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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Greve na saúde de Curitiba: Nota do sindicato restabelece a verdade e contesta mentiras da prefeitura


O SIMEPAR vem por meio desta nota deixar registrado que a greve na Fundação Estatal de Atenção Especializada (FEAES), iniciada no dia 27/07/2017, tem cunho legal e em momento algum tem a intenção de prejudicar a população.

É importante deixar claro que, diferente do que a Prefeitura de Curitiba tem lançado na mídia, os médicos presentes na assembleia, antes de iniciar a greve, assumiram o compromisso de manter 60% do atendimento eletivo nas unidades, porém com atendimento de 100% dos casos de urgência e emergência. A Justiça do Trabalho reconheceu em audiência que a greve é legítima nesses termos.

Algumas informações importantes devem ser esclarecidas:

sexta-feira, 14 de julho de 2017

5 anos após Reforma Trabalhista na Espanha, 34% dos trabalhadores ganham menos de um salário mínimo

Salários despencaram e patrões embolsam o lucro, diz estudo



Com informações da RTVE - http://www.rtve.es/noticias/20170430/gestha-denuncia-47-trabajadores-cobra-menos-1000-euros/1534620.shtml

Os últimos dados, que são de 2015, mostram que 47% dos trabalhadores espanhóis ganha menos de mil euros por mês, essa é a proporção mais alta desde que começou a crise. Exatamente: mesmo no auge da crise não haviam tantos trabalhadores ganhando tão pouco.

O maior alerta é que 34,4% dos trabalhadores ganha menos de um salário mínimo. A proporção dos trabalhadores em condição de pobreza extrema vem aumentando desde a reforma trabalhista, ocorrida em 2012.

Melhora na economia não refletiu melhores salários

Segundo o Gestha, órgão governamental espanhol, a atividade econômica, alta do PIB e benefícios a empresários não se refletiu em melhores salários. Os empresários embolsam o lucro.

O número de diretores de corporações ganhando salários acima de 300 mil euros ao ano subiu para 136.502 pessoas. Essas 136.502 pessoas ganham mais que os 5,7 milhões de trabalhadores com salários mais baixos juntos.

A reforma trabalhista, que fez a Inglaterra ver miséria e salários baixos pela primeira vez em sua história nos tempos de Thatcher, agora faz a Espanha ver a desigualdade social disparar.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Do trabalho, do seu preço e de seus valores

por Ângelo Cavalcante* (recebi por whatsapp)

Negocia, pretinho da favela; copeira do bairro popular; serviçal da brenha! Negocia! Te quero ver negociando! Antes, toma banho, põe os dentes e passa a camisa. Quero muito te ver diante daquele engravatado engomado e rebuscado te citando leis, normas e, por fim, te dizendo um rotundo "não"! Você, tímido como é, vai babar de admiração diante do dialeto dos burocratas. Não, não se desespere... Toma teu santo, faz tua oração e vai na justiça do trabalho e que, por sinal, eles querem pôr fim!

Negocia, negocia tu que tanto ignorou o sindicato; que nunca foi numa assembléia, que se irritava com tanta paralisação e que no despautério corriqueiro, chegou a denunciar sindicalistas e associados de terem "vida mansa".

Vai lá... Negocia! Encara advogados, administradores e psicólogos da empresa, aquele pessoal especializado do RH; a mesma gente simpática, matreira e paciente que tem o condão de fazer você crer que, de fato, o grande errado não eram eles e que a bem da verdade, é você quem os deve.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Médicos vão trabalhar duas horas por dias em postos de Campo Mourão

Carga horária foi reduzida pela metade, mas salários não foram alterados.Prefeitura diz que medida foi tomada para evitar demissões de profissionais.

no G1 PR


A Câmara de Vereadores de Campo Mourão, no centro-oeste do Paraná, autorizou a redução de carga horária de médicos do município, mas sem a redução de salários. Os profissionais da saúde vão trabalhar duas horas por dia, mas receberão salários por quatro horas de trabalho diárias

A população não gostou nada da ideia. “Eles [médicos] tinham que ficar mais, como é que vão atender toda a população”, argumenta o pedreiro Dionísio Alves Filho. “Duas horas é muito pouco para atender todas as pessoas que procuram o posto de saúde”, constata a aposentada Maria Elma Lima.

sábado, 25 de julho de 2015

Prefeito aumenta o próprio salário para atrair médicos

Município de S. Pedro do Iguaçu não conseguia contratar profissionais de saúde por causa da remuneração “baixa”. Como nenhum servidor pode ganhar menos que o prefeito, a saída foi o reajuste

na Gazeta do Povo


A lei determina que nenhum servidor público municipal receba remuneração maior do que a do prefeito. Mas isso se tornou um problema para a prefeitura de São Pedro do Iguaçu, no Oeste do Paraná, na hora de contratar alguns profissionais por meio de concurso público, principalmente médicos. É que o salário baixo não atraiu interessados. Para elevar o valor do salário dos médicos municipais, a prefeitura se viu obrigada a aumentar a remuneração do prefeito Natal Nunes Maciel (PMDB), que passou de R$ 7,2 mil para R$ 10,5 mil.

