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terça-feira, 1 de março de 2011

INTERNET E A SAÚDE DA MULHER


Em seu famoso livro “Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus”, John Gray  sustenta que o comportamento já vem codificado nos cromossomas:  homens se retiram para “suas cavernas” para resolverem problemas, enquanto mulheres “se reúnem e conversam abertamente”.
Homens são diferentes de mulheres. A mulher entra no elevador, aperta o botão do décimo andar e antes de chegar ao destino, já está conversando animadamente com outra mulher e descobrindo um novo restaurante nas redondezas. O homem entra no elevador e fica olhando para o piso ou para o relógio.
Mulheres adoram fazer contatos, se relacionar, perguntar, responder. Mulheres costumam ir ao médico com mais freqüência que homens. Cuidado: nem todas as mulheres são assim, e quando se trata de saúde, 82% das mulheres sentem-se desconfortáveis para discutir o assunto com familiares e amigos. Por motivos variados, também não procuram imediatamente o médico para conversar. Diante da necessidade da troca de informações, surgiu então uma forma alternativa de comunicação, a Internet, oferecendo um canal impessoal e ilimitado de consultas.
 O assunto saúde está aumentando a cada dia sua participação na internet, visto que o “Dr Google” atende seus pacientes com uma presteza de dar inveja à qualquer médico. Entretanto, fica devendo no quesito eficiência, pois a maioria dos sites e assuntos  postados na internet não possui uma veracidade comprovada dos fatos, nem uma atualização constante, o que constitui um perigo iminente.  Navegar buscando relacionar sintomas com diagnóstico e tratamento é um procedimento que está se tornando usual na web, mas que para leigos em medicina, tem um risco enorme de erro.
Apesar disto, pesquisas recentes demonstram que 49 % das mulheres antes de procurarem o médico procuram a internet para investigar questões de saúde. Faz parte da sua natureza. Precisam estar informadas e preparadas para a consulta médica, pois são elas que compram ou influenciam a aquisição de 80 por cento de todas as mercadorias de consumo. Isto inclui 75 % dos remédios vendidos em farmácias. As mulheres também influem em 80 % das decisões de cuidados com a saúde.
Imagine agora se os sites fossem seguros, fáceis de navegar, confiáveis e dirigidos às mulheres.  Transparentes, mostrando tudo sobre a empresa ou produto, inclusive as falibilidades. Imagine o percentual que atingiriam as vendas. Mulheres gostam de tudo às claras, querem saber não apenas da marca, mas o que está por trás da marca. O valor do produto ou serviço interessa, mas o posicionamento da empresa também é importante: comportamento ambiental, ética dos administradores, tratamento dispensado aos funcionários, origem e o destino do material utilizado e até mesmo o número de mulheres que ocupam cargos executivos.
A necessidade de conversar sobre saúde e a dependência da web para mulheres realizarem esses contatos é um fato. Estratégias de comunicação podem ser desenvolvidas no sentido de deixá-las tranqüilas sobre o conteúdo, clareza e idoneidade das informações, porém mais importante do que isto, talvez seja a facilidade de acesso e retorno de informações solicitadas bem como uma identificação da empresa com a saúde da mulher e sua atuação na comunidade.
 Afinal de contas, junto a uma grande mulher, sempre existe uma ótima oportunidade de sucesso. Enfim, não sejam apenas mais uma gota no oceano onde as mulheres navegam, sejam as águas límpidas onde elas vão querer mergulhar.

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