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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Saúde Suplementar e "players"(!?!?) - quem diria - pedem "mais transparência"


Por mais transparência no setor


Nesta quarta-feira (3), em São Paulo, a IT Mídia realizou o III Colóquio de Saúde. A iniciativa, que prevê quatro encontros mediados pelo professor e filósofo Mario Sergio Cortella, tem por objetivo promover a reflexão sobre as relações entre os diferentes elos da cadeia da saúde, e contribuir, assim, para o desenvolvimento do setor.
A terceira mesa, na tarde da quarta-feira (3), contou com a presença de quatro convidados: o presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), Jorge Curi; o representante das operadoras e diretor da Amil, Paulo Marcos de Souza; o presidente da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Próteses (Abraidi), Roberto Rodrigues, e vice-presidente do Conselho Deliberativo da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Francisco Balestrin, que falaram sobre a Relação entre Fornecedores, Médicos, Hospitais e Operadoras.
A avaliação e a deficiência da formação dos médicos no País e a atuação da indústria no financiamento do profissional para congressos e especializações foi um dos primeiros temas abordados pelos membros da mesa. O consenso dos participantes e convidados é de que a prática é salutar para a valorização do recurso humano na prática médica desde que não interfira no exercício e ética laica da profissão.
Curi, da APM, deixou claro o compromisso da categoria médica sobre o assunto. “A AMB e a CFM têm centenas de diretrizes para neutralizar excessos na área. A própria indústria deve controlar isso e manter seu grande papel como parceiro e não banalizar seu nome e de se produto”.
Quanto à glosa, ele também sugere boas práticas. “Precisamos estudar o assunto. Acredito que o médico deve ser constantemente avaliado em todas as instâncias de atendimento. A falta de conversa gera falta de resultado”.
Quantos às margens aplicadas por elo da cadeia, Rodrigues, da Abraidi, ressaltou o desvio cultural que leva certos players no mercado a encarecerem o custo de OPMES, inviabilizando o setor. “Esse desvio custa ao País. A cadeia movimenta grandes volumes e precisamos de uma zona de concordância”.
Nesse sentido, Balestrin lembrou que há uma relação positiva entre as empresas de cada elo, o que consiste uma vantagem competitiva. “É uma força de nosso segmento ter uma indústria competente ao nosso lado como a farmacêutica e a de equipamentos. Devemos definir parâmetros claros e instituir a governança corporativa, com perspectivas de gestão. Assim, o conflito de relações econômico-financeiras da indústria seria regrado”.
Pela relevância dos temas e certa predisposição às melhorias e boas práticas, os convidados do colóquio conseguiram reunir e dar início a uma agenda com diretrizes sugeridas por todos os elos. Entre os primeiros pontos levantados no colóquio estão: a necessidade de identificar causas dos altos custos de OPMES, numa agenda que conte com a participação da Anvisa; uma agenda de orientações claras para a AMB de acordo com a realidade médica; propostas para educação permanente dos médicos; pauta com a magistratura brasileira a fim de preparar peritos que atuam com juízes nos casos médicos, e um movimento de incentivo pelas acreditações dos hospitais brasileiros.
O último aspecto sugerido pelo Balestrin que entende como meio fundamental para instituir métodos e objetivos para resultados operacionais que passam por modelos de governança. Ele acredita ainda na necessidade de uma câmara privada multisetorial para discussões assistenciais e políticas.
 Colóquios de Saúde
Durante este ano, foram realizados três encontros. No primeiro encontro, houve o diálogo sobre a Relação entre Hospitais e Operadoras; no segundo, sobre a Relação entre Hospitais, Operadoras e Médicos. A consolidação do trabalho dos Colóquios de Saúde, em um documento com diretrizes para uma melhor convivência no setor, será apresentada na 9ª edição do Saúde Business Forum, a ser realizado entre os dias 21 e 25 de setembro, no Iberostar Hotel, na Praia do Forte (BA).
Comentário: O parágrafo destacado em vermelho é importantíssimo. 
Os "players do mercado" (o cara se autodefiniu assim, como "player", ou seja, "jogador"), por conta de "um desvio cultural" (eufemismo barato para a ganância e a extorsão praticada pelos corsários do mercado de OPMES no mercado da saúde), elevam os custos...
Quantas mortes, insucessos terapêuticos, seqüelas e dores deveríamos computar na conta destes joguinhos praticados pelos "players"?
Depois vem a 'tchurma' dos hospitais privados, santas casas e assemelhados e coloca a culpa toda na "tabela do SUS"...
Atenção gestores do SUS! Recomendo recortar o parágrafrafo grifado em vermelho, enquadrar e pendurar na parede de suas salas quando forem negociar com seus fornecedores...

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