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sábado, 26 de maio de 2012

Genebra, quase um filme: 'Em nome do pai'


O país tomou conhecimento esta semana da linda e comovente história do exílio de Anivaldo Padilha, pai do ministro Alexandre Padilha.

Uma história como essa teria que ter, naturalmente, algo de muito curioso.

E, realmente, tem: Genebra é o cenário de seu início e, também, do seu fim.

Em 1972, Anivaldo foi para a Suíça, após meses de prisão e tortura no Brasil, onde ficou a companheira, também militante, grávida.

Nos anos em que estiveram em países diferentes, pai e filho se comunicavam por cartas e por cassetes, entregues por amigos e pela avó paterna. O irmão mais novo de Alexandre, que nasceu na Suíça, acreditava, por isso, que o irmão mais velho morava dentro do gravador.

( Fantasia de criança? Não só. Há pessoas que moram dentro de gravador. Ligue o seu e logo aparecerá Gilbertinho Carvalho falando pelos cotovelos)

E foi em Genebra, onde estava em viagem de trabalho, que Alexandre Padilha recebeu o telefonema do pai informando que, 40 anos depois, a história tinha, finalmente, um desfecho favorável à vítima. Os dois choraram.

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