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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Indústria de alimentos ocupa espaços da universidade na Anvisa

Grandes empresas conseguem emplacar indicações para assentos que cabem a faculdades e institutos de pesquisa em grupos de trabalho da agência reguladora, que opta pelo silêncio



A indústria de alimentos tem ocupado assentos que caberiam a universidades e institutos de pesquisa em colegiados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Embora disponham de lugares próprios, as empresas têm tido sucesso na estratégia de contar com pesquisadores alinhados, conseguindo influenciar na definição da agenda e das normas da agência reguladora. Graças a isso, o setor econômico chega a ter maioria em alguns espaços, em especial nos grupos de trabalho que fornecem subsídios à formulação de políticas públicas. E nós com isso? Os temas debatidos pela Anvisa têm incidência direta na saúde da população.

Essa relação vem de longa data, mas há sinais de que tem se fortalecido com o passar dos anos. O principal representante da indústria nos assentos da comunidade acadêmica é o International Life Sciences Institute (ILSI), criado em 1978 pela Coca-Cola. “O ILSI Internacional e o ILSI Brasil acreditam que o fórum científico é um fórum neutro e é o único fórum que pode dar respostas seguras para uma população que necessita de uma contribuição científica”, defendeu o diretor-presidente do ILSI, Ary Bucione, na entrevista que nos concedeu. A organização aberta nos Estados Unidos hoje conta com 17 regionais espalhadas pelo mundo, sempre buscando a interface entre ciência, indústria e governo. No Brasil, são quase 40 empresas patrocinadoras, entre elas Coca-Cola, Nestlé, Danone, Ajinomoto, Basf, Cargill, Pepsico, Unilever e Kellogg’s.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Máfia dos remédios em festa: AHA* baixa os números que definem hipertensão

Com a nova definição, 45,6% dos adultos dos EUA serão considerados hipertensos. Isto significa aproximadamente 103 milhões de adultos.

Haja remédio para todo mundo!!!

imagem roubartilhada do Facebook do Paulo Poli

*AHA = American Hearth Association - Associação Americana de Cardiologia

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O “alarmante” uso de agrotóxicos no Brasil atinge 70% dos alimentos

Mais da metade das substâncias usadas aqui é proibida em países da UE e nos EUA


Imagine tomar um galão de cinco litros de veneno a cada ano. É o que os brasileiros consomem de agrotóxico anualmente, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). "Os dados sobre o consumo dessas substâncias no Brasil são alarmantes", disse Karen Friedrich, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Desde 2008, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de consumo de agrotóxicos. Enquanto nos últimos dez anos o mercado mundial desse setor cresceu 93%, no Brasil, esse crescimento foi de 190%, de acordo com dados divulgados pela Anvisa. Segundo o Dossiê Abrasco - um alerta sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde, publicado nesta terça-feira no Rio de Janeiro, 70% dos alimentos in natura consumidos no país estão contaminados por agrotóxicos. Desses, segundo a Anvisa, 28% contêm substâncias não autorizadas. "Isso sem contar os alimentos processados, que são feitos a partir de grãos geneticamente modificados e cheios dessas substâncias químicas", diz Friederich. De acordo com ela, mais da metade dos agrotóxicos usados no Brasil hoje são banidos em países da União Europeia e nos Estados Unidos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre os países em desenvolvimento, os agrotóxicos causam, anualmente, 70.000 intoxicações agudas e crônicas.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Plano de saúde não pode negar exame pedido por médico, diz STJ


São abusivas as cláusulas contratuais que restringem exames, diagnósticos e internações pedidos por médicos que não sejam conveniados ao plano de saúde do paciente, pois resultam em discriminação. Assim entendeu, por unanimidade, a 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça.

A controvérsia surgiu depois que um médico procurou o Ministério Público de Mato Grosso alegando que seu paciente, apesar de ter tumor cerebral e necessitar de ressonância nuclear magnética e exames hormonais, estava tendo dificuldade em conseguir as autorizações do plano de saúde para fazer os procedimentos.