Com o aumento do salário do prefeito foi possível modificar o edital do concurso e elevar a remuneração dos médicos, que saltou de R$ 5.241,00 para R$ 9.280,97 para uma jornada de 20 horas semanais. Também há vagas para médicos para atuar 10 horas semanais, pelo salário de R$ 6.131,10. A remuneração de engenheiro, que era de R$ 1.582, foi elevada para R$ 3.600, para 20 horas semanais.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

ALEP rejeita votação de 8,17% e aprova 3,45% de reposição salarial


via Tadeu Veneri


O Plenário da Assembleia Legislativa rejeitou, por 27 votos contra 20, o recurso da bancada de oposição e enterrou a proposta de recomposição salarial de 8,17% para o funcionalismo público estadual. Por vinte e nove votos a dezenove, a Assembleia Legislativa acabou aprovando a reposição de 3,45% em outubro para os servidores públicos estaduais. A proposta do governo deixa para 2016 o zeramento das perdas. 

Além da recomposição imediata de 8,17%, a ser paga na folha de junho retroativo a maio, a oposição propôs o reajuste sobre gratificações e outras vantagens e a aplicação do aumento para os trabalhadores da Paraná Educação e das Apaes.. O texto governista exclui pagamento sobre gratificações e não prevê reajuste aos funcionários da Paraná Educação e Apaes.

Da tribuna, a oposição ressaltou que o reajuste é um direito constitucional dos trabalhadores e que o governo possui disponibilidade orçamentária e financeira para aplicar a recomposição. O líder da bancada de oposição, deputado estadual Tadeu Veneri (PT), destacou a luta dos trabalhadores de todas as áreas do serviço público estadual. 

“Não foi fácil chegar até aqui. Se dependesse de uma parte da Assembleia, o projeto da previdência teria sido aprovado da forma original como o governo mandou, esvaziando o caixa do fundo. Foi votado da forma como está hoje porque os servidores resistiram. Desde o dia 29, vivemos uma das piores fases da história do Paraná. Todos vocês, sem exceção, são vencedores. Nós fomos derrotados no projeto dos 8,17%. Mas não seremos derrotados na resistência histórica dos trabalhadores. Se dependesse do governo, tinha acabado no dia 12 de fevereiro. Se dependesse de algumas pessoas do governo, o reajuste seria zero. E só não é assim porque os trabalhadores resistiram”, afirmou. 
 
Clique para ver folha 1 da votação do recurso da emenda
Clique para ver folha 2

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Manifestação dos servidores da saúde do Paraná contra o calote do Bebeto


via SindSaúde

Somos cobrados todos os dias a cumprir com os nossos compromissos, nossas obrigações, inclusive a pagar nossas contas. Mas e o governo? Porque é que a gestão pode sair por aí atrasando o direito dos servidores?

NÃO! Não pode! E pra mostrar que não vamos engolir nem ficar calados diante de calotes como o da hora extra, do auxílio alimentação, do adicional por tempo de serviço e do terço de férias, dia 10 de fevereiro a brava gente da saúde está convocada a fazer uma manifestação em frente ao seu local de trabalho.

Para os servidores de Curitiba e Região Metropolitana, o local de protesto será a Secretaria da Saúde, a partir das 9h da manhã.

Preparativos- Vá desde já planejando com seus colegas atividades que possam ser realizadas neste dia. Use a criatividade, agilize a compra de cartolinas e 'canetões' para que o pessoal possa botar pra fora a indignação que está sentindo. Panelas, apitos e tambores. Tudo está valendo!

Preparativos II - Faixas serão distribuídas na assembleia para que o pessoal possa fazer uma grande mobilização no dia 10. Mais um motivo pra você comparecer à assembleia do dia 7 de fevereiro, em Guarapuava.

