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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

A luta dos Sem Terra faz bem à Saúde

*Por Alexandre Padilha, no Saúde Popular

Já se vão 27 anos, quando ainda era estudante de medicina da Unicamp e fui levado por residentes de pediatria para conhecer um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na então cidade de Sumaré na região de Campinas.

Durante o ano, frequentávamos quase o assentamento quase todo o final de semana. Acompanhava o atendimento feito pelos residentes voluntários, coordenava oficinas de educação em saúde, aprendia muito sobre conhecimentos populares, organizávamos com o movimento um pequeno embrião de um setor saúde – algo que em 1998 foi incorporado como uma diretriz do movimento para todos os seus assentamentos e acampamentos.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Novas informações sobre o homicídio de sem terras no Paraná por pistoleiros e PM


Na tarde de quinta-feira (07 de abril), famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), organizadas no Acampamento Dom Tomas Balduíno, no município de Quedas do Iguaçu, região central do Paraná, foram vitimas de uma emboscada realizada pela Policia Militar do Estado e por seguranças contratados pela empresa Araupel. No ataque covarde da PM e seguranças da Araupel, foram assassinados os trabalhadores rurais Vilmar Bordim, 44 anos, casado, pai de três filhos e Leomar Bhorbak, de 25 anos, deixa esposa gravida de nove meses. Também foram feridos mais sete trabalhadores e dois foram detidos para depor e já foram liberados.O acampamento, cuja ocupação teve início em maio de 2015, possui aproximadamente 1,5 mil famílias O acampamento está localizado no imóvel Rio das Cobras que foi grilado pela empresa Araupel. A Justiça Federal declarou, em função da grilagem, que as terras são publicas e pertencem a União e devem ser destinados para a reforma agrária.

Não houve confronto algum segundo o relato das vítimas do ataque.

MST ou Polícia Militar: Quem Emboscou Quem no Paraná?

Na tarde desta quinta-feira (7), dois sem-terra morreram e seis ficaram feridos em confronto ocorrido no acampamento Dom Tomás Balduíno, em Quedas do Iguaçu, centro-sul paranaense.
Foto: Mídia NINJA

Mais não se sabe. No dia do jornalista, um aparente bloqueio de informações se abateu sobre o caso. As últimas notícias, extraídas de jornais locais, são das 21h e não trazem fatos novos para elucidar as circunstâncias reais da contenda.
Na ausência de relatos objetivos de testemunhas e imagens do ocorrido, uma rápida apuração de poltrona revela informações perturbadoras. Antes de expô-las, cabe uma passagem sobre os relatos de cada lado do episódio.
Acampamento Dom Tomás Balduíno, em Quedas do Iguaçu. Foto: Terra Sem Males

Nota da direção regional - MST sobre o conflito em Quedas do Iguaçu-PR


1. Mais uma vez explode o conflito em torno da Reforma Agrária no município de Quedas do Iguaçu, no momento em que conluiados os pistoleiros da Araupel e a PM do Paraná, atacaram frontalmente um grupo de sem terras, sem ao menos conversar, numa estrada da área grilada pela Araupel, com decisão judicial de nulidade dos títulos de propriedade;

2. Uma semana antes o atual secretário da casa civil e deputado federal, Valdir Rossoni, passou por Quedas do Iguaçu e comprometeu-se com a Araupel que reprimiria os sem terras até tirá-los da área grilada. Já há algumas semanas a PM faz bloqueio ostensivos, faz ameaças de todo o tipo aos trabalhadores assentados e acampados, humilhando e provocando nas abordagens realizadas nas estradas da região;

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Emboscada a acampamento do MST no Paraná deixa dois mortos e vários feridos

De acordo com a secretaria do Movimento, seguranças e jagunços da madeireira Araupel armaram uma emboscada, com participação da Polícia Militar.
Acampamento Dom Tomás Balduíno, em 2015 Foto: Joka Madruga


Por volta das 15h desta quinta-feira (7), uma emboscada contra o acampamento Dom Tomás Balduíno, em Quedas do Iguaçu, região centro do Paraná, deixou, pelo menos, dois mortos e cerca de 20 feridos, conforme informações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). De acordo com o Movimento, seguranças e jagunços da madeireira Araupel participaram da ação, junto com a Polícia Militar.

