Prezado Mario Lobato, talvez não seja o momento, talvez não seja nada, talvez você tenha feito a diferença.
Você se mostrou pra mim, um homem desprovido de vaidade, compromissado com a medicina e com a informação, com a poesia, e nestes últimos dias com uma "possível" chegada antecipada da "indesejada das gentes".
Trabalho intenso, diuturno, incentivado não, intensivo sim. O dr. Lobato não conta histórias, nem dá opinião, no máximo parecer.
Morrer apropriadamente e no momento oportuno pode ter compreensão diversa sob a ótica do observador, seja ele médico ou paciente. De acordo com os jornais do dia, falam em 1.7 mil prontuários sob análise, pessoas, pais, mães, avós e filhos reduzidos a termos, termos médicos, termos que sentir falta para sempre.
A droga vicia quase sempre os usuários, já a overdose pode ser fatal sempre que se presta para isso.
Necessidade, desejo, vontade... Ah vontade, à vontade está a vontade de viver, de querer viver, vontade de respirar, vontade de suspirar, vontade de continuar existindo, a despeito da vontade alheia.
Roberto Rolim De Moura Junior
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