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sábado, 11 de setembro de 2010

Da série: "O Lernismo vive" II

A Prefeitura de Curitiba inaugurou há algum tempo atrás uma placa batizando um córrego que desce das Mercês em direção ao Parque Barigui.

É inacreditável que em mais de 300 anos de história da cidade e quase de 30 anos do Parque, ninguém tenha se preocupado em nominar o tal do córrego.

Para tanto, motivada pelo mais alto espírito democrático, a prefeitura promoveu uma votação para a escolha do nome do curso d'agua.

Vó Loloca, sempre crítica, reclamou que não ficou sabendo de nada. O Tiozinho dos Doces (aquele que fica circulando de bicicleta pelo parque observando a prática desportiva dos casais dentro dos automóveis) também não.

O fato é que a "eleição" decidiu pelo nome de "Córrego Quero-quero".

Daí o Beto (que ainda era prefeito) deixou de comparecer ao Graciosa e veio inaugurar a placa e o jardinete. A placa diz algo no sentido que "a colaboração da comunidade em parceria com o poder público permitiu a despoluição das águas do córrego etc etc."

Vó Loloca, do alto de sua sabedoria, foi dar uma olhadinha. As fotos estão aí. Ela acredita que a coloração azul-acinzentada das águas do córrego é produto de algum corante ecológico que a prefeitura joga lá para compor a foto em contraste com as flores vermelhas. Da mesma forma, o cheiro insuportável que é exalado pelas águas deve ser um produto lá colocado para afastar os ratos e os insetos... (Deve ser por isso que a gente sempre vê as ratazanas correndo pela rua à noite).

Depois de examinar detidamente as fotos, Vovó está em campanha para mudar o nome do Córrego. Ela sugere o seguinte:
"Córrego Por fora bela viola"



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