Apesar dos protestos de servidores, os deputados aprovaram em primeiro turno, agora há pouco, por 37 votos favoráveis e 14 contrários, o projeto do governo que cria a Fundação Estadual de Saúde (Funeas) – uma estatal com personalidade jurídica de direito privado para gerir os serviços de saúde no Estado. O governo alega que o modelo já é adotado em outros estados e pela prefeitura de Curitiba, e visa facilitar a contratação de médicos e outros profissionais de saúde. A proposta prevê que as contratações seriam feitas pelo regime da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), e não como estatutários.
Durante a sessão, servidores chegaram a virar as costas para o plenário, em protesto contra discurso do líder do governo, deputado Ademar Traiano (PSDB), em defesa da proposta. O presidente da Assembleia, Valdir Rossoni (PSDB), teve que pedir por diversas vezes que os manifestantes fizessem silêncio.
Para apressar a votação da matéria, o plenário foi transformado em comissão geral, evitando que ela tivesse que voltar às comissões de Finanças, Saúde e Orçamento para receber pareceres técnicos. Os deputados também aprovaram a realização de sessões extraordinárias e a dispensa do intervalo mínimo de 24 horas entre as votações, para garantir que o projeto tenha tramitação acelerada e possa ter sua apreciação concluída ainda hoje.
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