Ligue para o sindicato e caia na luta: 41-3322-0921.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Delícias da privataria: Médicos do Hospital Regional do Litoral (Paraná) prometem greve em plena temporada*

Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, onde os funcionários estão prestes a entrar em greve


Pagamento dos salários e dos plantões está atrasado desde novembro do ano passado

na Gazeta do Povo

Os médicos que atuam no Hospital Regional do Litoral (HRL), em Paranaguá, ameaçam paralisar as atividades a partir do próximo dia 10 devido a atraso no pagamento dos salários e dos plantões desde novembro do ano passado. O responsável pela dívida é o governo estadual, que deveria ter repassado o valor para a empresa Unicuore Medicina Preventina, que administra os serviços de saúde no litoral do Paraná e a contratação dos médicos.
Os profissionais também reclamam das condições de trabalho no HRL e pedem reajuste no piso dos plantões de 12 horas e um canal de comunicação direto com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa). Cerca de 300 mil pessoas são atendidas por mês no hospital.
A Sesa informa que os débitos serão quitados em duas parcelas durante as próximas duas semanas. Mas garante que a questão das melhorias deve ser discutida somente com a empresa.
Representantes da Unicuore não foram localizados até as 17 horas desta sexta-feira (30) para comentar o caso. O Sindicato dos Médicos do Estado do Paraná (Simepar) não havia respondido à reportagem até as 17h10.
*título original da matéria modificado pelo Blog do Mario

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Pagamento por Performance: Uma Tendência Crescente nos Contratos de Trabalho em Saúde

André Medici no Monitor de Saúde



Introdução


No dia 12 de Setembro de 2014 participei de um seminário em Belo Horizonte, organizado pela Federação Nacional das Cooperativas Médicas (FENCOM) (1) sobre Modelos Assistenciais e Formas de Remuneração Médica no Brasil e no mundo. O Seminário foi uma iniciativa do Dr. Eudes Magalhães, Diretor-Presidente da FENCOM, e contou, além de minha participação, com Enrique Leonardo Guerra, professor da Faculdade de Medicina da PUC de Belo Horizonte, Leonardo Martins Vieira, médico de família atuando na Região de Tampa (Flórida), Estados Unidos e Patrícia Arruda Alves, assistente médica pela Bunker Hill Community College, em Boston (MA), Estados Unidos (2).

A discussão buscou debater duas questões: Quais os problemas e as soluções para o modelo assistencial no Brasil e no mundo? Quais critérios definem a remuneração médica? O debate foi tão interessante que me estimulou a postar este texto sobre o tema de pagamento por performance. 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Aécio [hipócrita] deixou Minas com salário básico de médico em R$ 1.050. Palavra do CFM

hipo
Fernando Brito, no Tijolaço (dica do José de Abreu)

Eu me recuso a acreditar que Aécio Neves deixou os médicos mineiros com o pior salário do Brasil, muito menos do que ganham os “escravos cubanos” do Mais Médicos, aos quais ele pretende dar fim.
Isso não é verdade, é obra, claro, de blogs sujos como este aqui.
Por isso, fui buscar uma informação responsável, garantida, de quem entende do assunto e que , como ele, também chama de escravos os cubanos que recebem R$ 3.000,00, mais casa, comida e um valor depositado em seu país de origem.
tabela
O Conselho Federal de Medicina.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Orientações sobre a lei 11.350/06 -- piso salarial dos ACSs e dos ACEs


 
Conforme definido na reunião do CONARES, realizada no último dia 25, durante II Congresso do COSEMS/MA, o CONASEMS divulga nota que orienta a aplicação da Lei 12.994/14, que altera a Lei 11.350/06, instituindo o piso salarial dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias.


O assunto voltará a ser discutido na próxima quinta-feira (31), na Comissão Intergestores Tripartite (CIT), quando um nota tripartite será divulgada.

Para mais informações, favor entrar em contato com a assessora jurídica do CONASEMS,  Fernanda, através do telefone (61) 3223.0155 ou fernanda@conasems.org.br.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Oposição [na maior cara de pau] insistirá com reajuste anual a agente comunitário de saúde

Após veto de Dilma, líder do PSDB promete apresentar projeto com aumento salarial baseado em PIB e inflação

no Congresso em Foco


A oposição prometeu nesta sexta-feira (20) insistir no aumento salarial automático e anual dos agentes comunitários de saúde e de combate a endemias, como a dengue. Há dois dias, a presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que cria um piso de R$ 1.014 por mês para a categoria em todo o país, mas vetou mecanismos de reajuste.

O texto da Câmara aprovado na Câmara determinava que, a partir de 2015, o piso seria reajustado pela variação do (INPC) mais a variação do PIB de dois anos antes, o mesmo critério usado hoje para o salário mínimo. No Senado, os senadores trocaram o mecanismo para um decreto do Executivo. Mas Dilma vetou essa possibilidade alegando afronta à Constituição.

