O país tomou conhecimento esta semana da linda e comovente história do exílio de Anivaldo Padilha, pai do ministro Alexandre Padilha.
Uma história como essa teria que ter, naturalmente, algo de muito curioso.
E, realmente, tem: Genebra é o cenário de seu início e, também, do seu fim.
Em 1972, Anivaldo foi para a Suíça, após meses de prisão e tortura no Brasil, onde ficou a companheira, também militante, grávida.
Nos anos em que estiveram em países diferentes, pai e filho se comunicavam por cartas e por cassetes, entregues por amigos e pela avó paterna. O irmão mais novo de Alexandre, que nasceu na Suíça, acreditava, por isso, que o irmão mais velho morava dentro do gravador.
( Fantasia de criança? Não só. Há pessoas que moram dentro de gravador. Ligue o seu e logo aparecerá Gilbertinho Carvalho falando pelos cotovelos)
E foi em Genebra, onde estava em viagem de trabalho, que Alexandre Padilha recebeu o telefonema do pai informando que, 40 anos depois, a história tinha, finalmente, um desfecho favorável à vítima. Os dois choraram.
Nenhum comentário:
Postar um comentário