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domingo, 17 de maio de 2009

Homicídios de jovens e aumento do desemprego crescem

Deu no Noblat

Desemprego e morte. Duas palavras que estão associadas a uma faixa etária cheia de vida: os jovens de 15 a 29 anos. Estudo da economista Roberta Guimarães mostra que a falta do emprego e a ociosidade (fora da escola e sem trabalho) estão intimamente ligados ao aumento de assassinatos na faixa etária mais produtiva: a cada 1% de aumento na taxa de desocupação da população jovem, há alta de 0,5% na taxa de homicídios na mesma faixa etária.

A ociosidade tem um efeito ainda mais direto: se cresce em 1%, as mortes violentas acompanham. É o que mostra reportagem de Cássia Almeida publicada no GLOBO deste domingo.

De 1992 a 2005, período de análise do estudo, o número de homicídios saltou de 7.197 para 12.309 ao ano, uma alta de 71%. A população de desempregados cresceu exatamente na mesma proporção: de 625.180 para 1.077.216, um incremento de 72,3%. Nas dez maiores regiões metropolitanas do país, foram assassinados, em média, 34 jovens por dia. Nesses 13 anos, 155.801 mães perderam seus filhos para a violência urbana. Leia mais em: Estudo mostra que número de homicídios de jovens sobe junto com aumento da desemprego

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