Por causa do intenso tráfico e uso do crack, uma região do bairro Luz, na cidade de São Paulo, foi apelidada de Cracolândia. O cenário se repete diariamente, com usuários consumindo a droga independente da presença de carros da Polícia. O local voltou a aparecer na mídia devido a uma operação feita pelas Polícias Civil e Militar, com ajuda de 22 órgãos do governo estadual e da prefeitura. Mas a forma como o problema na Luz está sendo conduzido é questionado pelos moradores da região.
O representante do Movimento Nacional da População de Rua em São Paulo, Anderson Lopes Miranda, comenta a ação na Luz.
"A Cracolândia é um problema de segurança pública e de saúde. Nós acreditamos que traficante tem que estar na cadeia e o usuário tem que estar em uma clínica de tratamento. O município não atende esta demanda, visto que hoje não tem clínicas de tratamento nem para álcool nem para droga. Nós somos contra a ação que as Polícias têm feito: pegar o morador que está na rua e misturar com os drogados e jogar na porta do albergue sem atendimento social."
Anderson enfatiza que as políticas públicas precisam ser efetivadas no bairro da Luz. Para ele, há ainda um interesse econômico por trás do caso.
"A prefeitura quer trazer novos empreendimentos ricos, e não conversa com quem mora na região. Há um interesse de trazer novos empresários e não políticas públicas. Com essa questão social na Luz, tem-se uma diminuição do valor [do imóvel], então a prefeitura começa a expulsar os proprietários e a vender para grandes comerciantes. [A ação na Cracolândia] é uma fachada para uma operação imobiliária."
De São Paulo, da Radioagência NP, Ana Maria Amorim.
O representante do Movimento Nacional da População de Rua em São Paulo, Anderson Lopes Miranda, comenta a ação na Luz.
"A Cracolândia é um problema de segurança pública e de saúde. Nós acreditamos que traficante tem que estar na cadeia e o usuário tem que estar em uma clínica de tratamento. O município não atende esta demanda, visto que hoje não tem clínicas de tratamento nem para álcool nem para droga. Nós somos contra a ação que as Polícias têm feito: pegar o morador que está na rua e misturar com os drogados e jogar na porta do albergue sem atendimento social."
Anderson enfatiza que as políticas públicas precisam ser efetivadas no bairro da Luz. Para ele, há ainda um interesse econômico por trás do caso.
"A prefeitura quer trazer novos empreendimentos ricos, e não conversa com quem mora na região. Há um interesse de trazer novos empresários e não políticas públicas. Com essa questão social na Luz, tem-se uma diminuição do valor [do imóvel], então a prefeitura começa a expulsar os proprietários e a vender para grandes comerciantes. [A ação na Cracolândia] é uma fachada para uma operação imobiliária."
De São Paulo, da Radioagência NP, Ana Maria Amorim.
Nenhum comentário:
Postar um comentário