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Com o slogan Viva Sem Dor!, o Centro de Dor e Neuro-Oncologia do Hospital 9 de Julho, em São Paulo, lança campanha para orientar públicos leigo e profissional a respeito da viabilidade e necessidade de atendimento especializado em dor aos portadores de câncer.
Este é o segundo ano consecutivo que a campanha é aliada à IASP (International Association for the Study of Pain, ou Associação Internacional para Estudos da Dor), que em 2009 que realiza diversos eventos e incentiva a realização de estudos para a promoção do conhecimento e melhor qualidade de vida de pessoas com câncer e seus familiares.
O Centro de Dor e Neuro-Oncologia do Hospital 9 de Julho realizará palestras, chats, podcasts, grupos de discussão e de apoio para pacientes e familiares portadores da doença, e diversas ações de divulgação em redes sociais digitais, tratando temas como:
- Uso de opióides para o controle da dor do câncer;
- Necessidade de acompanhamento psicológico para lidar com as inseguranças e possíveis limitações físicas;
- Suporte aos cuidadores;
- Espiritualidade e dor.
Em cada ação os participantes serão cadastrados para que fiquem sabendo de novas atividades promovidas pela campanha. Os dados também servirão para a elaboração de um estudo qualitativo com pacientes e familiares, a ser divulgado no final de 2009.
Embora muitos tipos de câncer possam ser diagnosticados e tratados precocemente, e mais pacientes estejam sendo curados a cada ano, as estatísticas mostram que muitas pessoas ainda sofrem com a dor gerada pela doença. Dentre as várias razões para isso está a “opiofobia” (medo de uso de medicamentos a base opióides) entre médicos, enfermeiros, pacientes e seus familiares. Aliado a este fator, encontram-se as restrições governamentais a medicamentos para dor, bem como limitações financeiras dos pacientes.
Segundo o neurocirurgião e coordenador da campanha Viva Sem Dor!, Dr. Cláudio Fernandes Corrêa, o Brasil, a exemplo de outros países, está muito aquém de oferecer tratamento digno aos portadores de câncer. “Falta conhecimento adequado a respeito do assunto, não apenas pela população leiga, mas também por parte de profissionais que lidam com a doença”, relata.
Mais informações podem ser encontradas no site www.centrodedor.com.br.
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