recebi do Augusto Franco
O XVII Encontro Municipal do PT de Curitiba aprovou neste sábado, 27, uma resolução política que defende a candidatura própria ao
Governo do Paraná, e que também se coloca contrária ao apoio do partido à pré-candidatura do senador Osmar Dias do PDT ao governo do Paraná, nas eleições de outubro. A resolução foi aprovada por 80% dos delegados do encontro.
A resolução aprovada pelo PT da capital é uma demonstração de que a base partidária não concorda com a condução que alguns dirigentes tem imposto ao partido com relação ao processo de eleições no estado, e que é preciso rever essa estratégia assumindo, desde já, a candidatura própria para defender um programa coerente com a base social partidária e garantir uma campanha para a pré-candidata Dilma para presidente da República em nosso Estado.
RESOLUÇÃO POLÍTICA APROVADA PELO XVII ENCONTRO MUNICIPAL DE CURITIBA DO PT EM 27/03/2010
As eleições 2010 representam um grande desafio para o PT Paraná, são o momento de dar um novo rumo ao nosso partido e alterar a dinâmica quase passiva que tem marcado nossas ações.
O PT do Paraná ainda não fez a transição entre o partido de lutas intensas da década de 90, e o seu papel de ator social que de fato o coloque como alternativa política real no Paraná, e conseqüentemente acumulando forças no campo democrático e popular para contribuir na alteração da correlação de forças, em nível nacional. Temos uma ausência de política estratégica que não nos permite disputar adequadamente os rumos da política em nosso estado.
Podemos buscar em fatos marcantes do PT do Paraná exemplos que comprovam esta afirmação. Em 1988, o encontro estadual define candidatura própria ao governo e no dia seguinte a esta decisão, a direção estadual anuncia que o PT não lançaria mais candidato ao governo estadual e dobra-se em apoio à candidatura de Requião. Já no ano de 2000 foram feitas algumas intervenções eleitorais que combinadas com o Ascenso popular nos levaram a eleger diversos governos municipais importantes como Ponta Grossa, Maringá e Londrina e nos conduziram ao segundo turno em Curitiba. Em 2002 aproveitando a “onda vermelha”, a eleição de Lula, elegemos seis deputados federais e nove deputados estaduais, e a nossa candidatura à governador atingiu 16,5% dos votos válidos, porém cabe lembrar que alguns setores do PT já no primeiro turno fizeram campanha para Requião. O resultado das eleições de 2004 representou o descompromisso de parte da direção partidária que colocou os interesses pessoais e de grupos em primeiro lugar e nas eleições municipais reduzimos a nossa representação de 13% da população que governávamos para 9%. No processo eleitoral de 2006 apesar da definição de candidatura própria para governo do estado, notamos que ela não era para valer para todo o partido e mais uma vez setores do partido apóiam a candidatura do PMDB, ainda no primeiro turno. Assim chegamos a 9,3% dos votos para governador, reduzimos nossa bancada elegendo apenas quatro deputados federais e seis deputados estaduais e mais uma vez o PT do Paraná não se constrói como alternativa de poder para a população paranaense.
Diante desta realidade é urgente a constituição de uma nova identidade partidária que passa por definir programaticamente nosso horizonte e produzir uma práxis que seja mais duradoura, consistente e com disciplina militante.
O PT do Paraná precisa iniciar e concluir a fase de transição entre a sua trajetória dos anos 90, para poder acompanhar os desafios que esse novo momento histórico apresenta, pois precisamos corresponder às demandas que é ir além de governar um país, se já não fosse grandiosa esta tarefa, com a estrutura e desequilíbrios que tem o Brasil, como também de reafirmar nossa política de continuidade e aprofundamento com a revolução democrática e a ampliação da democracia, e conseqüentemente com a participação popular, deixando uma marca na história no país, como também no Estado do Paraná.