Novo piso salarial para agentes comunitários de saúde é aprovado

Agência Câmara Notícias via Portal O Bonde


Foi aprovado, na última quarta-feira, o novo piso salarial para agentes comunitários de saúde. O valor em vigor a partir de agora é de R$ 1.014. A presidente Dilma sancionou a medida, mas vetou alguns dispositivos, como aqueles que tratavam do reajuste do valor, da organização das carreiras e de incentivo da União para fortalecimento das áreas de atuação desses profissionais. 

O novo piso foi aprovado em maio pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. O projeto original é de autoria do ex-senador Rodolpho Tourinho (BA). 

A lei decorrente da sanção garante o valor mínimo de R$ 1.014 a todos os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, vinculados à União, aos estados e aos municípios, que cumpram jornada de 40 horas semanais. 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Bebeto Bronzeado(*) e seu nariz muito comprido: Richa é vaiado ao culpar governo federal pela falta de recursos na educação; assista

Professores e funcionários iniciam ano letivo com protesto contra governo do PR
Início do ano letivo de 2014 começa muito tenso nas escolas da rede pública do Paraná; governador Beto Richa foi vaiado hoje, em Pato Branco, região Sudoeste, durante abertura da Semana Pedagógica; apupo ocorre quando uma escola exibiu vídeo em que o tucano fala das "conquistas" do magistério em seu governo; educadores ficaram revoltados quando o tucano disse que não tem como cumprir a Lei do Piso porque a Lei de Responsabilidade Fiscal, ou seja, não vai honrar os R$ 100 milhões em dívida nem implantar os 33% de hora-atividade; Richa culpou o governo federal pela falta de repasse de verbas à educação.
Início do ano letivo de 2014 começa muito tenso nas escolas da rede pública do Paraná; governador Beto Richa foi vaiado hoje, em Pato Branco, região Sudoeste, durante abertura da Semana Pedagógica; apupo ocorre quando uma escola exibiu vídeo em que o tucano fala das “conquistas” do magistério em seu governo; educadores ficaram revoltados quando o tucano disse que não tem como cumprir a Lei do Piso porque a Lei de Responsabilidade Fiscal, ou seja, não vai honrar os R$ 100 milhões em dívida nem implantar os 33% de hora-atividade; Richa culpou o governo federal pela falta de repasse de verbas à educação.

no Blog do Esmael

O governador Beto Richa (PSDB) começou esta segunda-feira (3) com o pé esquerdo. Ele foi vaiado na maioria das 2,1 mil escolas da rede pública do Paraná quando foi exibido um vídeo com seu pronunciamento aos cerca de 80 mil professores e 20 mil funcionários que participam da Semana Pedagógica, que vai de hoje até sexta-feira (7). A atividade precede ao início do ano letivo na semana que vem para de 2,2 milhões de alunos matriculados.
No pronunciamento distribuído às escolas, Richa avisa que não vai cumprir a Lei do Piso, ao mesmo tempo em que exaltou as “conquistas” do magistério e melhorias que teria realizado nas estradas rurais para facilitar o transporte escolar. O governador culpou o governo Dilma Rousseff pela falta de repasses de verbas à educação.
Na volta às aulas no estado estão previstos protestos de professores que e funcionários das escolas que reivindicam o cumprimento da Lei do Piso pelo governador e seu vice, Flávio Arns (PSDB), secretário da Educação. O vídeo de hoje caiu como gasolina em labaredas, que já estavam altas.
Assista ao pronunciamento de Richa na Semana Pedagógica:

Os tucanos devem valores retroativos aos educadores e descumprem 1/3 da implantação da jornada de trabalho dedicada à preparação das aulas e estudos, chamada de hora-atividade.
A APP-Sindicato, entidade que representa os educadores paranaenses, calcula que o governo Richa lhe aplica calote de cerca de R$ 100 milhões, além de descumprir acordo sobre a hora-atividade.
Cansados de levar calote, professores e funcionários decidiram iniciar o ano letivo implantando na marra os 33% de hora-atividade dentro das 2,1 mil escolas da rede pública estadual. Os profissionais do magistério adiantam que farão valer na prática a Lei do Piso nos dias 11, 19, 27 de fevereiro e 07 de março.
Para se ter ideia tensão nas escolas, o blog acompanhou pelas redes sociais a abertura da Semana Pedagógica em Pato Branco, região Sudoeste. Lá, Richa foi vaiado pelos educadores quando apareceu no vídeo falando das “conquistas” do magistério em seu governo. Professores ficaram revoltados quando o tucano disse que não tem como cumprir a Lei do Piso porque a Lei de Responsabilidade Fiscal o impede. O apupo demorou cerca de 10 minutos.

