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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Pedetistas nos braços de Beto

Roseli Abrão no horaH News



A derrota em 3 de outubro não coloca automaticamente o PDT na oposição.

Se depender da vontade dos deputados do partido do senador Osmar Dias, o PDT irá reforçar a base aliada do futuro governador do Paraná, Beto Richa, na Assembléia Legislativa. A guerra entre Osmar e Beto na campanha eleitoral foi “circunstância do momento” e, para eles, é passado. 

O deputado Augustinho Zucchi, que é o presidente estadual do PDT, afirma que o partido ainda não discutiu a postura que terá a partir de 1º de janeiro. Segundo ele, a decisão a ser tomada será em conjunto com o senador Osmar Dias. Mas, pessoalmente, defende o alinhamento. Zucchi diz que não é possível “esquecer” que Richa defendeu publicamente que integrasse sua chapa como candidato a vice e que até o prazo final das convenções PDT e PSDB negociavam uma aliança.

-- Não há razão para se alinhar automaticamente à oposição porque o entendimento político foi circunstancial, naquele momento. Trabalhei com dedicação e lealdade acatando as decisões do partido, mas tenho gratidão ao Beto que defendeu abertamente que eu fosse seu vice, disse Zucchi.

Escaramuças

Na avaliação de Zucchi, em campanhas eleitorais sempre há “escaramuças e exasperação de ânimos”.
-- Também houve isso com o Requião na campanha de 2.006, comparou.

Sob pressão

Outro deputado que é favorável ao “alinhamento” com o futuro governador Beto Richa é Fernando Scanavacca.

O deputado reeleito também lembrou que o PDT e o PSDB “estavam conversando” até pouco antes do inicio da campanha eleitoral.

-- Como de uma hora para outra é possível dizer que aquilo não foi nada? questionou.
Para Scanavacca, o PDT só teve candidato próprio ao governo do Estado porque houve “pressão” da cúpula nacional do partido.

Nem vencido nem vencedores

O ex-prefeito de Palmeira, Nelson Luersen, eleito para seu primeiro mandato, prefere dizer que não houve nem ganhadores nem perdedores nesta eleição.

Que é preciso esquecer “as paixões momentâneas” da campanha eleitoral e “trabalhar pelo bem do povo”.
-- O povo do Paraná precisa de nós, afirmou.

Assédio de peemedebistas

O governador eleito Beto Richa poderá contar na sua base de apoio com bem mais que os três deputados do PMDB – Alexandre Curi, Luiz Cláudio Romanelli e Stephanes Júnior – que estiveram com ele na campanha eleitoral.

Segundo informações que correm na Assembléia Legislativa, dos 13 peemedebistas eleitos ou reeleitos só três “resistem” ao futuro governo – Caito Quintana, Nereu Moura e Waldyr Pugliesi.
-- O resto está beijando a mão, diz uma fonte que prefere o off, mas que conta que um dos mais “adesistas” seria o deputado Cleiton Kielse.


COMENTÁRIO: Nenhuma surpresa no adesismo descarado desta turma. O cantor que é deputado nas horas vagas e atende pelo nome de Cleiton, por exemplo, pulou rapidinho da base Lernista para dentro do cercadinho do Requião tão logo este assumiu.

Como já conhece o trajeto, não terá dificuldades em fazer o caminho de volta.

O Trairão ensaboado que atende pelo codinome de Augustinho, mal conseguia esconder a sua contrariedade quando o Osmar bateu o martelo encerrando o leilão vergonhoso que vinha promovendo e aceitou a maior (ou melhor) oferta saindo candidato a governador. 

Os sonhos dourados do Augustinho incluíam o Osmar de candidato ao senado e (modestamente) o próprio Trairão - digo, deputado - Agustinho assumindo (docemente constrangido) a espinhosa tarefa de ser o vice-governador na chapa do Beto.


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