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terça-feira, 20 de outubro de 2020

A nova panaceia do governo Bolsonaro

do Outra Saúde (via e-mail)

A NOVA PROPAGANDA

"Nós temos agora um medicamento comprovado cientificamente que é capaz de reduzir a carga viral. Com essa redução da carga viral, significa que reduz o contágio. A pessoa que toma o medicamento assim que faz o teste diagnóstico e descobre que está com covid, toma o medicamento nos primeiros dias, essa pessoa contamina menos outras pessoas. E mais, diminui a probabilidade de essa pessoa aumentar os sintomas, ir para o hospital e falecer". Quem proferiu palavras tão animadoras foi o ministro da Ciência, Marcos Pontes. O remédio em questão é a nitazoxanida, vermífugo vendido no Brasil com o nome comercial Annita – que tem sido exaltado por Pontes há meses como possibilidade no tratamento da covid-19. E o anúncio foi feito em uma cerimônia promovida pelo governo federal para, supostamente, apresentar ao público os resultados do estudo clínico do Laboratório Nacional de Biociências (vinculado ao ministério) com a droga.

O maior problema é que, dos resultados, mal conhecemos a sombra. Segundo a pasta, o estudo durou quatro meses e envolveu cerca de 1,5 mil voluntários com sintomas iniciais de covid-19; um grupo tomou a nitazoxanida, e outro tomou placebo. Mas não se sabe como foi nem o que significou essa redução da carga viral, nem como foi medida a redução do contágio, nem qual foi a diminuição nas chances de internação. No Instituto Questão de Ciência, o microbiólogo Alison Chaves critica duramente o protocolo do estudo – segundo o qual, aliás, houve cerca de 400 voluntários, e não 1,5 mil como anuncia o governo. De acordo com ele, o foco era apenas observar a redução da duração de febre, tosse e fadiga em oito dias. "Como sabemos que a maior parte das pessoas infectadas irá desenvolver uma forma leve a moderada da doença, é esperado que esse mal-estar esteja presente por algum tempo, sem que ocorra nenhum agravamento. Isso invalida completamente o raciocínio de que essa é uma intervenção precoce para proteger um paciente de uma eventual complicação", escreve o especialista.

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Diretrizes para tratamento da COVID-19

Diretrizes para o Tratamento Farmacológico da COVID-19. Consenso da Associação de Medicina Intensiva Brasileira, da Sociedade Brasileira de Infectologia e da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia




Leia as diretrizes completas AQUI


quarta-feira, 8 de abril de 2020

O que fingimos saber sobre o coronavírus pode nos matar

por Luiza Bodenmüller @lubodenmuller em thread no Twitter
O fenômeno de politização do debate sobre a pandemia traz à tona alguns pontos de debate e reflexão. O @cwarzel fala um pouco deles no artigo publicado pelo @nytimes e eu elenco alguns insights abaixo. 

Today’s propaganda is tomorrow’s truth, and vice versa.



A pandemia desperta uma urgência por informação em uma velocidade superior à de produção de conhecimento sobre a doença. Isso gera um vácuo de informação: não sabemos muita coisa ainda. E diante do "não saber", é necessário transparência.

Esse vácuo cria um ambiente fértil p/ a desinformação. É nas lacunas q ainda não foram preenchidas q surgem parte das teorias conspiratórias e curas milagrosas. A cloroquina é o caso atual: as evidências ainda não são suficientes p comprovar a eficácia. Podem vir a ser? Talvez.

quarta-feira, 18 de março de 2020

Estado e Ciência


Por Leandro Fortes no FB


A pandemia do coronavírus tem servido para mostrar, de forma devastadora, a inutilidade absoluta das religiões, ao mesmo tempo que reforça a única crença possível, em meio ao desespero social: um Estado forte e solidário, única força capaz de garantir a sobrevivência da humanidade.

A proibição de realização de cultos religiosos não é somente uma atitude sanitária correta e providencial. É o reconhecimento de que não há salvação em ritos, milagres e orações. Somente a ciência é capaz de nos dar as armas e as ferramentas para seguir adiante - a mesma ciência que, no Brasil, passou a ser atacada por um governo de dementes controlado, em grande parte, por fanáticos religiosos e mercenários da fé (e da ignorância) alheia.

