Durante os últimos dias presenciamos a polêmica do transporte coletivo de Curitiba e lembrei de debates que participei sobre o mesmo nos anos 80 e 90.
Poucos cidadãos de Curitiba sabem como funcionam a fixação da tarifa e a forma de pagamento das empresas. As passagens pagas pelos usuários entram no orçamento municipal e o Município remunera as empresas por quilômetro rodado. Lembro que à época já se falava que os critérios para fixação das tarifas era ultrapassado pois o avanço tecnológico teria reduzido custos.
Mas uma outra questão precisa ser melhor analisada no que diz respeito às isenções no transporte coletivo. Inicio dizendo que defendo as isenções pois defendo tarifa zero no transporte coletivo e outra forma de financiamento.
O que me incomoda nas isenções é que quem paga são os demais usuários pois o custo é dividido por todos.
É justo que os policiais militares sejam isentos mas eles são servidores estaduais e por que o Estado do Paraná não ressarce o sistema de transporte coletivo?
É justo que carteiros sejam isentos mas por que o empregador Empresa Brasileira de Correios não paga as passagens?
É justo que guardas municipais não paguem passagem mas por que o Município de Curitiba não ressarce o sistema?
É justo que sejam isentos os idosos e os aposentados por invalidez mas por que não são os ministérios da Assistência e Previdência Social que ressarcem o Município de Curitiba por essas passagens não pagas?
É ainda mais justo que estudantes tenham subsídio no transporte coletivo mas por que os mantenedores das escolas não ressarcem o sistema de transporte coletivo?
Se não houver o ressarcimento e nem fundos especiais para custear as isenções quem acaba pagando a conta são os demais usuários.
RESSALTO QUE DEFENDO AS ISENÇÕES MAS É PRECISO REDISCUTIR A FORMA DE FINANCIAMENTO.
É APENAS UMA SUGESTÃO DE DEBATE.
Nenhum comentário:
Postar um comentário