(*) Bebeto Bronzeado é o boneco de ventríloquo que ocupa (mas não exerce) o cargo de governador do Paraná.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Medicina é o curso mais vantajoso para futuros profissionais, diz Ipea


O salário médio dos médicos é o mais alto: R$ 8,4 mil; seguido pelo dos empregados no setor militar e de segurança, R$ 7,6 mil

no Portal Terra


Medicina é o curso superior que oferece mais vantagens profissionais, atualmente, segundo o estudo Radar: Perspectivas Profissionais - Níveis Técnico e Superior, divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com o levantamento, baseado em informações de 2009 a 2012 do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), uma avaliação que considera salário, jornada de trabalho, facilidade de se conseguir um emprego e cobertura previdenciária faz que a carreira médica tenha as condições consideradas as mais interessantes a um futuro profissional.
Atualmente, o curso é um dos mais cobiçados nos vestibulares, momento em que os jovens têm de decidir suas profissões. "A carreira de medicina foi a vencedora disparada, com um índice 30% maior do que a segunda colocada, odontologia. Medicina já era a líder do ranking na década passada", informou o estudo, coordenado pelo presidente do Ipea e atual ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, Marcelo Neri.
O salário médio dos médicos ao longo da carreira, segundo o Ipea, é o mais alto: R$ 8,4 mil; seguido pelo dos empregados no setor militar e de segurança, R$ 7,6 mil; e dos profissionais em serviços de transporte (engenheiros de trânsito, especialistas em logística, pilotos de aviação, administradores de portos e aeroportos, por exemplo), R$ 6 mil.
Não só a remuneração, no entanto, coloca a medicina em primeiro lugar no ranking de profissões do instituto. A facilidade de encontrar um emprego, expresso pela taxa de ocupação de 97% dos médicos formados, também a maior entre as carreiras e a cobertura previdenciária, de 93,3%, são fatores determinantes.
Em relação à jornada de trabalho, os médicos não estão entre os cinco que trabalham mais horas por semana. Os profissionais que passam mais horas semanais dedicadas ao emprego, são os engenheiros mecânicos e especialistas em metalurgia, 42,8 horas. Outras carreiras que também têm jornadas mais extensas são as nos setores farmacêutico - 42,6 horas - e de engenharia, produção e processamento, 42,5 horas.

Médicos reclamam das condições de trabalho

Os médicos e os estudantes de medicina, no entanto, dizem que a situação da carreira não é bem essa que pinta o estudo do Ipea - o que tem sido, inclusive, questão de protestos nas últimas semanas. Eles reclamam das condições de trabalho, dos salários baixos, especialmente nos primeiros anos de profissão, e das jornadas de trabalho excessivas.

"Infelizmente, na prática, não funciona assim. As cargas horárias são muito pesadas. Não é raro um médico recém-formado ter de trabalhar 60 horas semanais para ganhar mais ou menos R$ 2 mil. É um pouco frustrante estudar muito durante seis anos para ganhar isso", explicou a formanda em medicina, Simone de Almeida.
Além da extensa jornada de trabalho, segundo ela, muitos colegas ainda têm de manter um segundo emprego, geralmente em forma de plantões, para complementar o salário, especialmente os que fazem a residência fora da cidade de origem e em hospitais públicos, em que recebem uma bolsa de estudos em média no valor de R$ 2,6 mil, incluindo auxílio-moradia.
O lado positivo, em contraponto, é a certeza de que haverá emprego garantido, devido à demanda por mão de obra médica. Antes mesmo de se formar, a futura doutora já recebeu propostas de emprego. "O problema, de fato, não é conseguir um emprego, mas ter as condições para trabalhar. Há lugares inseguros, em que a questão não é a infraestrutura ou a falta de material, mas a falta de segurança. No hospital onde trabalho, tem gente que entra com chute querendo bater no médico porque a fila está enorme. Isso não é culpa do médico, é da gestão na Saúde. As condições de trabalho muitas vezes não compensam", disse Simone Almeida.


Piores colocadas

Em contraponto à medicina, primeira colocada no ranking do Ipea, as profissões de nível superior ligadas a religião, ética e filosofia e educação física e esportes são as que oferecem as piores condições no mercado de trabalho, segundo os critérios avaliados. Por um lado, essas três carreiras têm baixa jornada de trabalho, entre 37 horas e 39 horas semanais, o que é um ponto positivo. Por outro, oferecem, em média, baixos salários que variam de R$ 2,1 mil a R$ 2,7 mil, além de baixa cobertura previdenciária e taxa de ocupação média de 89% dos profissionais formados têm emprego).