Os defensores das teses de Estado mínimo e os aventureiros das reformas que, hoje, levam o Brasil ao fundo do poço social, se deram conta, apavorados, que estavam cavando a própria cova.

Bastou o cagaço de uma epidemia para a classe média brasileira - reacionária, iletrada e, principalmente, apavorada - choramingar atrás do Sistema Único de Saúde. O mesmo SUS que, desde o golpe de 2016, o lobby dos planos de saúde tenta desmontar e destruir, impiedosamente.

Diante do desastre sanitário que se anuncia, as discussões sobre reformas e privatizações se tornaram inócuas, anacrônicas e ridículas.

O Brasil precisa se voltar, outra vez, para o fortalecimento de políticas públicas de assistência social e distribuição de renda.

Precisa revogar a emenda constitucional 95, aprovada no governo golpista e criminoso de Michel Temer, que congelou investimentos públicos por 20 anos.

E precisa se livrar, antes que seja tarde, de Bolsonaro e sua trupe de mentecaptos.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Tentativa de desqualificar a Fiocruz é algo 'assustador, sombrio e medieval'


Uma pesquisa da fundação apontou que quase 10% dos brasileiros admitem já ter feito uso de drogas ilícitas, mas o ministro Osmar Terra disse que o estudo tem viés ideológico, porque acredita numa epidemia de drogas no país. 

André Trigueiro ressalta, no entanto, que ele não apresenta dados para justificar a declaração, enquanto a instituição é reconhecida internacionalmente na área da ciência, tecnologia, inovação e saúde.


domingo, 18 de fevereiro de 2018

Fiocruz divulga nota pública contra censura de pesquisadores

(...) Vemos com muita preocupação a tentativa de censura e de intimidação ao trabalhador da Fiocruz. A comunicação em saúde é um direito da população e um dever do Estado, por meio de suas instituições públicas de saúde




"O Conselho Deliberativo da Fiocruz, reunido entre os dias 1° e 2 de fevereiro de 2018, vem a público se manifestar contra a censura e intimidação de pesquisadores e pelo direito de se produzir ciência para a defesa da vida.

Em apresentação técnica realizada por Fernando Carneiro, pesquisador da Fiocruz Ceará, durante audiência pública para debater os agrotóxicos e seus efeitos sobre a saúde e o ambiente, convocada pelo Ministério Público em Fortaleza, foram apresentados dados do Relatório Nacional de Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos.

Essa publicação é de responsabilidade do Departamento de Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (DSAST) da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde. Os dados mostravam que o Ceará era o terceiro maior comercializador de agrotóxicos do Brasil (em quilogramas por área plantada), tendo como referência o ano de 2013.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Jorge Solla: GLOBO PLANTA CORTE DE GASTOS E EXPLORA AS CONSEQUÊNCIAS


Esse vídeo vale ver até o fim. A Rede Globo prestou um gigante desserviço ao país. Defendeu em seu noticiário o Teto dos Gastos como uma medida imprescindível para o país sair da crise. Aconteceu o oposto, a PEC afunda o Brasil numa crise ainda maior e a Globo faz de conta que não tem nada a ver com isso. É muita cara de pau.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Universidades estaduais não são um "peso". São instrumentos de desenvolvimento


As universidades públicas estaduais são pontos de equilíbrio social nas diferentes regiões do Estado. 97% da produção científica do país vêm das universidades públicas, federais ou estaduais. O governo do Estado considera as universidades como um “peso” e não como o que são, instrumentos de desenvolvimento intelectual, cultural e econômico do Estado. As afirmações foram feitas durante audiência pública promovida pelas Comissões de Cultura, Ciência e Tecnologia e Direitos Humanos na manhã desta terça-feira, 11, no plenarinho da Assembleia Legislativa, para debater o futuro das universidades públicas estaduais. Convidado, o governo do Estado não mandou representantes.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Indústria farmacêutica: o preço da ineficiência