O inquérito do MP verificou que outros usuários passaram pelas mesmas dificuldades. Em muitos casos, segundo os testemunhos, os pacientes precisavam pagar o exame ou procurar outro médico somente para prescrever a solicitação.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Curitiba, início da Primavera, ano 2016, século XXI. Século XXI??? Assim é, se lhe parece...

Baile das Debutantes do Graciosa teve toques de super produção


Momento da valsa das 33 meninas que debutaram no Graciosa Country Club, no último sábado (17). Foto: Naideron Jr.
Baile de Debutantes é coisa séria, que movimenta muita gente meses antes de acontecer. O baile do Graciosa Country Club, no último sábado (17), foi o 73º da história do clube e teve como anfitriões o presidente Glaucio Bley Filho, a primeira-dama Karina Guedes Bley e a diretora social Eliana Fadel Farracha de Castro. 

Os preparativos começaram há três meses, com uma intensa agenda, que tevebook fotográfico das 33 jovens, editorial de moda e exposição de fotos. 

A direção do Graciosa inovou e há quatro anos incluiu toques fashion na programação e na festa, com desfiles inspirados no mundo da moda, editoriais para a revista do clube. 

Antes da grande noite, as jovens participaram de um spa day, visita cultural ao Castelo do Batel, com um chá da tarde que teve como anfitriã Vera Lupion. 

Na semana que antecedeu a festa, houve a abertura uma exposição de fotos no Shopping Pátio Batel, onde também aconteceu, na joalheria Bergerson, o Open Book – lançamento do livro com as fotos oficiais das jovens debutantes. 

Foram realizados ainda ensaios fotográficos nas dependências do clube, além de boatinha e jantar, tudo para manter em alta a expectativa delas para a grande noite. 

Todas as debutantes desfilaram por uma passarela montada no salão da Sede Social, com direito à decoração que aliava muitas flores, iluminação cênica e tecnologia, assinada pela decoradora Ilse Lambach. A entrada das jovens foi um dos pontos altos da noite. Um grande painel de Led instalado no palco estampava a foto de cada debutante ao ser anunciada. O painel se abria e elas partiam do palco para percorrer o salão sobre a passarela. 

Concluído o desfile, três valsas foram dedicadas a elas: uma com os pais, outra com avós e padrinhos e, por fim, com os pares. As mães foram convidadas então para um brinde, ao centro da pista, que marcou o início do baile. As flores eram da tradicional Flor de Liz e a fantástica mesa de doces de Viviane Malucelli. Festa pra ninguém botar defeito.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Ativistas da área de saúde defendem governo de acusação de farmacêuticas


O GTPI (Grupo de Trabalho em Propriedade Intelectual) divulgou nesta quarta (17) uma nota de repúdio ao anúncio publicado pelo Sindusfarma (sindicato que representa as principais indústrias farmacêuticas do país) que acusa o Ministério da Saúde de descumprir as regras sanitárias nacionais e de "incentivar a pirataria".

A polêmica gira em torno da compra de um medicamento para tratamento da Aids de um laboratório indiano, sem que o produto tenha aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

terça-feira, 12 de julho de 2016

Idec e Abrasco irão à Justiça contra proposta de “planos populares”de ministro de Temer: “Copo d’água e aspirina”



O primeiro passo foi logo após a posse do ministro interino da Saúde, o engenheiro Ricardo Barros, que, em 2014, teve parte de sua campanha a deputado federal (PP-PR), financiada por dono de operadora de plano.

De cara, ele já avisou que não vai controlar a qualidade dos planos privados de saúde.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Saúde pública: multinacionais do setor de bebidas se voltam para os mercados emergentes


Relatório do Center for Science in The Public Interest (CSPI) aponta que tem caído a venda de refrigerantes e semelhantes na Europa e Estados Unidos: nos EUA, o consumo per capita de bebidas carbonatadas e/ou adoçadas com açúcar teria diminuído 25% entre 1998 e 2014.