“Em torno de 15 pessoas desceram para fazer vistoria numa área ocupada e havia pessoas do Bope [Batalhão de Operações Policiais Especiais] e da Polícia Militar. Não sabemos de fato quantas pessoas estão mortas e quantas estão baleadas porque a polícia agora não nos deixa chegar perto”, afirma o dirigente do movimento na região, que preferiu não se identificar. No momento há confirmação de mais de 20 feridos. Caso confirmada a informação, isso pode caracterizar omissão de socorro.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

“Nunca tivemos tantos médicos no meio do povo com a chegada dos cubanos”, afirma médico do MST

Em entrevista, o Sem Terra formado em Cuba fala sobre a criação da Rede Nacional de Médicos Populares, atual ofensiva sobre o sistema público de saúde e a categoria médica conservadora.


marco_almeida.jpg



O Sem Terra Antônio Marcos de Almeida atribui sua formação em medicina a dois processos históricos sociais: um se refere ao princípio internacionalista e de solidariedade do povo cubano; outro à organização das famílias Sem Terra. Antes destes dois elementos, não lhe era “permitido a possibilidade de sonhar estudar medicina”, afirma.

Atualmente, Marcos de Almeida constrói junto a outros médicos a Rede Nacional de Médicos e Médicas Populares. Em entrevista à Página do MST, ele explica como surge e qual a intenção da rede, e avalia a atual ofensiva sobre o sistema público de saúde brasileiro, que corre o risco de ser alterado ou até mesmo extinto. 

Filho de assentados da Reforma Agrária no município de Vacaria, no Rio Grande do Sul, Marcos de Almeida iniciou sua trajetória no MST ainda quando criança, quando junto a seus pais e mais seis irmãos, se somaram à luta de outras centenas de famílias Sem Terra e se tornaram acampados no estado gaúcho em 1987. 

Dois anos depois, em 1989, foram assentados. Vinte anos mais tarde, Marcos de Almeida se formaria em medicina na Escola Latino Americana de Medicina (Elam), em Cuba. 

Após completar a graduação em 2009, o Sem Terra se especializou em medicina da família e comunidade no Ceará, e em 2011, voltou ao estado natal para trabalhar em áreas de assentamentos do MST. 

Atualmente, trabalha com comunidades rurais na coordenação de atenção primária de saúde no município de Palmeiras das Missões (RS).

sábado, 2 de maio de 2015

Neil Young lança álbum de protesto contra Monsanto

Desde 2014 o músico trava em um embate com a maior fabricante de agrotóxicos do mundo



Da Página do MST


Chega às lojas no dia 16 de junho, o novo disco do cantor canadense Neil Young. Às vésperas de completar 70 anos, Young, que desde os anos 60 se tornou um ativista político, lança o álbum “Monsanto Years”, um disco de músicas contra a gigante do agrotóxico.

O álbum é uma parceria entre o músico e o grupo Promise Of The Real, do qual fazem parte Lukas e Micah Nelson, filhos de Willie Nelson.

A luta entre Young e a empresa se arrasta por anos. Em 2014, o músico propôs um boicote aos cafés da rede Starbucks devido a relação entre a companhia e a Monsanto em um processo legal envolvendo o estatuto de utilização de ingredientes geneticamente modificados no estado norte-americano de Vermont.

Young não é o único artista internacional a se manifestar contra a Monsanto. Recentemente o ator Chuck Norris escreveu um artigo contra a empresa alertando a população e governo sobre os danos que o uso dos herbicidas, em especial o glifosato, o ingrediente ativo do herbicida Roundup, fabricado pela Monsanto e mais vendido no mundo, podem causar ​​à saúde global.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

João Pedro Stedile: A Medalha da Inconfidência e o Legado de Tiradentes


na página do MST 


Fui agraciado no último dia 21 de abril com a Medalha da Inconfidência, entregue pelo governador Fernando Pimentel, na Praça de Ouro Preto, em Minas Gerais, em nome do povo mineiro.

A distinção não foi uma homenagem pessoal. Considero que é um reconhecimento a todos os lutadores sociais dos movimentos populares mineiros e do Brasil, que lutam todos os dias pelos ideais de Tiradentes.

E mais que uma homenagem, renova o compromisso com aqueles ideais.

