Noticiário de hoje aponta dois tropeções preocupantes por parte do governo-que-não-começou:
O primeiro tropeção, está na primeira página dos jornais e informa que Paraná chegou ao fim de 2012, com 46,67% do orçamento comprometido com a folha de pagamento. Limite prudencial é de 46,55%.
Pela LRF, o limite prudencial – uma espécie de primeiro alerta – para esse tipo de despesa é de 46,55%. Ao ultrapassar esse porcentual, o poder público fica impedido, por exemplo, de reajustar salários e contratar novos servidores.
Mesmo assim, o playboy que ocupa o cargo (mas não exerce a função) de governador, andou apregoando aos quatro ventos que pretende contratar algumas dezenas de milhares de servidores para saúde e educação e ainda por cima quer criar mais 41 novos cargos em comissão na Secretaria de Governo.
Esqueceu de "combinar com os russos".
O segundo tropeção é surreal: o playboy que ocupa o cargo (mas não exerce a função) de governador mandou para a Assembléia Legislativa um projeto de lei que dispensa a apresentação da Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas (CNDT) nos convênios, acordos e ajustes celebrados entre o Estado e as entidades sem fins lucrativos e declaradas de utilidade pública, como ONGs , OS e Oscips.
De uma só pernada, o governo(???) do estado atropelou sem dó a lei 8.666/93 e a Constituição Federal.
Ilegalidade pouca é bobagem.
Ironia do destino é saber que o playboy que ocupa o cargo (mas não exerce a função) de governador resolveu transgredir logo o conjunto de leis caríssimo aos corações e mentes da tucanalha.
Fazem parte deste conjunto a lei 8.666/93, assim como a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), ambas concebidas, gestadas e paridas sob as benesses do FMI, dentro dos preceitos da bíblia do neoliberalismo (Consenso de Washington) e são a mais pura expressão da subserviência dos tucanos(*) aos mandamentos do capital especulativo internacional.
(*)Depois deste conjunto de leis, chanceler brasileiro ser obrigado a tirar sapatos na revista de aeroporto por um soldado raso ianque foi fichinha...
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