O relatório aponta que a indústria de bebidas açucaradas está buscando compensar essas perdas por meio de agressivas estratégias nos países de baixa e/ou média renda, como Brasil, Índia e México: os braços das multinacionais na América Latina, Ásia, Oriente Médio e nos países africanos têm estratégias projetadas para aumentar o consumo até 2018, com alvo específico nas crianças e adolescentes. Somente a Coca-Cola Company pretende investir mais de USD 30 bilhões nos mercados emergentes entre os anos em 2012 e 2017, segundo o relatório.

domingo, 14 de junho de 2015

“Campanha do colesterol é o maior escândalo médico”, afirma investigador dinamarquês

Da ACTIVA reproduzido no GGN

Entrevista a Uffe Ranskov, investigador dinamarquês e fundador da Liga Internacional dos Céticos do Colesterol que defende que o colesterol alto não é causa mas apenas um sintoma das doenças cardiovasculares.


Como começou o seu interesse no colesterol?

Quando a campanha anti-colesterol começou na Suécia, em 1989, fiquei surpreendido porque nunca tinha visto indicações na literatura médica que mostrassem que o colesterol elevado ou as gorduras saturadas fossem prejudiciais. Como sabia pouco do assunto comecei a ler de forma sistemática e rapidamente percebi que o rei ia nu.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

O médico super sincero

O cirurgião Atul Gawande revela como milhões de americanos são submetidos a exames, cirurgias e tratamentos que não trazem nenhum benefício. Alguma semelhança com o Brasil?

Cristiane Segatto na Época


Sou fã de carteirinha da categoria dos médicos escritores. Aqueles que não só têm a coragem de apontar as distorções da medicina e do mercado da saúde como ainda demonstram o talento dos grandes contadores de história. No Brasil, eles são raros. Drauzio Varella é o mais produtivo, mas o país carece de muitos outros. Quando teremos uma safra variada como a americana?

Só a revista The New Yorker conta com dois autores de primeira: o cirurgião Atul Gawande e o clínico geral Jerome Groopman. O oncologista Siddhartha Mukherjee ganhou o Prêmio Pulitzer com o monumental O imperador de todos os males – uma biografia do câncer. O cirurgião Martin Makary comprou briga ao desvendar aquilo que os hospitais não contam.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Diferença de preços entre remédios chega a 977% em São Paulo, diz Procon

no UOL

O preço de medicamentos em São Paulo chega a variar até 976,7% em diferentes farmácias, seugndo uma pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP em 15 drogarias.
Entre os medicamentos genéricos, a maior diferença encontrada foi de 976,7% no Paracetamol, 200 mg/ml, gotas 15 ml. 
O custo variou entre R$ 0,90 e R$ 9,69. O preço médio do medicamento é de R$ 3,83. 
Entre os medicamentos de referência, a maior variação foi de 296% na Amoxicilina, 500 mg, 21 cápsulas, da Glaxosmithkline. 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Bonés, camisetas, iPhones, tênis da Nike, cirurgias cardíacas...

na coluna do Ancelmo Gois

Turismo médico

O banco de negócios Schnneider & Cia acredita que o país pode atrair pacientes estrangeiros interessados em se tratarem aqui, depois da aprovação da lei que permite capital estrangeiro em hospitais brasileiros.

Algo parecido ocorre com a Índia, que tem bons médicos, muitos dos quais formados nos EUA.

Veja só...

Uma cirurgia cardíaca, que custa, nos EUA, US$ 106 mil, na Índia pode ficar por US$ 1.600.

terça-feira, 24 de março de 2015

Planos de saúde são os líderes de reclamações no Idec

Líderes de reclamações do consumidor são regulados por órgãos federais

na EBC


Os planos de saúde são os líderes de reclamações entre os associados do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), segundo balanço dos atendimentos de 2014 em todo o país. O segundo maior número de reclamações foi para o segmento de serviços financeiros e, em terceiro lugar, ficou o setor de telecomunicações. O balanço é baseado em um total de 11.161 demandas.