Tiradentes lutou contra a evasão de nossas riquezas saqueadas pela metrópole, lutou contra a escravidão, pela República e pela democracia.

Nada mais atual, depois de mais de duzentos anos.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Henri Burin des Roziers: A Justiça no Brasil é braço da elite

Defensor dos sem-terra no Pará por mais de uma década, frei Henri Burin des Roziers fala do País de hoje e dos anos setenta e oitenta

na Carta Capital


Em seu quarto no convento Saint-Jacques, em Paris, a 12 mil quilômetros de Rio Maria, pequena cidade do Pará onde defendeu na Justiça inúmeros camponeses sem-terra, o frade dominicano e advogado Henri Burin des Roziers, 85 anos, recebe CartaCapital para falar da sua experiência no Brasil, onde foi morar em 1978. Rio Maria, campeã de assassinatos por encomenda de líderes sindicais, é conhecida como “a terra da morte anunciada e, por isso, virou símbolo da luta camponesa no Pará.

advogado dos sem-terra pertence a uma tradicional família francesa. Estudou em Cambridge e fez doutorado na Sorbonne,  antes de se tornar alvo de matadores profissionais. Em 2005, recebeu o Prêmio Internacional dos Direitos Humanos, na França, onde, em 1994, fora condecorado com a Légion d’Honneur.

quarta-feira, 25 de março de 2015

OMS confirma relação direta do glifosato com câncer em humanos e animais


O herbicida também é responsável por alterações cromossômicas e de DNA

no Sítio do MST


A Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (AIPC), órgão ligado à Organização Mundial da Saúde publicou um relatório em que confirma que o agrotóxico Round Up (também conhecido como glifosato), produto fabricado pela multinacional Monsanto, é um agente potencialmente causador de câncer, mais precisamente o linfoma Non-Hodgkin.

Além disso, o relatório aponta o glifosato como potencial causador de alterações na estrutura do DNA e das estruturas cromossômicas.

Atualmente, o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, sua classificação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em termos de toxicidade humana é de nível IV, o que o coloca apenas como ligeiramente tóxico.

Esta classificação agora se choca diretamente com o relatório da AIPC, e levanta dúvidas sobre quais outros agrotóxicos estão classificados de forma equivocada e para baixo em termos de seu potencial de causar danos à saúde humana.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Ruralistas investigados por invasão de terras indígenas farão relatório da PEC 215

Os deputados são acusados pelo MPF de invadir terras indígenas e direcionar o parecer da Comissão no mandato anterior

Do Cimi (reproduzido no sítio do MST)


Na terça-feira desta semana, no Congresso Nacional, foi reinstalada a Comissão Especial que analisará a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215/2000, que, entre outros pontos, pretende transferir do Executivo para o Congresso Nacional a prerrogativa sobre demarcações de Terras Indígenas.

Sob protesto de sete indígenas – outros 80 foram impedidos de entrar no plenário - que seguraram faixa com os dizeres “Ruralista Lava Jato”, foi definida a presidência e relatoria da Comissão, designadas para Nilson Leitão (PSDB-MT) e Osmar Serraglio (PMDB-PR), respectivamente. Os deputados são acusados pelo Ministério Público Federal em Mato Grosso de invadir terras indígenas e direcionar o parecer da Comissão no mandato anterior. 

quinta-feira, 5 de março de 2015

Após ocupação na Suzano, outros 300 camponeses ocupam prédio da CTNBio

As ações são contra a liberação dos eucaliptos transgênicos, a ser votada nesta quinta na CTNBio, em Brasília.

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Cerca de 1.000 mulheres do MST ocuparam a empresa Suzano, em Itapetininga, em SP.

no sítio do MST



Cerca de 300 camponeses organizados pela Via Campesina ocupam, neste momento, a reunião da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Na pauta, a liberação de três novas variedades de plantas transgênicas no Brasil: o milho resistente ao 2,4-D e haloxifape além do eucalipto transgênico. A reunião foi interrompida e a votação passará para a primeira quinzena de abril.

Na manhã desta quinta, outras 1.000 mulheres do MST dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais ocuparam a empresa FuturaGene Brasil Tecnologia Ltda., da Suzano Papel e Celulose, no município de Itapetininga, em São Paulo.

