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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Vereança petista em SP critica cúpula partidária

 Documento diz que cúpula do partido ignora o papel da seção paulistana para conter oposição nacional


Vandson Lima no Valor via Clipping MS

Ponto de partida para as discussões que apontarão o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo em 2012, o 2º Congresso das Direções Zonais, que terminou ontem, buscou diagnosticar os erros e acertos das candidaturas ao governo estadual e à presidência em 2010. No documento apresentado para debate, há críticas duras da vereança petista às instâncias superiores do partido: Inúmeras vezes o PT da capital chamou a atenção, para as direções estadual e nacional, sobre a necessidade de compreender a cidade de São Paulo dentro desta disputa nacional. Porém, não tem havido interesse pelo nosso pleito, demonstrando uma total incompreensão com o papel da capital no cenário nacional, e a importância do PT neste processo, pois é aqui a principal base da direita.

A inflexão do prefeito Gilberto Kassab rumo ao governismo federal com o PSD não convence os vereadores petistas, que a ele fazem oposição na Câmara paulistana. PCdoB e PDT, aliados petistas, fizeram acordos com Kassab para integrar sua base e votaram em José Police Neto (PSDB), candidato do prefeito, para presidente da Casa. São duramente criticados no documento: O prefeito não tem poupado esforços, oferecendo cargos e secretarias, que foram a base de acordo com o PCdoB e PDT na Câmara Municipal (...) não fosse à adesão do PCdoB ao candidato kassabista, poderíamos ter eleito um presidente da Câmara do PT. O PCdoB vislumbra a possibilidade de lançar o vereador Netinho de Paula, derrotado ao Senado, à prefeitura.

Para a disputa na capital, são cogitados os ministros Fernando Haddad (Educação), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Alexandre Padilha(Saúde). Os deputados federais Jilmar Tatto, Paulo Teixeira e Carlos Zarattini também querem a vaga. Seus defensores argumentam que os parlamentares conhecem melhor a cidade. O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante e a senadora Marta Suplicy levam vantagem se nenhum dos novatos unir o PT, que não pretende realizar prévias.



O fiel da balança pode ser o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No partido, Haddad seria o nome da preferência do ex-presidente, o que não encontra eco, por ora, no diretório municipal. O PT quer apresentar seu nome à prefeitura até o início de 2012. Hoje, Lula participa de uma reunião com dirigentes petistas, no Instituto Cidadania, em São Paulo, para discutir a reforma política. Quatro são os eixos principais da pauta que o grupo quer apresentar: financiamento público de campanha, voto proporcional e lista fechada, fidelidade partidária e fim de coligações proporcionais.

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