número é o maior desde que o sistema começou a funcionar, em 2008.

Em 2015 houve um crescimento de 40% no número de embriões congelados em relação ao ano de 2014, subindo de 47.812 para 67.359. Já o número de embriões doados para pesquisas com células-tronco embrionárias no Brasil foi de apenas 48 no ano passado.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Programa desenvolvido no DF reúne dados sobre doenças raras para estudiosos

Criado pelo projeto de pesquisa Rede Raras da Universidade de Brasília, a plataforma reúne informações sobre mais de 5 mil patologias consideradas raras no mundo



Um trabalho de pesquisa e recolhimento de dados sobre doenças graves feito pela Universidade de Brasília (UnB) resultou em um aplicativo para celular inédito no Brasil. O Raras.Net traz informações a pacientes e a profissionais de saúde que, até então, ficavam espalhadas e, algumas vezes, inacessíveis. A plataforma mapeou diagnósticos, centros de atendimentos, nome e especialidade de médicos de todo o país, além de protocolos sobre tratamento de mais de 5 mil doenças graves. A motivação encontrada para a criação do aplicativo surgiu em 2013, quando o projeto teve início, motivado pelo desencontro e a fragmentação de conhecimento do assunto, inclusive entre profissionais.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

A “uberização” da saúde é uma questão de tempo.


Faz pouco tempo que uber significava apenas um superlativo, Gilsele Bündchen, por exemplo era chamada de uber model. Mas isso foi há cinco anos atrás. Hoje a palavra Uber remete ao polêmico e gigante sistema de transporte urbano, presente em mais de 300 cidades em 58 países. O objetivo desse artigo não é discutir o Uber (quem quiser entender as implicações econômicas dele eu recomendo o artigo escrito por João Manoel Pinho de Mello e Vinicius Carrasco para a revista Exame) e sim avaliar os benefícios e os desafios da aplicação desse modelo na saúde. 

Imagina que o seu filho amanheça com febre e reclamando de dor no ouvido. Você então abre um aplicativo no seu celular que te conecta imediatamente com um pediatra. Esse médico irá conversar com você por vídeo enquanto acessa a história completa de saúde do seu filho. Levantada a história, a partir de pequenos equipamentos conectados ao seu celular (que em breve serão mais comuns e baratos do que um termômetro que você compra na farmácia), ele conseguirá então obter informações como a temperatura, a frequência cardíaca e respiratória do seu filho e inclusive olhar dentro do ouvido dele. A partir desses dados, o pediatra poderá solicitar dentro do mesmo aplicativo, caso o quadro seja grave, um transporte do seu filho para o hospital, enviar uma prescrição de medicamento ou apenas orientar sobre os sinais de alerta no caso de quadros mais leves. Tudo isso em 15 minutos, enquanto você prepara o café da manhã. Parece um sonho distante em um mundo onde qualquer visita ao pronto socorro, mesmo para quem usa a rede particular e possui bons planos de saúde não leva menos do que quatro horas, sem contar o trânsito. Mas é o futuro.

Ministério da Saúde lança versão digital do Cartão SUS

Medida irá aproximar usuário de sua identidade no SUS e disponibilizará ferramentas relacionadas à saúde da população como o cadastramento de contatos de emergência e alergias


O Cartão SUS – que é a identidade do cidadão no Sistema Único de Saúde (SUS) – está agora a apenas um clique do cidadão e dos serviços de saúde de todo o país. O aplicativo, chamado Cartão SUS Digital, disponibilizará ferramentas importantes como o controle da aferição de pressão e medição de glicemia, o que é essencial para quem tem diabetes e hipertensão. Ao preencher as informações, a ferramenta mostrará, com auxílio de gráficos, os últimos registros de pressão máxima e mínima, bem como a evolução das taxas de glicemia. O aplicativo já está disponível para smartphones com sistema Android e a previsão é de que em novembro ele já esteja disponível na Apple Store.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Ministério da Saúde amplia serviços de radioterapia em Curitiba

Nesta quinta-feira (2), o ministro da Saúde, Arthur Chioro, anunciou a construção, no Brasil, da primeira fábrica de aceleradores lineares da América Latina para expansão do tratamento do câncer no país

O município de Curitiba, no Paraná, deverá realizar ainda em julho a licitação para as obras de instalação de um novo acelerador linear no Hospital Erasto Gaertner. O equipamento de radioterapia, utilizado no tratamento do câncer, faz parte do plano de Expansão da Radioterapia no SUS. As obras consistem na construção de um bunker – local específico destinado a abrigar os aceleradores garantindo à segurança dos pacientes e profissionais – serão custeadas pelo Ministério da Saúde.