O Idec destaca que os três setores que lideram a pesquisa são regulados por órgãos federais: Agência Nacional de Saúde (ANS), Banco Central e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), respectivamente planos de saúde, bancos e telecomunicações. A coordenadora executiva do instituto, Elici Bueno, acredita que a atuação das agências reguladoras não tem sido eficiente para coibir os abusos contra o consumidor, mas acredita que existem soluções.

sábado, 21 de março de 2015

Leite materno vira commodity nos EEUU, com as mães apanhadas em debate (em inglês)


Gretty Amaya with her children. She has made more than $2,000 over the last five months pumping her breast milk and selling what is left after feeding her baby daughter.CreditRyan Stone for The New York Times

no New York Times (dica do Carlos Morel @cmmorel)


CITY OF INDUSTRY, Calif. — When Gretty Amaya took an unpaid maternity leave five months ago, she started what she calls a part-time job to help pay the bills. Ms. Amaya, who lives in Miami, has made more than $2,000 so far by pumping breast milk and selling what is left over after feeding her baby daughter.

Frozen milk from Ms. Amaya — and from hundreds of other women throughout the country — is flown here to what resembles a pharmaceutical factory. Inside, it is concentrated into a high-protein product fed to extremely premature babies in neonatal intensive care units, at a cost of thousands of dollars a baby.

Breast milk, that most ancient and fundamental of nourishments, is becoming an industrial commodity, and one of the newest frontiers of the biotechnology industry — even as concerns abound over this fast-growing business. The company that owns the factory, Prolacta Bioscience, has received $46 million in investments from life science venture capitalists.

“This is white plasma,” said Scott A. Elster, the company’s chief executive. He was comparing milk to blood plasma, which has long been collected from donors and made into valuable medical products like immune globulin, which helps fight infections, and clotting factors for hemophiliacs.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Epidemia de ultrassons

O excessivo número de exames para câncer de tireoide não tem salvado mais pacientes da doença

por Drauzio Varella na Carta Capital (dica do César Titton)


Deve existir alguma síndrome tireideo-vaginal que desconheço. Minha ignorância é a única explicação para justificar por que as mulheres saem da revisão ginecológica com pedidos de ultrassom da tireoide.Em 1947, um estudo mostrou a discrepância entre o grande número de casos de câncer de tireoide encontrados nas autópsias e a raridade das mortes pela doença. Os autores estimaram que ao menos um terço dos adultos apresenta pequenos carcinomas papilares de tireoide que jamais causarão complicações.

O New England Journal of Medicine, que publicou esse estudo, agora analisa o exemplo da Coreia do Sul. O país assegura acesso à saúde para seus 50 milhões de habitantes, desde os anos 1980. O sistema é tecnologicamente intensivo: é o segundo do mundo em leitos de UTI por milhão de habitantes, o quinto em aparelhos de tomografia e o quarto em ressonâncias magnéticas.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A farra bilionária das estatinas e o “jornalismo” subserviente à indústria farmacêutica

por Cynara Menezes na Carta Capital

vejaestatinas
(Capa da revista Veja em 16 de junho de 2004)
Eu estava trabalhando na revista Veja (os piores oito meses de minha carreira; leiaaqui) quando saiu uma capa louvando as estatinas, pílulas usadas para controlar o colesterol “ruim” que, afirmava a revista, eram “a grande surpresa da medicina”, “a aspirina do século 21″, “um dos medicamentos que mudaram a história”. A reportagem, de cinco páginas, parecia um anúncio pago pelos fabricantes do medicamento, comparado por Veja à descoberta da penicilina. As estatinas seriam eficazes para tratar angina, Alzheimer, osteoporose, câncer, esclerose múltipla e diabetes (íntegra aqui). Só faltou bicho-do-pé. “Um belíssimo negócio para a indústria farmacêutica”, vibrava a semanal da editora Abril.
De lá para cá, as estatinas se transformaram na maior fonte de lucro da indústria farmacêutica. Uma delas, o Lípitor (atorvastatina, da Pfizer), se tornou o medicamento campeão de vendas no mundo e, com o providencial pontapé da “revista mais vendida”, o número dos que usam estatinas no Brasil pulou de 400 mil para 8 milhões de pessoas. Mas o que pouca gente sabe é que, após 10 anos, o que foi apresentado ao leitor incauto da revista como panacéia agora é questionado por pesquisadores, médicos e cientistas como prejudicial à saúde e, no mínimo, inútil. E o mais bizarro: hoje o uso contínuo de estatinas está associado a alguns dos males que supostamente curaria, como perda de memória, doenças cardíacas, diabetes, fraqueza muscular e câncer.
Dois anos atrás, a própria Veja reconheceu, em uma reportagem minúscula escondida no site da revista: “Acaba a lua-de-mel com as estatinas” (leia aqui). No texto, a publicação admitia que efeitos colaterais graves têm sido associados ao uso do remédio outrora “revolucionário”, até mesmo a capacidade de provocar o infarto em vez de preveni-lo –justamente a maior qualidade levantada pela propaganda, ops, reportagem anterior. Novos estudos com voluntários, advertia o artigo, comprovam que “usuários frequentes das estatinas tiveram um aumento muito maior na calcificação de placas em suas artérias coronárias. Isso poderia levar a riscos maiores de infartos nesses pacientes”.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Chucky ataca no Brasil


