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terça-feira, 16 de abril de 2013

MPF processa 26 frigoríficos por irregularidades; multas chegam a R$ 550 milhões


As estimativas apontam que foram abatidos cerca de 55 mil animais criados em fazendas irregulares. Os trabalhadores do setor frigorífico estão em campanha pela norma que garante melhores condições de trabalho.

De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.


(1’23” / 323 Kb) - A compra e comercialização de bois criados ilegalmente levou o Ministério Público Federal (MPF) a abrir processo contra 26 frigoríficos. As empresas atuam nos estados do Amazonas, Mato Grosso e Rondônia e são acusadas de devastação florestal, trabalho escravo e violação de direitos indígenas.
O pedido encaminhado à Justiça estabelece indenizações no valor superior a R$ 550 milhões. As ações judiciais foram propostas quando os frigoríficos se negaram a assinar um acordo no qual se comprometiam a não comprar carne de criadores envolvidos em irregularidades.
As infrações foram identificadas a partir de dados públicos sobre o local de origem e abate dos animais. Eles foram rastreados e relacionados a propriedades que aparecem na lista suja do trabalho escravo ou localizadas em áreas indígenas e de proteção ambiental.
Com o mapeamento da cadeia produtiva da carne, as estimativas apontam que foram comercializados e abatidos cerca de 55 mil animais criados em fazendas com irregularidades.
Os trabalhadores do setor frigorífico estão em campanha pela regulamentação da Norma Regulamentadora 36, que garante melhorias nas condições de trabalho e pode beneficiar 500 mil pessoas em todo o país.

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