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O local da ocupação em Itapetininga é onde está sendo desenvolvido os testes com o eucalipto transgênico, conhecido como H421. Na ocasião, as Sem Terra destruíram as mudas dos eucaliptos transgênicos.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Além do eucalipto transgênico, CTNBio pode aprovar agrotóxico do Agente Laranja

Sob um cenário já delicado e polêmico, a CTNBio pretende votar nesta quinta a liberação de três novas variedades de plantas transgênicas no Brasil.




Da Página do MST*


Há tempos que diversas organizações sociais denunciam o fato do Brasil, junto com os EUA, serem os dois países que mais utilizam agrotóxicos e sementes transgênicas no mundo. 

Apontam também que a soberania nacional agrícola está nas mãos de apenas seis empresas multinacionais, que se um dia resolverem não vender mais sementes, comprometerão todo o sistema agrícola nacional.

Sob um cenário já delicado e polêmico é que a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) pretende votar, na próxima quinta-feira (5), a liberação de três novas variedades de plantas transgênicas no Brasil: o milho resistente ao 2,4-D e haloxifape, e o eucalipto transgênico. 

Diante desta conjuntura, diversos movimentos sociais redigiram uma carta ao Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, José Aldo Rebelo Figueiredo, com cópia a Maria Lucia ZaidanZagli, presidente substituta da CTNBio, e aos demais membros da comissão, dizendo estarem indignados com uma possível decisão favorável a autorização.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

MST realiza curso de pós-graduação em saúde para a população do campo

A seleção do curso, em parceria com a Universidade de Pernambuco, acontece até o dia 25/02, e pretende formar 20 profissionais em 10 áreas de formação

no sítio do MST (dica da Carol Rocha)



O MST, em parceria à Universidade de Pernambuco (UPE) e a Escola Nacional Florestan Fernandes, estão selecionando profissionais da saúde para participarem do Programa de Residência Multiprofissional em saúde no campo.

A seleção acontece até o dia 25/02, e pretende formar 20 profissionais da saúde da família em 10 áreas de formação: nutrição, farmácia, educação física, enfermagem, odontologia, fisioterapia, veterinário, psicologia, serviço social, medicina veterinária e terapia ocupacional. Todas as áreas terão ênfase na saúde da população do campo.

domingo, 30 de novembro de 2014

Porque a senadora Kátia Abreu não pode ser ministra do governo Dilma

As faces de Kátia Abreu


Foto: Marcelo Cruz


Ocupação de mulheres sem-terra na propriedade da senadora denuncia a relação da ruralista com trabalho escravo, crime ambiental e grilagem de terras


Publicado originalmente no Brasil de Fato em 13/03/2013


Marcio Zonta,
enviado a Palmas (TO)


A ação das mulheres do Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na fazenda Aliança, em Tocantins, de propriedade da família da senadora Kátia Abreu (PSD-TO), denuncia a relação da ruralista com trabalho escravo, crime ambiental e grilagem de terras. A manifestação ocorreu no dia 7 de março.

Em nota divulgada sobre o acontecimento, Kátia Abreu chamou o MST de “movimento dos sem lei” e a Via Campesina, que representa um conglomerado de movimentos sociais do campo na América Latina, de “milícia”.

As ofensas destinadas aos quilombolas, indígenas, ribeirinhos e camponeses contrários a seu projeto no campo tem sido constante desde que a figura da também presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ganhou notoriedade na mídia.

Para pesquisadores de Tocantins este comportamento seria temor da ruralista pelas várias denúncias que envolvem seu nome em crimes ambientais e favorecimentos políticos no estado.

“Kátia Abreu tem medo da exposição do seu nome atrelado a desmatamentos e grilagem de terras, justamente porque está envolvida nessas questões e por isso vive atacando os movimentos sociais e comunidades tradicionais da Amazônia”, alega o professor da Universidade Federal de Tocantins, Eliseu Ribeiro Lima.

terça-feira, 3 de junho de 2014

“Esse ufanismo de que o Brasil é o celeiro do mundo é uma falácia”

Por Anna Beatriz Anjos
Da Revista Fórum via sítio do MST
 
Não é novidade que o Brasil é um dos maiores exportadores agrícolas do mundo. De acordo com o Ministério da Agricultura, somos o país que mais produz e exporta café, açúcar, etanol e suco de laranja no planeta.

