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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Servidores do Hospital Universitário de Cascavel vão paralisar as atividades dias 26 e 27 de agosto

Desde março os trabalhadores da Secretaria Estadual de Saúde estão levando demandas à direção do HUOP e à Reitoria da Unioeste - Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Cinco meses depois, pouco avançou.

Por conta da falta de comprometimento da Direção do HUOP e da Reitoria frente aos problemas vividos pelos trabalhadores e pacientes do Hospital, os servidores decidiram paralisar as atividades não emergenciais nos dias 26 e 27 de agosto. Confira as duas principais reivindicações do movimento:

a) Contratação URGENTE de MAIS SERVIDORES:

Quem vai ao HU ser atendido percebe a correria. Os trabalhadores suam a camisa para atender bem a população, mas a falta de servidores aumenta a sobrecarga e o adoecimento dos profissionais. Para se ter ideia, na Emergência, não é raro ter apenas duas servidoras para atender 40 pacientes, em especial nos fins de semana. Situação que se repete em todos os setores, incluindo laboratório - que faz a coleta para os exames -, nas enfermarias, na cozinha - responsável pela alimentação de pacientes, acompanhantes e servidores, lavanderia etc.

b) Melhorar as condições de atendimento à população e de trabalho:

Garantir uniforme é obrigação do patrão. Está na Lei. Ainda assim, existem trabalhadores do HU que sequer se lembram de quando recebeu um jaleco pela última vez.

É comum a falta de copos plásticos, identificação para medicação e soro e por aí vai. Por falta de recipiente adequado para descarte de material infectado/perfurocortante, os trabalhadores tiveram que utilizar uma jarra para descartar o material. Na costura, como em outros setores, a estrutura é inadequada e expõe os trabalhadores do local a inúmeros riscos. Na UTI pediátrica, o banheiro está interditado, fazendo com que mães acompanhantes e trabalhadores tenham de se deslocar até outros setores.

Está nas mãos da Reitoria da Unioeste e da direção do HUOP resolver essa situação. O movimento paredista surgiu como última saída. Como a única forma de chamar a atenção das autoridades para as questões dos trabalhadores e dos pacientes.

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