NÃO É BRINCADEIRA

Os brinquedos foram os produtos mais reprovados pelo Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de SP) a partir de denúncias feitas à ouvidoria do órgão em 2014. Em 88% dos casos de vistoria após reclamações de consumidores, os itens questionados foram considerados impróprios por falta de segurança ou risco à saúde. Do total de 6.073 atendimentos da ouvidoria no ano passado, 34% resultaram em reprovação.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Programa Bolsa Família: famílias atendidas aumentam gastos com alimentos e material escolar

via Fundação Perseu Abramo

Segundo estudo publicado na última edição da revista da Cepal, de Marcela Nogueira Ferrario, que avalia os efeitos do Programa Bolsa Família (PBF) no Brasil, os gastos das famílias beneficiárias mostram, a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), um aumento do consumo dos ditos “bens prioritários”, tais como alimentos e artigos escolares.
 
A autora compara dados sobre escolaridade, renda e consumo das famílias beneficiárias em relação a outras famílias com renda per capita a R$ 358 mensais, limite escolhido pelo fato de que 40% das famílias brasileiras auferem rendimentos inferiores ou iguais a este valor mensal, e mostra a maior vulnerabilidade das famílias beneficiárias em relação ao conjunto. 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Ministério da Saúde defende maior restrição à publicidade de cerveja

Em entrevista em Genebra, Arthur Chioro afirma que vai apoiar propostas de prevenção em relação ao consumo, principalmente em relação a crianças e adolescentes

no Estadão

As vésperas de uma Copa do Mundo que exigiu mudar as leis nacionais para permitir o consumo de álcool nos estádios e uma ampla publicidade, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou nesta segunda-feira, 19, que é favorável a uma maior regulamentação das propagandas de cerveja e que vai apoiar propostas de prevenção em relação ao consumo.

O Brasil proíbe o consumo de bebidas nos estádios, mas, como um dos patrocinadores da Fifa é uma marca de cerveja, o governo foi obrigado a rever a lei durante o torneio. A marca estrangeira é uma das maiores financiadoras da Fifa e tem como garantia da entidade que apenas seus produtos serão vendidos nos 64 jogos da Copa.

sábado, 26 de abril de 2014

O Globo e o Alcoolismo entre os jovens: jogando para a platéia


Li agora pela manhã no twitter do jornal O Globo:

"Pais se alarmam com consumo de bebidas alcoólicas em festas do ensino médio. glo.bo/1inFPBF "

Fiquei animado!
Quando uma organização do porte da Globo (e seus tentáculos) se envolve em uma questão como esta, pode ser sinal que a coisa está mudando.

Humildemente tenho uma sugestão que pode ajudar a turma das Organizações Globo nesta cruzada:

Que tal suspender a propaganda maciça de bebidas alcoólicas em todos os horários da programação?

Tipo assim... deixar de aceitar patrocínio de fabricantes legalizados de drogas (álcool é droga neurotrópica legalizada) em eventos de massa como esportes, carnaval e outros?

Pode ser que ajude né?