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sexta-feira, 29 de março de 2013

Caso Evangélico: “Alguns pacientes teriam chance”:


Karina Carrer, ex-fisioterapeuta do Hospital Evangélico


na Gazeta do Povo



A fisioterapeuta Ka­­rina Carrer foi a pri­­meira pessoa a denunciar os óbitos que ocorreram na UTI geral do Hospital Evangélico de Curitiba e que acabaram sendo investigados pela polícia. Formada há 11 anos, a fisioterapeuta já havia trabalhado em outros hospitais e UTIs e afirma que nunca havia visto nada parecido com os procedimentos adotados no setor comandado pela médica Virgínia Helena Soares de Souza. Ela diz que chamava a atenção o grande número de óbitos ocorridos nos primeiros dias de internação, o que, segundo ela, não era comum em outros hospitais onde trabalhou. Em entrevista à Gazeta do Povo, ela nega que a denúncia seria uma vingança por desavenças pessoais entre os funcionários da UTI.

Como você decidiu denunciar o que ocorria dentro da UTI?

Fiz a primeira denúncia na ouvidoria do estado em março do ano passado e continuei trabalhando no hospital. Eu achava que a qualquer momento a polícia ia chegar e eu poderia ajudar. Continuei na UTI por causa disso. Em maio, pedi para mudar de setor. Ainda continuei na instituição por alguns meses e, quando decidi sair, pedi demissão.

O que você notou de estranho que não havia em outros lugares?


Os óbitos. Sempre trabalhei em UTI e nunca tinha visto alguma coisa desse tipo em toda a minha vida. Eu acredito que alguns pacientes teriam chance de recuperação. O prognóstico era fechado muito rapidamente. Às vezes o óbito vinha com dois dias de internação, o que é pouquíssimo tempo. 

Você contou a alguém que fez a denúncia?


Não avisei ninguém por medo de represálias. Todas as pessoas que trabalhavam lá eram meio revoltadas com o que acontecia, mas todos tinham muito medo dela [da médica Virgínia], porque ela era muito explosiva. Isso inibia as denúncias. Todo mundo sentia que ela era muito poderosa.

E como você está agora?


Estou acompanhando o caso, mas estou apreensiva. Esperava que a investigação acontecesse, mas não que ela fosse presa, e nem as outras pessoas. Só queria que não acontecesse mais nada do que aconteceu. Tudo aquilo que aconteceu foi de uma maneira gratuita. Os pacientes e os familiares não têm culpa. 

A acusação da defesa da médica é de que todo o processo começou por uma briga pessoal dos funcionários. Qual sua opinião a respeito?


Havia atraso de pagamentos e insatisfação dos funcionários, mas nós, que trabalhávamos na UTI, não entrávamos em greve, até porque é um lugar que não dá pra abandonar. Mas não era rixa pessoal com a médica. Não quero me vingar dela, nunca quis. 

2 comentários:

  1. A vida das pessoas que estavam nas maos dessa medica psicopata foram 'desligadas' sem criterio algum. Nao existe justificativa para essa atitude. Todos tem que pagar pelos crimes que cometeram. Justica seja feita.

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  2. E o interessante é que somente essa fisioterapeuta deve a coragem de denunciar. Como é que em tantos anos, tantas pessoas presenciaram esse fato (pois depois da prisão, tantos ex funcionários se dispusera a depor), qual o Poder que essa "Dra" exercia frente as pessoas?? Com certeza possui alguma psicopatia, pois psicopatas geram muito medo nas pessoas. As familias não sabiam o que estava acontecendo, mas os funcionários sabiam.

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