Esse cenário gera a ideia de que nossa alimentação vai muito bem, obrigada. Mas isso não é o que pensa Sérgio Sauer, sociólogo e professor da Universidade de Brasília (UnB). Para ele, embora produzamos e comercializemos alimentos em larga escala, o problema não está resolvido. “Essa discussão entre produção de alimentos e insegurança alimentar não passa só pela produção em si, mas pelo que se produz, como se produz e para quem se produz. Pensar em produção de alimento, portanto, não de grãos, significa pensar na produção da diversidade”, afirma.

Sauer, que também é relator de Direito Humano à Terra, ao Território e à Alimentação da Plataforma Dhesca Brasil, explica que a lógica do agronegócio dificulta a manutenção dessa diversidade. “O mercado, como regulador, vai sempre pensar pelo lado do que dá mais dinheiro”, pontua. “Os proprietários [das terras] não estão preocupados em diminuir metade da fazenda e cultivar alguma outra coisa.”

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Ruralistas querem revogar conquista internacional das comunidades tradicionais


A Audiência pública foi requerida por Paulo Cezar Quartiero, Deputado Federal (DEM) ruralista denunciado pelo Ministério Público Federal por crimes cometidos contra indígenas em Roraima, principalmente durante o processo de desocupação da Reserva Indígena Raposa Serra do Sol, em 2008. Neste período Quartiero chegou a ser preso acusado de posse ilegal de artefato explosivo e formação de quadrilha. O deputado reponde ou já respondeu por pelo menos seis ações penais na Justiça Federal.

Foram convidados para a audiência pública Celso Luiz Nunes Amorim, Ministro de Estado da Defesa, Luiz Alberto Figueiredo Machado, ministro de Estado das Relações Exteriores, General Maynard Marques de Santa Rosa, Oficial da Reserva das Forças Armadas, Lorenzo Carrasco, e o antropólogo Edward Mantoanelli Luz.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Movimentos sociais conquistam curso de Direito na Federal do Paraná

Por Riquieli Capitani


Foi assinado na noite dessa terça-feira (29), no Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, o termo de cooperação entre a UFPR e o Instituto Nacional de Colonização do Paraná (Incra), para a criação da primeira turma de Direito para assentados da Reforma Agrária e remanescentes de quilombos.

No ato estavam presentes o reitor da UFPR, Zaki Akel Sobrinho, Ricardo Marcelo Fonseca, diretor do Setor de Ciências Jurídicas, Manoel Caetano Ferreira Filho, advogado e coordenador da turma, Roberto Baggio, integrante do MST, e o superintendente substituto do Incra no Paraná, Cyro Fernandes Júnior, além de integrantes de movimentos sociais, entidades e organizações.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Alguém sabe a quantidade de agrotóxico num simples pé de alface?


Por Cândido Grzybowski
Sociólogo, diretor do Ibase (no sítio do MST)


O anúncio sobre a alta da inflação em março veio com a informação de que os preços dos alimentos novamente pesaram mais. Quem vai ao mercado atrás de alimentos sabe disto muito bem. Na verdade, se a gente considerasse a inflação específica dos preços dos alimentos ela seria muito maior que o tal índice médio. 

Sem dúvida a inflação de alimentos é um pesadelo muito grande para todo mundo, mas especialmente para quem tem o salário mínimo como referência de sua renda doméstica. Um real a mais aqui, um e setenta centavos acolá, dois e trinta ali, e assim vai. Tudo isto vira uma conta que dá como resultado real a redução da quantidade e da qualidade de alimentos na sacola de compras.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Ruralistas tentam piorar ainda mais o Código Florestal


Do Greenpeace - reproduzido no sítio do MST


O ataque às florestas segue agora no campo da regulamentação do novo Código Florestal. Depois de desfigurar a legislação florestal em 2012, fragilizando o texto e diminuindo a proteção ambiental no Brasil, a bancada ruralista do Congresso segue determinada em seu propósito de afrouxar ainda mais as regras que eles mesmos ajudaram a criar.

A bola da vez é o Sistema de Cadastro Ambiental Rural – SICAR, laureado pelo governo e representantes do agronegócio como mecanismo importante na conservação das florestas existentes e na obrigação de reflorestar o que foi desmatado ilegalmente e uma das pré-condições para eliminar o passivo ambiental.