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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Mitos sobre a telefonia brasileira

Guilherme Hanesh (íntegra do artigo no Vi o Mundo)


Resumo
1)  A privatização das telecomunicações de FHC foi na verdade a venda das empresas estatais (por pouco mais de US$ 22 bilhões) acompanhada de uma política para a universalização apenas da telefonia fixa. Nada além disso.
2)  O resultado concreto foi a expansão da base de telefone fixo para uma penetração de 22% apenas, ou 43 milhões de linhas (incluindo linhas comerciais e residenciais).
3)  O efeito colateral da política de FHC na telefonia fixa foi uma das tarifas mais caras do mundo e uma assinatura básica, estabelecida em contrato, de pelo menos R$ 35 que as pessoas pagam sem usar o telefone. Com isso, pouca gente tem condições de contratar o serviço e as pessoas usam pouco o telefone.
4)  Em 2003, o governo Lula teve que renegociar os contratos das operadoras para evitar um salto de mais de 30% na tarifa de telefonia, que era indexada ao IGP-DI.
5)  A Telebrás, gerida eficientemente, já vinha apresentando índices razoáveis de crescimento e o de melhoria de seus serviços antes da privatização, entre 1994 e 1998.
6)  Não foi a privatização ou nenhuma política de FHC que trouxe a telefonia móvel para o Brasil. O crescimento aconteceu no mundo todo, em mercados com presença de operadoras estatais e operadoras privadas. A maior prova é que mesmo as projeções do governo ficaram defasadas com o crescimento do mercado.
7)  No governo Lula  se estabeleceram regras que permitiram levar os serviços de telefonia celular a todos os municípios brasileiros. Até então, apenas os centros mais importantes eram atendidos pelas empresas privadas.
8)  No governo FHC não houve nenhuma política de fomento e expansão da banda larga.

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