Brasil gasta cada vez mais com medicamentos caros e pouco inovadores. Causa: o sistema obsoleto das patentes, que garante monopólio a megaempresas globais
Por Grazielle David e Walter Britto no Outras Palavras
No período de 2008 a 2015, os gastos reais do Ministério da Saúde aumentaram em 36,6%; já os destinados a medicamentos elevaram-se em 74%, mais do que o dobro, passando de R$ 8,5 bilhões para R$ 14,8 bilhões para o mesmo período. Os valores alocados em medicamentos aumentaram, inclusive em 2015, quando o Orçamento da Saúde decresceu em termos reais.
Em 2015, apenas três programas eram responsáveis por 76,8% de todo o gasto com medicamentos: CEAF (Componente Especializado de Assistência Farmacêutica), Imunobiológicos e Farmácia Popular. Foram também eles que apresentaram maior taxa de crescimento entre 2008 e 2015. Em 2008, o quadro era diferente: CEAF, CBAF (Componente Básico de Assistência Farmacêutica) e DST/Aids representavam boa parte do gasto. Essa mudança demonstra uma alteração nas prioridades do governo para a política de medicamentos ao reduzir os gastos com os medicamentos distribuídos gratuitamente na atenção básica e ampliar os subsídios às farmácias privadas participantes do Programa Farmácia Popular. Também chama a atenção e requer mais investigações a redução da despesa com os medicamentos para DST/Aids, uma vez que o Brasil vive um aumento importante dos casos: a população vivendo com a doença no país passou de 700 mil em 2010 para 830 mil em 2015, com 15 mil mortes por ano.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Associação Brasileira Rede Unida denuncia prisão dos professores, pesquisadores e funcionários das universidades no RS

Nota Pública


A Associação Brasileira Rede Unida vem denunciar a realização de uma operação da Polícia Federal desencadeada na manhã de hoje, dia 09 de dezembro de 2016, em que foram presos temporariamente e alvo de condução coercitiva alguns professores universitários, pesquisadores e servidores vinculados a instituições de ensino de Porto Alegre.

Alguns dos envolvidos são pesquisadores de renome nacional e internacional, que têm uma expressiva contribuição acadêmica e uma longa trajetória de defesa do Sistema Único de Saúde, inclusive com uma histórica contribuição com a Rede Unida e outras entidades da Saúde Coletiva. Também, são pessoas que têm se posicionado fortemente contra o governo golpista que se instalou no nosso país, bem como às medidas de exceção que se naturalizaram, e da qual agora também eles são alvo.

Os que foram presos temporariamente, o foram sem a existência de denúncia prévia, sem conhecimento do motivo da prisão, sem o direito de devida defesa, bem como tendo dificuldades em acessar seus advogados e devidos representantes legais. Quanto à condução coercitiva, também se realizou sem que se tivesse anterior intimação para depor, sem que se apresentasse devidamente a denúncia para que houvesse devida tramitação de condução coercitiva, que deveria se limitar a casos de resistência à convocação inicial para depoimento. Essas são algumas das garantias constitucionais a que todo cidadão deveria ter direito.

Quaisquer pessoas estão sujeitas a prestar contas à justiça, caso tenham realizado atos indevidos, entretanto, deve-lhe ser respeitada a presunção da inocência e a garantia do devido julgamento, com direito a ampla defesa e ao contraditório. Entretanto, a difamação e execração pública têm se tornado regra em medidas jurídico-policialescas que se contrapõem aos princípios basilares da democracia a qual, no Brasil recente, têm se tornado letra morta.

Nossa preocupação é com o esclarecimento de todos os fatos envolvidos com esse caso e, acima de tudo, com a retomada efetiva da democracia em nosso país.