Presidente do Ipea diz que é favorável à contratação de médicos estrangeiros

na Agência Brasil


Brasília - O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e atual ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, Marcelo Neri, disse, hoje (3), que é favorável à vinda de médicos estrangeiros ao Brasil por causa da escassez dos profissionais no país. O Ipea divulgou nesta quarta-feira um estudo informando que medicina é a carreira que tem o melhor desempenho trabalhista no Brasil, com base em quatro critérios: salários, jornada de trabalho, cobertura previdenciária e facilidade de se conseguir emprego.

De acordo com o estudo, o salário médio dos médicos é o mais alto do mercado de trabalho (R$ 8,4 mil). Outro dado que torna o curso atraente para o estudante é a facilidade de emprego. Segundo técnicos do Ipea, os dados levantados com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, entre 2009 e 2012, mostram que a medicina é a carreira em que mais facilmente se é empregado : pelo menos 97% dos formandos encontram trabalho, diz o estudo.

"Das carreiras analisadas, medicina é a que tem mais escassez de mão de obra. Quando esses dados são analisados geograficamente, percebe-se que, em alguns lugares, a presença de médicos é um quinto em relação à de outros lugares", explicou Neri, ainda que a medicina não tenha sido o alvo do estudo divulgado hoje, que avaliou a situação de diversas profissões. Sobre a situação dos médicos, Neri ressaltou que os dados não são novos e já haviam sido demonstrados pela última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), em 2010.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, no Brasil, há 1,8 médico para cada mil habitantes. Na Argentina, a proporção é 3,2 médicos para mil habitantes e, em países como Espanha e Portugal, essa relação é quatro médicos.

O governo tem justificado a vinda de médicos do exterior com o argumento de que há escassez de profissionais na área de saúde. O Conselho Federal de Medicina (CFM), no entanto, diz que há médicos em número suficiente para atender à demanda brasileira e pede plano de carreira federal para atrair os profissionais às áreas carentes do Brasil.

De acordo com Marcelo Neri, os dados que colocam a medicina como a carreira com mais vantagens trabalhistas - altos salários, cobertura previdenciária e fácil empregabilidade, que compensam a extensa jornada de trabalho -, mostram que o mercado vem reconhecendo a importância da profissão, por meio da valorização da carreira, expressa pelas melhores condições oferecidas. Situações em que são verificados baixos salários, segundo ele, são exemplos de situações escondidas por médias.

Medicina lidera 'performance trabalhista', aponta Ipea

A carreira de odontologia aparece em segundo lugar na lista divulgada pelo Ipea; no fim da lista ficaram as carreiras de filosofia e ética, outros serviços pessoais (beleza e domésticos) e religião


AYR ALISKI - Agência Estado


A medicina ocupa o primeiro lugar em um ranking de "performance trabalhista" que lista 48 carreiras de nível superior. Para chegar a essa conclusão, entram na conta os critérios de melhores salários, jornada de trabalho, taxa de ocupação e cobertura de previdência. A conclusão é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que divulgou nesta quarta-feira, 3, edição especial do boletim "Radar", tratando desta vez do tema "Perspectivas profissionais - nível técnico e superior". 

O segundo lugar na "performance trabalhista" ficou com a carreira de odontologia. A terceira posição ficou com a engenharia civil. No fim da lista ficaram as carreiras de filosofia e ética, outros serviços pessoais (beleza e domésticos) e religião. 

O estudo mostra também as carreiras que mais geraram empregos entre 2009 e 2012, além de rankings semelhantes referentes a ocupações de nível técnico. O Ipea é uma fundação pública vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. 

No estudo, o Ipea se propôs a mostrar quais os ganhos trabalhistas derivados de diferentes carreiras universitárias, quanto ganham esses profissionais, quantos conseguem trabalho, quantas horas trabalham e quantos conseguem proteção trabalhista. "A questão central aqui é determinar os ganhos trabalhistas de diferentes carreiras universitárias", cita o primeiro capítulo do estudo. 

"É fundamental saber como o mercado valoriza diferentes profissões, tanto na escolha privada de carreira como na decisão pública de conceder financiamento - no Programa de Financiamento Estudantil (Fies), no Programa Universidade para Todos (Prouni), ou, ainda, na abertura de faculdades. Mesmo ao gestor de políticas, o retorno privado é o componente mais fundamental do retorno social", cita o Ipea no documento. De acordo com o estudo, a edição atual poderá subsidiar as decisões profissionais dos jovens.

IPEA: Ranking traz ocupações com os maiores salários


Pesquisa lançada nesta quarta-feira, 03, em Brasília, traça tendências do mercado de trabalho


A Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação, Regulação e Infraestrutura (Diset) do Ipea realizou um mapeamento sobre as ocupações de nível técnico e superior que mais geraram empregos e tiveram os maiores ganhos salariais entre os anos de 2009 e 2012 em todo o país.

