no site Objetivando Disponibilizar
Vou voltar à discussão do presidente X presidenta. Pra me contradizer e nunca mais voltar ao assunto!
Vocês devem se lembrar aqui que eu reconheci que as duas formas (presidentE e presidentA) estão corretas para se referir a uma mulher que ocupe o cargo de presidente do que quer que seja, né?
OK, muitas mulheres (Dilmavana inclusive) defendem a preferência pelo termo presidentA para se impor ao machismo e patriarcado reinante etcetc pereré pão duro whiskas sachê blablablá. Mas eu acho que a vogal a já tem atribuições demais em sua vida (substantivo, artigo, preposição, crase mal-compreendida) pra ter que carregar sobre seu ângulo de 45 graus um peso tão importante como esse. Mas respeito a decisão e o raciocínio.
Até que a Cristine Marchini (@madycris) me enviou, por twitter, a lei 2.749 de 1956. O original está aqui.
(Muito obrigada pelo link, Cristine!)
LEI Nº 2.749, DE 2 DE ABRIL DE 1956Dá norma ao gênero dos nomes designativos das funções públicasO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei:Art 1º Será invariavelmente obervada a seguinte norma no emprego oficial de nome designativo de cargo público:
“O gênero gramatical desse nome, em seu natural acolhimento ao sexo do funcionário a quem se refira, tem que obedecer aos tradicionais preceitos pertinentes ao assunto e consagrados na lexeologia do idioma. Devem portanto, acompanhá-lo neste particular, se forem genericamente variáveis, assumindo, conforme o caso, eleição masculina ou feminina, quaisquer adjetivos ou expressões pronominais sintaticamente relacionadas com o dito nome”.Art 2º A regra acima exposta destina-se por natureza as repartições da União Federal, sendo extensiva às autarquias e a todo serviço cuja manutenção dependa, totalmente ou em parte, do Tesouro Nacional.Art 3º Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.Rio de Janeiro, 2 de abril de 1956; 135º da Independência e 68º da República.JUSCELINO KUBITSCHEKNereu Ramos
Tradução aplicada: sentou na cadeira de Presidente da República Federativa do Brasil e é mulher, deve ser chamada de PresidentA. Desde 1956.
Que se dane a ambiguidade da Língua Portuguesa.
Já que jota-cá assinou, eu me resigno e passo a adotar o termo presidentA. Argh!
E fico a esperar que toda a imprensa brasileira acate a lei.
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