Coordenação Nacional da Associação Brasileira Rede Unida

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Excesso de tecnologia na medicina prolonga sofrimento e desumaniza morte, diz escritora


Katy Butler, jornalista e ativista norte-americana, comenta como mortes dos pais a fizeram repensar atuação da medicina moderna no fim da vida: "perdemos a distinção entre salvar uma vida e prolongar uma morte"


Ronn Aldaman / Flickr
Jornalista acredita que medicalização da morte prejudica qualidade de vida de pessoas idosas ou portadores de doenças terminais

Em 2001, o pai da jornalista Katy Butler sofreu um derrame, aos 79 anos. Um ano mais tarde, médicos e a família decidiram lhe implantar um marca-passo para manter seu coração funcionando, embora o aparelho não contribuísse com o tratamento de sua crescente demência. Em 2007, a mãe de Butler, exausta pelos cuidados com o marido e angustiada com seu sofrimento, pediu à filha que a ajudasse a desligar o marca-passo. Butler concordou e começou uma pesquisa sobre como a medicina moderna mudou a forma como lidamos com o fim da vida.

Em 2010, ela escreveu sobre a morte de seu pai para a The New York Times Magazine. O artigo acabou se tornando o ponto de partida para seu primeiro livro, "Knocking on Heaven's Door: The Path to a Better Way of Death" ["Batendo na Porta do Céu: o Caminho para uma Forma Melhor de Morrer", em tradução livre]. Além de narrar as experiências de sua família com o lento declínio de seu pai, o livro fala sobre a mãe de Butler, que morreu um ano e meio mais tarde, após se recusar a fazer uma cirurgia cardíaca. "Sua morte foi completamente diferente", diz Butler. "Ela permaneceu lúcida até o fim da vida, e morreu da maneira como escolheu, não uma morte planejada por terceiros".

terça-feira, 31 de maio de 2016

Testes em ratos mostram que "pílula do câncer" não faz mal, mas é ineficaz


Os testes mais recentes para medir a eficácia e a toxicidade da fosfoetalnolamina sintética, principal composto da chamada "pílula do câncer", em organismos vivos indicam que a substância, apesar de não ser tóxica, não possui nenhuma eficácia no tratamento do câncer. Os estudos foram realizados no tratamento de tumores de ratos em laboratórios em Santa Catarina e no Ceará, com patrocínio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (que foi fundido ao Ministério das Comunicações).

Em março, outro relatório do grupo de estudo já indicava que a pílula não tinha efeitos contra o câncer em células em laboratório. Na época, defensores do composto diziam que ele agia no metabolismo de um organismo vivo e, por isso, não teria efeito in vitro.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Brasileiros fizeram 35.615 ciclos de fertilização in vitro em 2015.




A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publica hoje em seu portal o relatório referente ao ano de 2015 do Sistema Nacional de Produção de Embriões-SisEmbrio. Cento e quarenta e um bancos de Células e Tecidos Germinativos - BCTGs (Laboratórios de Fertilização in vitro) encaminharam sua produção ao SisEmbrio. Este número é o maior desde que o sistema começou a funcionar, em 2008.

Em 2015 houve um crescimento de 40% no número de embriões congelados em relação ao ano de 2014, subindo de 47.812 para 67.359. Já o número de embriões doados para pesquisas com células-tronco embrionárias no Brasil foi de apenas 48 no ano passado.

Cadê os mortos da fosfoetanolamina?

Por Roxana Tabakman no Observatório da Imprensa

A história já é conhecida por todos. A pílula “milagrosa” contra o câncer era distribuída inexplicavelmente pela nossa melhor universidade, a loucura um dia parou, as pessoas choraram em frente às câmeras e logo seus promotores conseguiram apoio de juízes e políticos ineptos. Diante da repercussão, os ministérios de Ciência, Tecnologia e Inovação e Saúde acharam dinheiro que ninguém sabia que tinham e estão promovendo pesquisas. A parte da sociedade que está bem informada já compartilha os primeiros resultados.

Pilulas de Fosfoetanolamina / Foto Google Plus / Creative Common

A fosfoetanolamina não cura: as primeiras evidências mostram não apenas que não funciona, como provavelmente aumentaria os processos tumorais. E nem sequer é fosfoetanolamina, acrescentam os relatórios. As cápsulas que se distribuem contêm apenas 32% de essa substância e o resto são outros ingredientes. Como se à República faltassem problemas e a Anvisa não existisse, o último capítulo desta nefasta história é um projeto de lei que prevê a livre produção e comercialização da substância. Ou seja, a decisão de o que fazer com os pacientes com câncer aguarda agora o posicionamento da presidente Dilma.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Concurso de monografias CRM PR: O parto: Como harmonizar a ciência e a ética?

