no Nassif Online
Por maurobrasilQuanto a questão da democratização dos serviços públicos, faço as seguintes observações:
1) Entre as prioridades da Dilma está a consolidação do SUS. Então acho que podemos iniciar o debate pela democratização dos serviços de saúde.
2) Um dos pontos centrais do modelo do SUS é a gestão tripartite, com representantes do governo, dos servidores e dos usuários. A implementação da gestão tripartite é repleta de falhas, mas pode ser aperfeiçoada. Deve-se especificar de maneira mais clara o modo de escolha dos diversos representantes, especialemente dos usuários, e especificar de modo mais claro as diversas atribuições. Pode ser um grande exemplo de democracia direta.
3) Outro modelo de controle do SUS feito diretamente pela população é a instituição de um sistema de avaliação do atendimento realizado por cada profissional da unidade de saúde.
g> Esse sistema pode ser implantado junto com o sistema de informatização de consultas, examens e prontuários do SUS, de modo que novas consultas só sejam agendadas para usuários que completem a avaliação do atendimento. Esse avaliação deve ser breve e analisar tanto a capacitação técnica, quanto a motivação e o cuidadado no atendimento.1) Entre as prioridades da Dilma está a consolidação do SUS. Então acho que podemos iniciar o debate pela democratização dos serviços de saúde.
2) Um dos pontos centrais do modelo do SUS é a gestão tripartite, com representantes do governo, dos servidores e dos usuários. A implementação da gestão tripartite é repleta de falhas, mas pode ser aperfeiçoada. Deve-se especificar de maneira mais clara o modo de escolha dos diversos representantes, especialemente dos usuários, e especificar de modo mais claro as diversas atribuições. Pode ser um grande exemplo de democracia direta.
3) Outro modelo de controle do SUS feito diretamente pela população é a instituição de um sistema de avaliação do atendimento realizado por cada profissional da unidade de saúde.
5) A média mensal da avaliação dos atendimentos realizados determinaria um acréscimo proporcional no salário do profissional.
6) Esse acréssimo deve estar limitado a uma porcentagem do salário, talvez 10% ou 20%, de modo a se evitar o esvaziamento do salário base.
7) Vejo dois impactos principais nessa medida. Da parte dos profissionais, estimularia as diversas iniciativas coletivas e individuais realizadas por dedicados profissionais de saúde, que hoje em dia não tem qualquer reconhecimento do seu valioso trabalho. De fato, hoje em dia, há um estimulo na direção oposta, de modo que muitos vão perdadendo a inicial motivação e se transformam em péssimos profissionais. Da parte dos usuários, estimularia a consiciência de que o SUS é feito para os usuários, de modo que a avaliação dos ususários (grande parte pessoas humildes) seria parte integrante do funcionamento do sistema. Isso diminuiria a assimetria de poder entre usuários e profissionais de saúde e provavelmente essa consciência gerada pelo sistema de avaliação estimularia a participação dos usuários na gestão tripartite do SUS.
Acho que esse modelo de avaliação deveria ser implantado para TODOS os serviços públicos, mas acho que devemos iniciar o debate pelos serviços de saúde.
As resistências política à esse sistema de avaliação podem vir de alguns setores coorporativistas de profissionais de saúde e principalmente dos tubarões da saúde, que não tem o menor interesse na melhoria da gestão e da qualçidade dos serviços do SUS.
Nesse momento, não vejo a menor possibilidade da consolidação do SUS sem um sistema de avaliação pelo usuários.
O que vocês acham?
Sem duvida em Minas temos uma experiencia com o choque de gestão.Em que foi definido claramente:Metas,Indicadores de desempenho,proposto e executado plano de investimento priorizando resultados finalisticos.Com resultado financeiro aos orgãos que cumpriram seus pactos de gestão(Contratualização. E a coisa tem andado(Pode ter melhorado pouco mas que melhorou melhorou).
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