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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Com ameaça de ponto, médicos de Jaboticabal entram em greve

Profissionais são contra sistema eletrônico para controlar faltas

na FSP

Após o anúncio da instalação de pontos eletrônicos para o monitoramento de horários, médicos da rede municipal de Jaboticabal decidiram entrar em greve.

Os atendimentos devem ser paralisados a partir das 8h de hoje para reivindicar melhores condições de trabalho e equiparação salarial com os médicos do Programa da Saúde da Família.

"O ponto eletrônico foi a gota d'água de uma situação que já vinha ruim", afirmou Ulysses Strogoff de Matos, diretor-adjunto do Simesp (sindicato dos médicos).

De acordo com Matos, os médicos ganham cerca de R$ 2.000 por 20 horas, mas no Saúde da Família o salário por 40 h é de R$ 12 mil.

A secretária da Saúde, Sônia Ferri, diz que os médicos não levaram reclamações para a pasta e que a minoria ganha o salário-base.

"A gente pede para cumprir o horário e as reivindicações acontecem", disse.

A prefeitura assinou, no último dia 19, um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público Estadual para assumir o controle dos horários.

A instalação dos pontos eletrônicos está em fase de licitação pela prefeitura.

Sônia diz que vai aguardar a adesão para tomar medidas contra a greve.

REUNIÃO

Médicos-assistentes do Hospital das Clínicas de Ribeirão se reúnem hoje na capital com o secretário de Estado da Saúde, Giovanni Cerri.

"[O secretário] Ficou de nos apresentar uma resposta provisória sobre as reivindicações", disse Strogoff.

A categoria, que está em greve há 37 dias, fez ontem uma manifestação pela equiparação salarial com médicos de hospitais estaduais.

Segundo balanço feito pelo HC na última segunda-feira, 251 das 2.425 consultas foram remarcadas.

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