Produzido pelos técnicos de Planejamento e Pesquisa do Ipea Aguinaldo Nogueira Maciente e Paulo A. Meyer M. Nascimento, e pelo bolsista Lucas Rocha Soares de Assis, o trabalho se apoiou nos dados mensais fornecidos pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). As profissões consideradas na pesquisa foram extraídas das famílias ocupacionais da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO).

No período analisado, foi gerado, no Brasil, um total de 402.490 postos de trabalho para técnicos de nível médio. As oito carreiras que mais geraram vagas foram responsáveis, em conjunto, por três em cada quatro contratações de técnicos, entre 2009 e 2012.



A área da ciência da saúde humana – técnicos e auxiliares de enfermagem, técnicos em próteses ou em imobilizações ortopédicas, técnicos em odontologia, técnicos em óptica e em optometria e tecnólogos e técnicos em terapias complementares e estéticas – foi a que mais viu expandir as oportunidades de emprego. A cada 100 novos empregos para técnicos de nível médio, entre 24 e 25 foram preenchidos por essa categoria.

Já para formações de nível superior, foram gerados, no período, um total de 304.317 postos de trabalho. Desses, 16,3% empregaram analistas de tecnologia da informação, profissão que registrou a maior expansão em termos de geração líquida de empregos. A segunda ocupação de nível superior que mais teve postos de trabalho criados foi a de enfermeiros(as) e afins: 9 a cada 100 contratações foi para esse tipo de profissional.



Ganhos salariais
A pesquisa aponta que entre as ocupações com maiores ganhos salariais ao longo do período, predominam aquelas típicas do setor público, além de médicos, algumas especializações de engenharia e arquitetura, pesquisadores em engenharia e em ciências da agricultura e algumas especializações de professores do ensino superior.

Para o nível técnico, as ocupações que registraram maiores ganhos de remuneração foram os técnicos em operação de câmara fotográfica, de cinema e de televisão (com aumento real de 51,1% nos salários), os técnicos de inspeção, fiscalização e coordenação administrativa (aumento de 41,6%) e os técnicos em laboratório (29,3%).




Os estudos apresentados estão na edição especial do boletim Radar - Tecnologia, Produção e Comércio Exterior

terça-feira, 26 de março de 2013

CE: Aguarda-se a divulgação da agenda de shows da Ivete nos demais hospitais


Enfermeiros prometem paralisação total se não houver acordo com a Secretaria de Saúde do Estado


nO Povo Online


Enfermeiros e técnicos de enfermagem começaram as manifestações contra a proposta da Secretaria de Saúde do Estado pelo reajuste salarial.


Neste sábado, 23, o Hospital do Coração de Messejana começou o dia de trabalho com apenas 30% do número total de enfermeiros e técnicos de enfermagem. O ato é uma manifestação após Assembleia Extraordinária da Cooperativa com a Secretaria de Saúde do Estado, onde não houve acordo entre as partes. A Assembleia não acatou a proposta de assinar um contrato de dois ou três meses com permanência atual do valor salarial.



O POVO Online entrou em contato com uma fonte, que não quis se identificar, e ela revelou que os manifestantes querem reajuste salarial e estão há dois meses sem receber.

A emergência do Hospital do Coração de Messejana só está atendendo casos de extrema urgência e com risco de morte.
Na manhã de terça-feira, 26, uma nova reunião será realizada com a Secretaria de Saúde do Estado, se não houver acordo, os manifestantes prometem paralisação total.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Interiorização de médicos: uma questão monetária?


Médicos cobram do governo reestruturação da carreira no serviço público

Representantes defendem que déficit de profissionais na rede não se deve à ausência de médicos, mas sim aos baixos salários e falta e condições de trabalho, sobretudo nas pequenas localidades