Assunto de grande apelo no momento em toda sociedade, a 26ª edição do Concurso de Monografias sobre Ética Médica, Bioética e Profissão Médica, do Conselho Regional de Medicina do Paraná, tem como temaAssunto de grande apelo no momento em toda sociedade, a 26ª edição do Concurso de Monografias sobre Ética Médica, Bioética e Profissão Médica, do Conselho Regional de Medicina do Paraná, tem como tema  "O parto: Como harmonizar a ciência e a ética?". A definição se deu em reunião de diretoria do CRM-PR, no início de março.

Todos os cidadãos brasileiros podem participar do certame, independentemente de profissão ou escolaridade. De acordo com a Resolução CRM-PR nº 186/2012o prazo para inscrição dos trabalhos será encerrado às 18 horas da segunda segunda-feira do mês de agosto (dia 10, em 2015), tendo validade o material postado via Correios ou protocolado na sede do CRM-PR ou em uma de suas Regionais até a data e hora estabelecidas.

O autor da monografia premiada em primeiro lugar recebe R$ 7.500*, cabendo ao segundo lugar a quantia de R$ 3.000* (* há incidência de impostos sobre o valor) e há possibilidade de seleção de trabalho com menção honrosa. Porém, o regulamento prevê que a comissão pode optar por premiar apenas um ou mesmo nenhum trabalho caso considere que a totalidade dos inscritos fugiu ao tema proposto. As obras são publicadas na revista digital Arquivos, do CRM-PR.
Em caso de dúvidas, envie um e-mail para comunicacao@crmpr.org.br.: Como harmonizar a ciência e a ética?". A definição se deu em reunião de diretoria do CRM-PR, no início de março.

Todos os cidadãos brasileiros podem participar do certame, independentemente de profissão ou escolaridade. De acordo com a Resolução CRM-PR nº 186/2012o prazo para inscrição dos trabalhos será encerrado às 18 horas da segunda segunda-feira do mês de agosto (dia 10, em 2015), tendo validade o material postado via Correios ou protocolado na sede do CRM-PR ou em uma de suas Regionais até a data e hora estabelecidas.

O autor da monografia premiada em primeiro lugar recebe R$ 7.500*, cabendo ao segundo lugar a quantia de R$ 3.000* (* há incidência de impostos sobre o valor) e há possibilidade de seleção de trabalho com menção honrosa. Porém, o regulamento prevê que a comissão pode optar por premiar apenas um ou mesmo nenhum trabalho caso considere que a totalidade dos inscritos fugiu ao tema proposto. As obras são publicadas na revista digital Arquivos, do CRM-PR.
Em caso de dúvidas, envie um e-mail para comunicacao@crmpr.org.br.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Médicos Sem Fronteiras estão otimistas com diagnóstico mais rápido para Doença de Chagas

no Portal Terra


BOGOTÁ (Thomson Reuters Foundation) - Pesquisadores expressaram otimismo com a perspectiva de aprovação de um teste rápido para a Doença de Chagas no começo do ano que vem, o que revolucionaria o diagnóstico e garantiria um tratamento mais veloz para a moléstia que afeta sete milhões de pessoas, a maioria na América Latina, informou a entidade Médicos Sem Fronteiras (MSF).

A Doença de Chagas, que mata 12 mil pessoas por ano, é transmitida por um inseto conhecido como barbeiro, que é endêmico na América Latina e que se oculta nas casas de barro nas quais vivem muitos dos pobres das áreas rurais da região.

sábado, 18 de abril de 2015

Yanomamis, os humanos com maior variedade de bactérias

Análise mostra que índios amazônicos desenvolveram resistência aos antibióticos


no El País


Um helicóptero do Exército venezuelano descobriu em 2008, entre a fechada floresta amazônica, um povoado não registrado em seus mapas. Meses depois, uma missão médica e científica chegou a essa região do sul da Venezuela para descobrir que se tratava de um grupo de cerca de 50 índios yanomamis. Comprovaram que, salvo algum contato com outros de sua mesmo tribo, nunca haviam tido relação com o mundo externo. Era uma ocasião única para os cientistas estudarem seu universo bacteriano e compará-lo com o dos ocidentais. Depararam-se com várias surpresas.

