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segunda-feira, 7 de abril de 2014

O DNA é Tucano! "O único a ganhar com a mudança feita pelo Bebeto na Sanepar foi o sócio privado"


Sócio privado lucra R$ 350 milhões depois de lei aprovada na AL

via Tadeu Veneri

O pedido do acionista privado da Sanepar, Dominó Holdings S.A, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para converter 57, 8 milhões de ações ordinárias para o mesmo número de ações preferenciais é o primeiro desdobramento da migração da empresa para o Nível II de Governança Corporativa da Bovespa. O pedido, revelado em comunicado ao mercado da Sanepar em 3 de abril, está sendo feito com base na permissão dada pela Assembleia Legislativa no mês passado quando autorizou o aumento de capital da empresa e a mudança de nível das ações na Bovespa para que a estatal pudesse emitir novas ações preferenciais.



A operação de conversão das ações é um grande negócio para o consórcio privado. Ao fazer a operação, a Dominó ganha dez por cento a mais sobre o direito a dividendos na mudança de ordinárias para preferenciais. Além disso, o consórcio mantém o poder de decisão na companhia, já que a migração para o nível II proporciona aos donos das ações preferenciais o direito a voto em várias situações. 

A cotação do dia 4 de abril para as ações preferenciais da Sanepar é de R$ 6,05. O que, automaticamente, dá um ganho de R$ 350 milhões aos ativos do sócio privado da Sanepar. “Nesta fase do processo, o único a ganhar com a mudança feita pelo atual governo na Sanepar foi o sócio privado”, disse o deputado Tadeu Veneri, líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa. 

Irregularidade

Veneri também chamou a atenção para a indicação do diretor do grupo Dominó, Renato Torres de faria, como conselheiro independente da Sanepar no processo de migração das ações. Torres é um dos representantes do Consórcio Dominó. Mesmo assim, ele foi indicado junto com Fabiano Campello, para atuar como auditor independente, cuja função é zelar para que a companhia não privilegie nenhum dos sócios na tomada de decisões. “Como é que uma pessoa que representa um dos sócios controladores pode atuar como conselheiro independente? Isso vai contra as regras da CVM”, denunciou Veneri.

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