O plano de Expansão da Radioterapia no SUS, lançado pelo Ministério da Saúde em 2012, tem um investimento previsto de R$ 500 milhões para a compra de 80 aceleradores lineares utilizados para a ampliação de 36 serviços e construção de 44 novos serviços em 23 unidades federativas, alcançando 65 municípios. Além disso, prevê a realização de obras para acomodar os equipamentos, privilegiando as demandas regionais de assistência oncológica, com o objetivo de reduzir os vazios assistenciais.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Brasil terá primeira fábrica de equipamentos para radioterapia da América Latina

Fábrica é resultado de acordo de compensação tecnológica promovido pelo Ministério da Saúde para maior independência do mercado externo e expansão do tratamento de câncer no país

Um acordo assinado nesta quinta-feira (2) entre Ministério da Saúde e a empresa Varian Medical Systems garantirá ao Brasil a primeira fábrica para soluções de radioterapia da América Latina. A indústria, que será construída em Jundiaí (SP), será a terceira unidade da empresa no mundo a produzir aceleradores lineares, utilizados para a realização de radioterapia no tratamento do câncer. O acordo, que será assinado na 9ª edição da reunião do Grupo Executivo do Complexo Industrial da Saúde (GECIS), faz parte da compensação tecnológica prevista no Plano de Expansão da Radioterapia no SUS, lançado em 2012. A previsão é que a unidade inicie suas atividades em dezembro de 2018.

Confira a apresentação

A compensação será realizada por meio da prática do “Offset”, que alia a aquisição do produto à geração de benefícios industriais, tecnológicos ou comerciais. A iniciativa pioneira na área civil e liderada pelo Ministério da Saúde foi adotada por ser capaz de criar alternativas comerciais que possibilitem maior inserção internacional e também como forma de buscar o fortalecimento tecnológico e o desenvolvimento industrial. Além da fábrica para produção de aceleradores lineares, estão previstas outras ações de desenvolvimento e qualificação de fornecedores locais, desenvolvimento de softwares e a criação de um centro de treinamento e capacitação no Brasil.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Anvisa terá prazo de 90 dias para avaliar pesquisas clínicas no Brasil

Publicadas novas normas de pesquisa de medicamentos e dispositivos médicos

Via CRF-SP

A Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou na última terça-feira (3) novas normas para pesquisas clínicas, com a finalidade de agilizar o desenvolvimento necessário de novos medicamentos e produtos para a Saúde.

A nova norma define que nos casos em que a Agência não se manifestar no prazo de 90 dias, o estudo poderá ser iniciado, desde que aprovado pelas instâncias que avaliam os aspectos éticos da pesquisa, exceto os estudos de fase I e II, com medicamentos biológicos ou realizados apenas no Brasil, que terão uma meta de 180 dias para a avaliação da Agência. O início do estudo não poderá ser feito até avaliação da autarquia.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Complexo médico-industrial pagou bilhões para médicos e hospitais norte-americanos em 2013

via Reuters (tradução do blog do Mario)

Médicos e hospitais de ensino nos EEUU receberam US $ 3,5 bilhões vindos de empresas farmacêuticas e fabricantes de equipamentos médicos nos últimos cinco meses de 2013, de acordo com o mais extenso estudo já publicado sobre tais pagamentos.

Os pagamentos, divulgados pelos Centros de Serviços Medicare e Medicaid (CMS) na terça-feira, incluem consultoria e honorários por palestras, viagens, refeições, entretenimento e bolsas de pesquisa. Os nomes dos destinatários de cerca de 40 por cento dos pagamentos declarados pelas empresas não foram divulgados porque o CMS tinha preocupações sobre inconsistências de dados.

Aproximadamente  546.000 prestadores individuais, incluindo médicos, dentistas e fisioterapeutas  além de 1.360 hospitais de ensino receberam U$ 4,4 milhões de pagamentos “por fora” de empresas de saúde.