Apesar de não ser o objetivo principal da missão, os cientistas conseguiram o consentimento de 30 yanomamis para retirar amostras da pele do antebraço, da boca e de material fecal, o melhor indicador da flora bacteriana do trato intestinal. Enquanto realizavam uma avaliação intensiva dos 54 integrantes do povoado, conservaram o material em nitrogênio líquido até voltarem à civilização.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Fiocruz lança novo banco de imagens, com mais de mil fotos e ilustrações

O Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica (Icict/Fiocruz) lança nesta segunda-feira, 15/12, um banco de imagens com acervo diversificado e organizado em diferentes galerias – o Fiocruz Imagens. As imagens, que podem ser obtidas a partir do cadastramento no próprio site do banco, atendem às áreas de pesquisa, ensino e comunicação em saúde, mas também outras áreas de conhecimento, e servem para reforçar o acesso livre à informação – política preconizada pela Fiocruz.

O banco de dados atende não só a um desejo de toda a comunidade Fiocruz, mas também de profissionais de outras instituições e empresas, em especial da área de comunicação, que necessitam de imagens de qualidade para as matérias que têm por base pesquisas da Fundação.

Tuskegee: Uma história americana. E de racismo

Luis Carvalho Rodrigues no Observador


Em Tuskegee, durante 40 anos, 400 homens negros com sífilis ficaram sem tratamento para permitir estudar a “história natural” da doença. Não foi acidente nem aberração. Foi uma história americana.

Tuskegee, no início do século XX, era uma pequena cidade do Alabama com uma população essencialmente rural, analfabeta e negra. Em 1932, sob os auspícios do US Public Health Service (PHS), começou em Tuskegee um estudo sobre Untreated Syphilis in the Negro Male. Durante 40 anos, até 1972, 400 homens negros com sífilis seriam mantidos sem tratamento. Pelo menos 100 morreriam comprovadamente por complicações da doença. Em julho de 1972 a história de Tuskegee apareceu no New York Times. O secretário da Saúde da Administração Nixon e um senador democrata da Comissão de Saúde confessaram-se “chocados”. Em novembro, o projecto foi declarado “não ético” e foi encerrado.


segunda-feira, 7 de julho de 2014

A investigação médica privada fomenta a fraude científica

La investigación médica privada fomenta el fraude científico

Viento Sur

reproduzido no Rebelión.org



La política de investigación académica de mercado libre ha favorecido la proliferación de la charlatanería médica y del fraude científico, obligando a los consumidores a pagar por descubrimientos que ya han financiado como contribuintes.

El enfoque de la investigación médica que mantiene el sistema sanitario de EE UU, que persigue fines lucrativos, se fundamenta en la cruda verdad de que solamente el dinero puede prolongar la vida. Citemos por ejemplo el tipo de genes llamados “supresores tumorales”. Dada su capacidad de regular el crecimiento celular, los supresores tumorales se sitúan en la primera línea de la investigación para la prevención del cáncer. Un resultado positivo en la prueba de mutación de un gen supresor tumoral como BRCA1 o BRCA2 es una clara indicación del riesgo de padecer cáncer de mama o de ovario. Sin embargo, a pesar de la importancia del descubrimiento por su potencial para salvar vidas, el coste de las pruebas BRCA1 y BRCA2 resulta prohibitivo. Con 4.000 dólares por prueba, es cuatro veces más cara que una secuenciación genética completa. El hecho de que el precio de una evaluación que puede prevenir una enfermedad mortal sea tan desorbitado se debe única y exclusivamente a la voluntad de una empresa, Myriad Genetics. Aunque el Tribunal Supremo de EE UU acaba de denegar la pretensión de Myriad de patentar los genes BRCA1 y BRCA2, declarando que los genes humanos no son patentables, Myriad sigue ejerciendo su monopolio sobre la prueba de susceptibilidad al cáncer de mama.