na Rede Brasil Atual

São Paulo – Para melhorar o atendimento médico nos hospitais públicos brasileiros, e distribuir os profissionais pela imensa geografia do país, o governo precisa seguir uma receita simples: estabelecer um plano de carreira para a categoria, pagar salários adequados e brindá-los condições de trabalho. Eis a prescrição de Geraldo Ferreira Filho, presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam). Ao oferecer um ambiente atrativo no setor público, conclui, a realização de concursos seria a porta de entrada para os profissionais – que viriam, garante.
"Falta médico no serviço público, mas não falta médico no Brasil", explica Ferreira Filho. "O Estado não consegue atrair profissionais para suas redes porque o salário está defasado." O presidente da Fenam afirma que, no país, há uma relação de 1,9 médicos por mil habitantes. O número é menor do que o observado em alguns países desenvolvidos, como o Japão, com cerca de 3,5 médicos por mil habitantes, e mesmo em Cuba, com 6. No entanto, está acima do mínimo de um médico por mil habitantes recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). "O problema é que os médicos vão exercitar suas funções onde for mais atrativo", diagnostica. "O que faz o profissional afastar-se das zonas mais periféricas e distantes nem é tanto o salário, mas principalmente a falta de condições de trabalho."
Mas, obviamente, a remuneração pesa. E Ferreira Filho classifica como "absurdo" o pagamento que médicos em começo de carreira recebem na rede pública de estados como Rio de Janeiro, por exemplo. "Tem profissional que ganha R$ 1,2 mil por 20 horas semanais", ilustra. "É uma situação completamente esdrúxula." Na avaliação do presidente da Fenam, os baixos salários têm feito inclusive que muitos médicos aprovados e convocados pelos poucos concursos públicos realizados pelo governo federal desistam da vaga. "Aí o governo lança mão de terceirizações", explica. "Como não consegue atrair profissionais, colocam empresas para gerir as unidades públicas, e essas empresas pagam valores superiores, entre R$ 5 mil e R$ 6 mil."
Daí começa outro problema, na visão do presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Rio de Janeiro, Jorge Darze. "Há uma política que desprestigia a administração e gestão pública e privilegia a mão de obra terceirizada, que sequer passa por concurso público", contextualiza. "A gestão privada das unidades públicas já mostrou problemas sérios de desvio de dinheiro e improbidade administrativa. Essa não é a solução para o caos em que se encontra a saúde no país."
Darze cita um estudo da categoria que detectou um déficit de 1,5 mil médicos nos hospitais federais do Rio de Janeiro, que prestam serviços de alta complexidade à população, como transplantes e tratamentos de câncer. Se somadas às necessidades da rede municipal e estadual, diz o presidente do sindicato, o desnível chega a quase 6 mil profissionais. "Aqui, os últimos concursos públicos ocorreram em 1986 e 1988, mas nem todos os médicos aprovados foram chamados", anota. "O que o governo federal vem fazendo é a chamada contratação temporária, que acabou ficando definitiva, pois há gente trabalhando há mais tempo do que o limite de dois anos estabelecido pela lei."
Procurado pela RBA, o Ministério da Saúde não destacou nenhum funcionário para atender aos questionamentos da reportagem, mas, em nota, afirmou que o déficit oficial de médicos na rede federal fluminense é de 683 profissionais – pouco mais de um terço do que aponta o sindicato. O governo também disse que, desde 2011, "1,2 mil médicos foram nomeados e assumiram postos nos hospitais federais do Rio de Janeiro e também nos institutos nacionais após a realização de dois concursos públicos." Atualmente, continua, pouco mais de 3,5 mil profissionais atuam na rede federal instalada no estado.
O Ministério da Saúde aproveitou ainda para divulgar alguns programas que visam aumentar a presença de médicos em pequenas localidades e nas unidades de atenção básica. De acordo com Geraldo Ferreira Filho, presidente da Fenam, cerca de 70% da demanda por atendimento de saúde no Brasil está na atenção básica. "É o antigo clínico geral", resgata. "Há uma necessidade grande de profissionais nesta área e hoje possivelmente é o maior mercado que existe."
Ferreira Filho cita que algumas equipes do Programa Saúde da Família operam sem médico responsável em cidades como Natal, no Rio Grande do Norte, precisamente devido à falta dos clínicos. No entanto, na falta de um plano de carreira para os médicos da rede pública, o presidente da Fenam observa que os médicos recém-formados têm buscado cada vez mais as especilidades. "Assim pode exercer uma medicina mais de ponta, que permite ganhos maiores."
Para o representante da categoria não falta médico no Brasil, mas uma carreira para os médicos. Ainda mais porque, aponta, o país é um dos que mais possui faculdades de medicina em todo o mundo. "São 197, ficando atrás apenas para a Índia", compara Ferreira Filho. "Por isso, em pouco tempo, vamos superar e muito a meta do governo, que deseja alcançar a cifra de 2,5 profissionais por mil habitantes, e teremos em alguns centros urbanos uma concentração de até 10 médicos por mil habitantes. Apenas injetar mais médicos no mercado não vai melhorar a situação."



Comentário: Definitivamente NÃO SÃO OS SALÁRIOS isoladamente os responsáveis. Aqui no Paraná tem prefeituras pagando R$ 12.000,00/mês para médicos da ESF e, mesmo assim tem dificuldades em contratar. Recém-formados optam por sub-trabalhos em cliniquetas e planinhos de saúde nas grandes cidades, com vínculo trabalhista precário, deslocamento estressante no trânsito, cumprindo carga horária excessiva. Tem que considerar a glamourização do " médico especialista", e o fascínio da cidade grande.