Eleições 2010 - Candidatura própria do PT
O PT precisa afirmar-se com candidatura própria, por algumas das razões:
- quem melhor poderá garantir o palanque da companheira Dilma aqui no Paraná é o PT, e uma candidatura própria organiza melhor as frentes de campanha, inclusive atraindo aliados;
- somente com a candidatura própria é que poderemos manter o coeficiente eleitoral, o que garantiria manter ou elevar a bancada estadual e federal;
- precisamos aumentar a capacidade do partido na organização da nossa militância, seja em torno de candidatura ao governo, seja em torno de candidaturas proporcionais;
- nossa candidatura própria tem que ser para valer, produzindo amplo debate interno, deliberação participativa e transparente e, após esta decisão quem descumprir imediatamente será acionado pelo GTE – Grupo de Trabalho Eleitoral, e não havendo o cumprimento da deliberação, acionar a comissão de ética que mesmo durante o período eleitoral, aplicará o Estatuto do PT;
- garantir o amplo debate aprofundado sobre nosso Programa de Governo;
- colocar o PT do Paraná em melhores condições de debater o segundo turno, seja qual for o resultado;
- manter a unidade partidária e a coerência com o movimento social, que não vê em outra candidatura a capacidade de diálogo capaz de aplicar um Programa de Governo transformador;
- a candidatura ao Senado, que esteja vinculada com a estratégia eleitoral do partido, isto é, a candidatura ao senado sendo a principal articuladora e coordenadora da campanha ao governo do Estado do PT;
- ampliar interlocução com a direção nacional do PT.
Nesse sentido acreditamos que a definição por uma candidatura própria é um elemento chave para superarmos a estagnação pela qual passa o PT do Paraná, não nos apoiando em programas que sejam parciais, ou apenas eleitorais. Precisamos de um programa estadual que capacite o PT para enfrentar cenários e ambientes que podem ser mais interessantes, principalmente se ousarmos, utilizando a capacidade de transformar a tarefa, em uma tarefa de todo o partido, na construção do Socialismo.
Portanto, é preciso se desvencilhar desta aliança com Osmar Dias, um legitimo representante de nossos inimigos de classe e que ameaça a identidade de nosso partido.
- somente com a candidatura própria é que poderemos manter o coeficiente eleitoral, o que garantiria manter ou elevar a bancada estadual e federal;
- precisamos aumentar a capacidade do partido na organização da nossa militância, seja em torno de candidatura ao governo, seja em torno de candidaturas proporcionais;
- nossa candidatura própria tem que ser para valer, produzindo amplo debate interno, deliberação participativa e transparente e, após esta decisão quem descumprir imediatamente será acionado pelo GTE – Grupo de Trabalho Eleitoral, e não havendo o cumprimento da deliberação, acionar a comissão de ética que mesmo durante o período eleitoral, aplicará o Estatuto do PT;
- garantir o amplo debate aprofundado sobre nosso Programa de Governo;
- colocar o PT do Paraná em melhores condições de debater o segundo turno, seja qual for o resultado;
- manter a unidade partidária e a coerência com o movimento social, que não vê em outra candidatura a capacidade de diálogo capaz de aplicar um Programa de Governo transformador;
- a candidatura ao Senado, que esteja vinculada com a estratégia eleitoral do partido, isto é, a candidatura ao senado sendo a principal articuladora e coordenadora da campanha ao governo do Estado do PT;
- ampliar interlocução com a direção nacional do PT.
Nesse sentido acreditamos que a definição por uma candidatura própria é um elemento chave para superarmos a estagnação pela qual passa o PT do Paraná, não nos apoiando em programas que sejam parciais, ou apenas eleitorais. Precisamos de um programa estadual que capacite o PT para enfrentar cenários e ambientes que podem ser mais interessantes, principalmente se ousarmos, utilizando a capacidade de transformar a tarefa, em uma tarefa de todo o partido, na construção do Socialismo.
Portanto, é preciso se desvencilhar desta aliança com Osmar Dias, um legitimo representante de nossos inimigos de classe e que ameaça a identidade de nosso partido.
COMENTÁRIO: Olha só o que saiu no Paraná Online sobre o mesmo tema. Acho até que o jornalista captou muito bem o espírito altamente democrático dos atuais dirigentes partidários. Saudades do PT construído a partir das bases, com as decisões sendo discutidos democraticamente de forma "ascendente"... "Durante a reunião de ontem, a presidente municipal do PT, Roseli Isidoro, que integra a ala favorável a aliança, avisou aos participantes do encontro que a moção não terá nenhum impacto na decisão estadual. Sequer será discutida, disse Isidoro, destacando que a discussão das estratégias eleitorais no Estado é de competência exclusiva dos membros do diretório regional do partido." Ou seja, a nós, humildes mortais filiados e contribuintes do partido, cabe abaixar a cabeça, acatar as decisões dos nossos líderes iluminados e... seguir trabalhando. Me contem fora dessa. |
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